21, janeiro 2011

Dez filmes pernambucanos participam do festival de Tiradentes

Pernambuco.com, 21/01/2011

Dez curtas de Pernambuco estão na programação da 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes, que começa hoje em Minas Gerais: Praça Walt Disney, de Renata Pinheiro e Sergio Oliveira, As Aventuras de Paulo Bruscky, de Gabriel Mascaro, Uma noite em 68, de Ionaldo Araujo, 01:21, de Adriana Câmara, Aeroporto, de Marcelo Pedroso, Peixe Pequeno, de Vincent Carelli e Altair Paixão, Mens Sana In Corpore Sano, de Juliano Domelles, My Way, de Camilo Calvacante, Azul, de Eric Laurence, e Décimo Segundo, de Leonardo Lacca.

Apenas dois dos filmes são inéditos: Mens sana e Praça Walt Disney.

O ator pernambucano Irandhir Santos, que está no elenco de Tropa de Elite 2 e protagonizou a minissérie A pedra do reino, é um dos homenageados do evento.

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Via Pernambuco.com

                                                           

21, janeiro 2011

14ª Mostra de Cinema de Tiradentes

14ª Mostra de Cinema de Tiradentes abre a temporada 2011 do audiovisual e reúne todas as manifestações da arte numa programação abrangente e gratuita

Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, vai inaugurar o calendário de festivais brasileiros na noite de abertura, que terá ainda homenagens a Irandhir Santos e Paulo Cezar Saraceni e uma performance exclusiva de Ronaldo Fraga

Portal da Cultura, MinC, 21/01/2011

Com exibição recorde e gratuita de 134 filmes brasileiros, a 14ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes tem início nesta sexta-feira, dia 21, a partir das 21h, no Cine-Tenda, na cidade histórica mineira de Tiradentes, que recebe toda infra-estrutura necessária para sediar uma programação cultural abrangente e gratuita. Até 29 de janeiro é esperado um público estimado em 30 mil pessoas. A noite de abertura contará com a presença da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, que irá inaugurar oficialmente o calendário audiovisual brasileiro, em um de seus primeiros compromissos públicos desde a posse.

A realização da 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes conta com investimentos que são resultado da soma de esforços do Ministério da Cultura, através do Fundo Nacional de Cultura e da Lei Federal de Incentivo à Cultura, junto da Petrobras e Cemig/Governo de Minas, da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, através da Oi e Oi Futuro, e de empresas parceiras que reafirmam o compromisso com a promoção da cultura no Brasil.

Nesta edição, o evento presta homenagens em duas direções – ao ator pernambucano Irandhir Santos por sua intensa e variada carreira no cinema contemporâneo e ao cineasta carioca Paulo Cézar Saraceni pela persistência na ousadia ao longo dos anos. O cinema político brasileiro, não apenas em sua temática, mas também – e principalmente – em sua forma, será o foco das discussões e exibições durante os seus nove dias de atividades gratuitas e abertas ao público em geral.

Reconhecida no calendário de festivais como um dos principais espaços para a reflexão sobre o cinema brasileiro, a Mostra Tiradentes amplia o diálogo entre críticos, espectadores, cineastas, produtores e o poder público. O 14º Seminário do Cinema Brasileiro: ideias e perspectivas promove 12 debates da série Encontro com a crítica, o diretor e o público, que reunidos, discutirão os filmes em exibição na programação, além de cinco debates com enfoques na temática central desta edição (Inquietações Políticas) e nos homenageados – Irandhir Santos e Paulo Cezar Saraceni. Três lançamentos de livros e dois encontros de profissionais do setor também integram a programação do Seminário.

A 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes inaugura o Cinema sem Fronteiras 2011 e recebe toda infra-estrutura necessária para sediar uma programação cultural intensa e gratuita. São instalados três espaços de exibição – o Cine-Praça, no Largo das Fôrras (espaço para mais de 2.000 espectadores), o Complexo de Tendas – que sedia a instalação do Cine-Tenda (com 700 lugares), e o Cine-Teatro (com platéia de 150 lugares) funciona no Centro Cultural Yves Alves – sede do evento.

Mais informações:

No Twitter: www.twitter.com/universoprod
No Facebook: universoproducao
Na Web: www.mostratiradentes.com.br
Informações: (31) 3282-2366
(Fonte: Universo Produção)

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Via Ministério da Cultura

                                                           

21, janeiro 2011

Ator Irandhir Santos é homenageado no Festival de Cinema de Tiradentes

Último trabalho de Santos foi no filme ‘Tropa de Elite 2’. Abertura do festival será na noite desta sexta-feira (21).

