outubro 31 2010

Te cuida, capitão

Tagged Under : , , , ,

O trio Irandhir Santos, André Mattos e Sandro Rocha rouba várias cenas do megassucesso Tropa de elite 2. Filme de José Padilha trouxe novas perspectivas para a carreira desses atores

Sandro Rocha: pequena ponta em Tropa de elite 1 rendeu papel de destaque como o chefe da milícia no novo filme

Sandro Rocha: pequena ponta em Tropa de elite 1 rendeu papel de destaque como o chefe da milícia no novo filme

UAI, Divirta-se, 31/10/2010
Por Mariana Peixoto

Tropa de elite 2 entrou em sua quarta semana de exibição. Desde a estreia oficial, dia 8, algumas coisas continuaram iguais. Outras, bem diferentes. O longa-metragem de José Padilha, por exemplo, continua em cartaz em 698 salas, número muito próximo ao da estreia (661), consequência de seu estrondoso sucesso de público – em três semanas, atraiu 6,2 milhões de espectadores, quase três vezes o número que o primeiro filme levou aos cinemas em toda a sua temporada, três anos atrás. Ainda que o capitão Nascimento de Wagner Moura domine toda a narrativa, não há como negar: o elenco de coadjuvantes emplacou grandes momentos. Três atores pouco conhecidos do grande público, para muitos os melhores desta sequência, passaram, em dias, a conviver com o assédio.

Que o diga o pernambucano Irandhir Santos – ou melhor, Fraga, o grande rival, num primeiro momento, de Nascimento. Há quatro anos, ele vem fazendo cinema sucessivamente. Trabalhou com diretores bem cotados, como Cláudio Assis (levou o Candango de melhor ator no Festival de Brasília por Baixio das bestas), Karim Ainouz e Marcelo Gomes (em Viajo porque preciso, volto porque te amo). Nesse meio tempo, chegou à TV, na minissérie A pedra do reino, exibida pela Globo em 2007. Nada disso fez tanta diferença quanto o papel como intelectual de esquerda militante dos direitos humanos que se torna deputado.

Santos foi parado até em porta de banheiro de avião para receber felicitações pelo papel. “Desde o fim das filmagens, vi que com esse longa seria diferente. O que está me impressionando é o tamanho da repercussão, o que prova do que o filme é capaz”, comenta ele. O ator mal teve tempo de acompanhar a trajetória de Tropa 2, por causa de seu envolvimento com outro longa. Terminou, há duas semanas, de filmar Febre do Rato, dirigido por Cláudio Assis. Desta vez, Santos será o protagonista, um poeta anarquista que, no quintal de sua casa no Recife, produz o jornal Febre do Rato. Como a estreia em longa de Assis, Amarelo manga (2002), a fita é ambientada na capital pernambucana, misturando relações amorosas, política e questões sociais.

“Por causa desse trabalho, hoje enxergo minha cidade de forma diferente. Na verdade, quando termino cada trabalho não sou mais o mesmo. Se pensarmos no alcance popular de Tropa…, acredito que ele seja, sob esse prisma, um divisor de águas na minha carreira”, continua Santos. Afastado do teatro desde que ingressou no cinema, ele pretende voltar aos palcos.

O teatro também está na mira de outro ator do blockbuster nacional: André Mattos, que arranca risadas do público com Fortunato, apresentador de TV que se envolve com política e crime organizado. Filho de atores (Emilio e Zélia de Mattos, fundadores do Tablado), ele está preparando projeto de teatro itinerante. “Uma homenagem ao grande comediógrafo João Bethencourt. Dentro do caminhão, colocarei o repertório de quatro comédias. Viajaremos pelo Brasil, nos moldes das antigas carruagens teatrais”, conta Mattos, que vai filmar O analista de bagé, de Luis Fernando Veríssimo, para a TV Cultura.

Ator experiente, com extenso currículo no teatro e várias participações na TV e no cinema, geralmente em papéis coadjuvantes, ele tem os pés no chão. “Tropa… não é o primeiro filme importante que faço (trabalhou em O xangô de Baker street, de 2001, e Lisbela e o prisioneiro, de 2003). Como nos outros, minha vida continua a mesma. Já ganhei 18 prêmios e sabe o que mudou? Nada.” Porém, Mattos não consegue negar que a dimensão de Tropa… lhe abriu portas. “No teatro e na TV, a coisa não muda, mas no cinema você passa a ser mais procurado.”

Sandro Rocha agora está vendo direitinho o que são portas abertas. Grande vilão, o ator que vive Rocha/Russo (major da PM e miliciano) tem mais de uma década de carreira. Mas somente com o filme de Padilha teve o papel com o tamanho devido. Dos três, Rocha/Russo é o único que esteve no primeiro Tropa de elite. Ali, o ator fez muito pouco (lembra a tirada “quem quer rir tem que fazer rir”?), mas sua pequena participação lhe garantiu vaga na sequência.

“As propostas de trabalho estão chegando de algumas emissoras”, anuncia ele, de origem humilde como muitos personagens do filme. Sandro foi criado na região da favela de Lins de Vasconcelos, subúrbio carioca. Até conseguir a grande chance, penou em pontas e pequenas participações. Chegou, inclusive, a encarnar o Ronald, o boneco-propaganda do McDonald’s, para poder pagar as contas. Diferentemente de alguns colegas de elenco, Rocha conhece de perto o universo de que o filme de Padilha trata. “Para construir o personagem, fiz observação onde vivo, pesquisa na internet e usei minha intuição.” Agora que a fama bateu à porta – “hoje sou reconhecido nas ruas”, comenta –, Rocha pretende tocar seu projeto social, parado por falta de verba. Vai ensinar teatro a crianças das favelas.

