janeiro 21 2011

Misto entre renovação e experiência dá o tom da Mostra de Tiradentes (MG)

Correio Braziliense, 21/01/2011
Por Ricardo Daehn

Um equilibrado misto entre a vertente renovadora da linguagem cinematográfica e ideias propostas por realizadores experimentados no mercado cinematográfico brasileiro dá moldes à 14ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes (MG), iniciada hoje e desenvolvida por nove dias. Forte elo a aproximar o novo e o já estabelecido está cristalizado nas personalidades a serem homenageadas: o diretor Paulo Cezar Saraceni (um dos fundadores do cinema novo) e o ator Irandhir Santos, que, em três anos, colecionou personagens em 10 filmes nacionais. Saraceni prova a vitalidade artística, ao lançar na abertura do evento O gerente, uma obra inédita baseada em texto de Carlos Drummond de Andrade e que expõe esdrúxulo hábito do protagonista, dado a morder a mão de clientes. Atores do filme, Ney Latorraca e Joana Fomm se juntam aos diretores Julio Bressane e Zelito Vianna para compor um debate em torno da carreira de Saraceni, autor do clássico Porto das caixas (1962).

Outra confirmação do propósito de criar ponte com o passado se formata no debate Vozes da experiência, incorporado a seminário da Mostra de Tiradentes, num sinal de prestígio dos convidados Cacá Diegues, Geraldo Sarno e José Joffily. O reconhecido caráter de fórum para Tiradentes reacenderá em 12 debates, sob o programa Encontro com a crítica, o diretor e o público, entre os quais um dedicado à carreira de Irandhir Santos, integrado por diretores como Cláudio Assis e Kleber Mendonça Filho. Com pretensão de alcançar público superior a 30 mil pessoas e sob o estímulo da entrada franca, a Mostra de Cinema de Tiradentes programou 30 longas-metragens e 104 curtas, muitos deles a serem conferidos por convidados como os representantes do Festival de Locarno (Suíça), do Festival Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira (Portugal) e do Festival de Cannes (França).

A programação de amanhã revela a expressividade dos documentários (quase metade, na seleção), com a exibição de Leite e ferro, dedicado à maternidade de detentas; Avenida Brasília Formosa, que entrelaça a vida de anônimos em Pernambuco; Elza, uma celebração de Elza Soares, e Cortina de fumaça, que alarga o debate do cerceamento das drogas na maior parte do mundo. Entre os longas completamente inéditos, Enchente (de Julio Pecly e Paulo Silva) se projeta pela atualidade, no registro de desastre natural que, em 1996, matou 100 pessoas em Cidade de Deus (Rio de Janeiro). Noutra linha, dotada de ficção, a produção cearense Os monstros expõe o valor social da amizade.

Reflexões
Associados à proposta de uma análise mais detida para filmes (encerrada na Mostra Vertentes), os longas Solidão e fé (de Tatiana Lohman), debruçado sobre as particularidades de homens que compõem o universo dos rodeios no Brasil, e O último romance de Balzac — no qual Geraldo Sarno esmiuça reflexões em torno de um texto mediúnico atribuído a Honoré de Balzac — terão projeções na 14ª edição da Mostra de Tiradentes. Também saído da literatura (no caso, do poeta Paulo Leminski), Ex-isto é outro título contemplado na programação. O filme, que traz a assinatura experimental do mineiro Cao Guimarães, recria um abstrato encontro, em solo brasileiro, entre o pensador René Descartes e o príncipe e governador Maurício de Nassau.

Reconhecido pelo interesse na pluralidade de opiniões — com premiações pelo júri jovem (com estudantes universitários), pelo júri da crítica e por júri popular —, o evento na cidade histórica tem segmento (a Mostra Aurora) empenhado em apontar novos cineastas promissores, numa seleção que, este ano, alinha nomes que competiram em novembro passado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, como Tiago Mata Machado e Marcelo Lordello. Nesse campo, a ficção Riscado compete com documentários como Santos Dumont — Pré-cineasta? e Remições do Rio Negro.

Uma amostra de fitas exibidas em festivais nacionais (como Gramado e Rio de Janeiro) e internacionais do porte de Roterdã (Holanda) é ofertada pela Mostra Olhares, com títulos como A alegria, O céu sobre os ombros e Malu de bicicleta. Outro destaque é Paranã Puca — Onde o mar se arrebenta (de Jura Capela), documentário que traça extenso painel arte pernambucana de 1930 até a atualidade. Em meio às oito mostras voltadas para curtas, a representatividade brasiliense está nas exibições de Braxília, Falta de ar, Entre vãos, Ratão, Eu não sei e Memória de elefante.

