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	<title>Irandhir Santos &#187; entrevista</title>
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		<title>Irandhir Santos: Ator comenta a sua atuação em quatro estreias nacionais em 2010</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 01:57:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[Página do Cinema, 07/05/2010

Os fãs de Irandhir Santos podem comemorar! Além de estar em quatro filmes nacionais este ano, o ator já está se preparando para começar a filmar o novo longa de Cláudio Assis, que terá o título de “Febre do Rato”. Com vasta experiência no teatro, o pernambucano confessa que está com saudade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Página do Cinema, 07/05/2010</strong></p>
<p><img src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/05/irandhir3.jpg" alt="" /></p>
<p>Os fãs de <strong>Irandhir Santos</strong> podem comemorar! Além de estar em quatro filmes nacionais este ano, o ator já está se preparando para começar a filmar o novo longa de Cláudio Assis, que terá o título de “Febre do Rato”. Com vasta experiência no teatro, o pernambucano confessa que está com saudade do palco e pensa em voltar logo para sua plateia. Enquanto isso não acontece, Irandhir está trabalhando muito para lançar os filmes “Viajo porque preciso, volto porque te amo”, “Quincas Berro D’água”, “Olhos Azuis”, pelo qual ganhou o prêmio de ator coadjuvante no Festival de Paulínia, e “Tropa de Elite 2”, onde viverá um embate com Capitão Nascimento, personagem de Wagner Moura. Neste bate-papo, o ator conta detalhes sobre cada um destes projetos.</p>
<p><strong>Esse ano você está em quatro filmes, um totalmente diferente do outro. Foi uma escolha sua atuar em produções de estilos tão distintos?</strong><br />
As coisas acontecem não é à toa, eu acredito muito nisso. Os projetos de cinema na minha vida tem surgido antes de mais nada para me ensinar a ser uma pessoa e um artista melhor. Os projetos vão surgindo e me transformando. Eu não escolhi propositalmente que cada produção fosse diferente da outra, mas existem coisas que eu considero antes de aceitar um trabalho como a história que quer ser contada, por quem quer ser contada e quem são os personagens. Os projetos surgem para dar sentido à minha vida. Esses personagens são muito diferentes, mas dizem respeito à minha vida, sem dúvida alguma.</p>
<p><strong>Em algum momento as filmagens destes longas coincidiram?</strong><br />
Não, eu não gosto de misturar os trabalhos, preciso de um tempo para cada projeto. Mergulhado em um projeto eu fico nele até o fim.</p>
<p><strong>Como você separa cada personagem da sua própria personalidade?</strong><br />
Eu empresto a ele a minha vida para que eles tomem vida e acredito que eles também trazem muito deles para mim me ensinando a reviver. Eu me sinto diferente a cada trabalho. Eu costumo trabalhar muito com anotações. Para cada personagem, eu construo um caderno que é como se fosse uma extensão física daquilo que eu construo essencialmente. Os caderninhos são a maneira física que eu tenho de tocar o meu personagem, já que o ator trabalha muito com a essência. Você constrói a alma e sentimentos que não são coisas palpáveis. Isso me ajuda principalmente no cinema porque as cenas são gravadas sem uma ordem certa, então para ter a clareza da continuidade do personagem eu uso os caderninhos. Eu concluo cada projeto fechando estes cadernos.</p>
<p><strong>A Fátima Toledo é sua fã assumida. Como é trabalhar com ela?</strong><br />
A Fátima tem um papel essencial na história do cinema brasileiro. Eu acho muito interessante o método que ela usa de o ator ter o tempo de maturação da obra. Na imagem que eu tenho da Fátima na minha cabeça ela está sempre com dois objetos nas mãos: um martelo e uma cola. A cada trabalho que eu faço com ela, ela quebra tudo que eu era antes e recola o que é necessário para aquela obra específica. A Fátima ajuda o ator a estabelecer a base física e emocional necessária para iniciar o trabalho. Amo, admiro e gosto muito como pessoa.</p>
<p><strong>Quais foram os desafios de viver as personagens de “Viajo porque preciso”, “Quincas”, “Olhos Azuis” e “Tropa de Elite”?</strong><br />
