julho 04 2011

Olhos Azuis no Telecine Touch

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OLHOS-AZUIS-TELECINE

Quem não viu no cinema o filme Olhos Azuis pode conferir na telinha da TV. Na próxima quinta-feira no o longa está na Rede Telecine, TV por assinatura. O filme será exibido no canal Touch ás 22 horas. Irandhir é Nonato um brasileiro radicado nos Estados Unidos que precisa do visto para continuar no país. Olhos Azuis, um filme de José Joffily tem no elenco David Rasche (Marshall) chefe do Departamento de Imigração do aeroporto JFK, em Nova York. Comemorando seu último dia de trabalho, Marshall resolve se divertir complicando a entrada no país de vários latino-americanos. Entre eles está Nonato (Irandhir Santos), dois poetas argentinos, uma bailarina cubana e um grupo de lutadores hondurenhos. Dois anos depois, Marshall vem ao Brasil procurar uma menina de nome Luiza. Quando ele conhece Bia (Cristina Lago), uma jornada em busca de redenção se inicia. Olhos Azuis foi o grande vencedor do II Festival Paulínia de Cinema com seis prêmios, incluindo o de Melhor Filme.

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Mais informações no site do Telecine

janeiro 21 2011

Começa a 14ª edição da Mostra de Tiradentes

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Ao todo, são 134 produções que mostram as diversas facetas da produção recente

R7 Entretenimento, 21/01/2011
Por Heitor Augusto, do Cineclick

Irandhir Santos, em Tropa 2, que ganha homenagem no festival

Irandhir Santos, em Tropa 2, que ganha homenagem no festival

No término das sessões do Festival de Brasília pairou uma inquietação a respeito da seleção: se Brasília mudou o perfil da curadoria e escolheu produções que geralmente estariam na Mostra de Tiradentes, como ficaria o evento mineiro, conhecido pelos filmes comprometidos com a linguagem cinematográfica?

A resposta para essa inquietação começa a ser dada nesta sexta-feira (21) com o começo da 14ª edição da Mostra de Tiradentes. Nos próximos nove dias, as cerca de 30 mil pessoas que frequentam um dos mais importantes (e gratuitos) eventos cinematográficos do país terão um amplo panorama.

Alguns efeitos da mudança de cara do Festival de Brasília já podem ser sentidas na programação de Tiradentes, especialmente em sua seleção mais observada, a Aurora, dedicada a jovens cineastas. Dos sete longas-metragens escolhidos, Os Residentes e Vigias já foram exibidos (e devidamente debatidos) na capital federal, além de Riscado ter sido projetado (e premiado) no Festival do Rio.

Então, Tiradentes perdeu força? Na opinião deste crítico, não. Mas pode ter de repensar seu posicionamento nos próximos anos, já que o festival imediatamente anterior – Brasília –, que já era conhecido pela efervescência política, começou a privilegiar produções com o perfil de Tiradentes.

Porém, uma característica difícil de encontrar nos cerca de 200 festivais brasileiros é o magnetismo do evento mineiro em concentrar discussões em torno dos filmes e buscar respostas para a produção brasileira contemporânea. Por isso mesmo, deve ganhar um espaço maior a seleção Olhares, que mantém o objetivo de filmes já premiados em outros festivais. Alguns já receberam um olhar crítico, como A Alegria, Leite e Ferro e O Céu sobre os Ombros, grande vencedor de Brasília com cinco prêmios.

Por outro lado, será muito interessante a atmosfera em torno de Malu de Bicicleta e Vips, filmes de qualidade, mas com toada mais comercial – no sentido positivo de um termo tão maltratado. Destaque também para o documentário Avenida Brasília Formosa, de Gabriel Mascaro, cineasta que provocou boas discussões ano passado pela dubiedade de seu filme anterior, Um Lugar ao Sol.

Homenagem a Irandhir Santos e Saraceni

Se no ano passado Tiradentes propôs uma reflexão sobre a obra do cineasta cearense Karim Aïnouz (O Céu de Suely), neste ano as reflexões começam por um novato e um veterano: o primeiro é Irandhir Santos [foto], que em quatro anos de cinema colocou seu nome na lista dos atores a serem observados por conta de trabalhos como Olhos Azuis, Tropa de Elite 2 e Baixio das Bestas.