G1, 21/01/2011

Irandhir Santos é homenageado no Festival de Cinema de Tiradentes (Foto: Pedro Triginelli / G1)

Irandhir Santos é homenageado no Festival de Cinema de Tiradentes (Foto: Pedro Triginelli / G1)

O ator pernabucano Irandhir Santos, de 32 anos, vai ser homenageado na abertura da 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes. A Abertura do evento será na noite desta sexta-feira (21), em Tiradentes, na Região Central de Minas Gerais.

O ator disse estar surpreso com a homenagem. “Tenho apenas cinco anos de carreira no cinema. Quando soube da notícia fiquei assustado. Comecei a ligar para meus amigos que já participaram do evento e entender como funcionava a mostra. Fui homenageado pelo conjunto da obra”, disse Santos.

Irandhir Santos já fez 15 filmes, sendo 13 longas e dois curtas. Seu último trabalho foi no papel do deputado Diogo Fraga, no filme “Tropa de Elite 2″. Segundo o ator, o personagem foi o mais marcante de sua carreira. Seus próximos filmes que vão ser lançados ainda este ano são “Tatuagem” e “Lobo Atrás da Porta”.

O homenageado disse ainda estar feliz pelo convite. “A mostra consegue a junção ente o histórico e o contemporâneo. Esta postura adotada pelo evento me deixou muito feliz. A homenagem soa como um carinho e um incentivo para a minha carreira”, disse.

A 14ª Mostra de Tiradentes vai até o dia 29 e vai exibir 134 filmes brasileiros. Toda a programação é gratuita. Outras informações no site do evento.

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Via G1

                                                           

21, janeiro 2011

Começa a 14ª edição da Mostra de Tiradentes

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Ao todo, são 134 produções que mostram as diversas facetas da produção recente

R7 Entretenimento, 21/01/2011
Por Heitor Augusto, do Cineclick

Irandhir Santos, em Tropa 2, que ganha homenagem no festival

Irandhir Santos, em Tropa 2, que ganha homenagem no festival

No término das sessões do Festival de Brasília pairou uma inquietação a respeito da seleção: se Brasília mudou o perfil da curadoria e escolheu produções que geralmente estariam na Mostra de Tiradentes, como ficaria o evento mineiro, conhecido pelos filmes comprometidos com a linguagem cinematográfica?

A resposta para essa inquietação começa a ser dada nesta sexta-feira (21) com o começo da 14ª edição da Mostra de Tiradentes. Nos próximos nove dias, as cerca de 30 mil pessoas que frequentam um dos mais importantes (e gratuitos) eventos cinematográficos do país terão um amplo panorama.

Alguns efeitos da mudança de cara do Festival de Brasília já podem ser sentidas na programação de Tiradentes, especialmente em sua seleção mais observada, a Aurora, dedicada a jovens cineastas. Dos sete longas-metragens escolhidos, Os Residentes e Vigias já foram exibidos (e devidamente debatidos) na capital federal, além de Riscado ter sido projetado (e premiado) no Festival do Rio.

Então, Tiradentes perdeu força? Na opinião deste crítico, não. Mas pode ter de repensar seu posicionamento nos próximos anos, já que o festival imediatamente anterior – Brasília –, que já era conhecido pela efervescência política, começou a privilegiar produções com o perfil de Tiradentes.

Porém, uma característica difícil de encontrar nos cerca de 200 festivais brasileiros é o magnetismo do evento mineiro em concentrar discussões em torno dos filmes e buscar respostas para a produção brasileira contemporânea. Por isso mesmo, deve ganhar um espaço maior a seleção Olhares, que mantém o objetivo de filmes já premiados em outros festivais. Alguns já receberam um olhar crítico, como A Alegria, Leite e Ferro e O Céu sobre os Ombros, grande vencedor de Brasília com cinco prêmios.

Por outro lado, será muito interessante a atmosfera em torno de Malu de Bicicleta e Vips, filmes de qualidade, mas com toada mais comercial – no sentido positivo de um termo tão maltratado. Destaque também para o documentário Avenida Brasília Formosa, de Gabriel Mascaro, cineasta que provocou boas discussões ano passado pela dubiedade de seu filme anterior, Um Lugar ao Sol.