O desafio está em você morrer para que nasçam esses personagens e depois em se reconstruir. O ator se coloca como uma página em branco para ter novos traços, novos caminhos, acho que está aí o prazer. É como se você pudesse viver várias vidas na mesma encarnação. Cada personagem deste tem especificidades, características e trajetórias e me interessa como ator e como pessoa conhecer isso, só que para conhecer, eu tenho que ser.</p>
<p><strong>Em “Olhos Azuis” você precisou atuar em inglês. Como foi a experiência?</strong><br />
Foi desafiante porque eu não tenho a fluência do inglês, apenas o conhecimento da língua. O meu personagem vivia há dois anos nos Estados Unidos e precisava de uma fluência de rua e não de quem teve aulas para ir pra lá. O Joffily teve a compreensão de que eu precisava de um tempo para estudar e professores de um curso do Recife me ajudaram muito também.</p>
<p><strong>Você esperava ganhar o prêmio de melhor ator coadjuvante por este papel no Festival de Paulínia?</strong><br />
Fiquei muito feliz porque ainda não tinha visto o filme e assisti pela primeira vez no Festival. Foi muito prazeroso. Como diz Fernanda Montenegro, eu já me sinto premiado por poder exercer a minha profissão, mas receber este prêmio em Paulínia foi muito emocionante.</p>
<p><strong>Como você construiu o Cabo Martim de Quincas? Foi o personagem mais divertido de todos?</strong><br />
A sensação que eu tive em construir o Cabo Martim é que, pela primeira vez, eu não construí um único personagem. A interação entre os quatro amigos de Quincas era necessária, é como se um personagem fosse formado pelos quatro. A característica do Cabo Martim para fazer parte de um grupo maior era a liderança, já que, com a morte do Quincas, aquele corpo perdeu a cabeça pensante e o Martim toma esta iniciativa. Ao mesmo tempo que não quer deixar a peteca cair, ele é o que mais está sofrendo com a morte de Quincas e está agindo daquela maneira para evitar aceitar a morte.</p>
<p><strong>Como é viver o antagonista do Capitão Nascimento?</strong><br />
O Diogo Fraga vem para dizer não a uma estrutura de política e de segurança pública vigente no estado do Rio. É uma postura de repressão, de criminalização da pobreza, de resolver os problemas através da violência e ele acha que não é desta forma que se resolve. Tráfico é crime, mas a polícia também é um problema a partir do momento em que ela vem para matar. O índice de morte através das ações policiais é alto e isso não pode passar desapercebido. O Fraga vem para dizer isso, então quem for a favor, vai se identificar com ele. Se o Nascimento estiver contra este pensamento, então realmente vai haver um embate, mas não é nada pessoal.</p>
<p><strong>Como foi entrar para o Tropa 2?</strong><br />
Foi maravilhoso. É um time vencedor, de primeiríssima qualidade, com profissionais admiráveis. Eu fiquei ainda mais apaixonado fazendo o filme. O Padilha é excelente, é maravilhoso no que faz. É um diretor que acredita e confia no ator. Ele tem tanta confiança que você se joga, se atreve. Ele se torna um parceiro. Padilha é um dos grandes diretores com que eu trabalhei e quero trabalhar mais vezes.</p>
<p><strong>Este ano você será a cara do cinema nacional. Qual a expectativa para a estreia destes filmes?</strong><br />
As estreias coincidiram. Eu aprendi a lidar com as expectativas internas e as externas eu tento não alimentá-las ou torná-las o mais saudável possível. Eu espero que as pessoas gostem das histórias e se isso acontecer eu vou estar muito feliz. É um ano especial na minha carreira porque pela primeira vez eu vou compartilhar várias histórias em pouco tempo.</p>
<p><strong>Você já está envolvido em novos projetos?</strong><br />
Estou voltando a trabalhar com o Claudio Assis. Estarei no próximo filme dele que se chamará “Febre do Rato” e, depois de três anos longe dos palcos, existem projetos para eu voltar ao teatro.</p>
<p>***<br />
Via <a href="http://paginadocinema.com.br/entrevista/index/62/">Página do Cinema</a></p>
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		<title>Olhos Azuis &#124; Entrevista exclusiva com Irandhir Santos</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Aug 2010 01:21:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[irandhir santos]]></category>

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		<description><![CDATA[Adoro Cinema, 17/08/2010
Por Francisco Russo
Irandhir Santos ainda é pouco conhecido pelo público em geral, apesar de ter aparecido com frequência nos cinemas ultimamente. Ainda porque um de seus próximos filmes é o aguardado Tropa de Elite 2, onde é o antagonista do Nascimento de Wagner Moura.
