maio 10 2010

A hora de Irandhir Santos

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Ator pernambucano que, ainda este mês, chega aos cinemas do país em três longas-metragens, admite que a fama assusta um pouco, mas é inevitável

Diário de Pernambuco, 09/05/2010
Por André Dib

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Fato inédito em sua carreira, o ator pernambucano Irandhir Santos está no elenco principal de três longa-metragens que estreiam nos cinemas brasileiros ainda este mês. Prova de versatilidade, ele está em cartaz com três personagens díspares: em Olhos azuis, de José Joffily, ele vive o emigrante Nonato, vítima da truculência do departamento de imigração norte-americano; em Viajo porque preciso, volto porque te amo, de Marcelo Gomes e Karim Aïnouz, Irandhir é o geólogo José Renato, que parte em viagem por um sertão existencial; e em Quincas Berro d’Água, de Sérgio Machado, ele é Cabo Martim, um bêbado de rua, convicto em oferecer ao amigo falecido uma despedida à altura.

Não bastasse, ainda em 2010, assistiremos Irandhir em um dos papéis principais de Tropa de Elite 2, de José Padilha; ao lado de Fernanda Montenegro, Wagner Moura, José Wilker, Stênio Garcia e João Miguel na refilmagem de A hora e a vez de Augusto Matraga; e em O Senhor do Labirinto, que dramatiza a história deBispo do Rosário. O ator também está escalado para as filmagens de A febre do rato, do pernambucano Cláudio Assis, ao lado de Maria Flor e Matheus Nachtergaele.

A fama iminente assusta um pouco, confessa o ator, mas se tornar um rosto conhecido é algo inevitável nesse momento. “Isso me preocupa um pouco. Até agora, o anonimato tem me ajudado nos trabalhos, pois me permite transitar em papéis diferentes”, diz Irandhir, que em Tropa de Elite 2 interpreta o antagonista do Coronel Nascimento, o deputado Diogo Fraga.

“Ele é ligado aos direitos humanos, é a voz que diz ‘não’ à política de segurança vigente no Rio de Janeiro. Para ele, o tráfico é um obstáculo, mas a polícia também é um problema a ser considerado”. Para compor o personagem, Irandhir buscou inspiração no trabalho do deputado Marcelo Freixo (PSOL), sem saber que o próprio participou com Padilha da concepção do roteiro. “Ele desenvolve um trabalho fantástico, abriu a CPI das milícias, que indiciou mais de 200 pessoas, inclusive vereadores e deputados.E encara as consequências disso, é ameaçado de morte. Tive oportunidade de ir com ele ao Bangu 1 e, entre presos e policiais, a reação de respeito foi a mesma”.

Irandhir aceitou o papel após perceber que a continuação do filme é uma nova história, diferente do tom belicoso estabelecido na primeira parte. “Com o convite, me perguntei se isso não ia se repetir. Acho excepcional a maneira como Padilha conduziu Tropa de Elite, só que o filme repercutiu o Bope como única forma de resolver aquilo tudo. Mas quando li o roteiro, vi que era outro filme, tão forte quanto o primeiro filme e ao mesmo tempo esclarecedor sobre os pontos que ele levanta. Acho que era necessário alguém para dizer não a tudo aquilo e quem faz isso é o meu personagem”.

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Link da matéria no Diário de Pernambuco

maio 10 2010

Muito mais que um grande ator

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Em Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, Irandhir Santos é só uma sombra, mas já desponta como revelação

Estadão, 07/05/2010
Por Luiz Carlos Merten

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Nos anos 1940, o ator e diretor Robert Montgomery realizou uma curiosa experiência de cinema subjetivo em Hollywood, dirigindo (e protagonizando) A Dama do Lago, um filme noir em que era o personagem principal, mas no qual não aparecia, exceto nos breves momentos em que cruzava com um espelho, por exemplo. A experiência não é exatamente a mesma, mas Karin Aïnouz e Marcelo Gomes, a dupla criadora por trás de Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, mescla ficção e documentário no filme que estreia hoje e cujo protagonista também não aparece. Esse homem é um geólogo enviado para o sertão com o objetivo de estudar a viabilidade de transposição das águas de um rio para aquela região árida.