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Via Correio Braziliense

janeiro 21 2011

Dez filmes pernambucanos participam do festival de Tiradentes

Pernambuco.com, 21/01/2011

Dez curtas de Pernambuco estão na programação da 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes, que começa hoje em Minas Gerais: Praça Walt Disney, de Renata Pinheiro e Sergio Oliveira, As Aventuras de Paulo Bruscky, de Gabriel Mascaro, Uma noite em 68, de Ionaldo Araujo, 01:21, de Adriana Câmara, Aeroporto, de Marcelo Pedroso, Peixe Pequeno, de Vincent Carelli e Altair Paixão, Mens Sana In Corpore Sano, de Juliano Domelles, My Way, de Camilo Calvacante, Azul, de Eric Laurence, e Décimo Segundo, de Leonardo Lacca.

Apenas dois dos filmes são inéditos: Mens sana e Praça Walt Disney.

O ator pernambucano Irandhir Santos, que está no elenco de Tropa de Elite 2 e protagonizou a minissérie A pedra do reino, é um dos homenageados do evento.

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Via Pernambuco.com

janeiro 21 2011

14ª Mostra de Cinema de Tiradentes

14ª Mostra de Cinema de Tiradentes abre a temporada 2011 do audiovisual e reúne todas as manifestações da arte numa programação abrangente e gratuita

Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, vai inaugurar o calendário de festivais brasileiros na noite de abertura, que terá ainda homenagens a Irandhir Santos e Paulo Cezar Saraceni e uma performance exclusiva de Ronaldo Fraga

Portal da Cultura, MinC, 21/01/2011

Com exibição recorde e gratuita de 134 filmes brasileiros, a 14ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes tem início nesta sexta-feira, dia 21, a partir das 21h, no Cine-Tenda, na cidade histórica mineira de Tiradentes, que recebe toda infra-estrutura necessária para sediar uma programação cultural abrangente e gratuita. Até 29 de janeiro é esperado um público estimado em 30 mil pessoas. A noite de abertura contará com a presença da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, que irá inaugurar oficialmente o calendário audiovisual brasileiro, em um de seus primeiros compromissos públicos desde a posse.

A realização da 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes conta com investimentos que são resultado da soma de esforços do Ministério da Cultura, através do Fundo Nacional de Cultura e da Lei Federal de Incentivo à Cultura, junto da Petrobras e Cemig/Governo de Minas, da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, através da Oi e Oi Futuro, e de empresas parceiras que reafirmam o compromisso com a promoção da cultura no Brasil.

Nesta edição, o evento presta homenagens em duas direções – ao ator pernambucano Irandhir Santos por sua intensa e variada carreira no cinema contemporâneo e ao cineasta carioca Paulo Cézar Saraceni pela persistência na ousadia ao longo dos anos. O cinema político brasileiro, não apenas em sua temática, mas também – e principalmente – em sua forma, será o foco das discussões e exibições durante os seus nove dias de atividades gratuitas e abertas ao público em geral.

Reconhecida no calendário de festivais como um dos principais espaços para a reflexão sobre o cinema brasileiro, a Mostra Tiradentes amplia o diálogo entre críticos, espectadores, cineastas, produtores e o poder público. O 14º Seminário do Cinema Brasileiro: ideias e perspectivas promove 12 debates da série Encontro com a crítica, o diretor e o público, que reunidos, discutirão os filmes em exibição na programação, além de cinco debates com enfoques na temática central desta edição (Inquietações Políticas) e nos homenageados – Irandhir Santos e Paulo Cezar Saraceni. Três lançamentos de livros e dois encontros de profissionais do setor também integram a programação do Seminário.

A 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes inaugura o Cinema sem Fronteiras 2011 e recebe toda infra-estrutura necessária para sediar uma programação cultural intensa e gratuita. São instalados três espaços de exibição – o Cine-Praça, no Largo das Fôrras (espaço para mais de 2.000 espectadores), o Complexo de Tendas – que sedia a instalação do Cine-Tenda (com 700 lugares), e o Cine-Teatro (com platéia de 150 lugares) funciona no Centro Cultural Yves Alves – sede do evento.