Ele conversou com Francisco Russo, editor do Adoro Cinema, sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Adoro Cinema, 17/08/2010</strong><br />
Por <em>Francisco Russo</em></p>
<p><img src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/08/irandhir-ac.jpg" alt="irandhir-ac" title="irandhir-ac" width="129" height="170" class="alignleft size-full wp-image-208" /><strong>Irandhir Santos</strong> ainda é pouco conhecido pelo público em geral, apesar de ter aparecido com frequência nos cinemas ultimamente. Ainda porque um de seus próximos filmes é o aguardado Tropa de Elite 2, onde é o antagonista do Nascimento de Wagner Moura.</p>
<p>Ele conversou com Francisco Russo, editor do Adoro Cinema, sobre Olhos Azuis, seu mais recente filme a chegar ao circuito.</p>
<p><strong>ADORO CINEMA:</strong> Você está com um feito raro, com três filmes em cartaz no circuito (Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, Quincas Berro D&#8217;Água e Olhos Azuis). Como é ser o ator da moda no cinema nacional?</p>
<p><strong>IRANDHIR SANTOS:</strong> O que sinto neste momento é que, cada vez mais, estou gostando de fazer cinema. São três obras que surgiram neste momento, mas elas foram rodadas em anos diferentes, com histórias diferentes e em momentos distintos. Casou delas aparecerem agora em 2010, um ano que não é tão igual aos outros porque tem eleição e Copa do Mundo. Isso diminui o espaço para as estreias dos filmes. Não vejo nada mais do que coincidência, mas me sinto muito feliz de estar presente nestas obras. Acredito que as obras devem chegar ao público através da história, isso é que importa. Se acontecer em cada uma delas será maravilhoso, me darei por satisfeito.</p>
<p><strong>AC:</strong> Como o projeto de Olhos Azuis chegou até você?</p>
<p><strong>Irandhir: </strong>Foram feitos testes em Pernambuco. A Heloísa Rezende e o João Jr. me ligaram falando do projeto, querendo fazer um teste comigo. Quando peguei o material vi que era em inglês, algo que tinha dificuldade. Ainda assim me atrevi, pois queria fazer cinema. Queria saber como era isso e até então só se conhecia cinema fazendo cinema, ao menos era assim na minha terra. Então me dispus a isso, com toda vontade, em querer fazer. Fiquei muito feliz quando recebi a notícia de que tinha passado. Começou então uma nova etapa, que foi o processo de preparação.</p>
<p><strong>AC:</strong> Como foi esta preparação, você chegou a fazer algum tipo de pesquisa?</p>
<p><strong>Irandhir:</strong> Não tenho contato com os Estados Unidos, de nenhuma forma. Nunca fui lá, minha saída até então era para a Europa. Então precisava ter relatos o mais próximo possível do que se passava. Alguns amigos tiveram este tipo de experiência, não tão drástica quanto o Nonato mas algo parecido no sentido de comportamento. Fui atrás. Pessoas me indicavam, o próprio Joffily também. Mas a preparação fundamental para o Nonato veio na questão da fluência do inglês. Tinha uma noção básica da língua, especialmente de leitura, mas não a fluência necessária. E isto era primordial para o Nonato, alguém que está lá há mais de três anos, que aprendeu o inglês de rua, um inglês específico, mas que também quando é preciso pode usar um inglês um pouco mais sofisticado. É isso que acontece no início do filme e, à medida que ele é bombardeado, vai perdendo isso e quase que volta à língua mãe. É natural isto acontecer. Tinha que ter esta segurança na fala. Falei com o Joffily e ele definiu que iríamos estabelecer um tempo para isso. Foi super generoso em entrar em contato com uma escola de língua inglesa lá de Recife, onde tinha um professor norte americano que foi crucial neste sentido. O Joffily me deu o roteiro e disse para que colocasse da forma que achasse melhor, lembrando essa coisa do inglês de rua. Foram dois meses lapidando este roteiro e aí tornou-se algo mais sólido até a chegada do David Rasche e dos outros atores americanos, quando surgiu uma nova etapa, a do improviso. O David trouxe as suas referências, o que queria para o personagem, e eu tinha as minhas também. Então foi uma etapa de ajuste, entre aquilo que eu tinha e o que o David tinha. Aí sim, após isto, a gente foi pra cima.</p>