Viajo nasceu como curta-metragem, do encontro dos dois cineastas com o sertão ligado à memória de ambos. Mas o projeto não satisfazia a Gomes nem a Aïnouz. Dez anos depois da captação das imagens, eles o retomaram e, por meio do artifício da narrativa em off, deram um sentido àquelas imagens. Viajo não é sobre o sertão, mas sobre o desertão, um espaço da carência afetiva e da experimentação cinematográfica. O narrador, que empresta sua sombra – e ela, com um detalhe de mão, é só o que aparece dele -, é “interpretado” por Irandhir Santos. Estamos lhe apresentando o ator brasileiro que passou a ser visto como a sensação do cinema nacional. No dia 21 estreia Quincas Berro d”Água e Irandhir é um dos amigos que carregam o corpo do homem morto pela noite de Salvador, no filme que Sérgio Machado adaptou do romance de Jorge Amado. Logo em seguida, ainda em maio, virá Olhos Azuis, de José Joffily. E, no segundo semestre, ainda sem data, Irandhir será o antagonista de Wagner Moura no aguardado Tropa de Elite 2, de José Padilha.

Mas acontece uma coisa muito interessante com os diretores que trabalham com Irandhir Santos. Nenhum deles diz que é um ator talentoso, ou mesmo um grande ator. No set de Tropa 2, Padilha usou para o repórter outra palavra e foi ela que Machado repetiu no Recife, onde Quincas foi exibido na semana passada, durante o Cine PE. Para ambos, Irandhir é “gênio”. O narrador onipresente é uma sombra em Viajo Porque Preciso. Estamos dando um rosto à sombra. Apresentamos-lhes o gênio em acaso, Irandhir Santos.

Ele olha para o repórter com cara de quem não entende, durante a entrevista realizada num hotel do Recife, no fim de semana. Irandhir muda tanto, de um papel para outro, que é bom perguntar, mesmo brincando, se ele é mesmo daquele jeito – do que jeito que você vê na foto – ou se também está “disfarçado”. Mudar, de um personagem para outro, faz parte do “cerimonial”, e Irandhir Santos usa muito a palavra. “Um professor de teatro no Recife foi quem me iniciou nesse ritual. Como ator, é o que me alimenta. Venho do teatro, e o cerimonial de criação do personagem faz parte da minha bagagem.”

Mística. Padilha usa outra palavra para definir o comportamento de Irandhir. Diz que ele é o ator mais “concentrado” que já viu. José Joffily compartilha da opinião. Tudo isso vai criando uma mística em torno de Irandhir. Você já o viu, com certeza. Ele teve pequenas, mas importantes, participações em Cinema, Aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes, e principalmente em Baixio das Bestas, de Cláudio Assis. Foi o Quaderna da adaptação que Luiz Fernando Carvalho fez de A Pedra do Reino, de Ariano Suassuna – uma experiência maravilhosa. Com todo o elenco de Carvalho, Irandhir ficou meses pesquisando para criar o personagem. Criou-se uma expectativa muito grande – para sua família. Afinal, ele seria astro de uma microssérie da Globo. A Pedra não aconteceu. Irandhir permaneceu “anônimo”.

Ele até gosta – acha que serve aos personagens. Mas como todo ator, ele deve ter um componente narcisista em sua personalidade. Não anseia ser reconhecido pelo público? Irandhir ri. Desconversa. Ser uma “celebridade” não faz parte de suas aspirações, mas reconhece que, antes mesmo de seu trabalho começar a aparecer para o público, as coisas estão começando a acontecer. “Um trabalho tem chamado o outro.” O personagem de Quincas é um ex-militar que caiu na esbórnia com o ex-funcionário público que dá título ao filme.

Antagonista. Em Tropa de Elite 2, é um professor que servirá de antagonista para o ex-Capitão Nascimento – foi promovido a coronel -, integrando ONGs em defesa do cidadão e refletindo sobre o sistema carcerário que não recupera criminosos, mas os aprimora para que a polícia, depois – as milícias -, os executem. Em Olhos Azuis, é decisivo para desencadear a reação do protagonista, o policial gringo, interpretado por David Rasche.

Todos personagens diferentes. Para cada um deles, Irandhir criou uma persona. Mas ele não se preocupa com o que cada um possa ter dele. A questão é sempre inversa. Como ele pode criar essas figuras tão distintas? O teatro, e Stanislavski, lhe dão as ferramentas, mas nenhum personagem é ele, embora seja todos. O Irandhir que você vai descobrir agora é só uma sombra. Mas olhe bem para a cara dele. Irandhir está chegando em filmes que prometem, e vão dar o que falar. Não se trata de dizer que está nascendo um astro. Você vai descobrir um ator. Não um ator qualquer – um gênio, segundo os importantes autores que já o dirigiram.