Já o segundo, Paulo Cesar Saraceni, está inscrito na cinematografia brasileira desde os anos 60. Seu longa-metragem mais recente, O Gerente, abre a Mostra de Tiradentes. Ambos ganham debates em torno de seus trabalhos.

Em 2011, o evento mineiro pulou da interrogação norteadora “Paradoxos do Contemporâneo” para “Inquietações Políticas”. O último debate do festival terá este tema como mote e tentará respostas e provocações tomando como base a seleção de Tiradentes deste ano.

Ao todo, são 134 produções – entre longas e curtas – que tentam pôr em discussão algumas facetas do cinema brasileiro contemporâneo. Tiradentes é um palco particular entre todos os festivais nacionais. Vejamos nos próximos nove dias quais inquietações, essencialmente políticas ou não, surgirão no evento.

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Via R7 Entretenimento

janeiro 21 2011

Irandhir Santos comemora “overdose boa”

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Homenageado da “14ª Mostra de Cinema de Tiradentes”, que começa nesta sexta-feira (21), tem seus dez filmes relembrados

Hoje em Dia, 21/01/2011
Por Paulo Henrique Silva

Irandhir : -Quando recebo um roteiro, quero saber como o diretor vai colocar aquilo na tela-

Irandhir : -Quando recebo um roteiro, quero saber como o diretor vai colocar aquilo na tela-

Atores não gostam de superexposição, preferindo preservar a imagem do que ver seu rosto estampado em vários trabalhos simultaneamente. Para quem acompanha cinema brasileiro, sabe que Irandhir Santos virou figurinha carimbada nas telonas em 2010, aparecendo nos filmes “Tropa de Elite 2”, “Olhos Azuis”, “Viajo porque Preciso, Volto porque te Amo”, “Quincas Berro d’Água” e “O Senhor do Labirinto”.

Um dos homenageados da 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes, com início nesta sexta-feira (21) na cidade mineira, ele culpa as eleições, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos (em 2006) pela proximidade das estreias. Não que Irandhir se importe com isso. Ao contrário de seus colegas de profissão, acha “a overdose boa”. E um dos motivos é porque são completamente diferentes de si.

“Foi uma sensação interessante. São várias faces em histórias diferentes e foi bom compartilhar isso com o público. Nunca tinha acompanhado as estreias de meus filmes antes, porque estava envolvido em outros projetos. Neste ano eu pude ir e tive a possibilidade de sentir o retorno das pessoas”, registra Irandhir.

Sua obra ainda é curta – a estreia no cinema aconteceu com “Cinema, Aspirinas e Urubus”, em 2005. São dez filmes que serão relembrados no seminário “Revelação Contemporânea”, um das principais atrações da Mostra neste final de semana. Amanhã, a partir das 11 horas, no Cine Teatro Yves Alves, estarão reunidos nomes como Cláudio Assis, Eric Laurence, Kleber Mendonça e Leonardo Lacca, que o dirigiram em longas e curtas e são pernambucanos como Irandhir.

O ator deve muito de seu sucesso à explosão do cinema naquele Estado nordestino. Quando fala deste tema, ele gosta de citar uma frase de seu personagem na minissérie “A Pedra do Reino”, em que viveu o protagonista Quaderna: “As grandes questões do mundo são respondidas na sua raiz, na sua terra. Isso foi uma grande lição para mim, passando a olhar para Pernambuco de uma maneira especial, encontrando lá a ligação com o mundo”.

Irandhir também lembra o falecido cantor Chico Science, que no manifesto do movimento Manguebeat, pedia “para pegar a lama de seu mangue e cravar uma antena parabólica” – uma forma de dizer que, para conhecer o mundo, não é preciso tirar os pés de sua região.

“As grandes questões do cinema também passam por aí. Ao falar de nossas histórias, a gente consegue ser universal também. Este é um ponto especial da nova geração, na qual acredito bastante”, destaca.

Para Irandhir, a Mostra de Tiradentes é um dos grandes espelhos deste momento, fazendo a ponte entre a história do cinema e o que está surgindo no cenário atual. “É muito estimulante, para alguém que está começando como eu, participar disso”, registra o ator, que acompanhará pela primeira vez, in loco, o festival mineiro. “Estou curioso. O João Miguel e o Cláudio (Assis) me falaram muito bem da Mostra, o que deixou curioso”.