Homenagem a Irandhir Santos e Saraceni

Se no ano passado Tiradentes propôs uma reflexão sobre a obra do cineasta cearense Karim Aïnouz (O Céu de Suely), neste ano as reflexões começam por um novato e um veterano: o primeiro é Irandhir Santos [foto], que em quatro anos de cinema colocou seu nome na lista dos atores a serem observados por conta de trabalhos como Olhos Azuis, Tropa de Elite 2 e Baixio das Bestas.

Já o segundo, Paulo Cesar Saraceni, está inscrito na cinematografia brasileira desde os anos 60. Seu longa-metragem mais recente, O Gerente, abre a Mostra de Tiradentes. Ambos ganham debates em torno de seus trabalhos.

Em 2011, o evento mineiro pulou da interrogação norteadora “Paradoxos do Contemporâneo” para “Inquietações Políticas”. O último debate do festival terá este tema como mote e tentará respostas e provocações tomando como base a seleção de Tiradentes deste ano.

Ao todo, são 134 produções – entre longas e curtas – que tentam pôr em discussão algumas facetas do cinema brasileiro contemporâneo. Tiradentes é um palco particular entre todos os festivais nacionais. Vejamos nos próximos nove dias quais inquietações, essencialmente políticas ou não, surgirão no evento.

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Via R7 Entretenimento

                                                           

21, janeiro 2011

Tiradentes abre com Saraceni e Irandhir

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Folha de Pernambuco, 21/01/2011

TIRADENTES (MG) – Em sua 14ª edição, a Mostra de Cinema de Tiradentes, iniciada na sexta-feira com homenagem ao ator Irandhir Santos e ao cineasta Pau­lo Cezar Saraceni, teve uma das aberturas mais comentadas, não exatamente no sentido positivo, e sim por uma cer­ta desarticulação nos discursos.

Com exceção do texto preciso de abertura e lido com emoção pela diretora da Mostra, Raquel Hallack; e também pelo agradecimento autêntico de Irandhir, num discurso redondo sobre sua formação e seu respeito pelo espectador, tivemos, por outro lado, as palavras de um frágil Saraceni, aos 77 anos, emocionado mas não muito focado na própria homenagem. A maior decepção, entretanto, esteve na primeira participação oficial da Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, num evento público.

De forma bastante livre, Hollanda fez comentários sobre o cinema e sua força na formação cultural, mas sem muita propriedade. Antes da primeira exibição do longa-metragem inédito “O Gerente”, de Saraceni, houve também o desfile do estilista mineiro Ronaldo Fraga para celebrar 500 longas patrocinados pela Petrobrás.

Sobre “O Gerente”, temos Ney Latorraca como Samuel, o ge­rente de um banco com tara pe­la mão das mulheres a ponto de machucá-las, o que o leva a ser execrado pela sociedade cario­ca pré-JK. Um interessante de­poimento veio da esposa de Sa­raceni, agradecendo à Petro­brás: “Vocês salvaram a vida do Paulo. Ele teve um AVC e saiu do hospital para fazer esse fil­me. Muito obrigado!”, falou a a­triz Anna Maria Nascimento, tam­bém estrelando “O Gerente”.

No sábado à tarde, Tiradentes viu o curta de Adriana Câmara, “1:21” e, à noite, o pernambucano “Avenida Brasília Formosa”, de Gabriel Mascaro agradou com sua intervenção dramática na vida dos moradores de Brasília Teimosa. Em tela mon­tada na praça, no Largo das Forras, uma multidão se espremia para ver “Elza”, documentário de Izabel Jaguaribe e Ernesto Baldan sobre o talento e a história da cantora Elza Soares.

Expectativas existiam sobre o último filme do dia, “Cortina de Fumaça”, do carioca Rodrigo Mac Niven. O filme segue a escola norte-americana contemporânea de documentários, iniciando não uma discussão, mas uma tentativa de convencimento numa crença. No caso, a de que a maconha é menos prejudicial que outras drogas lícitas e que sua legalização reduziria a violência gerada por essa repressão. Com ótimo trabalho de pesquisa, “Cortina de Fumaça” tem um ritmo envolvente, mas não oferece espaço para o espectador desdobrar suas próprias conclusões, pois elas estão todas postas lá no filme.

Ontem, o pernambucano Ionaldo Araújo apresentou seu curta digital “Uma Noite em 68” na mostra Panorama, e, também de Pernambuco, Juca Capela mostrou “Paranã Puca: Onde o Mar se Arrebenta”, sobre o cenário das artes plásticas no Recife, desde os anos 1930 até hoje. A pesquisa passeia, inclusive, por questões econômicas e históricas desse período. Hoje é dia de ver “Aeroporto”, de Marcelo Pedroso, e a estreia do esperado “Mens Sana in Corpore Sano”, de Juliano Dornelles.