LEMBRA DELE NA TELEVISÃO?

Irandhir Santos foi Quaderna da adaptação que Luiz Fernando Carvalho fez de A Pedra do Reino, de Ariano Suassuna, para a Rede Globo (disponível em DVD). A minissérie foi mal de audiência. Se fosse por ela, talvez o ator tivesse permanecido anônimo. Mas ele diz: “Foi uma experiência maravilhosa.”

PRESTE ATENÇÃO…

1. Quincas Berro d”Água. No filme de Sérgio Machado, com estreia marcada para o dia 21, Irandhir interpreta um dos amigos que carregam, pela animada noite de Salvador, o corpo do homem morto (Quincas), do conhecido conto de Jorge Amado.

2. Tropa de Elite 2. Na sequência do incensado filme de José Padilha, ainda em fim de filmagem, ele é um professor, antagonista do personagem de Wagner Moura, e integrante de uma ONG em defesa do cidadão. Sua cena é tocante.

3. Olhos Azuis. No filme de José Joffily, seu papel também é decisivo para desencadear a reação do protagonista, o policial gringo interpretado por David Rasche. Ele ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante no Festival de Paulínia.

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Link da matéria no Estadão

maio 10 2010

Em cartaz com três filmes em maio, Irandhir Santos é o ator mais requisitado da atual safra do cinema nacional

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O Globo, 07/05/2010
Por Erika Azevedo

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RIO – Apenas três anos após ter sido revelado ao grande público depois de dar vida ao quixotesco Quaderna da minissérie “A Pedra do Reino”, Irandhir Santos se tornou o ator mais requisitado da atual safra do cinema nacional. Somente este mês, ele estrela três produções que entram em cartaz no Rio de Janeiro: “Viajo porque preciso, volto porque te amo”, de Karim Aïnouz e Marcelo Gomes; “Quincas Berro d’Água”, de Sérgio Machado; e “Olhos azuis”, de José Joffily.

Como se tudo isso não fosse o bastante, ele ainda é uma das apostas de “Tropa de elite 2″, que estreia no dia 3 de setembro; está no elenco de “Matraga (A hora e a vez)”, de Vinicius Coimbra; e começa a rodar até o fim do ano “A febre do rato”, novo filme de Cláudio Assis, e “O som ao redor”, primeiro longa do premiado curta-metragista Kléber Mendonça Filho.

- Coincidentemente, tudo acabou acontecendo ao mesmo tempo, mas ainda não sei lidar com isso. Ainda bem que são filmes bem diferentes, com temáticas distintas. Mas não sou eu ali, é a história. E eu espero muito que dê certo pela história. É isso que interessa – conta, modesto.

Criado em Limoeiro, cidade do agreste pernambucano, o ator de 31 anos, teve seu primeiro contato com a arte da interpretação na escola, ao encenar comédias de Ariano Suassuna em sala de aula e não parou mais. Foi no teatro que ele começou a criar cadernos para cada um de seus personagens, como uma forma de mergulhar em cada trabalho, experiência que leva consigo também para o cinema. Ideias, sonhos e desenhos são registrados com cuidado em cada folha. E, sempre que conclui um projeto, como quem cumpriu uma missão, guarda o caderninho daquele personagem num baú.

- Tenho uma tendência à maturação da obra. Preciso dessa ritualização. O set, por si só, é muito disperso, cada um faz o seu, então se você não tiver foco, é capaz de não conseguir entrar naquilo e, talvez, de se perder. Então, tenho um tempo de aquecimento, de concentração. Fico imerso no meu caderninho, nas minhas anotações e nos meus desenhos. Para mim é primordial – explica.

O último caderno a ir para o baú do ator foi o de “Tropa de elite 2″, cujas filmagens foram concluídas há menos de um mês. Na aguardada sequência do filme de José Padilha, Irandhir vive o personagem Diogo Fraga, um defensor dos Direitos Humanos que questiona a política de segurança pública do Rio de Janeiro. Pela primeira vez, ele sentiu a pressão de participar de um potencial blockbuster do cinema nacional.