Por causa de sua audiência (mais de 13 milhões de espectadores), “Tropa de Elite 2” foi o filme mais comentado de Irandhir no ano passado. Mas ele não esconde um grande carinho por “Viajo porque Preciso, Volto porque te Amo”, de Marcelo Gomes e Karim Aïnouz.

“Quando recebo um roteiro, quero saber como o diretor vai colocar aquilo na tela, disponibilizando-me a ajudá-lo a construir este olhar. O ‘Viajo’ foi um casamento muito especial. Em torno do projeto reuniram-se pessoas que têm no sertão um lugar afetivamente marcante”, analisa.

Além de retornar ao teatro, onde começou sua carreira, ele participará neste ano dos longas de Fernando Coimbra e Hilton Lacerda.

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Via Hoje em Dia

janeiro 20 2011

A estrela sobe

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Entrevista: Irandhir Santos – Ator

Folha de Pernambuco, Caderno Programa, 20/01/2011
Por Luiz Joaquim

MAIS de 11 milhões de brasileiros viram Irandhir em “Tropa de Elite 2”

MAIS de 11 milhões de brasileiros viram Irandhir em “Tropa de Elite 2”

Quando a Mostra de Cinema de Tiradentes, em Minas Gerais, der partida às 21h de amanhã na sua 14ª edição, um jovem ator pernambucano, de 32 anos, será o foco de todas as atenções ao lado de Paulo César Saracene. O ator é Irandhir Santos, a quem, juntamente com o veterano cineasta carioca, a Mostra decidiu homenagear em 2011. Nada mais justo para este jovem do município de Barreiros que teve sua formação no teatro e fez do cinema um prolífero campo profissional, pelo qual seu prestígio só faz crescer. Em cinco anos, apareceu em dez projetos cinematográficos, que vão de introspectivos curtas-metragens, como “Décimo Segundo”, de Leo Lacca, até a maior bilheteria do cinema brasileiro, “Tropa de Elite 2: o Inimigo Agora é Outro”. Este, inclusive, selecionado para participar do próximo Festival de Berlim (10 de fevereiro).

Discrição é uma das palavras que ajudam a identificar Irandhir que, da Paraíba, conversou por telefone com a reportagem da Folha. Mas, ‘dedicação’, ‘profissionalismo’ e ‘talento’ são também algumas características atribuídas ao ator, por quem o dirigiu. Enquanto se prepara para Minas Gerais e para novos projetos, Irandhir nos falou como percebe essa homenagem, de seu critério nas escolhas dos papeis, do assédio da TV e no que ainda quer aprender no cinema.

Qual sua reação quando soube da homenagem em Tiradentes?

Foi estranho. Eu já tinha ouvido falar muito bem da Mostra de Tiradentes, mas não sabia exatamente do que se tratava. Eu estava dirigindo quando uma pessoa que trabalha comigo recebeu a ligação dizendo: “olha, você vai ser homenageado em Minas Gerais”. Para mim soou como o retorno das primeiras vozes que vieram a mim durante minha formação. Lembrei de meus professores de literatura, de arte, dizendo palavras de incentivo a cada trabalho que eles me recomendavam fazer. Dizendo para seguir em frente e que o caminho da arte era uma possibilidade. A notícia da homenagem foi como um eco dessas palavras, que vêm de longe em minha formação.

Você têm recebido mais propostas para trabalhar no cinema do que consegue dar conta? E como é seu critério ao aceitar um novo projeto?

Isso vem acontecendo des­de “A Pedra do Reino” (microsérie para a TV Globo dirigida por Luiz Fernando Carvalho em 2006, a qual Irandhir protagonizou). Entre outras coisas, a TV te mostra a um percentual de gente que trabalha com cinema, teatro e televisão mesmo. A partir dali, os convites têm surgido, mas estabeleci para mim coisas que me acrescentem como artista e pessoa. Eu tive a sorte de trabalhar com pessoas importantes que só somaram na minha formação. Eu venho de uma época em que, no meu Estado (Pernambuco), para aprender cinema, só se fosse fazendo, na prática, pois não havia cursos. E, sim, estabeleci alguns pontos determinantes quando penso num projeto. Acredito nos diretores que escreveram suas próprias histórias e tem seu olhar voltado para a sua raiz. Eles têm muita propriedade no que falam. A maneira como esse diretor vai contar a história também me interessa, assim como me interessa saber que personagem é esse que ele me oferece e como ele se encontra na história.