Mais informações:

No Twitter: www.twitter.com/universoprod
No Facebook: universoproducao
Na Web: www.mostratiradentes.com.br
Informações: (31) 3282-2366
(Fonte: Universo Produção)

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Via Ministério da Cultura

janeiro 21 2011

Ator Irandhir Santos é homenageado no Festival de Cinema de Tiradentes

Último trabalho de Santos foi no filme ‘Tropa de Elite 2’. Abertura do festival será na noite desta sexta-feira (21).

G1, 21/01/2011

Irandhir Santos é homenageado no Festival de Cinema de Tiradentes (Foto: Pedro Triginelli / G1)

Irandhir Santos é homenageado no Festival de Cinema de Tiradentes (Foto: Pedro Triginelli / G1)

O ator pernabucano Irandhir Santos, de 32 anos, vai ser homenageado na abertura da 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes. A Abertura do evento será na noite desta sexta-feira (21), em Tiradentes, na Região Central de Minas Gerais.

O ator disse estar surpreso com a homenagem. “Tenho apenas cinco anos de carreira no cinema. Quando soube da notícia fiquei assustado. Comecei a ligar para meus amigos que já participaram do evento e entender como funcionava a mostra. Fui homenageado pelo conjunto da obra”, disse Santos.

Irandhir Santos já fez 15 filmes, sendo 13 longas e dois curtas. Seu último trabalho foi no papel do deputado Diogo Fraga, no filme “Tropa de Elite 2″. Segundo o ator, o personagem foi o mais marcante de sua carreira. Seus próximos filmes que vão ser lançados ainda este ano são “Tatuagem” e “Lobo Atrás da Porta”.

O homenageado disse ainda estar feliz pelo convite. “A mostra consegue a junção ente o histórico e o contemporâneo. Esta postura adotada pelo evento me deixou muito feliz. A homenagem soa como um carinho e um incentivo para a minha carreira”, disse.

A 14ª Mostra de Tiradentes vai até o dia 29 e vai exibir 134 filmes brasileiros. Toda a programação é gratuita. Outras informações no site do evento.

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Via G1

janeiro 21 2011

Começa a 14ª edição da Mostra de Tiradentes

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Ao todo, são 134 produções que mostram as diversas facetas da produção recente

R7 Entretenimento, 21/01/2011
Por Heitor Augusto, do Cineclick

Irandhir Santos, em Tropa 2, que ganha homenagem no festival

Irandhir Santos, em Tropa 2, que ganha homenagem no festival

No término das sessões do Festival de Brasília pairou uma inquietação a respeito da seleção: se Brasília mudou o perfil da curadoria e escolheu produções que geralmente estariam na Mostra de Tiradentes, como ficaria o evento mineiro, conhecido pelos filmes comprometidos com a linguagem cinematográfica?

A resposta para essa inquietação começa a ser dada nesta sexta-feira (21) com o começo da 14ª edição da Mostra de Tiradentes. Nos próximos nove dias, as cerca de 30 mil pessoas que frequentam um dos mais importantes (e gratuitos) eventos cinematográficos do país terão um amplo panorama.

Alguns efeitos da mudança de cara do Festival de Brasília já podem ser sentidas na programação de Tiradentes, especialmente em sua seleção mais observada, a Aurora, dedicada a jovens cineastas. Dos sete longas-metragens escolhidos, Os Residentes e Vigias já foram exibidos (e devidamente debatidos) na capital federal, além de Riscado ter sido projetado (e premiado) no Festival do Rio.

Então, Tiradentes perdeu força? Na opinião deste crítico, não. Mas pode ter de repensar seu posicionamento nos próximos anos, já que o festival imediatamente anterior – Brasília –, que já era conhecido pela efervescência política, começou a privilegiar produções com o perfil de Tiradentes.

Porém, uma característica difícil de encontrar nos cerca de 200 festivais brasileiros é o magnetismo do evento mineiro em concentrar discussões em torno dos filmes e buscar respostas para a produção brasileira contemporânea. Por isso mesmo, deve ganhar um espaço maior a seleção Olhares, que mantém o objetivo de filmes já premiados em outros festivais. Alguns já receberam um olhar crítico, como A Alegria, Leite e Ferro e O Céu sobre os Ombros, grande vencedor de Brasília com cinco prêmios.

