outubro 30 2009
Bonequinho: ‘Besouro’ é uma saga sobre grandes vilões e não um épico definitivo sobre o herói capoeirista
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O Globo, 30/10/2009
Por Rodrigo Fonseca
RIO – “Besouro” é uma saga sobre grandes vilões e não um épico definitivo sobre o herói capoeirista. A falta de ginga do estreante Ailton Carmo na defesa dramática do personagem apenas amplia o refinado flerte com a vilania clássica feita por dois inspirados atores. De um lado está Flávio Rocha, trunfo do filme de João Daniel Tikhomiroff, na pele do coronel Venâncio. Do outro, Irandhir Santos, o capataz Noca de Antônia. São eles que delineiam o espírito racista de época contra o qual o longa se digladia, constituindo-se não como “um filme de ação” e sim como “um filme com ação”. Chamá-lo de “O tigre e o dragão” brasileiro seria um desrespeito colonizado, uma vez que o longa de Ang Lee não passa de uma reles subversão dos códigos estabelecidos da aventura.
Veterano da publicidade que estreia na direção de longas, Tikhomiroff foi feliz ao trabalhar os personagens como em núcleos dramáticos. Sabe-se com clareza tudo o que Venâncio pensa. Já Besouro carece de lapidação dramática. Sua luta é atraente, mas não arrebata.
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Via O Globo








