Quem vê pela primeira vez esse rapaz de sorriso largo e gestos calmos não imagina as muitas faces que ele pode representar. O ator pernambucano Irandhir Santos entrou para o cenário artístico nacional depois de atuar no teatro, cinema e televisão representando personagens fortes e marcantes.
Na TV, Irandhir ganhou projeção nacional como Quaderna,o contador de histórias, na minissérie “A Pedra do Reino”, de Ariano Suassuna. Dirigida por Luiz Fernando Carvalho, a minissérie foi um projeto ousado que rompeu com os padrões tradicionais da teledramaturgia.
Ele impressionou Suassuna com sua definição de Quaderna – um homem cujas buscas eram realizadas na direção de Deus, provocando uma declaração surpreendente do autor. “Foi a primeira vez que um ator foi tão profundamente no caráter de Quaderna. Já vi que o juízo dele é tão perturbado quanto o meu”,confessou.
“Foi um baque para mim, mas ver aquilo pronto, na TV, foi uma grande emoção. Aquelas imagens imediatamente me conquistaram”, conta Irandhir .
No cinema a projeção veio com o “besta fera” Maninho, em Baixio das Bestas, de Cláudio Assis. O longa lhe rendeu o troféu Candango de Melhor Ator Coadjuvante no Festival de Brasília de 2006. “São duas coisas que tenho encontrado nos trabalhos que venho fazendo. Prazer é o motor de estar nessa profissão e o desafio é de sempre avançar um degrau a mais”, conta.
Nascido em Barreiros, cidade a 80 km do Recife, Irandhir Santos aprendeu desde cedo a adaptar-se às mudanças. Como filho de bancário estava sempre mudando de cidades. E nelas, ia costurando seu destino.
Mas foi em Limoeiro, município localizado na zona da mata pernambucana, que Irandhir teve seu primeiro contato com o teatro. Formado em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Pernambuco começou a carreira atuando em várias produções e integrando o grupo Coletivo Angu de Sangue.
O filho de dona Helena e seu Marcos não deixa Limoeiro que é pra onde ele volta depois de cada trabalho realizado. Mesmo sendo pernambucano da região do Agreste, Irandhir é um cosmopolita, mas ligado às suas raízes. Através do seu trabalho conheceu as diferenças, sofrimento e beleza do Nordeste. “Meu trabalho me fez redescobrir o interior.Isso me levou a ver essas regiões de maneira diferente. O Sertão, que pra mim era um lugar de seca, virou um lugar de cores, de pessoas fortes. E vi uma Zona da Mata com grandes dificuldades. Até então, só conhecia o lado festivo do maracatu” .
Sempre disposto a encarar desafios e desfilar personagens complexos, Irandhir vem se revelando um artista visceral pronto para dar vida aos mais variados tipos. E esse jeito de ser tem conquistado o público e júri de Mostras de Cinematográficas.
*Alguns depoimentos foram extraídos de entrevistas
CURRICULUM VITAE
Nome: Irandhir Gleriston Santos Pinto
Data de nascimento: 22/08/1978 | DRT-PE 2806
FORMAÇÃO ACADÊMICA
Licenciatura em Educação Artística – Habilitação em Artes Cênicas
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
EXPERIÊNCIAS – TEATRO
• Liberdade, liberdade (1996) – direção: André Cavendish.
• Duos: um olhar sobre o amor (1997) – direção: André Cavendish.
• A importância de ser prudente (1999) – direção: André Cavendish.
• Cenas de uma paixão (2000) – direção: Irandhir Santos.
• Ai serpente (2000) – direção: Roberto Lúcio.
• A ver estrelas (2000) – direção: João Falcão/Magdale Alves.
• Alheio (2000) – direção: Leidson Ferraz.
• Flash Clown (2003) – direção: Carlos Bartolomeu.
• O Rapto de Rodolfo (2003) – direção: Izabel Concessa.
• Quem tem, tem medo! (2004) – direção: Júnior Sampaio.
EXPERIÊNCIAS – CINEMA
• Cinema, Aspirinas e Urubus (2005) – direção: Marcelo Gomes;
• Amigos de Risco (2005) – direção: Daniel Bandeira;
• Baixio das Bestas (2006) – direção: Cláudio Assis;
• Décimo Segundo [curta] (2007) – direção: Leonardo Lacca;
• Olhos Azuis (2007) – direção: José Joffily;
• Azul [curta] (2008) – direção: Eric Laurence;
• O Senhor do Labirinto (2008) – direção: Geraldo Motta;
• Besouro (2008) – direção: João Daniel Tikhomiroff;
• A Morte de Quincas Berro D´agua (2009) – direção: Sérgio Machado;
• A Hora e a Vez de Augusto Matraga (2009) – direção: Vinicius Gentil Coimbra.
EXPERIÊNCIAS – TV
• A Pedra do Reino [minissérie] (2007) – direção: Luiz Fernando Carvalho.
PREMIAÇÕES
• Melhor Ator Coadjuvante, por Baixio das Bestas (2006) – 39º Festival de Brasília (Troféu Candango);
• Ator Revelação [indicação], por A Pedra do Reino (2007) – Prêmio Contigo;
• Melhor Ator, por Décimo Segundo (2008) – 18º Cine Ceará (Júri de Curtas – Troféu Mucuripe);
• Melhor Ator, por Décimo Segundo (2008) – 15º Vitória Cine Vídeo (Troféu Marlin Azul);
• Melhor Ator Coadjuvante, por Olhos Azuis (2009) – Festival de Cinema de Paulínia SP.