Por outro lado, será muito interessante a atmosfera em torno de Malu de Bicicleta e Vips, filmes de qualidade, mas com toada mais comercial – no sentido positivo de um termo tão maltratado. Destaque também para o documentário Avenida Brasília Formosa, de Gabriel Mascaro, cineasta que provocou boas discussões ano passado pela dubiedade de seu filme anterior, Um Lugar ao Sol.

Homenagem a Irandhir Santos e Saraceni

Se no ano passado Tiradentes propôs uma reflexão sobre a obra do cineasta cearense Karim Aïnouz (O Céu de Suely), neste ano as reflexões começam por um novato e um veterano: o primeiro é Irandhir Santos [foto], que em quatro anos de cinema colocou seu nome na lista dos atores a serem observados por conta de trabalhos como Olhos Azuis, Tropa de Elite 2 e Baixio das Bestas.

Já o segundo, Paulo Cesar Saraceni, está inscrito na cinematografia brasileira desde os anos 60. Seu longa-metragem mais recente, O Gerente, abre a Mostra de Tiradentes. Ambos ganham debates em torno de seus trabalhos.

Em 2011, o evento mineiro pulou da interrogação norteadora “Paradoxos do Contemporâneo” para “Inquietações Políticas”. O último debate do festival terá este tema como mote e tentará respostas e provocações tomando como base a seleção de Tiradentes deste ano.

Ao todo, são 134 produções – entre longas e curtas – que tentam pôr em discussão algumas facetas do cinema brasileiro contemporâneo. Tiradentes é um palco particular entre todos os festivais nacionais. Vejamos nos próximos nove dias quais inquietações, essencialmente políticas ou não, surgirão no evento.

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Via R7 Entretenimento

janeiro 21 2011

Tiradentes abre com Saraceni e Irandhir

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Folha de Pernambuco, 21/01/2011

TIRADENTES (MG) – Em sua 14ª edição, a Mostra de Cinema de Tiradentes, iniciada na sexta-feira com homenagem ao ator Irandhir Santos e ao cineasta Pau­lo Cezar Saraceni, teve uma das aberturas mais comentadas, não exatamente no sentido positivo, e sim por uma cer­ta desarticulação nos discursos.

Com exceção do texto preciso de abertura e lido com emoção pela diretora da Mostra, Raquel Hallack; e também pelo agradecimento autêntico de Irandhir, num discurso redondo sobre sua formação e seu respeito pelo espectador, tivemos, por outro lado, as palavras de um frágil Saraceni, aos 77 anos, emocionado mas não muito focado na própria homenagem. A maior decepção, entretanto, esteve na primeira participação oficial da Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, num evento público.

De forma bastante livre, Hollanda fez comentários sobre o cinema e sua força na formação cultural, mas sem muita propriedade. Antes da primeira exibição do longa-metragem inédito “O Gerente”, de Saraceni, houve também o desfile do estilista mineiro Ronaldo Fraga para celebrar 500 longas patrocinados pela Petrobrás.

Sobre “O Gerente”, temos Ney Latorraca como Samuel, o ge­rente de um banco com tara pe­la mão das mulheres a ponto de machucá-las, o que o leva a ser execrado pela sociedade cario­ca pré-JK. Um interessante de­poimento veio da esposa de Sa­raceni, agradecendo à Petro­brás: “Vocês salvaram a vida do Paulo. Ele teve um AVC e saiu do hospital para fazer esse fil­me. Muito obrigado!”, falou a a­triz Anna Maria Nascimento, tam­bém estrelando “O Gerente”.

No sábado à tarde, Tiradentes viu o curta de Adriana Câmara, “1:21” e, à noite, o pernambucano “Avenida Brasília Formosa”, de Gabriel Mascaro agradou com sua intervenção dramática na vida dos moradores de Brasília Teimosa. Em tela mon­tada na praça, no Largo das Forras, uma multidão se espremia para ver “Elza”, documentário de Izabel Jaguaribe e Ernesto Baldan sobre o talento e a história da cantora Elza Soares.