O ator Irandhir Santos no filme "Tropa de Elite 2"
O ator Irandhir Santos no filme “Tropa de Elite 2″

- Em momento nenhum, enquanto eu estava fazendo o filme, isso passou pela minha cabeça. Só fui me dar conta disso quando as filmagens acabaram e voltei para a minha cidade. Houve uma curiosidade principalmente para saber como foi o set e como é a história do filme, coisa que nunca aconteceu comigo em nenhum dos outros projetos. Aí é que foi caindo a ficha. Ainda bem, porque o trabalho já está feito – brinca.

Ao fim de cada filmagem, Irandhir também tem um ritual: não importa o que aconteça, ele sempre volta para sua cidade.

- Os projetos me trazem e eu fico o tempo que for necessário. Com “Tropa” foram quatro meses. Mas sempre existe essa palavra que eu adoro, que é “retornar”. Retorno para Recife e retorno para Limoeiro. A gente senta na calçada, que é um lugar quase religioso para a minha família, e lá a gente conversa e mata as saudades. É lá que eu recarrego as baterias.

Assim, morar no Rio ou em São Paulo está fora dos planos do ator.

- Aprendi com Ariano Suassuna uma coisa que veio de “A Pedra do Reino”: Quaderna busca as respostas da vida na sua raiz, no sertão. Estar na minha região e buscar o que é necessário para mim servem para minha experiência como ator. Não é necessário abandonar, mas permanecer, ir a fundo, pesquisar. Não deixo de fazer trabalhos por isso.

E a filmografia de Irandhir não o deixa mentir.

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Link da matéria no O Globo

outubro 13 2009

Datas de Lançamento do Filme Besouro

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Direção João Daniel Tikhomiroff

Confira as datas da pré estreia do filme no Brasil.
19/10 (segunda) – Pré estreia no Rio de Janeiro
20/10 (terça) – Entrevistas e Pré estreia em SP
21/10 (quarta) – Pré estreia em Salvador
22/10 (quinta) – Pré estreia no Recife

outubro 02 2009

Lançamento do Filme Besouro

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É grande a expectativa para o lançamento do filme Besouro de João Daniel Tikhomiroff, rodado em Salvador, o filme conta a história do Besouro Mangangá, lenda da capoeira baiana. O filme será lançado este mês com pré-estreias agendadas para Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Recife.

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Correio da Bahia

julho 01 2009

Quincas Berro D´Água será todo filmado em Salvador

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Com direção de Sérgio Machado, o filme é estrelado por Paulo José, Marieta Severo e Mariana Ximenes.

As filmagens de Quincas Berro D´Água começaram dia 13 de março em Salvador e vão até o início de maio. Entre as locações escolhidas para as cenas estão a Praça Castro Alves, a Ladeira da Conceição e o Pelourinho (Igreja do Rosário dos Pretos). Dirigido por Sérgio Machado, Quincas é uma adaptação da obra de Jorge Amado e conta a história de um funcionário público que, cansado da vida medíocre que leva, decide abandonar a família para cair na farra e se transformar no lendário Quincas Berro D’Água, o rei dos vagabundos de Salvador. Quando Quincas é achado morto em seu quarto, a família decide apagar os anos de loucura, dando a ele um enterro decente. Mas seus amigos aparecem no velório e, inconformados, resolvem levá-lo para uma farra final.

Paulo José interpreta o personagem-título, Marieta Severo faz o papel de Manuela – a amante e dona do bordel, Mariana Ximenes é Vanda, a filha de Quincas, e Vladimir Brichta é Leonardo, o genro. Os quatro amigos que levam Quincas para sua última farra – Pastinha, Cabo Martim, Pé de Vento e Curió – são vividos por Flávio Bauraqui, Irandhir Santos e os baianos Luis Miranda e Frank Menezes. O filme, inclusive, reúne um grande elenco baiano, com 30 atores, e conta com participações especiais de Milton Gonçalves, Othon Bastos, Walderez de Barros e Carla Ribas. A preparação dos atores é de Fátima Toledo.

O filme tem direção e roteiro de Sérgio Machado, diretor do premiado longa Cidade Baixa, lançado na Mostra Oficial Un Certain Regard, do Festival de Cannes de 2005. Sérgio foi também co-diretor da série da HBO Alice, ao lado de Karim Aïnouz, e dirigiu o documentário para cinema Onde a Terra Acaba. Os dois filmes dirigidos por ele ganharam juntos mais de 40 prêmios em festivais no Brasil e no exterior. Foi co-roteirista de Abril Despedaçado e Madame Satã, filmes lançados nos festivais de Veneza e Cannes e distribuídos mundialmente.