Mais um?
José Padilha já disse que não, mas, com o sucesso do segundo Tropa de elite, especula-se (e muito) sobre um terceiro filme. Dos três entrevistados, somente André Mattos concorda com o diretor: “Fôlego para outro filme há, sem dúvida. Mas acho que não vai acontecer. O Padilha já tem outros projetos. O importante é que Tropa de elite já cumpriu sua função artística: levar o público à reflexão”. Sandro Rocha pensa diferente: “O tema nunca estará esgotado, ainda mais em se tratando de uma equipe de elite!”. Irandhir Santos vai além: “Quando lembro que, no primeiro filme, o Padilha falou que não iria fazer o segundo, vejo que há possibilidade de mais um”.

***
Via Divirta-se UAI

outubro 24 2010

TROPA DE ELITE 2: Estado de direito x “Estados” paralelos

Tagged Under : , ,

Brasília em Dia, 16/10/2010
Por José Guilherme

TROPA DE ELITE 2
Brasil, 2010. Direção/Co-roteiro: José Padilha. Elenco: Wagner Moura, André Ramiro, Milhem Cortaz, Irandhir Santos, Maria Ribeiro.

Estado de direito x “Estados” paralelos

Coincidindo com uma nova onda de assaltos, arrastões, trocas de tiros com as forças do Estado e disputas sangrentas pelo controle dos principais pontos de tráfico, colocando o governador recém-reeleito do RJ diante de uma verdadeira sinuca de bico, estreou 6ª feira, dia 08, em mais de 650 salas de cinema, Tropa de Elite 2, três anos depois do primeiro filme e enfocando os conflitos do agora tenente-coronel Nascimento, de um lado com a corporação militar a que pertence, de outro com sua ex-mulher e seu filho (a ação se passa quinze anos depois da primeira parte), ela casada com seu principal adversário político, um ativista de direitos humanos, ele, o garoto, envolvendo-se incidentalmente com drogas e com a polícia.

A história começa praticamente no mesmo plano onde o outro termina, com o Bope em plena ação, desta vez invadindo o complexo de Bangu I para conter um sangrento conflito entre facções criminosas rivais, depois que armas são introduzidas na ala de uma das facções, que logo invade a outra para provocar um massacre. O Bope entra no meio, com o capitão Mathias (Ramiro, que começou o primeiro filme como aspirante) chefiando o pelotão. Nascimento, da sede do Batalhão, comanda a operação pelo rádio, porém Mathias, numa hostage situation, se precipita e estoura os miolos do bandido (Seu Jorge) que apontava uma pistola para a cabeça do ativista Fraga (Santos, excelente). O capitão obedeceu rigorosamente o manual do Bope, mas contrariou frontalmente uma ordem direta do coronel Nascimento, que, por conta do incidente, perde o comando e é “promovido” a subsecretário de Segurança, enquanto Mathias é afastado do Batalhão, por “violação de direitos humanos”.

A partir daí, Nascimento, em cujas veias o sangue que corre é puro Bope, se vê numa situação delicada. Aproveitando sua nova posição na Secretaria, ele dota a tropa de elite, que é a sua vida, de recursos materiais e técnicos que lhe permitem esmagadora vitória sobre o narcotráfico. Mas a guerra contra o crime organizado não se esgota na visão ingênua de um militar de ação como Nascimento. Aos poucos ele percebe (e aprende), ao envergar terno e gravata e sentar atrás de uma mesa, que as engrenagens de um monstro indomável chamado “sistema” fazem mover-se interesses políticos, eleitoreiros e corporativistas que estão fora do alcance dele. O sistema tem vida própria. Pior: o sistema é conivente, chegando mesmo a tirar proveito da ação predatória de milícias que nascem, precisamente, no “vácuo de poder” deixado pela derrota do narcotráfico pelo Bope, e que são apoiadas por políticos influentes.

Supremo paradoxo: o Bope é tido por alguns como uma tropa de elite treinada para matar. Ao fazer o seu trabalho, ele perfaz um duplo papel, o de herói (para muitos) e o de vilão (para alguns). Ao sair de cena, esta é ocupada por bandidos duplamente piores que os meliantes, porque se escondem atrás da insígnia da lei para achacar bandidos e a população civil. É hora, então, de Nascimento começar a combater o sistema do qual, em última análise, faz parte, tentando destruí-lo por dentro. Tarefa inglória, quase impossível. É nessa hora que o coronel vê no antigo rival, agora deputado estadual, Diogo Fraga, um possível aliado (Fraga seria aqui o alter ego do deputado Marcelo Freixo, o parlamentar que conseguiu a instauração, na ALERJ, da “CPI das milícias”, mesma façanha alcançada por Fraga na história). No fim, a guerra de Nascimento contra o crime se desloca da polícia para a política, ou seja, uma simples troca de letras, mas com uma diferença crucial para todos os envolvidos.