Expectativas existiam sobre o último filme do dia, “Cortina de Fumaça”, do carioca Rodrigo Mac Niven. O filme segue a escola norte-americana contemporânea de documentários, iniciando não uma discussão, mas uma tentativa de convencimento numa crença. No caso, a de que a maconha é menos prejudicial que outras drogas lícitas e que sua legalização reduziria a violência gerada por essa repressão. Com ótimo trabalho de pesquisa, “Cortina de Fumaça” tem um ritmo envolvente, mas não oferece espaço para o espectador desdobrar suas próprias conclusões, pois elas estão todas postas lá no filme.

Ontem, o pernambucano Ionaldo Araújo apresentou seu curta digital “Uma Noite em 68” na mostra Panorama, e, também de Pernambuco, Juca Capela mostrou “Paranã Puca: Onde o Mar se Arrebenta”, sobre o cenário das artes plásticas no Recife, desde os anos 1930 até hoje. A pesquisa passeia, inclusive, por questões econômicas e históricas desse período. Hoje é dia de ver “Aeroporto”, de Marcelo Pedroso, e a estreia do esperado “Mens Sana in Corpore Sano”, de Juliano Dornelles.

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Via Folha de Pernambuco

janeiro 21 2011

Fotos de Irandhir Santos na 14ª Mostra de Cinema Tiradentes

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O ator pernambucano Irandhir Santos é um dos homenageados da 14ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, junto com o cineasta carioca Paulo Cézar Saraceni.

Confira as fotos da 14ª Mostra de Cinema Tiradentes (abertura, homenagem e bastidores).

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Via 14ª Mostra de Cinema Tiradentes

janeiro 21 2011

Irandhir Santos chega para homenagem e se encanta com Tiradentes

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14ª Mostra de Cinema Tiradentes, 21/01/2011

O ator revelação Irandhir Santos fez um ensaio fotográfico durante a 14a Mostra de Cinema de Tiradentes

O ator revelação Irandhir Santos fez um ensaio fotográfico durante a 14a Mostra de Cinema de Tiradentes

O ator pernambucano Irandhir Santos, um dos homenageados da 14ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, junto com o cineasta carioca Paulo Cézar Saraceni, está encantado com a paisagem da estrada que leva até Tiradentes e com o cenário barroco da pequena cidade.
Irandhir chegou há pouco acompanhado dos pais e de amigos. Ao percorrer Tiradentes para um ensaio com o fotógrafo Alexandre C. Mota, ele ficou impressionado com o telão montado no Largo das Forras e que se transforma no Cine Praça durante o evento.

A abertura da 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes será às 21h, no Cine Tenda. Além das homenagens deste ano, será exibido o longa inédito de Saraceni, “O Gerente”. Uma performance do mineiro Ronaldo Fraga completa a noite de abertura.

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Via 14ª Mostra de Cinema Tiradentes

janeiro 03 2011

Cinema político

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Tiradentes abriga, agora em janeiro, mais uma edição do festival que pretende refletir a produção nacional

Diario de Pernambuco, 03/01/2001

Depois de alguns curtas e longas nordestinos, Irandhir Santos ganhou o país em Tropa de Elite 2 Foto: Alexandre Lima/Divulgacao

Depois de alguns curtas e longas nordestinos, Irandhir Santos ganhou o país em Tropa de Elite 2 Foto: Alexandre Lima/Divulgacao

Duas gerações do cinema brasileiro serão homenageadas na 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes, promovida de 21 a 29 de janeiro, na cidade histórica mineira. De um lado, o diretor carioca Paulo Cesar Saraceni, representante do cinema brasileiro moderno, que teve seu auge nos anos 1960 e 1970. De outro, Irandhir Santos (Tropa de Elite 2), ator de teatro pernambucano, que começou recentemente sua incursão pelo cinema nacional (em 2005, em Cinema, aspirinas e urubus) e pode ser visto como legítimo representante pernambucano da nova ´safra` de fora do eixo. Nos últimos cinco anos, atuou também em Besouro (2009), Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009), Olhos azuis (2009) e Baixio as bestas (2006).

Durante o festival, que este ano elegeu como tema ´Inquietações políticas`, serão exibidas obras da filmografia de Saraceni e Irandhir. Na abertura, a tela será aberta para o novo longa do cineasta carioca, O gerente, baseado no conto de Carlos Drummond de Andrade, sobre um gerente de banco que tinha como fetichemorder as mãos das mulheres da sociedade.