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Via Folha de Pernambuco

                                                           

21, janeiro 2011

Fotos de Irandhir Santos na 14ª Mostra de Cinema Tiradentes

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O ator pernambucano Irandhir Santos é um dos homenageados da 14ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, junto com o cineasta carioca Paulo Cézar Saraceni.

Confira as fotos da 14ª Mostra de Cinema Tiradentes (abertura, homenagem e bastidores).

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Via 14ª Mostra de Cinema Tiradentes

                                                           

21, janeiro 2011

Irandhir Santos chega para homenagem e se encanta com Tiradentes

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14ª Mostra de Cinema Tiradentes, 21/01/2011

O ator revelação Irandhir Santos fez um ensaio fotográfico durante a 14a Mostra de Cinema de Tiradentes

O ator revelação Irandhir Santos fez um ensaio fotográfico durante a 14a Mostra de Cinema de Tiradentes

O ator pernambucano Irandhir Santos, um dos homenageados da 14ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, junto com o cineasta carioca Paulo Cézar Saraceni, está encantado com a paisagem da estrada que leva até Tiradentes e com o cenário barroco da pequena cidade.
Irandhir chegou há pouco acompanhado dos pais e de amigos. Ao percorrer Tiradentes para um ensaio com o fotógrafo Alexandre C. Mota, ele ficou impressionado com o telão montado no Largo das Forras e que se transforma no Cine Praça durante o evento.

A abertura da 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes será às 21h, no Cine Tenda. Além das homenagens deste ano, será exibido o longa inédito de Saraceni, “O Gerente”. Uma performance do mineiro Ronaldo Fraga completa a noite de abertura.

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Via 14ª Mostra de Cinema Tiradentes

                                                           

21, janeiro 2011

Irandhir Santos comemora “overdose boa”

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Homenageado da “14ª Mostra de Cinema de Tiradentes”, que começa nesta sexta-feira (21), tem seus dez filmes relembrados

Hoje em Dia, 21/01/2011
Por Paulo Henrique Silva

Irandhir : -Quando recebo um roteiro, quero saber como o diretor vai colocar aquilo na tela-

Irandhir : -Quando recebo um roteiro, quero saber como o diretor vai colocar aquilo na tela-

Atores não gostam de superexposição, preferindo preservar a imagem do que ver seu rosto estampado em vários trabalhos simultaneamente. Para quem acompanha cinema brasileiro, sabe que Irandhir Santos virou figurinha carimbada nas telonas em 2010, aparecendo nos filmes “Tropa de Elite 2”, “Olhos Azuis”, “Viajo porque Preciso, Volto porque te Amo”, “Quincas Berro d’Água” e “O Senhor do Labirinto”.

Um dos homenageados da 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes, com início nesta sexta-feira (21) na cidade mineira, ele culpa as eleições, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos (em 2006) pela proximidade das estreias. Não que Irandhir se importe com isso. Ao contrário de seus colegas de profissão, acha “a overdose boa”. E um dos motivos é porque são completamente diferentes de si.

“Foi uma sensação interessante. São várias faces em histórias diferentes e foi bom compartilhar isso com o público. Nunca tinha acompanhado as estreias de meus filmes antes, porque estava envolvido em outros projetos. Neste ano eu pude ir e tive a possibilidade de sentir o retorno das pessoas”, registra Irandhir.

Sua obra ainda é curta – a estreia no cinema aconteceu com “Cinema, Aspirinas e Urubus”, em 2005. São dez filmes que serão relembrados no seminário “Revelação Contemporânea”, um das principais atrações da Mostra neste final de semana. Amanhã, a partir das 11 horas, no Cine Teatro Yves Alves, estarão reunidos nomes como Cláudio Assis, Eric Laurence, Kleber Mendonça e Leonardo Lacca, que o dirigiram em longas e curtas e são pernambucanos como Irandhir.

O ator deve muito de seu sucesso à explosão do cinema naquele Estado nordestino. Quando fala deste tema, ele gosta de citar uma frase de seu personagem na minissérie “A Pedra do Reino”, em que viveu o protagonista Quaderna: “As grandes questões do mundo são respondidas na sua raiz, na sua terra. Isso foi uma grande lição para mim, passando a olhar para Pernambuco de uma maneira especial, encontrando lá a ligação com o mundo”.