Quincas Berro D’Água é uma produção da VideoFilmes, que tem em sua cartela mais de 100 prêmios internacionais para filmes como: Central do Brasil, Cidade de Deus, Cidade Baixa, O Céu de Suely, Abril Despedaçado, Madame Satã, Terra Estrangeira, Notícias de Uma Guerra Particular, Lavoura Arcaica, Santiago, Jogo de Cena, O Primeiro Dia, Nelson Freire, Edifício Master e Linha de Passe.

SINOPSE

Aos 50 anos, Joaquim Soares da Cunha – funcionário público exemplar, bom pai e bom esposo – decide chutar as velhas regras e princípios. Sem nenhuma explicação deixa a família e se muda para uma pocilga no Tabuão, para cair na farra, transformando-se em Quincas Berro D’ Água – cachaceiro-mor de Salvador, embaixador das gafieiras e patriarca da zona do baixo meretrício.
Um dia, Quincas é achado morto em seu quarto. A família tenta apagar da memória os anos de loucura, dando a ele um enterro decente. Mas o plano se frustra. Martim, Pastinha, Curió e Pé de Vento, velhos amigos, aparecem no velório e inconformados com a morte do companheiro resolvem levá-lo para uma farra final. Depois de muita confusão durante idas e vindas em candomblés, ladeiras e puteiros de Salvador, eles acabam colhidos por um temporal, no meio do mar. Envolvido em farrapos e curtindo sua última bebedeira, Quincas se atira do barco, para ter, em sua segunda morte, o enterro que sempre quis.

FICHA TÉCNICA
Elenco:
PAULO JOSÉ – Quincas
MARIETA SEVERO – Manuela
MARIANA XIMENES – Vanda
FLÁVIO BAURAQUI – Pastinha
LUIS MIRANDA – Pé de Vento
IRANDHIR SANTOS – Cabo Martim
FRANK MENEZES – Curió
VLADIMIR BRICHTA – Leonardo
WALDEREZ DE BARROS – Tia Marisa
MILTON GONÇALVES – Delegado Morais
OTHON BASTOS – Alonso
CARLA RIBAS – Otacília
GERMANO HAIUTI – Tio Eduardo
ERICO BRÁS – Agenor
ANGELO FLÁVIO – Zico
MARIA MENEZES – Lolita

Equipe:
Diretor – SÉRGIO MACHADO
Diretor de fotografia – TOCA SEABRA
Diretor de arte – ADRIAN COOPER
Figurinista – KIKA LOPES
Maquiagem – MARISA AMENTA
Preparadora de elenco – FÁTIMA TOLEDO
Produção VideoFilmes / Co-produção Miravista e GloboFilmes
Produção Executiva Walter Salles / Mauricio Andrade Ramos
Distribuição Buena Vista International

novembro 25 2008

Nas gravações do Besouro

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Irandhir Santos está em Igatu (BA), gravando o filme “O Besouro”. No longa ele é o jagunço Noca de Antônio, que persegue o Besouro, mestre de capoeira, usa sua arte para proteger os oprimidos. Quem quiser acompanhar as filmagens pode acessar o blog http://www.besouroofilme.com.br/blog


Câmera e microfone sobre o ator Irandir Santos, que vive Noca de Antônia, chefe dos capangas de Coronel Venâncio. Do blog O Besouro


Sem efeitos: o ator Irandir Santos se machuca de verdade numa cena e recebe os primeiros-socorros da turma da maquiagem – Do blog O Besouro


A tarde cai e o ator Irandir Santos, na pele de Noca de Antônia, se prepara para liderar a entrada em cena dos jagunços do Coronel Venâncio no último plano de mais um dia de filmagens em Igatu . Do blog O Besouro

novembro 19 2008

O Besouro

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Jornal do Comercio – 21/10/2008

Coluna Dia a Dia

O ator pernambucano Irandhir Santos está em Igatu (BA), participando das gravações do filme O besouro, do cineasta João Daniel Tikhomiroff. Este ano Irandhir atuou em dois filmes que serão lançados em 2009. Para ajudar nas cenas de ação, foi contratado o chinês Huen Chiu Ku, o mesmo de O Tigre e o Dragão e Kill Bill.