julho 25 2010

Irandhir Santos é ‘o cara’, e a cara da vez no cinema nacional

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Onipresente nas telas, ator se junta ao time de Nachtergaele e João Miguel. Ele está em ‘Quincas Berro Dágua’, ‘Olhos azuis’ e ‘Tropa de elite 2′.

G1 Pop & Arte, 21/05/2010
Por Ronaldo Pelli

Você talvez não se lembre de imediato do nome Irandhir Santos, mas certamente o rosto do ator vai ficar cada vez mais familiar para quem acompanha o cinema nacional. Só neste mês, ele está nos filmes “Viajo porque preciso, volto porque te amo”, já em cartaz, em “Quincas Berro Dágua”, que estreia na sexta (21) e em “Olhos azuis”, que chegará às telas no dia 28.

Além desses, Irandhir também faz um dos principais papéis de “Tropa de elite 2” – longa que é aposta de sucesso nas bilheterias – e já se prepara para filmar no segundo semestre “A febre do rato”, novo projeto do diretor Claudio Assis.

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Irandhir (esquerda) carrega ‘Quincas’ (Paulo José) junto com Flávio Bauraqui (Foto: Divulgação)

Mesmo assim, ele não se acha “o cara” da vez no cinema. “Sou apenas o cara que está gostando de fazer cinema”, diverte-se. O acanhado pernambucano, que começou a aparecer para o Brasil em “Cinema, aspirinas e urubus” (2005), do conterrâneo Marcelo Gomes, repete uma trajetória de outros atores, como Matheus Nachtergaele, João Miguel e Dira Paes. Todos tiveram suas fases e foram “a cara” do cinema nacional nos últimos anos.

Em “Quincas”, interpreta o cabo Martim, que comanda a tropa de amigos boêmios de Quincas, vivido por Paulo José, que vão levá-lo para passear pelas ruas de Salvador, mesmo morto.

“O ‘Quincas’ foi desafiador porque foi feito todo em noturna. A gente passou quase oito semanas filmando à noite, trocou o dia pela noite. Isso, fisicamente, era difícil de fazer, mas teve uma força de vontade da equipe, com o grande motor da equipe sendo o Paulo José. Ele veio com uma energia especial para esse projeto e contagiou todo mundo”, explicou Irandhir.

Cinema: uma necessidade
Curiosamente, a sua entrada no cinema foi por uma questão de necessidade. Filho de um bancário que se mudava constantemente, Irandhir explica que eram raras as salas de cinema nas pequenas cidades do interior. O jeito para se aproximar dos filmes foi, então, participar de um deles.

“Desde criança gosto de cinema, sou um grande espectador. E quando eu tive a primeira oportunidade, comecei a fazer os filmes.”

Talvez por essa infância nômade, ele goste tanto de ficar em casa, e nem pensa, por enquanto, em sair de Recife.

“Hoje independe o lugar onde você vive. Não é determinante morar no eixo efervescente, onde se encontram as produções. Com a experiência que venho tendo, descobri em mim o prazer de permanecer. De viver as histórias que eu tenho aqui da minha terra.”

Local, universal
O Nordeste é tão presente para Irandhir que aparece em sua obra até em seu primeiro e único, por enquanto, trabalho para a TV: ele foi o Quaderna, protagonista da série “A pedra do reino”, projeto do diretor Luiz Fernando Carvalho.

“Foi um período especial na minha vida com imersão no trabalho muito forte. Devido à característica do Luiz Fernando Carvalho de trabalho. Ele nos levou para o sertão da Paraíba onde passamos quase cinco meses, dentro do que seria o seria o cenário, na cidade narrada no livro de Ariano Suassuna, cercado de profissionais, que eram verdadeiros professores. Me senti numa segunda universidade”, diz Irandhir que é formado em Artes Cênicas.

Mas, apesar de ressaltar bastante as raízes, Irandhir acredita que, quanto mais se explora essas mesmas raízes, mais se é universal. E usa o próprio Ariano Suassuna, a quem considera como uma espécie de ídolo, para explicar o seu raciocínio.

“Gosto muito do jeito que Ariano escreve, tão fiel às suas raízes, mas tão profundo, que extrapola os limites. Ele foi o início. Ele que povoou a minha mente na adolescência. Foi ele o responsável por estar pisando num palco, nas primeiras peças que fiz na escola e até amadoras: foram textos de Ariano.”

Ariano, porém, não é o único a quem Irandhir considera capaz de falar, ao mesmo tempo, sobre o local e o universal. O “Quincas”, de Sérgio Machado, também é um exemplo.