Certa vez, entrevistando Fernanda Montenegro, ela disse que um dos diretores que gostaria de ter trabalhado era Ingmar Bergman. E você, com quem ainda almeja trabalhar no cinema?

Olha, sem demagogia, eu trabalharia novamente com os diretores que já trabalhei. Isso tem muitos significados porque quando revejo os poucos passos que dei nesses anos, eu vejo o quanto esses diretores foram importantes em me modificar, e falo isso do ponto de vista pessoal. Eles me fizeram ser outro e encarar as pessoas de forma diferente.

Todos os diretores de cinema com quem falei a seu respeito, tendo trabalhado com você, são unânimes em elogiar sua simplicidade, dedicação, profissionalismo e talento. Ou seja, o Irandhir é um ótimo profissional, mas, no que o ator Irandhir a­cha que precisa melhorar?

Acho que nestes últimos quatro anos, eu trouxe muita influência do teatro para o cinema, o que me ajuda em muitos pontos. Mas ainda preciso ter uma longa caminhada na arte cinematográfica, com o que se pede dessa arte. Penso nos detalhes, que afinal são as grandes coisas, que ainda preciso descobrir. Trago referências do teatro no tempo da concentração – prática que ali é compreensível uma vez que se tem cerca de seis meses de ensaio. Já no cinema tudo é muito rápido, e aí você também vive um personagem. Tenho muito que descobrir da matemática de um set de cinema.

No Brasil, há fluxo quase natural dos atores revelados pelo cinema irem parar em telenovelas. Algum convite ou plano nesse sentido?

Já rolou convite. A TV Globo tem procurado e uma outra emissora também. A questão pra mim é que não acho que eu já tenha feito televisão. Aquele trabalho com Luiz Fernando (Carvalho) tinha um ensaio que parecia teatro, e era gravado parecendo cinema. Foi um projeto que ultrapassou os paradigmas da TV. Então tenho a sensação que não fiz TV. Quando converso com colegas que fazem TV, eles comentam do ritmo acelerado, quase industrial. Aí me pergunto, e o processo criativo? Eu, como ator, preciso de maturação para desenvolver minha atuação. Fico receoso com esse veículo. Não é que não faça TV por achar difícil; na verdade tenho curiosidade em me atrever e descobrir como eu reagiria ali. Mas meus planos agora são para o cinema.

Você viaja com “Tropa de Elite 2” ao Festival de Berlim (inicia 10 de fevereiro)?

Não, não vou. Preciso viajar e trabalhar num novo projeto.

E quais deles já pode anunciar?

Posso falar de dois. Um é o primeiro longa-metragem de Fernando Coimbra, que se chama “Lobo Atrás da Porta”. Nos conhecemos em Brasília ainda por ocasião de “Décimo Segundo”. Fernando concorria com o “Trópico das Cabras” e desde aquela época já conversamos sobre esse novo projeto. O outro convite, que é superespecial para mim, veio do Hilton Lacerda, que há um ano me chamou para fazer uma leitura dramática do “Tatuagem” (primeiro longa-metragem de ficção a ser dirigido, sozinho, por Hilton). No filme ele vai homenagear o pessoal do Grupo de Teatro Vivencial (dos anos 1970), com integrantes originais participando do filme, e isso me deixou muito feliz. O Hilton é responsável pela criação de muitos personagens importantes na minha vida. Fico feliz de poder contribuir no trabalho dele.