<p><strong>AC:</strong> Seu personagem começa calmo e, à medida que os eventos acontecem, ele fica cada vez mais irritado até explodir de vez. Como foi construir esta mudança emocional do personagem?</p>
<p><strong>Irandhir: </strong>Algo que faço para todos os meus personagens são registros, tenho um caderno para cada um deles. Isto me ajuda, é uma forma de concretizar a forma que o ator trabalha. Então é como se tivesse o personagem nas minhas mãos, pois nele tenho toda sua trajetória. Isto me ajuda muito quando faço cinema, pois há aquela quebra na ordem das cenas a serem rodadas. Dependendo da cena vou direto ao caderno e vejo em que situação o personagem está. Com o Nonato aconteceu algo muito especial, porque notei esta trajetória dele até uma tensão limite. Como trabalho com muitos desenhos e referências, que me ajudam, usei o que os aeroportos americanos passaram a ter após os ataques do 11 de setembro. Eles começaram a utilizar cores para definir o nível de alerta. Então existia um nível amarelo, laranja, até o vermelho. Foi mais ou menos a trajetória que o Nonato fazia. Havia cenas em que achava que o Nonato estaria no alerta amarelo, outras no laranja e onde ele chegaria até o vermelho. Fiz esta separação para interiorizar isto. Até nas horas de gravação o Joffily chegava e dizia &#8220;nível laranja, Irandhir&#8221;. Isto me ajudou muito a pontuar esta trajetória.</p>
<p><strong>AC:</strong> Falando sobre Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, me chamou muito a atenção a figura do protagonista que não está presente nunca. Como foi construir um personagem com a limitação de apenas usar a voz?</p>
<p><strong>Irandhir: </strong>Foi muito desafiador neste sentido. Sempre tinha utilizado meu corpo como instrumento para todos os projetos até então, que é um elemento que me ajuda na construção para entrar na história. Tem a transformação física, o próprio Nonato passa por uma. Isto é importante para o ator porque acredito que o registro físico te ajuda no emocional. Quando chegou o convite do Marcelo e do Karim com esta proposta, de não ter o corpo e ir pela voz, foi como se tirasse minha ferramenta. Descobri então que existem outras ferramentas para o ator e a voz é uma especialíssima. A ideia era ter a voz que tem mãos, braços, coração. É preciso ter as mãos com a ênfase da palavra, com a respiração. É preciso estar, mesmo não estando aparecendo. Então perdi meu corpo, mas descobri minha voz. É um instrumento tão bom quanto e tão magnífico quanto.</p>
<p>Outra coisa que acho curioso é que o fato de não aparecer dá vazão às pessoas que assistem para formar o José Renato da sua maneira. Inclusive depois, conversando com o Karim e o Marcelo, disse que não iria aparecer, nem antes do filme, que eles não iriam me apresentar, por causa disto. A gente tentou segurar ao máximo de não aparecer. Quem ia apresentar o filme nos locais em que era exibido eram os diretores. Apenas citavam meu nome, mas não aparecia fisicamente. Acho que aparecer daria um limite à imaginação das pessoas e a gente acabou optando por isso.</p>
<p><strong>AC:</strong> Sobre Tropa de Elite 2, como foi a sua experiência com as filmagens?</p>
<p><strong>Irandhir: </strong>Foi fantástica! O Padilha se cerca de histórias as quais ele quer fazer conversar para levantar pontos que serão muito discutidos. E são pontos novos, não abarcados pelo primeiro filme. Gosto deste tipo de cinema, que vem para provocar discussões. Mas acima de tudo ele está cercado por uma equipe que é simplesmente fascinante. Da parte técnica aos atores, ele tem um time perfeito. Wagner Moura foi um excelente colega, na construção do que era preciso para cada cena. Há uma equipe formada que dá uma sustentação que te dá a segurança necessária para se jogar na história. Quando senti que estava cercado e seguro desta maneira, a sensação era de se atrever, vai atrás que você está bem cercado.</p>