“O que eu gostei muito é que (o filme) é a cara da Bahia, mas ele vai tão profundo na raiz dele que levanta temas universais. Amizade, o filme é uma grande celebração à vida, e o Sérgio (Machado) pontua muito bem isso. Para os atores que não eram de lá, foi o grande gancho para a gente se sentir à vontade nessa história.”

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‘Olhos azuis’ traz Irandhir como imigrante ilegal nos Estados Unidos. (Foto: Divulgação)

Mesmo “Tropa de Elite 2” tem essa característica para ele. Seu personagem, o professor de história Diogo Fraga bate de frente com a política de segurança pública do Rio de Janeiro. Defensor dos direitos humanos, Diogo é contra todo mundo que for a favor da estrutura política vigente fluminense – inclusive aí um tal de capitão Nascimento.

“O meu personagem vem para dizer que há outras forças de resolver a criminalidade além da violência. Que o narcotráfico, sim, é um problema, mas que a polícia também acaba sendo um problema quando ela quer resolver tudo na medida força. E é também um problema que extrapola o estado do Rio de Janeiro.”

Fronteiras
Outro filme que fala sobre a questão das fronteiras – mas dessa vez, literalmente – é o longa “Olhos azuis”, de José Joffily. Nele, Irandhir é Nonato, um emigrante brasileiro que mora nos EUA e tenta entrar no país que adotou, mas encontra um policial que implica com ele.

“Nunca fui aos EUA e nunca vivi uma experiência parecida com o filme, mas tenho relatos de pessoas próximas. O próprio Joffily me fez conhecer algumas pessoas que passaram por isso.. Como é difícil essa questão do imigrante, do estrangeiro lá fora”, questiona, para completar: “Diferente do Nonato, eu vou para outros estados, trabalho e volto. Aqui que eu permaneço”.

“Aqui” bem que poderia ser o cinema.

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Link para a matéria no G1 e para ver os trailers dos filmes

julho 22 2010

Irandhir Santos com Leila Farias e Walter Leite

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Foto de Irandhir Santos na coluna de João Alberto, no caderno Viver do Diário de Pernambuco do dia 22 de julho de 2010.

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Link para a nota no Diário de Pernambuco

julho 02 2010

Elenco e convidados conferem a pré-estreia de Quincas Berro D’água

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A sessão foi no Cinemarck Downtown, na Barra

Contigo!, 05/05/2010
Por Marcelle Lira – Edição Lorena Forti

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Muitos famosos compareceram ontem (4/5/2010) à pré-estreia do longa Quincas Berro D’Água, no Cinemark do Shopping Downtown, na Barra, no Rio de Janeiro. Estiveram presentes atores do elenco, como Paulo José (protagonista), Mariana Ximenes, Vladimir Brichta, Milton Gonçalves, Irandhir Santos, Luis Miranda e Flavio Bauraqui, além do próprio diretor do filme, Sérgio Machado, e outros famosos como: Letícia Spiller, Lázaro Ramos, Taís Araújo e Reynaldo Gianecchini.

Vladimir Brichta, que interpreta Leonardo no longa-metragem, não cansa de assistir ao filme: ”Faço o Leonardo, casado com a personagem da Mariana Ximenes. Ele é do núcleo burguês. No filme, tenho a tarefa de defender a burguesia decadente. O filme vai ser divertido, tem um elenco encantador, envolvente. O Paulo José está fazendo um trabalho magnífico. É um dos poucos filmes que vejo pela quarta, quinta vez e sempre me encanto. Recomendo mesmo!”.

Milton Gonçalves, estreando dois longas ao mesmo tempo, defende o filme brasileiro: ”Ainda não vi o filme pronto. Pra mim, vai ser uma surpresa. Estou muito feliz! Hoje estreio dois filmes: além deste, o Segurança Nacional . Os filmes são maravilhosos! Temos que prestigiar mesmo a arte nacional!”. O ator logo voltará à TV, com uma participação num episódio de Força Tarefa (TV Globo).

Lázaro Ramos, de acordo com Milton Gonçalves, comentou: ”Muito bom prestigiar os filmes nacionais, e sei que este tem várias qualidades artísticas. Fiz o primeiro filme do Sérgio Machado, e dizem que, geralmente, os primeiros são melhores do que os que seguem. Mas acho isso um mito. Vim assistir com a alma aberta e tenho certeza de que é um ótimo filme” .