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Via Folha de Pernambuco

janeiro 03 2011

Cinema político

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Tiradentes abriga, agora em janeiro, mais uma edição do festival que pretende refletir a produção nacional

Diario de Pernambuco, 03/01/2001

Depois de alguns curtas e longas nordestinos, Irandhir Santos ganhou o país em Tropa de Elite 2 Foto: Alexandre Lima/Divulgacao

Depois de alguns curtas e longas nordestinos, Irandhir Santos ganhou o país em Tropa de Elite 2 Foto: Alexandre Lima/Divulgacao

Duas gerações do cinema brasileiro serão homenageadas na 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes, promovida de 21 a 29 de janeiro, na cidade histórica mineira. De um lado, o diretor carioca Paulo Cesar Saraceni, representante do cinema brasileiro moderno, que teve seu auge nos anos 1960 e 1970. De outro, Irandhir Santos (Tropa de Elite 2), ator de teatro pernambucano, que começou recentemente sua incursão pelo cinema nacional (em 2005, em Cinema, aspirinas e urubus) e pode ser visto como legítimo representante pernambucano da nova ´safra` de fora do eixo. Nos últimos cinco anos, atuou também em Besouro (2009), Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009), Olhos azuis (2009) e Baixio as bestas (2006).

Durante o festival, que este ano elegeu como tema ´Inquietações políticas`, serão exibidas obras da filmografia de Saraceni e Irandhir. Na abertura, a tela será aberta para o novo longa do cineasta carioca, O gerente, baseado no conto de Carlos Drummond de Andrade, sobre um gerente de banco que tinha como fetichemorder as mãos das mulheres da sociedade.

´A proposta da Mostra de Tiradentes é poder exibir e refletir sobre a estética da obra, discutir políticas públicas e formas de fazer. E, principalmente, discutir o que estamos vendo. O evento foi se firmando como momento de aprofundarmos sobre como o cinema nacional está se apresentando no presente. O festival de Ouro Preto (Cine OP) está mais voltado ao passado e o de Belo Horizonte (Mostra Cine BH) para o mercado`, esclarece Raquel Hallak, coordenadora da mostra mineira.

´Estamos observando o cinema apresentado em 2009 e 2010, e o que virá em 2011. A política tratada na forma de olhar, como fruto de uma transformação de organização social. É o cinema como retrato de nossa identidade, ´ afirma Raquel, lembrando temáticas que estão sendo debatidas na tela grande, cujo principal representante ou melhor exemplo é Tropa de Elite 2. ´Vejo este filme, que é totalmente diferente do primeiro, como grande instrumento até para essa operação que vem sendo feita no Rio de Janeiro. E é este o papel do cinema, mostrar na tela a abertura da política como forma de transformação social. O novo olhar do diretor faz parte de um amadurecimento`, defende a coordenadora da Mostra. ´O que já pôde ser visto em Brasília. O cinema brasileiro está sendo feito por jovens. E essa é uma tendência inclusive mundial`.

Raquel Hallak atribui essa mudança às novas tecnologias e à facilidade de produção atual. ´Antigamente, era preciso ter uma carreira para filmar. Ter acesso político para viabilização dos recursos, financiamento. Hoje, os jovens estão fazendo cinema com o que têm em mãos. O processo coletivo é muito grande e isso é visível no Nordeste, fora do eixo Rio-São Paulo`, analisa. Para ela, tudo isso resulta em uma ´forma de olhar mais desprendida, mais livre. Não é preciso negociar o que será abordado. Associar determinada ideia a uma marca. Isso é o retrato do cinema independente, de uma nova estética`.

´As homenagens (Saraceni e Irandhir) compõem espécie de plano e contraplano histórico, sem necessária distinção de quem é uma coisa ou outra. Cada um deles surgiu para o cinema em momentos distintos`, explica Raquel. E completa: ´Saraceni é pré- Cinema Novo, se tomarmos seus curtas e seu primeiro longa como referências, e também protagonista do movimento, embora sempre com um olhar próprio, sem igual em sua turma. Nos anos 1990 e 2000, assim como ocorreu com quase toda a sua geração, filmou sem frequência. Quando filmou, porém, não se acanhou: ousou!`. Entre os filmes a serem exibidos em homenagem a Saraceni, seu primeiro curta Arraial do Cabo (1959), premiado na Itália, além de Porto das Caixas (1962), seu longa de estreia.