Moura penetra fundo no papel, mostra-se contido, denso, tenso, em todos os momentos. Sua Nêmesis é Irandhir Santos, o brilhante ator de Olhos Azuis, Besouro, Baixio das Bestas, Cinema, Aspirinas e Urubus. O duelo entre eles, cada vez que se encontram, é inevitável, e dele sempre saem faíscas em alta tensão. Difícil dizer quem vence, se é que se pode falar em vencedores. Santos só não rouba definitivamente a cena porque Moura é aquele que, mais do que qualquer outro ator em que se pudesse pensar, faz a diferença ao encarnar Nascimento, o anti-herói atormentado desta tragédia grega que é o embate de titãs entre o Estado de direito e o “Estado paralelo” do crime organizado, do narcotráfico, da corrupção e das milícias. A presença cênica de Moura transformou-se em ícone para o cidadão comum. “Wagner Moura é um ator que pensa como diretor. Isso dá a ele o potencial de roubar a cena muito facilmente, porque ele entende o que aquela cena significa”, declarou o diretor José Padilha, em entrevista à Folha de São Paulo.

Tropa de Elite 2 mostra, com uma crueza que, apesar de possuir os dois pés na realidade, e mesmo tendo-se tornado lugar-comum no cinema nacional, ainda consegue chocar o espectador desavisado, que o conflito entre o Estado e o crime organizado é a nova roupagem, ampliada e inevitável, do milenar processo de seleção natural que separa os fracos dos fortes, permitindo que estes, num gesto de predominância, prevaleçam ao final como aqueles que ditarão as regras.

Ao final da projeção, os espectadores aplaudiram. Fico a me perguntar se isto aconteceu (e acontecerá) em toda Brasília, em todo o Brasil. Espero que sim. Torço nesse sentido. Afinal, já passou da hora de a sociedade civil, e os cidadãos ordeiros que a compõem, entenderem que o Estado não criou a violência que campeia na sociedade como marca registrada do banditismo. Que a violência do Estado é apenas uma resposta, pronunciada no mesmo diapasão da linguagem dos bandidos, ao desequilíbrio que a ação deles causa à tranqüilidade a que todo cidadão tem direito.

A cotação, por outro lado, não vai apenas para os méritos da obra cinematográfica e dos seus realizadores. Para além dos predicados estéticos e técnicos do filme, a cotação homenageia também a obra-denúncia que é Tropa de Elite 2, lembrando, neste particular, o trabalho de ativismo político do diretor francês Constantin Costa-Gavras, com seus filmes que sempre colocaram o dedo na ferida dos gravíssimos problemas políticos e sociais ao redor do mundo. A pergunta que não quer calar: o coronel Nascimento morre? Bem, a narração é em off, mas, como diz o próprio diretor, assista ao filme e confira, também, esse “pequeno” detalhe. 9/10.

***
Via Brasília em Dia

outubro 24 2010

‘Tropa de elite 2′ compensa a espera com trama complexa e sangrenta

Tagged Under : ,

O Globo, 06/10/2010
Por Rodrigo Fonseca

nascimento

Antes da exibição de “Tropa de elite 2″ no Teatro Municipal de Paulínia, o diretor José Padilha trocou algumas palavras com um pequeno grupo de repórteres televisivos e cinegrafistas, onde adiantou: “Esse foi um filme feito com muito carinho”. Mas Padilha, em dois dedos de prosa com O GLOBO, tocou em questões nevrálgicas relacionadas ao mais esperado longa-metragem dos últimos tempos. Espera esta que foi compensada com uma trama complexa, capaz de olhar o Rio de Janeiro sob todos os prismas:

- Livre da pirataria o filme esteve até agora, antes da estreia, porque a gente se organizou bem para isso. Agora, a partir desta sexta-feira, ele vai abrir, estreando em um número grande de salas: são mais de 600. Pode ser que a pirataria aconteça, a gente já não tem mais controle – disse o diretor, chamando atenção para a interpretação de Sandro Rocha, a quem confiou o papel do Major Rocha, o “Russo”. – Sandro Rocha tem uma atuação inacreditável. As improvisações que ele faz na sequência de uma festa, no lugar onde a milícia está, é surpreendente.

A confiança de Padilha em Sandro Rocha é mais do que justa. É dificil acreditar que um ator, hoje no Brasil, consiga ofuscar Wagner Moura. Mas quando Sandro está em cena, disparando pérolas parnasianas do tipo “cada cachorro que lamba a sua caceta”, a gente quase esquece de Nascimento. Só uma dica: Sandro aparecia no primeiro filme dizendo “quem quer rir, tem que fazer rir”. E o bordão é repetido, mas numa situação que não deixa Rocha nada contente. Confira nas telas.

- Tinha um outro ator fechado para viver o Russo, que eu não vou dizer quem é, mas acabou saindo. E o Zé (Padilha) abriu dois dias de testes pra mim. De onde eu venho, lá do Complexo do Lins, na Zona Norte, eu sou tido como uma referência por fazer um trabalho cultural como ator. Lá a cultura não chega, então estar fazendo esse filme é uma responsabilidade – diz Rocha, um consultor comercial que atua esporadicamente, com formação pela CAL.