Taís Araújo, já no fim das gravações de Viver a Vida, falou dos novos projetos: ”Estou em êxtase, mas louca para sair de férias, descansar. Quero viajar, mas ainda não sei para onde. O que tenho certeza é que, um dia depois da novela terminar, vou divulgá-la em Portugal, onde as novelas brasileiras sempre fazem um grande sucesso. Devo ficar por lá durante uma semana. A novela é um sucesso lá! Tenho alguns projetos, e entre eles está fazer teatro. Tem três anos que não faço e quero voltar aos palcos”.

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Link para a matéria na Contigo!

junho 30 2010

Confira o trailer de Tropa de Elite 2. O pernambucano Irandhir Santos está no elenco

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Blog de Jamildo, 29/06/2010
Por Daniel Guedes

Trailer de “Tropa de Elite 2″ (Brasil, 2010), com Wagner Moura, André Ramiro, Milhem Cortaz, Seu Jorge, Maria Ribeiro. 2010. Nascimento (Moura) enfrenta um novo inimigo: as milícias. Ao bater de frente com o sistema que domina o Rio de Janeiro, ele descobre que o problema é muito maior do que imaginava. E não é só. Ele precisa equilibrar o desafio de pacificar uma cidade ocupada pelo crime com as constantes preocupações com o filho adolescente. Quando o universo pessoal e o profissional de Nascimento se encontram, o resultado é explosivo.. O roteiro é Bráulio Mantovani. Argumento de José Padilha, Rodrigo Pimentel e Bráulio Mantovani. Direção de José Padilha. Estreia prevista para 8 de outubro.

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Link para a matéria no Blog de Jamildo

junho 02 2010

Irandhir Santos convida os leitores do SRZD para assistir a “Olhos Azuis”

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Link para o vídeo no SRZD

junho 02 2010

Em alta no cinema nacional, Irandhir Santos não esquece suas raízes e revela um segredo

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Sidney Rezende, 25/05/2010
Por Rafaella Javoski

Prestes a estar em cartaz com dois filmes, Irandhir Santos é um dos principais nomes do cinema nacional atualmente. Ele ganhou o Brasil e passa pela fase mais importante de sua carreira. Mas, humilde, o pernambucano de 31 anos simplifica a boa fase.

“O melhor momento é quando estou trabalhando. Ser ator e trabalhar no cinema é bom demais”, comentou ele, que vive o pernambucano Nonato em “Olhos Azuis”, de José Joffily, que estreia nesta sexta-feira.

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Produzido em 2007, o filme mostra histórias de imigrantes que tentam entrar nos Estados Unidos. O ator, que diversas vezes precisou deixar o Recife, onde mora, em razão do trabalho, comentou que sentiu certa semelhança entre ele e a personagem.

“O filme surgiu em um momento que eu estava querendo fazer cinema. Eu também tenho que sair para trabalhar como o Nonato”, disse o ator, que precisou de um reforço em inglês, já que sua personagem fala a língua dos Estados Unidos durante todo o filme.

E ele aproveitou ainda para elogiar o diretor. “Eu tinha alguma noção de leitura, mas faltava fluência. Quando percebi isso falei com o Joffily e ele me deu dois meses de aulas com um professor americano que me ensinou o inglês de rua. Esse tempo foi essencial e ele demonstrou muita generosidade”, contou Santos, acrescentando que a convivência com os atores americanos foi importante e que ele, algumas vezes, recorreu ao português para demonstrar emoção.

Mas o ator também pode ser visto em “Quincas Berro D’Água”, cujo trabalho ele classificou em apenas uma palavra: fascinante. No longa, ele é um dos quatro amigos do protagonista. “O Paulo (José) é excepcional. Ele tomou as características do Quincas e criou o clima do filme entre nós. Só observá-lo foi um aprendizado”, afirmou.

Santos também não deixou de comentar o trabalho do diretor, Sérgio Machado. “Ele foi essencial. A situação já é absurda, então ele nos incentivou a levar a sério”, contou o ator, dizendo ainda que a morte da personagem foi realmente dolorida para o elenco e que os atores choraram durante os ensaios.

Para a produção, inspirada na obra de Jorge Amado, ele recebeu o convite de Machado e concordou que a responsabilidade foi maior. “Senti um tremor nas pernas mas foi muito prazeroso, mais que um presente”, comemorou.

Novidade na “Tropa”

E não é só isso. No dia 3 de setembro ele invade as telonas ao lado do coronel Nascimento em “Tropa de Elite 2″. No longa ele vive Diogo Fraga, que vai defender os direitos humanos contra a política. Santos comentou que esse era o personagem que faltava no primeiro filme.