Irandhir também lembra o falecido cantor Chico Science, que no manifesto do movimento Manguebeat, pedia “para pegar a lama de seu mangue e cravar uma antena parabólica” – uma forma de dizer que, para conhecer o mundo, não é preciso tirar os pés de sua região.

“As grandes questões do cinema também passam por aí. Ao falar de nossas histórias, a gente consegue ser universal também. Este é um ponto especial da nova geração, na qual acredito bastante”, destaca.

Para Irandhir, a Mostra de Tiradentes é um dos grandes espelhos deste momento, fazendo a ponte entre a história do cinema e o que está surgindo no cenário atual. “É muito estimulante, para alguém que está começando como eu, participar disso”, registra o ator, que acompanhará pela primeira vez, in loco, o festival mineiro. “Estou curioso. O João Miguel e o Cláudio (Assis) me falaram muito bem da Mostra, o que deixou curioso”.

Por causa de sua audiência (mais de 13 milhões de espectadores), “Tropa de Elite 2” foi o filme mais comentado de Irandhir no ano passado. Mas ele não esconde um grande carinho por “Viajo porque Preciso, Volto porque te Amo”, de Marcelo Gomes e Karim Aïnouz.

“Quando recebo um roteiro, quero saber como o diretor vai colocar aquilo na tela, disponibilizando-me a ajudá-lo a construir este olhar. O ‘Viajo’ foi um casamento muito especial. Em torno do projeto reuniram-se pessoas que têm no sertão um lugar afetivamente marcante”, analisa.

Além de retornar ao teatro, onde começou sua carreira, ele participará neste ano dos longas de Fernando Coimbra e Hilton Lacerda.

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Via Hoje em Dia

                                                           

20, janeiro 2011

O escolhido

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Jornal do Commercio (RJ), Coluna Marcia Peltier, 20/01/2011

RECORTE-JORNAL

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Via Jornal do Commercio / Rio de Janeiro

                                                           

20, janeiro 2011

A estrela sobe

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Entrevista: Irandhir Santos – Ator

Folha de Pernambuco, Caderno Programa, 20/01/2011
Por Luiz Joaquim

MAIS de 11 milhões de brasileiros viram Irandhir em “Tropa de Elite 2”

MAIS de 11 milhões de brasileiros viram Irandhir em “Tropa de Elite 2”

Quando a Mostra de Cinema de Tiradentes, em Minas Gerais, der partida às 21h de amanhã na sua 14ª edição, um jovem ator pernambucano, de 32 anos, será o foco de todas as atenções ao lado de Paulo César Saracene. O ator é Irandhir Santos, a quem, juntamente com o veterano cineasta carioca, a Mostra decidiu homenagear em 2011. Nada mais justo para este jovem do município de Barreiros que teve sua formação no teatro e fez do cinema um prolífero campo profissional, pelo qual seu prestígio só faz crescer. Em cinco anos, apareceu em dez projetos cinematográficos, que vão de introspectivos curtas-metragens, como “Décimo Segundo”, de Leo Lacca, até a maior bilheteria do cinema brasileiro, “Tropa de Elite 2: o Inimigo Agora é Outro”. Este, inclusive, selecionado para participar do próximo Festival de Berlim (10 de fevereiro).

Discrição é uma das palavras que ajudam a identificar Irandhir que, da Paraíba, conversou por telefone com a reportagem da Folha. Mas, ‘dedicação’, ‘profissionalismo’ e ‘talento’ são também algumas características atribuídas ao ator, por quem o dirigiu. Enquanto se prepara para Minas Gerais e para novos projetos, Irandhir nos falou como percebe essa homenagem, de seu critério nas escolhas dos papeis, do assédio da TV e no que ainda quer aprender no cinema.

Qual sua reação quando soube da homenagem em Tiradentes?

Foi estranho. Eu já tinha ouvido falar muito bem da Mostra de Tiradentes, mas não sabia exatamente do que se tratava. Eu estava dirigindo quando uma pessoa que trabalha comigo recebeu a ligação dizendo: “olha, você vai ser homenageado em Minas Gerais”. Para mim soou como o retorno das primeiras vozes que vieram a mim durante minha formação. Lembrei de meus professores de literatura, de arte, dizendo palavras de incentivo a cada trabalho que eles me recomendavam fazer. Dizendo para seguir em frente e que o caminho da arte era uma possibilidade. A notícia da homenagem foi como um eco dessas palavras, que vêm de longe em minha formação.

Você têm recebido mais propostas para trabalhar no cinema do que consegue dar conta? E como é seu critério ao aceitar um novo projeto?