Ele é a revelação de “Tropa de elite 2″, que ganha fácil do primeiro no quesito violência. As execuções são mais sangrentas e retratadas sem glamour algum. A narrativa evoca as tomadas de ação de “Missing – Desaparecido”, longa que deu a Palma de Ouro a Constantin Costa-Gavras, cineasta grego responsável por presidir o júri que deu o Urso de Ouro ao primeiro “Tropa”, em 2008. Num tributo ao diretor, Padilha mostra um dos núcleos de personagens mais importantes do filme saindo do Estação Botafogo, onde passa um festival Costa-Gavras com “O corte”, “Z” e “Estado de sítio”.

Esse núcleo de personagens inclui Rosane (Maria Ribeiro, prima do diretor), ex-mulher de Nascimento, agora casada com Diogo Fraga, vivido por Irandhir Santos, ator que deveria ter conquistado o Redentor de melhor ator coadjuvante na recém-encerrada Première Brasil 2010, terminada com o resultado mais vergonhoso do cinema brasileiro da década.

- A coisa mais importante da feitura desse filme foi ter vindo para o Rio – diz o pernambucano Irandhir - Eu precisava ir para a sua cidade para estudar possíveis figuras que fizessem frente ao Bope, e me surgiu o Marcelo Freixo (deputado recém-reeleito pelo Psol). Na preparação, eu tive um encontro com Fátima Toledo e ela pediu uns minutos e saiu. Quando voltou, ela me disse: “Eu fui ali conversar com você”. Eu estranhei, mas depois entendi que ela falava do Freixo, que tinha ido naquele dia nas filmagens.

O elenco do filme não esconde seu respeito pelo deputado, porém ninguém comenta nada sobre outras figuras que parecem ter servido de modelo a personagens fundamentais. O secretário de Segurança do filme, com ligações com o crime organizado, levou a ala carioca da plateia a mencionar o nome de Marcelo Itagiba. No zum-zum-zum da plateia, ouviu-se tambem falar em Natalino Guimarães numa associação livre (pela qual o filme não se responsabiliza) com o apresentador e televisão e político interpretado numa composição hilária por André Mattos.

Nesta quarta-feira, dia 6, pela manhã, a equipe e o elenco do filme conversam com a imprensa. A ala “Maio de 68″ dos jornalistas egressos de São Paulo parecia meio “incomodadinha” com o filme. Tirando o mestre Luiz Carlos Merten, essa ala fica irritadinha com filme brasileiro que dá tiro. Tem muito tiro em “Tropa de elite 2″ e tem soco também. Socos que nem Stallone Cobra – aquele que dizia “o crime é uma doença e eu sou a cura” – é capaz de dar em seus algozes. Vamos ver o que São Paulo vai dizer da imersão de Padilha no Rio de Janeiro nesta quarta. O Rio na plateia não ficou “incomodadinho”, ficou perplexo com a eficiência de Padilha e com a sensação de que o poço em que o Rio de Janeiro se enfiou é fundo e frio.

***
Via O Globo

outubro 24 2010

‘Tropa de elite 2′ passa dos 4 milhões e já é o brasileiro mais visto de 2010

Tagged Under : , , ,

Marca foi atingida na segunda semana em que o filme está em cartaz.

Correio, 18/10/2010
Por Redação

Em sua segunda semana em cartaz, “Tropa de elite 2″ ultrapassou a marca de 4 milhões de espectadores no país e já é a produção brasileira mais vista em 2010, de acordo com dados preliminares divulgados pela assessoria de imprensa do filme.
O resultado coloca o longa de José Padilha à frente de “Nosso lar” e “Chico Xavier”, até então os dois nacionais mais vistos do ano com 3,64 milhões e 3,41 milhões de espectadores respectivamente.

De acordo com a assessoria de “Tropa 2″, o filme teve público de cerca de 1,21 milhão neste final de semana e, na soma com a primeira semana, chegou a 4,14 milhões de espectadores. Também segundo os assessores do longa, ainda falta contabilizar o público de 10% das salas em que o filme está em cartaz, o que deve alterar o resultado – para mais – nas próximas horas.

Nascimento contra o Homem-Aranha
Em seu primeiro final de semana em cartaz, “Tropa 2″ registrou público de 1,3 milhão de espectadores e bilheteria de R$ 14 milhões, segundo dados do boletim Filme B.

Com esses números, o filme de José Padilha foi alçado à quarta colocação entre as maiores aberturas de cinema no Brasil nos últimos dez anos, à frente, entre outros, do primeiro “Homem-Aranha” e “Eclipse”.

O desempenho em seu lançamento também fez de “Tropa 2″ a maior estreia nacional de 2010, superando as sagas espíritas “Chico Xavier” e “Nosso lar”, que foram vistas no primeiro final de semana por 590 mil e 560 mil, respectivamente.

Pirataria
Continuação do longa de 2007, premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim, “Tropa de elite 2″ mostra seu protagonista, o policial do Bope Nascimento (Wagner Moura), combatendo novos inimigos: políticos corruptos e as milícias que agem nas favelas cariocas.

A segunda parte do longa dá um salto de 15 anos em relação à trama original e traz o ex-capitão do Bope, promovido a subsecretário da Segurança Pública, também em confronto com um ativista dos direitos humanos, vivido pelo ator Irandhir Santos.

“Tropa 2″ foi lançado sob forte esquema antipirataria, que incluiu instruções do Bope segundo o diretor José Padilha. Além de não ter produzido cópias digitais, somente película, a sessão première no Teatro Municipal de Paulínia, no interior paulista, incluía revista em bolsas com apreensão de câmeras e celulares de convidados, além e portas com detectores de metais na sala de exibição.