Com tantos trabalhos, engana-se quem pensa que Iradhir Santos planeja férias. No segundo semestre ele inicia as filmagens de “A Febre do Rato”, de Cláudio Assis. Além disso, ele tem um projeto para o teatro com os colegas da Universidade Federal de Pernambuco, onde se formou em Artes Cênicas. O objetivo do grupo é subir aos palcos do Recife em 2011.

Intimidade

Se o sucesso de Irandhir Santos tem um segredo, este pode ser o caderninho que ele faz em cada trabalho. O ator explicou que sente a necessidade de sentir suas personagens e que dentro dele há recortes do roteiro, desenhos e fotos. “O caderno é meu guia. A cada término de trabalho eu guardo no baú. Com as pre-estreias, eu me vi retomando os caderninhos pra vivenciar o que já aconteceu”, revelou ele que, apesar de falar sobre o mimo, não deixou que fosse fotografado.

Para a construção de Nonato, ele trabalhou com as cores e usou o amarelo, laranja e vermelho para classificar a tensão da personagem. Ele justificou que estas eram as cores que denominavam o tipo de alerta nos Estados Unidos após o 11 de setembro.

Família e história

Nascido no interior do estado de Pernambuco, ele continua com suas raízes fincadas na região. Irandhir não mudou-se para nenhuma cidade dos grandes centros e, após cada trabalho, volta para o Recife.

“Já passei alguns meses no Rio, depois na Paraíba. Eu saio, vivo, mas preciso retornar. Aquele é o meu espaço, a minha família”, desabafou o ator, que mora no Recife, mas visita com frequência os pais em Limoeiro, no interior do estado. “Eu sento na calçada, falo sozinho. Eu como ator vivo muitas vidas, mas a minha é emocionante e única e vou até lá para buscá-la”.

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Link para a matéria no SRZD

junho 02 2010

Irandhir Santos fala sobre o filme “Quincas Berro D’água”

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O ator pernambucano disse que, durante o filme, há muitas despedidas.

Globo News, 25/05/2010

Durante a exibição de um trecho do filme, o ator relembrou nomes de grandes atores, como Paulo José e Marieta Severo, que contracenaram com ele nas filmagens de “Quincas Berro D’água”.

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A seguir, confira a entrevista.

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Link da matéria na Globo Vídeos

maio 21 2010

Ator pernambucano em dose dupla no cinema

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Irandhir Santos interpreta o cabo Martin, no Quincas Berro D’água, que estreia nesta sexta-feira (21)

Da Redação do pe360graus.com, 21/05/2010

Um ator pernambucano vai brilhar em dois filmes, um deles com estreia marcada para esta sexta-feira (21). Irandhir Santos interpreta o cabo Martin, no Quincas Berro D’água. “Ele é o motor que proporciona este cortejo festivo, do morto mais vivo do que muitos vivos. É uma comédia que vai vir para pegar a família e os amigos”, contou.

Além desse filme, ele aparece em Olhos Azuis. “Ele fala sobre o momento do estrangeiro em um país distante. Como relacionar a diferença entre nações”, disse. O filme reúne atores de vários países, como Argentina e Estados Unidos. A estreia está prevista para a próxima sexta-feira (28).

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A seguir entrevista exibida no Bom Dia Pernambuco (21/05/2010).

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maio 18 2010

Em “Tropa de Elite 2″, Irandhir Santos diz que seu personagem pode ”peitar” até o Capitão Nascimento

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Cinema UOL, 15/05/2010
Por Alysson Oliveira

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O ator pernambuco Irandhir Santos posa para foto em São Paulo

Quando o diretor Sérgio Machado estava fazendo a seleção de elenco para seu filme “Quincas Berro D’Água”, diversas pessoas chegavam até ele com o mesmo comentário. “Você precisa conhecer esse tal de Irandhir Santos. Ele é um gênio”. Depois de tanta insistência, o cineasta já estava certo de que o ator estaria em seu filme. Mesmo assim, pediu para o “gênio” fazer um teste. E qual não foi a sua surpresa? Irandhir era mesmo um gênio.