´A proposta da Mostra de Tiradentes é poder exibir e refletir sobre a estética da obra, discutir políticas públicas e formas de fazer. E, principalmente, discutir o que estamos vendo. O evento foi se firmando como momento de aprofundarmos sobre como o cinema nacional está se apresentando no presente. O festival de Ouro Preto (Cine OP) está mais voltado ao passado e o de Belo Horizonte (Mostra Cine BH) para o mercado`, esclarece Raquel Hallak, coordenadora da mostra mineira.

´Estamos observando o cinema apresentado em 2009 e 2010, e o que virá em 2011. A política tratada na forma de olhar, como fruto de uma transformação de organização social. É o cinema como retrato de nossa identidade, ´ afirma Raquel, lembrando temáticas que estão sendo debatidas na tela grande, cujo principal representante ou melhor exemplo é Tropa de Elite 2. ´Vejo este filme, que é totalmente diferente do primeiro, como grande instrumento até para essa operação que vem sendo feita no Rio de Janeiro. E é este o papel do cinema, mostrar na tela a abertura da política como forma de transformação social. O novo olhar do diretor faz parte de um amadurecimento`, defende a coordenadora da Mostra. ´O que já pôde ser visto em Brasília. O cinema brasileiro está sendo feito por jovens. E essa é uma tendência inclusive mundial`.

Raquel Hallak atribui essa mudança às novas tecnologias e à facilidade de produção atual. ´Antigamente, era preciso ter uma carreira para filmar. Ter acesso político para viabilização dos recursos, financiamento. Hoje, os jovens estão fazendo cinema com o que têm em mãos. O processo coletivo é muito grande e isso é visível no Nordeste, fora do eixo Rio-São Paulo`, analisa. Para ela, tudo isso resulta em uma ´forma de olhar mais desprendida, mais livre. Não é preciso negociar o que será abordado. Associar determinada ideia a uma marca. Isso é o retrato do cinema independente, de uma nova estética`.

´As homenagens (Saraceni e Irandhir) compõem espécie de plano e contraplano histórico, sem necessária distinção de quem é uma coisa ou outra. Cada um deles surgiu para o cinema em momentos distintos`, explica Raquel. E completa: ´Saraceni é pré- Cinema Novo, se tomarmos seus curtas e seu primeiro longa como referências, e também protagonista do movimento, embora sempre com um olhar próprio, sem igual em sua turma. Nos anos 1990 e 2000, assim como ocorreu com quase toda a sua geração, filmou sem frequência. Quando filmou, porém, não se acanhou: ousou!`. Entre os filmes a serem exibidos em homenagem a Saraceni, seu primeiro curta Arraial do Cabo (1959), premiado na Itália, além de Porto das Caixas (1962), seu longa de estreia.

´Irandhir é um dos rostos de um cinema brasileiro jovem, de diretores entre 20 e 40 anos, com poucos longas nas costas. Essa é a faixa etária que, na prática, hoje movimenta a produção no Brasil. Nos últimos 10 anos, não foram poucos os atores e diretores a estrear nas telas, com uma renovação proporcional em outras atividades da realização`, lembra Raquel. Irandhir surge nessa cena também marcada pelas revelações e confirmações de Lázaro Ramos, Wagner Moura, Hermila Guedes, João Miguel, todos, por coincidência ou não, nascidos e formados na Bahia e em Pernambuco. ´Sinal de que, quase sempre concentrado no Rio e São Paulo, o foco mudou. E a filmografia do ator é composta quase exclusivamente de nordestinos: Daniel Bandeira, Claudio Assis, Kleber Mendonça Filho, Marcelo Gomes e Karin Ainouz.` (Gracie Santos)

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Via Diario de Pernambuco

dezembro 21 2010

Irandhir Santos será homenageado na 14ª Mostra de Tiradentes

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Folha de Pernambuco, Câmara Clara, 21/12/2010
Por Luiz Joaquim

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O ator pernambucano Irandhir Santos será homenageado na 14ª Mostra de Tiradentes. De 2005, quando estreou em “Cinemas, Aspirinas e Urubus”, o ator, que nasceu em Barreiros (PE), já atuou em dez produções. A Mostra mineira irá exibir os longas “Tropa de Elite 2”, de José Padilha, e “Amigos de Risco”, de Daniel Bandeira, além dos curtas “Azul”, de Eric Laurence e “Décimo Segundo”, de Leo Lacca. Tiradentes também homenageia o cineasta carioca Paulo César Saracene.

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Via Folha de Pernambuco