Segundo o diretor, tanta precaução se referia ao “trauma” sofrido em 2007, quando o filme foi pirateado e se tornado fenômeno nos camelôs. Estima-se que 11 milhões de pessoas tenham assistido a um DVD pirata do filme antes de sua estreia. As informações são do G1.

***
Via Correio

outubro 24 2010

Crítica: Tropa de Elite 2, 2010

Tagged Under : , ,

Paraná Online, XCine, 15/10/2010
Por Eduardo Maurício

tropadeelite2_imagem

O trailer de tropa de elite 2 entrega tudo aquilo que normalmente convêm em uma continuação: Mania de querer fazer tudo maior. Pressão que os realizadores sentem ao tentar apresentar evolução em relação ao trabalho anterior.

Ao assisti-lo, nota-se que realmente tudo está maior, mas felizmente, maior de forma positiva: Efeitos, fotografia, montagem, efeitos sonoros, edição e mais personagens. Esteticamente um filme quase perfeito, cuja maior qualidade (roteiro) é também seu maior defeito.

Toques de hollywood

No primeiro filme, a idéia era mostrar como o Batalhão de Operações Policiais Especiais combatia o tráfico nos morros cariocas (com uma moderada dramatização do diretor José Padilha e do roteirista Bráulio Mantovani), trazendo personagens e fatos fictícios. Já em tropa de elite 2, tudo se torna mais interligado, mais “certinho”, o que de um certo ponto é até necessário para dar sentido a apresentação do novo inimigo, o governo, que imagino, não seria nada fácil representar utilizando o mesmo estilo documentário do primeiro.

O resultado é eficiente, mas não perfeito. É notável a roupagem hollywoodiana que o filme ganha, exemplo pode ser visto logo no começo, em uma cena onde o uso da câmera lenta é utilizada.

Sangue e Bordões

Tropa de elite 2 não é só papo cabeça, as cenas “cools” ainda estão lá. O Fato do Bope ter ficado em segundo plano devido a trama política não quer dizer nada. A violência continua pesada, e ganha ainda mais força graças aos efeitos internacionais. Estão aqui os tiroteios de fuzil, os tiros a queima roupa, o microondas (”Vocês ingordarão o porco agora nois vai assa”.), a tortura (Bota no saco!), a porrada (uma em destaque onde nascimento espanca com vontade um corrupto) e os grandes bordões chicletes difíceis de ignorar e que vão garantir algumas risadas (da pra contar pelomenos uns sete).

Elenco 6 estrelas

O filme não seria o que é se dependesse só da qualidade técnica e do roteiro. Um dos focos principais está no elenco, que pasmem – oferece o maior show que já vi um elenco Brasileiro oferecer. Qualidade esta que prefiro nem entrar em detalhes para não estender este texto. Wagner Moura, André Ramiro (Mathias) e Milhem Cortaz (Capitão Fábio) arrebentam, mas desta vez não estão sozinhos, atores até então desconhecidos vão ganhar destaque: Irandhir Santos (Fraga) e Sandro Rocha (Russo) por exemplo.

Tropa 1 x Tropa 2

É inevitável não comparar uma sequência com seu filme original. Mas Tropa de Elite é um caso complicado, embora possuam suas diferenças escancaradas.
O primeiro é mais realista, o segundo mais ficcionista, o primeiro mais corrido, o segundo mais cabeça, O primeiro mais chocante, o segundo mais tenso, ambos estampam a verdade, mas apenas o segundo nos dá uma reflexão profunda da situação, embora o primeiro torne a situação muito mais compriensível. Cada um tem sua importância, cabe a você espectador decidir com qual dos temas mais se revolta, ou simplesmente com qual dos filmes mais simpatiza. Particularmente… Eu não sei qual escolher.

Em fim, não sou brasileiro, mas amo o Brasil, e fico feliz que mesmo que por pouco tempo, os brasileiros tenham reconhecido finalmente o potencial que possuem no cinema. É uma pena que demorou tanto, e precisou de um filme como este para mostrar que o país também é capaz de fazer clássicos, nem que para isso tenha que contar com ajuda internacional.

CLASSIFICAÇÃO: EXCELENTE

Gênero: Drama – Policial
Duração: 115 min
Origem: Brasil
Distribuidora: Zazen/MAM
Direção: José Padilha
Roteiro: Bráulio Mantovani
Produção: Marcos Prado, José Padilha
Estreia: 08/10/2010 (Brasil)

Wagner Moura … Capitão Nascimento
André Ramiro … Matias
Irandhir Santos … Fraga
Maria Ribeiro … Rosane
Milhem Cortaz … Capitão Fábio
Seu Jorge … Beirada
Sandro Rocha … Russo
Pedro Van Held … Rafael
Tainá Müller … Clara

***
Via Paraná Online

outubro 24 2010

Irandhir Santos, muito prazer

Tagged Under : ,

Muito elogiado pelo trabalho em Viajo Porque Preciso, Volto Porque te amo, no qual não aparecia em nenhuma cena, o ator pernambucano Irandhir Santos é um dos destaques de Tropa de Elite 2

O Povo, 14/10/2010
Por Rodrigo Salem

Depois de protagonizar as produções independentes Besouro, Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo e Olhos Azuis, todos de 2009, e de fazer parte do elenco do divertido Quincas Berro d’Água, lançado neste ano, o ator pernambucano Irandhir Santos tem consciência de que o seu “anonimato’’ está em vias de acabar. Ele é um dos destaques do filme Tropa de Elite 2’, que estreou em mais de 600 salas do País na última sexta-feira.