<p>Fui muito bem aceito pelas pessoas. Estava um pouco receoso, pois não estava no Tropa de Elite e de repente você pega uma equipe bem casada e vencedora, por tudo que provocou, de repente vem alguém novo. Mas eles foram super abertos e generosos. Eu me senti muito feliz de ter feito Tropa de Elite 2. Confesso que a expectativa de fazer o filme não aconteceu durante as filmagens, pois a equipe se cercou a ponto de não deixar que a demanda interferisse no trabalho. Tanto é que para mim soou como outros trabalhos, minha entrega foi tanto quanto em qualquer outro que fiz, mas só veio cair a ficha do que é Tropa de Elite 2 depois que terminou. Porque aí voltei para casa e começou uma demanda de pessoas querendo saber como era tudo. Isto nunca tinha acontecido com nenhum filme que tinha feito até então. Foi aí que tive um pouco da noção exata do que seria o filme. Ainda bem que já tinha filmado tudo.</p>
<p><strong>AC:</strong> Em relação a novos projetos, já há algo em vista?</p>
<p><strong>Irandhir: </strong>TV tem surgido desde minha participação em &#8220;A Pedra do Reino&#8221;, mas tem casado com projetos de cinema e, como tenho me colocado à disposição do cinema, não pude fazer televisão ultimamente. Em relação a cinema, estou com uma grande paixão na minha vida que é o Cláudio Assis. Foi ele quem me deu uma das primeiras oportunidades em cinema, em Baixio das Bestas. Agora ele vai rodar seu terceiro filme, A Febre do Rato, todo feito em Recife e Olinda. Ele me fez o convite e será agora no segundo semestre. Então este é meu próximo projeto.</p>
<p>***<br />
<em>Via <a href="http://www.adorocinema.com/colunas/olhos-azuis-1-834/" target="_blank" rel="nofollow">Adoro Cinema</a></em></p>
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		<title>Irandhir Santos fala sobre o filme “Quincas Berro D&#8217;água”</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 01:17:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O ator pernambucano disse que, durante o filme, há muitas despedidas.
Globo News, 25/05/2010
Durante a exibição de um trecho do filme, o ator relembrou nomes de grandes atores, como Paulo José e Marieta Severo, que contracenaram com ele nas filmagens de “Quincas Berro D&#8217;água”. 
***
A seguir, confira a entrevista.

***
Link da matéria na Globo Vídeos
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			<content:encoded><![CDATA[<p><em>O ator pernambucano disse que, durante o filme, há muitas despedidas.</em></p>
<p><strong>Globo News, 25/05/2010</strong></p>
<p>Durante a exibição de um trecho do filme, o ator relembrou nomes de grandes atores, como Paulo José e Marieta Severo, que contracenaram com ele nas filmagens de “Quincas Berro D&#8217;água”. </p>
<p>***<br />
A seguir, confira a entrevista.</p>
<p><object width="480" height="392"><param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /><param value="high" name="quality" /><param value="midiaId=1270163&#038;autoStart=false&#038;width=480&#038;height=392" name="FlashVars" /><embed width="480" height="392" flashvars="midiaId=1270163&#038;autoStart=false&#038;width=480&#038;height=392" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"></embed></object></p>
<p>***<br />
<a href="http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1270163-7823-IRANDHIR+SANTOS+FALA+SOBRE+O+FILME+QUINCAS+BERRO+DAGUA,00.html" target="_blank" rel="nofollow">Link da matéria na Globo Vídeos</a></p>
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		<title>Ator pernambucano em dose dupla no cinema</title>
		<link>http://irandhirsantos.com.br/ator-pernambucano-em-dose-dupla-no-cinema/</link>
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		<pubDate>Fri, 21 May 2010 21:21:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Irandhir Santos interpreta o cabo Martin, no Quincas Berro D’água, que estreia nesta sexta-feira (21)
Da Redação do pe360graus.com, 21/05/2010
Um ator pernambucano vai brilhar em dois filmes, um deles com estreia marcada para esta sexta-feira (21). Irandhir Santos interpreta o cabo Martin, no Quincas Berro D’água. “Ele é o motor que proporciona este cortejo festivo, do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Irandhir Santos interpreta o cabo Martin, no Quincas Berro D’água, que estreia nesta sexta-feira (21)</em></p>
<p><strong>Da Redação do pe360graus.com, 21/05/2010</strong></p>