´Irandhir é um dos rostos de um cinema brasileiro jovem, de diretores entre 20 e 40 anos, com poucos longas nas costas. Essa é a faixa etária que, na prática, hoje movimenta a produção no Brasil. Nos últimos 10 anos, não foram poucos os atores e diretores a estrear nas telas, com uma renovação proporcional em outras atividades da realização`, lembra Raquel. Irandhir surge nessa cena também marcada pelas revelações e confirmações de Lázaro Ramos, Wagner Moura, Hermila Guedes, João Miguel, todos, por coincidência ou não, nascidos e formados na Bahia e em Pernambuco. ´Sinal de que, quase sempre concentrado no Rio e São Paulo, o foco mudou. E a filmografia do ator é composta quase exclusivamente de nordestinos: Daniel Bandeira, Claudio Assis, Kleber Mendonça Filho, Marcelo Gomes e Karin Ainouz.` (Gracie Santos)

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Via Diario de Pernambuco

dezembro 20 2010

O Natal relax de Irandhir Santos

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Blog Social 1, Roberta Jungmann, 20/12/2010
Por Felipe Andrade

O ator pernambucano Irandhir Santos, várias capas de revista este ano, participação em Tropa de Elite 2 e premiado melhor ator no Festival de Cinema Brasileiro de Paris pelo filme Viajo porque preciso, volto porque te amo, passa o Natal no melhor estilo da família no interior: confra em Limoneiro, na Zona da Marta Norte, com familiares reunidos na calçada da casa para aquele papo com amigos e vizinhos.

irandhir santos

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Via Social 1

dezembro 16 2010

Festival de Tiradentes homenageia ator Irandhir Santos e diretor Paulo Cesar Saraceni

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UOL, Cinema, 16/12/2010
Por Edu Fernandes

O ator pernambuco Irandhir Santos é um dos homenageados da Mostra de Cinema Tiradentes

O ator pernambuco Irandhir Santos é um dos homenageados da Mostra de Cinema Tiradentes

Todo ano a Mostra de Cinema de Tiradentes elege um homenageado. Em 2011, a organização do festival decidiu prestar homenagem a dois profissionais do cinema com atuações em dois tempos distintos: o ator pernambucano Irandhir Santos (“Tropa de Elite 2”) e o diretor Paulo Cesar Saraceni (“Porto das Caixas”). A mostra acontecerá de 21 a 29 de janeiro na cidade mineira de Tiradentes.

O recente fenômeno cinematográfico nacional “Tropa de Elite 2” será exibido no evento como parte das homenagens a Irandhir, além dos curtas “O Azul” e “Décimo Segundo”. “Irandhir surge nessa cena marcada pelas revelações e confirmações de Lázaro Ramos, Wagner Moura, Hermila Guedes, João Miguel, todos, por coincidência ou não, nascidos e formados na Bahia e em Pernambuco”, afirma Cléber Eduardo, curador da mostra.

Paulo Cesar Saraceni também será lembrado na programação com três filmes. O curta “Arraial do Cabo” (1959), que marca a perene carreira do cineasta, será exibido junto com dois longas dirigidos por ele: “Porto das Caixas” (seu primeiro longa, de 1962) e o inédito “O Gerente” (2010). “A homenagem a Saraceni é de reconhecimento não apenas de uma trajetória, mas de uma perseverança em um desejo de vida, fazer cinema e ser cineasta”, explica Cléber Eduardo.

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Via UOL Cinema

novembro 23 2010

FestNatal: Irandhir Santos, melhor ator coadjuvante

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Irandhir Santos foi premiado na categoria Melhor Ator Coadjuvante no 19º FestNatal – Festival de Cinema de Natal, por sua atuação no filme Olhos Azul, de José Joffily.

festnatal

FestNatal, 23/11/2010

FESTNATAL 2010 – VENCEDORES

  • COMO ESQUECER – Filme
  • JOSÉ JOFFILY – Diretor OLHOS AZUIS
  • DAVID RASCHE – Ator OLHOS AZUIS
  • ANA PAULA ARÓSIO – Atriz COMO ESQUECER
  • IRANDHIR SANTOS – Ator Coadjuvante OLHOS AZUIS
  • DENISE WEINBERG – Atriz Coadjuvanten SALVE GERAL
  • SÉRGIO REZENDE E PATRÍCIA ANDRADE – Roteiristas SALVE GERAL

Foi concedida Menção Honrosa a CHRISTIAN CRAVO, pela fotografia de “Besouro”. e a FÁTIMA TOLEDO, pela preparação de elenco de “Besouro”

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Via FestNatal

outubro 28 2010

Prêmio QUEM: Irandhir Santos é indicado para Melhor Ator de Cinema. Vote.