“Até então, a não visibilidade era bem interessante. De alguma forma, ela me dava a liberdade de escolher o que bem queria’’, diz o ator.

No longa dirigido por José Padilha, ele dá vida ao deputado Fraga, que serve de contraponto ao coronel Nascimento (Wagner Moura) por ser contra a violência e defender os direitos humanos. Pode-se dizer que ele representa o discurso da esquerda. Além disso, no longa, ele é marido de Rosane (Maria Ribeiro), ex-mulher do oficial do Bope.

“Ele tem duas posturas bem delimitadas. Enquanto com a família é introspectivo, é verborrágico na política e defende com veemência seus ideais’’, explica Irandhir, que confessa ter ficado bastante impactado com a história que Padilha dirigiu -assim como a maioria do elenco de Tropa 2, o ator só assistiu à produção ao lado de jornalistas, dois dias antes de sua estreia. “O filme vai dar o que falar’’, acredita.

Um dos atores mais cobiçados por diretores do cinema nacional, Santos poderá ser visto em breve em A Erva do Rato, do conterrâneo Cláudio Assis, e O Som ao Redor, que marca a estreia do também pernambucano Kléber Mendonça Filho na direção de longas.

E-Mais
Na televisão, Irandhir Santos foi Guaderna, na adaptação assinada pelo diretor Luiz Fernando Carvalho do romance A Pedra do Reino, de Ariano Suassuna, em 2007.

***
Via O Povo

outubro 24 2010

Exército de um homem só

Tagged Under : , ,

Tropa de Elite 2 joga o Capitão Nascimento contra as milícias e os políticos

Contigo!, 13/10/2010
Por Rodrigo Salem

Wagner Moura como o envelhecido Nascimento em uma das melhores cenas do longa

Wagner Moura como o envelhecido Nascimento em uma das melhores cenas do longa

No pôster do primeiro Tropa de Elite, o Capitão Nascimento (Wagner Moura) segura um fuzil. Já no cartaz da sequência de um dos melhores filmes do cinema nacional, o policial do Bope que virou ícone pop segura um walkietalkie. A mudança resume com uma objetividade assustadora a diferença entre os dois longas: enquanto, na produção original, o policial imbatível e incorruptível, nosso Jack Bauer, ”descia a porrada em vagabundo”, na segunda obra, ele troca a ação pelas palavras.

Não que Tropa de Elite 2 deixe de lado os sacos plásticos, os tapas na cara e a violência ultrarrealista. A invasão ao presídio de Bangu 1, que abre o filme numa sequência incrível de confrontos entre balas e ideologias, é tão boa quanto qualquer subida ao morro do longa anterior. A entrada do Bope não termina bem e, enquanto jornalistas e políticos pedem a cabeça de Nascimento, agora comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais, o povão abraça o soldado. A consequência é a ”queda para cima” do coronel para a Subsecretaria de Inteligência da Segurança Pública, momento em que o filme perde em ritmo ao usar um sem número de discursos e narrações em off didáticas como muletas.

Guerra contra o sistema
A situação apresentada pelo roteiro de Bráulio Mantovani e José Padilha, que repete a função de diretor, obviamente é mais complexa. Contudo, esse passo além prejudicou a continuação. Situar o capitão, aliás Coronel Nascimento, na parte de cima da complexa equação da violência urbana (estado + corrupção x alianças de mídia = falha) e vesti-lo com terno e gravata foi uma atitude corajosa, porém frustrante para quem estava esperando o policial abrindo caminho à bala até os corredores de Brasília. Isso é ficção ou não? Só pobre pode apanhar? Do lado da escolha do cineasta, o fato de a política brasileira ser um bolsão de decepção, mas um rasante sobre Brasília falando sobre a culpa do ‘’sistema” é de uma inocência que parecia ter morrido com as bandas punk nos anos 80.

Apesar do fim anticlimático, Tropa de Elite 2 ainda carrega uma força devastadora na direção das cenas de ação e em alguns diálogos – a maioria protagonizada por Milhem Cortaz, o ”Tenente Fábio”. Wagner Moura exibenuances no seu envelhecido Nascimento que raros poucos atores conseguem – e olhe que ele encontra um rival à altura no deputado defensor dos direitos humanos de Irandhir Santos, responsável por mostrar que ”existe uma saída sem ser na violência”. Sandro Rocha, que tem uma cena no primeiro Tropa (e é dono da frase clássica: ”Para rir é preciso fazer rir”), é alçado a ”vilão” quando entra para a milícia (PMs que controlam morros no Rio) e começa a usar o sistema pacificador de Nascimento em seu benefício. Não se preocupe se você não entendeu, Nascimento faz questão de explicar cada detalhe do novo status quo até o momento em que encontra um político nas ruas. E, por alguns minutos, você lembra por que gostou tanto de Tropa de Elite. Nunca será!