Isso vem acontecendo des­de “A Pedra do Reino” (microsérie para a TV Globo dirigida por Luiz Fernando Carvalho em 2006, a qual Irandhir protagonizou). Entre outras coisas, a TV te mostra a um percentual de gente que trabalha com cinema, teatro e televisão mesmo. A partir dali, os convites têm surgido, mas estabeleci para mim coisas que me acrescentem como artista e pessoa. Eu tive a sorte de trabalhar com pessoas importantes que só somaram na minha formação. Eu venho de uma época em que, no meu Estado (Pernambuco), para aprender cinema, só se fosse fazendo, na prática, pois não havia cursos. E, sim, estabeleci alguns pontos determinantes quando penso num projeto. Acredito nos diretores que escreveram suas próprias histórias e tem seu olhar voltado para a sua raiz. Eles têm muita propriedade no que falam. A maneira como esse diretor vai contar a história também me interessa, assim como me interessa saber que personagem é esse que ele me oferece e como ele se encontra na história.

Certa vez, entrevistando Fernanda Montenegro, ela disse que um dos diretores que gostaria de ter trabalhado era Ingmar Bergman. E você, com quem ainda almeja trabalhar no cinema?

Olha, sem demagogia, eu trabalharia novamente com os diretores que já trabalhei. Isso tem muitos significados porque quando revejo os poucos passos que dei nesses anos, eu vejo o quanto esses diretores foram importantes em me modificar, e falo isso do ponto de vista pessoal. Eles me fizeram ser outro e encarar as pessoas de forma diferente.

Todos os diretores de cinema com quem falei a seu respeito, tendo trabalhado com você, são unânimes em elogiar sua simplicidade, dedicação, profissionalismo e talento. Ou seja, o Irandhir é um ótimo profissional, mas, no que o ator Irandhir a­cha que precisa melhorar?

Acho que nestes últimos quatro anos, eu trouxe muita influência do teatro para o cinema, o que me ajuda em muitos pontos. Mas ainda preciso ter uma longa caminhada na arte cinematográfica, com o que se pede dessa arte. Penso nos detalhes, que afinal são as grandes coisas, que ainda preciso descobrir. Trago referências do teatro no tempo da concentração – prática que ali é compreensível uma vez que se tem cerca de seis meses de ensaio. Já no cinema tudo é muito rápido, e aí você também vive um personagem. Tenho muito que descobrir da matemática de um set de cinema.

No Brasil, há fluxo quase natural dos atores revelados pelo cinema irem parar em telenovelas. Algum convite ou plano nesse sentido?

Já rolou convite. A TV Globo tem procurado e uma outra emissora também. A questão pra mim é que não acho que eu já tenha feito televisão. Aquele trabalho com Luiz Fernando (Carvalho) tinha um ensaio que parecia teatro, e era gravado parecendo cinema. Foi um projeto que ultrapassou os paradigmas da TV. Então tenho a sensação que não fiz TV. Quando converso com colegas que fazem TV, eles comentam do ritmo acelerado, quase industrial. Aí me pergunto, e o processo criativo? Eu, como ator, preciso de maturação para desenvolver minha atuação. Fico receoso com esse veículo. Não é que não faça TV por achar difícil; na verdade tenho curiosidade em me atrever e descobrir como eu reagiria ali. Mas meus planos agora são para o cinema.

Você viaja com “Tropa de Elite 2” ao Festival de Berlim (inicia 10 de fevereiro)?

Não, não vou. Preciso viajar e trabalhar num novo projeto.

E quais deles já pode anunciar?

Posso falar de dois. Um é o primeiro longa-metragem de Fernando Coimbra, que se chama “Lobo Atrás da Porta”. Nos conhecemos em Brasília ainda por ocasião de “Décimo Segundo”. Fernando concorria com o “Trópico das Cabras” e desde aquela época já conversamos sobre esse novo projeto. O outro convite, que é superespecial para mim, veio do Hilton Lacerda, que há um ano me chamou para fazer uma leitura dramática do “Tatuagem” (primeiro longa-metragem de ficção a ser dirigido, sozinho, por Hilton). No filme ele vai homenagear o pessoal do Grupo de Teatro Vivencial (dos anos 1970), com integrantes originais participando do filme, e isso me deixou muito feliz. O Hilton é responsável pela criação de muitos personagens importantes na minha vida. Fico feliz de poder contribuir no trabalho dele.

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Via Folha de Pernambuco