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Quem foi o grande destaque em 2010? Veja os indicados e escolha os seus favoritos

QUEM Online, 27/10/10

VOTE-IRANDHIR

Quem foi o grande destaque do Brasil em 2010? Um ator, uma atriz, um diretor, um cantor, uma cantora, uma banda, um chef, um escritor, um fotógrafo, um estilista, um maquiador, uma modelo? Você vai poder dar sua opinião no 4° Prêmio QUEM Acontece.

Para isso, basta ajudar a escolher quem brilhou, comoveu, fez rir e deu o que falar em diferentes áreas – televisão, cinema, teatro, música, gastronomia, literatura, moda & beleza.

O prêmio funciona assim: um júri, composto de 21 especialistas nessas sete áreas, preparou uma lista de indicados. A partir desta semana (e nas próximas), a relação dos escolhidos pelos jurados será divulgada nas páginas e no site de QUEM, para que os leitores e internautas elejam os vencedores entre esses finalistas. Um comitê formado dentro da Editora Globo vai dedicar-se a uma categoria especial: o Grande Prêmio QUEM Acontece 2010, que escolherá o grande destaque do ano.

Fique ligado, conheça a lista e comece a votar desde já nos seus candidatos preferidos nas áreas abaixo. Os vencedores serão tema de uma edição especial da revista. Vote pelo nosso site e fique atento aos indicados das próximas semanas.

PREMIO-QUEM

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Via Quem Online

outubro 24 2010

TROPA DE ELITE 2: Estado de direito x “Estados” paralelos

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Brasília em Dia, 16/10/2010
Por José Guilherme

TROPA DE ELITE 2
Brasil, 2010. Direção/Co-roteiro: José Padilha. Elenco: Wagner Moura, André Ramiro, Milhem Cortaz, Irandhir Santos, Maria Ribeiro.

Estado de direito x “Estados” paralelos

Coincidindo com uma nova onda de assaltos, arrastões, trocas de tiros com as forças do Estado e disputas sangrentas pelo controle dos principais pontos de tráfico, colocando o governador recém-reeleito do RJ diante de uma verdadeira sinuca de bico, estreou 6ª feira, dia 08, em mais de 650 salas de cinema, Tropa de Elite 2, três anos depois do primeiro filme e enfocando os conflitos do agora tenente-coronel Nascimento, de um lado com a corporação militar a que pertence, de outro com sua ex-mulher e seu filho (a ação se passa quinze anos depois da primeira parte), ela casada com seu principal adversário político, um ativista de direitos humanos, ele, o garoto, envolvendo-se incidentalmente com drogas e com a polícia.

A história começa praticamente no mesmo plano onde o outro termina, com o Bope em plena ação, desta vez invadindo o complexo de Bangu I para conter um sangrento conflito entre facções criminosas rivais, depois que armas são introduzidas na ala de uma das facções, que logo invade a outra para provocar um massacre. O Bope entra no meio, com o capitão Mathias (Ramiro, que começou o primeiro filme como aspirante) chefiando o pelotão. Nascimento, da sede do Batalhão, comanda a operação pelo rádio, porém Mathias, numa hostage situation, se precipita e estoura os miolos do bandido (Seu Jorge) que apontava uma pistola para a cabeça do ativista Fraga (Santos, excelente). O capitão obedeceu rigorosamente o manual do Bope, mas contrariou frontalmente uma ordem direta do coronel Nascimento, que, por conta do incidente, perde o comando e é “promovido” a subsecretário de Segurança, enquanto Mathias é afastado do Batalhão, por “violação de direitos humanos”.

A partir daí, Nascimento, em cujas veias o sangue que corre é puro Bope, se vê numa situação delicada. Aproveitando sua nova posição na Secretaria, ele dota a tropa de elite, que é a sua vida, de recursos materiais e técnicos que lhe permitem esmagadora vitória sobre o narcotráfico. Mas a guerra contra o crime organizado não se esgota na visão ingênua de um militar de ação como Nascimento. Aos poucos ele percebe (e aprende), ao envergar terno e gravata e sentar atrás de uma mesa, que as engrenagens de um monstro indomável chamado “sistema” fazem mover-se interesses políticos, eleitoreiros e corporativistas que estão fora do alcance dele. O sistema tem vida própria. Pior: o sistema é conivente, chegando mesmo a tirar proveito da ação predatória de milícias que nascem, precisamente, no “vácuo de poder” deixado pela derrota do narcotráfico pelo Bope, e que são apoiadas por políticos influentes.