Quando se lembra dessa história, que Machado contou na coletiva do filme em São Paulo, o ator ri e desconversa. “As pessoas só falavam bem por que paguei para elas fazerem propaganda de mim”, brinca. Alguém desavisado pode até acreditar, mas quem acompanha cinema brasileiro já deve ter percebido que Irandhir Santos é um dos nomes do momento, e não apenas porque só no mês de maio estreiam três filmes nos quais ele tem papeis importantes, “Viajo porque preciso, Volto porque te amo”, “Quincas Berro D’Água” e “Olhos Azuis”. Mas também porque no segundo semestre ele estará nas telas em um dos filmes mais aguardados do ano, “Tropa de Elite 2”.

No filme de José Padilha ele faz Diogo Fraga, um defensor dos direitos humanos que, segundo o ator, “diz não à política de segurança pública, uma política de repressão contra os pobres, os moradores dos morros”. Em outras palavras, ele bate de frente com o ex-capitão, agora coronel Nascimento (novamente interpretado por Wagner Moura)? “Ele peita qualquer personagem que seja a favor dessa truculência, desse domínio vigente. Qualquer um mesmo, até o Nascimento, se ele foi a favor dessa política”, disse Santos ao UOL Cinema.

O personagem foi um convite de Padilha, que também tinha ouvido só elogios sobre o ator vindos do diretor de fotografia Lula Carvalho e da respeitada preparadora de elenco Fátima Toledo, que havia trabalhado com Santos em “Besouro” (2009) e em “Quincas Berro D’Água”. Fraga, segundo o ator, foi inspirado no deputado estadual carioca Marcelo Freixo (PSOL). “Ele e a Fátima me ajudaram muito a construir esse personagem. Mesmo antes de começar a preparação, fiz pesquisas sobre o assunto e o nome dele sempre aparecia ligado à defesa dos direitos humanos no Rio. Quando fiquei sabendo que o Diogo era baseado nele, me emocionei”, admite. O político, inclusive, não apenas ajudou na preparação para o personagem, como também visitou o set diversas vezes e acabou fazendo uma ponta no filme, na plateia durante um debate.

Santos, que no longa contracena bastante com Wagner Moura, Maria Ribeiro e Pedro Van Held, disse que só percebeu a dimensão do filme quando as filmagens encerraram e ele voltou para sua casa, em Recife, e todo mundo começou a perguntar como seria “Tropa de Elite 2”. “Isso nunca tinha me acontecido antes. Todo mundo está curioso para saber como será. O que eu posso adiantar é que, com certeza, o filme vai levantar muita discussão, pois esse é o ponto forte do cinema do Padilha, trazer à tona questões importantes que precisam ser discutidas”.

Antes e depois da “Tropa”

Antes de “Tropa de Elite 2”, o ator poderá ser visto nas telas em trabalhos que a única coisa que têm em comum é a presença de Santos. São três filmes e personagens bastante diferentes. Em cartaz em diversas cidades do país está “Viajo porque preciso, Volto porque te amo”, de Marcelo Gomes e Karim Aïnouz. Nele, o ator é o protagonista – mas de uma forma bastante inusitada. Nunca o vemos em cena, apenas ouvimos a sua voz. “Foi um desafio: como mostrar o sentimento sem aparecer na tela? Como estar presente sem estar presente?”

Para encontrar uma forma de estar em cena sem nunca aparecer fisicamente, Santos explica que o trabalho dos dois diretores foi fundamental. “O instrumento de trabalho do ator é o corpo. Quando me vi sem a possibilidade de usar o meu corpo, tive de explorar a minha fala. Percebi que a voz pode ser tão importante quanto o corpo. Eles me ajudaram a encontrar a entonação certa em cada momento da vida do personagem”.

O convite para esse trabalho partiu de Gomes, que havia trabalhado com o ator em “Cinema, Aspirinas e Urubus” (2005). Primeiro Santos gravou toda a sua narração sem ver as imagens. Depois, usando essa gravação como parâmetro fez novas locuções, agora vendo o longa. “O resultado é mágico. Com o filme pronto a gente entende o que é a poesia no cinema”.

Já em “Quincas Berro D’Água” (previsto para estrear dia 21), o ator é um dos amigos do morto beberrão interpretado por Paulo José. Santos. Ao lado de Flávio Bauraqui, Luiz Miranda e Frank Menezes, forma um quarteto de amigos inseparáveis, companheiros de bebedeira do personagem-título. “Fizemos uma preparação de dois meses com a Fátima. Isso foi importante para nos aproximar e nos tornarmos amigos de verdade, não apenas na tela. Isso traz uma grande verdade para o filme”.