Sandro Rocha é o líder de uma milícia que usa o Bope a seu favor

Sandro Rocha é o líder de uma milícia que usa o Bope a seu favor

Irandhir Santos vive um ativista dos direitos humanos

Irandhir Santos vive um ativista dos direitos humanos

André Ramiro retorna como o policial Matias, agora no Bope

André Ramiro retorna como o policial Matias, agora no Bope

***
Via Contigo!

outubro 24 2010

O ator desconhecido do momento

Tagged Under : , ,

Irandhir Santos já participou de vários longas-metragens, que lhe renderam premiações em importantes festivais de cinema do país. Agora, ele encarna a voz da razão em Tropa de Elite 2

Irandhir Santos interpreta o exemplar deputado Diogo Fraga em Tropa de Elite 2

Irandhir Santos interpreta o exemplar deputado Diogo Fraga em Tropa de Elite 2

Gazeta do Povo, 17/10/2010
Por Annalice Del Vecchio

Em uma cena de Tropa de Elite 2, de José Padilha, o ativista de direitos humanos Diogo Fraga esbraveja diante das câmeras de tevê depois que sua tentativa de resolver pacificamente uma rebelião no presídio de Bangu 1 foi frustrada pela truculência do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), liderado pelo tenente-coronel Nascimento (Wagner Moura).

No discurso, esbravejado, o personagem diz ser inadmissível que policiais tenham o símbolo de uma caveira estampado no uniforme. A fala, contrária à política de segurança pública do Rio de Janeiro, brotou espontaneamente da boca do ator pernambucano Irandhir Santos assim que o diretor José Padilha gritou “Ação!”. Assim conta, admirada, a colega de set Maria Ribeiro, que interpreta Rosane, ex-mulher do comandante Nascimento, agora casada com Fraga.

O ator de 32 anos, de olhar doce e fala mansa ao ser entrevistado, conta que essa foi uma das improvisações que fez ao longo do filme a partir de um exemplo real – sempre bem-recebidas pela preparadora de elenco, Fátima Toledo. Seu personagem é inspirado na trajetória do deputado estadual carioca Marcelo Freixo (PSOL), que participou das negociações reais na penitenciária, em 2003.

“Ele esteve presente antes e depois das filmagens, nos levou a Bangu, onde pude ver como era tratado com o mesmo respeito pelos policiais e pelos presos. Mas não quis imitar seus trejeitos, seu modo de falar. Apenas me inspirei nele para dar vazão a um personagem no qual se permite entrever tantos outros exemplos de integridade”, lembra, citando a irmã Dorothy Stang, assassinada por fazendeiros no Pará, em 2005, por defender os direitos dos sem-terra, e a organização de direitos humanos Terra de Direitos, com atuação em Recife, onde vive.

A entrada para o time de Tropa de Elite promete ser um divisor de águas na carreira do ator, que já participou de mais de meia dúzia de filmes, alguns entre os melhores da safra atual. Só neste ano esteve em Olhos Azuis (José Joffily), Quincas Berro D’Água (Sérgio Machado) e Viajo Porque Preciso e Volto Porque Te Amo (Karim Aïnouz e Marcelo Gomes). Neste momento, já está em plena atividade no set de filmagens de A Febre do Rato, nova produção do conterrâneo Cláudio Assis, que já o havia escalado anteriormente para ser o feroz Maninho, em Baixio das Bestas. Mas foi como Quaderna, o contador de histórias de A Pedra do Reino, de Ariano Suassuna, transposto para as telas como microssérie da Rede Globo, que ganhou popularidade.

Pernambucano do mundo

Assim como o poético personagem José Renato, ao qual dá alma e voz em Viajo Porque Preciso e Volto Porque Te Amo, o destino de Irandhir é o retorno para casa ao fim de cada jornada. É assim que este ator obsessivo – que passou quatro meses inteiros no Rio de Janeiro, incluindo os fins de semana, em absoluta imersão no personagem de Diogo Fraga – se desconecta de um projeto para só então entrar em outro.

Cada cena que gravava, no entanto, remetia Irandhir aos problemas enfrentados pela sua própria cidade. “O filme incentiva uma discussão acerca do nosso país. Por várias vezes, durante as filmagens pensava que poderia estar falando da minha cidade, pois o filme aborda questões que vão além das fronteiras ca­­riocas”, diz.

No início de Tropa de Elite 2, Diogo Fraga surge como uma espécie de inimigo de Roberto Nascimento, o protagonista problemático interpretado por Wagner Moura, que destila ironia ao chamá-lo de “maconheirozinho” e “intelectualzinho de es­­querda”. “O Fraga tem uma trajetória positiva, ascendente, que aglutina as pessoas. O Freixo é ameaçado de morte por ter peitado as milícias em uma CPI que re­­sultou em mais de 200 indiciados, mas não é um herói, segue um passo-a-passo, não age de forma obscura”, diz Irandhir.

O público tende a se identificar com o protagonista, que narra o filme e, portanto, expõe seus pontos de vista sem cerceamentos. “É difícil lutar contra a voz que conta a história. O Fraga é para o público o que o capitão Nascimento pensa dele”, diz o ator pernambucano. Mas logo pú­­blico e personagem começam a perceber que a raiva do policial ultrapassa as questões ideológicas. O policial se ressente porque Fraga – ironia do destino – é casado com sua ex-mulher, Rosane (Maria Ribeiro), e se relaciona melhor com seu filho do que ele próprio.

Quando a “ficha cai”, e Nascimento se dá conta da corrupção da polícia e de sua própria maneira de agir com o filho, muito impositiva, sua trajetória tortuosa se afunila à do correto Fraga. “O grande inimigo do Nascimento neste filme é ele mesmo”, diz Irandhir.