Supremo paradoxo: o Bope é tido por alguns como uma tropa de elite treinada para matar. Ao fazer o seu trabalho, ele perfaz um duplo papel, o de herói (para muitos) e o de vilão (para alguns). Ao sair de cena, esta é ocupada por bandidos duplamente piores que os meliantes, porque se escondem atrás da insígnia da lei para achacar bandidos e a população civil. É hora, então, de Nascimento começar a combater o sistema do qual, em última análise, faz parte, tentando destruí-lo por dentro. Tarefa inglória, quase impossível. É nessa hora que o coronel vê no antigo rival, agora deputado estadual, Diogo Fraga, um possível aliado (Fraga seria aqui o alter ego do deputado Marcelo Freixo, o parlamentar que conseguiu a instauração, na ALERJ, da “CPI das milícias”, mesma façanha alcançada por Fraga na história). No fim, a guerra de Nascimento contra o crime se desloca da polícia para a política, ou seja, uma simples troca de letras, mas com uma diferença crucial para todos os envolvidos.

Moura penetra fundo no papel, mostra-se contido, denso, tenso, em todos os momentos. Sua Nêmesis é Irandhir Santos, o brilhante ator de Olhos Azuis, Besouro, Baixio das Bestas, Cinema, Aspirinas e Urubus. O duelo entre eles, cada vez que se encontram, é inevitável, e dele sempre saem faíscas em alta tensão. Difícil dizer quem vence, se é que se pode falar em vencedores. Santos só não rouba definitivamente a cena porque Moura é aquele que, mais do que qualquer outro ator em que se pudesse pensar, faz a diferença ao encarnar Nascimento, o anti-herói atormentado desta tragédia grega que é o embate de titãs entre o Estado de direito e o “Estado paralelo” do crime organizado, do narcotráfico, da corrupção e das milícias. A presença cênica de Moura transformou-se em ícone para o cidadão comum. “Wagner Moura é um ator que pensa como diretor. Isso dá a ele o potencial de roubar a cena muito facilmente, porque ele entende o que aquela cena significa”, declarou o diretor José Padilha, em entrevista à Folha de São Paulo.

Tropa de Elite 2 mostra, com uma crueza que, apesar de possuir os dois pés na realidade, e mesmo tendo-se tornado lugar-comum no cinema nacional, ainda consegue chocar o espectador desavisado, que o conflito entre o Estado e o crime organizado é a nova roupagem, ampliada e inevitável, do milenar processo de seleção natural que separa os fracos dos fortes, permitindo que estes, num gesto de predominância, prevaleçam ao final como aqueles que ditarão as regras.

Ao final da projeção, os espectadores aplaudiram. Fico a me perguntar se isto aconteceu (e acontecerá) em toda Brasília, em todo o Brasil. Espero que sim. Torço nesse sentido. Afinal, já passou da hora de a sociedade civil, e os cidadãos ordeiros que a compõem, entenderem que o Estado não criou a violência que campeia na sociedade como marca registrada do banditismo. Que a violência do Estado é apenas uma resposta, pronunciada no mesmo diapasão da linguagem dos bandidos, ao desequilíbrio que a ação deles causa à tranqüilidade a que todo cidadão tem direito.

A cotação, por outro lado, não vai apenas para os méritos da obra cinematográfica e dos seus realizadores. Para além dos predicados estéticos e técnicos do filme, a cotação homenageia também a obra-denúncia que é Tropa de Elite 2, lembrando, neste particular, o trabalho de ativismo político do diretor francês Constantin Costa-Gavras, com seus filmes que sempre colocaram o dedo na ferida dos gravíssimos problemas políticos e sociais ao redor do mundo. A pergunta que não quer calar: o coronel Nascimento morre? Bem, a narração é em off, mas, como diz o próprio diretor, assista ao filme e confira, também, esse “pequeno” detalhe. 9/10.

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Via Brasília em Dia