Se esse lado foi diversão na preparação para “Quincas Berro D’Água”, houve outro que foi um desafio. A pedido da preparadora, eles simplesmente deviam encarar Paulo José como um homem comum, deixar de lado tudo o que ele representa para a história do cinema brasileiro. “O Paulo era surpreendente em cena e nos trouxe uma energia muito legal, uma vitalidade. Mas não foi fácil deixar nosso lado tiete de fora. No fim, foi um grande aprendizado, há muito a se aprender com ele. Eu tenho o maior orgulho de ter feito esse filme com ele”.

Ainda em maio, previsto para o dia 28, chega aos cinemas “Olhos Azuis”, no qual Santos, dirigido por José Joffily (“Achados e Perdidos”) interpreta um brasileiro que mora nos EUA e tem dificuldades de voltar ao país depois de uma viagem ao Brasil. A maioria das cenas do ator são em inglês. Nelas, ele contracena com um trio de americanos, encabeçado por David Rasche (“Queime Depois de Ler”, “A conquista da honra”).

Santos conta que falava inglês, mas não tinha fluência. “Foi preciso um trabalho com um professor de Recife para que eu deixasse meu inglês no ponto como o personagem falaria. Não podia ser muito certinho, pois ele aprendeu na rua mesmo, na vivência do dia-a-dia”. Para ele, foi uma experiência bastante inusitada, mas surpreendente. “Durante as filmagens, eu estava bastante confiante e o diretor nos deu bastante espaço para improvisar”.

O próximo passo na carreira de Santos será fazer um segundo filme com Cláudio Assis (“Amarelo Manga”), que se chamará “A Febre do Rato”. Ele teve uma participação em “Baixio das Bestas”, que conseguiu depois de muitos testes – mas agora será o protagonista. “Eu não sei muito sobre o meu personagem. Mas sei que será um filme muito surpreendente na carreira do Cláudio. Agora é uma história de amor. Acho que todo mundo vai se espantar”.

Santos se orgulha de que o convite para atuar em “A Febre do Rato” tenha partido do próprio diretor. As filmagens devem começar no início do segundo semestre. Até lá, o ator de 31 anos não para. Ele confessa que nos últimos três anos esteve muito envolvido com cinema, e agora quer voltar às suas origens, o teatro. “Eu comecei fazendo teatro na escola. Foi aí que me descobri, não posso abandonar isso. Estou com diversos projetos que pretendo tocar com meus amigos”.

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Link da matéria no Cinema UOL

maio 10 2010

3 perguntas para… Irandhir Santos

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A fala mansa, o físico miúdo e o jeito tímido escondem um intérprete mutante

Veja São Paulo, 12/05/2010
Por Miguel Barbieri Jr.

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Irandhir Santos ainda é um nome pouco conhecido do grande público

Pernambucano de 31 anos, o ator Irandhir Santos ainda é um nome pouco conhecido do grande público. Entre cineastas e produtores de cinema, porém, ele está com tudo. A fala mansa, o físico miúdo e o jeito tímido escondem um intérprete mutante, capaz de se transformar num gigante em cena — vide sua participação maiúscula em Besouro. Além de narrar o documentário experimental ‘Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo’, já em cartaz, ele quase ofusca os companheiros na comédia ‘Quincas Berro d’Água’, dirigida por Sérgio Machado e com estreia prevista para dia 21.

O diretor Sérgio Machado disse que escolheu você porque recebeu recomendações de dez pessoas da área. De onde vem tanto prestígio? Da dedicação e da imersão no trabalho. O set de filmagem é um lugar propício para a dispersão. Acho que eu trouxe do teatro a concentração. Por isso, quem me olha de fora talvez tenha um respeito maior e não queira me incomodar. Mas isso não quer dizer que eu esteja alheio ao que acontece ao meu redor. Quanto mais mergulhado no personagem, mais atento eu fico.

Por que um ator tão elogiado como você não faz televisão? Em 2007, atuei na minissérie A Pedra do Reino. Nem considero um trabalho de TV porque o tempo era de teatro e o tratamento de imagens, de cinema. Depois disso, quando a Globo me fez convites, eu já estava comprometido com algum cineasta. Sempre houve choque de datas. Pelo que me falam, o ritmo dos programas e das novelas é aceleradíssimo. Tenho vontade de fazer televisão, mas sinto que haveria uma grande dificuldade de adaptação.

Então, o que você pegaria hoje: um personagem no teatro ou um papel numa novela? Eu não piso num palco desde que o cinema tomou um espaço maior na minha carreira, há três anos. Sinto um buraco no coração e quero voltar para o teatro. E lá no Recife! A TV virá com o tempo.

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Link da matéria da Veja São Paulo