Filmografia

Em pouco mais de três anos, Irandhir Santos já participou de diversas produções.

- Ganhou projeção nacional como Quaderna, na minissérie A Pedra do Reino, dirigida por Luiz Fernando Carvalho e exibida pela Rede Globo.

- No cinema a projeção veio com Maninho, em Baixio das Bestas (2006), de Cláudio Assis.

- Em Olhos Azuis, de José Joffily, ele é Nonato, um brasileiro radicado nos Estados Unidos que enfrenta o preconceito na alfândega norte-americana.

- Em A Morte de Quincas Berro D’Água (2009), de Sérgio Machado, faz parte do quarteto comandado pelo rei dos vagabundos e cachaceiros da Bahia.

- Também participou de A Hora e a Vez de Augusto Matraga (2009), de Vinicius Gentil Coimbra, e de Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), de Marcelo Gomes.

- Fará parte de dois fimes ainda em produção: O Som ao Redor, de Kléber Mendonça Filho, e A Febre do Rato, de Cláudio Assis.

***
Via Gazeta do Povo

outubro 24 2010

Tropa 2 deve colocar Irandhir Santos na boca do povo

Tagged Under : , ,

Cine Click, 09/10/2010
Por Heitor Augusto

Quem acompanha o cinema à margem do mainstream ou se interessa pelas coisas de Pernambuco não enxerga Irandhir Santos como uma cara nova do cinema. Desde 2006, quando ganhou o Candango de Melhor Ator no Festival de Brasília por Baixio das Bestas, o ator formado no teatro entrou com força no cenário cinematográfico.

Com Tropa de Elite 2 – Agora o Inimigo é Outro, Irandhir Santos deve ganhar muito mais visibilidade do grande público, já que interpreta o antagonista de Coronel Nascimento (Wagner Moura). “Não sei ainda como vai ser isso, mas a não visibilidade para mim é muito interessante porque um dos elementos do ator é a observação. Observar sem ser observado é fantástico”, afirma o ator em entrevista ao Cineclick.

Mas vai ser difícil: apenas em 2010, Irandhir apareceu nos cinemas em Olhos Azuis e Quincas Berro D’Água, além de ter frequentado as telas do Festival do Rio com O Senhor do Labirinto. Para uma cinematografia que costuma eleger “o cara” da vez, o ator nascido em Barreiros deve seguir a fila já ocupada por Selton Mello, Matheus Nachtergaele, Lázaro Ramos, Rodrigo Santoro, Wagner Moura, entre outros. Chegou o momento de Irandhir tornar-se onipresente.

Em Tropa 2, ele interpreta o ativista pelos Direitos Humanos Diogo Fraga, personagem inspirado no militante e deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ). “O Fraga tem duas vertentes, a pública e o núcleo familiar. As duas coisas são lado a lado para formar um ser humano mais completo. Não interessava só um ou outro”, explica.

Passados 13 anos da trama de Tropa de Elite, no segundo filme Rosane já se separou do Capitão Nascimento. Pior: casou-se com Fraga, a quem o líder do Bope considera um grande inimigo. “Acho um ato libertador a Rosane ter largado o Nascimento, o cara que as mulheres acham incrível”, explica a atriz Maria Ribeiro. Para ela, no primeiro filme sua personagem aceitava tudo passivamente. “A cena do ‘esporro’ em Tropa de Elite foi talvez a mais difícil da minha vida”.

Assim como Rosane se afeiçoou ao personagem de Irandhir Santos, o agora Coronel Nascimento corre o risco de perder o carinho do filho para o padrasto. Pedro Van-Held, que estreia nos cinemas aos 16 anos, avalia os potenciais do filme para a geração ligada na internet.

“Pensando nos meus amigos, acho poucos deles vão perceber quando Wagner [Moura] confronta o poder oficial, ele está desafiando! Acho que as pessoas da minha idade ficariam mais ligados nos tiros, na ação”, opina.

Para Irandhir, que estreou no teatro há 14 anos com Liberdade, liberdade antes de chegar aos cinemas em 2005 num papel pequeno em Cinema, Aspirinas e Urubus, um papel tem a força de mudar uma pessoa. “Acredito, porque se me transforma, isso se estende também a quem assiste”.

***
Via Cine Click

outubro 24 2010

“Tropa de Elite 2″ ganha mais 40 cópias para aumentar circuito exibidor

Tagged Under : , , ,

Folha de São Paulo, 13/10/2010
Por Reutrers

Os atores Irandhir Santos, Maria Ribeiro e Wagner Moura em cena de "Tropa de Elite 2"

O filme “Tropa de Elite 2 foi visto por mais 2,260 milhões de espectadores no feriado prolongado de 12 de outubro.

A bilheteria total para os cinco primeiros dias chega a R$ 22,8 milhões.

Mais 40 cópias do filme foram feitas e devem reforçar o número de salas de exibição do longa nos próximos dias. Para dar conta da demanda, vários exibidores programaram sessões extras à meia-noite na segunda e na terça-feira.

Com a atualização dos números, “Tropa de Elite 2″ ultrapassou o público do fim de semana de estreia de “Homem Aranha” e é a quarta maior abertura da década em número de ingressos vendidos.

***
Via Folha.com/Ilustrada