<p>Um ator pernambucano vai brilhar em dois filmes, um deles com estreia marcada para esta sexta-feira (21). Irandhir Santos interpreta o cabo Martin, no Quincas Berro D’água. “Ele é o motor que proporciona este cortejo festivo, do morto mais vivo do que muitos vivos. É uma comédia que vai vir para pegar a família e os amigos”, contou.</p>
<p>Além desse filme, ele aparece em Olhos Azuis. “Ele fala sobre o momento do estrangeiro em um país distante. Como relacionar a diferença entre nações”, disse. O filme reúne atores de vários países, como Argentina e Estados Unidos. A estreia está prevista para a próxima sexta-feira (28).</p>
<p>***<br />
A seguir entrevista exibida no Bom Dia Pernambuco (21/05/2010).</p>
<p><span id="more-153"></span></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=9,0,0,0" width="479" height="405" id="player" align="middle"><param name="allowScriptAccess" value="sameDomain" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="flashvars" value="dadosXML=http://pe360graus.globo.com/videos/xmlvid.aspx?mId=16649" /><param name="movie" value="http://pe360graus.globo.com/videos/player.swf" /><param name="quality" value="high" /><param name="bgcolor" value="#000000" /><embed src="http://pe360graus.globo.com/videos/player.swf" flashvars="dadosXML=http://pe360graus.globo.com/videos/xmlvid.aspx?mId=16649" quality="high" bgcolor="#000000" width="479" height="405" name="player" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" allowFullScreen="true" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayerNovo" /></object></p>
<p>***<br />
<a href="http://pe360graus.globo.com/diversao/diversao/cinema/2010/05/21/NWS,513439,2,20,DIVERSAO,884-ATOR-PERNAMBUCANO-DOSE-DUPLA-CINEMA.aspx" target="_blank" rel="nofollow">Link da matéria no pe360graus.com</a></p>
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		<title>Ator Pernambucano em Ascenção</title>
		<link>http://irandhirsantos.com.br/diario-de-pernambuco/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 20:24:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
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		<category><![CDATA[melhor ator]]></category>
		<category><![CDATA[prêmio]]></category>

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		<description><![CDATA[Diário de Pernambuco
Atuação // Melhor ator coadjuvante no 2º Festival Paulínia de Cinema, Irandhir Santos conta sobre os novos planos
André Dib
andredib.pe@diariosassociados.com.br
Premiado como melhor ator coadjuvante pelo trabalho no filme Olhos azuis, de José Joffily, o ator Irandhir Santos 
foi um dos destaques do 2º Festival Paulínia de Cinema. Na festa de encerramento do evento, na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diário de Pernambuco<br />
Atuação // Melhor ator coadjuvante no 2º Festival Paulínia de Cinema, Irandhir Santos conta sobre os novos planos<br />
André Dib<br />
<a href="mailto:andredib.pe@diariosassociados.com.br">andredib.pe@diariosassociados.com.br</a></p>
<p>Premiado como melhor ator coadjuvante pelo trabalho no filme Olhos azuis, de José Joffily, o ator Irandhir Santos <img class="alignleft size-full wp-image-64" title="Foto Noticia" src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2009/09/irandhir-foto-noticia.jpg" alt="Foto Noticia" width="123" height="92" /><br />
foi um dos destaques do 2º Festival Paulínia de Cinema. Na festa de encerramento do evento, na última quinta-feira, os aplausos e sorrisos são a prova de que o evidente talento deste pernambucano de 30 anos conquistou mais adeptos. Desta vez, não como o Maninho de Baixio das bestas ou o Quaderna, de A pedra do reino, apenas para citar dois de seus grandes momentos. E sim como Nonato, o brasileiro que há dez anos mora nos EUA, mas amarga o pão que o diabo amassou na mão de Marshall, chefe do departamento de imigração do aeroporto JFK.</p>
<p>Em entrevista ao Diario, Irandhir conta como construiu esse novo personagem e os desafios da interpretação em outra língua e as três novas produções em que participa: A morte e a morte de Quincas Berro D&#8217;água, de Sérgio Machado sobre livro de Jorge Amado; Besouro, de João Daniel Tikhomiroff; e A hora e vez de Augusto Matraga, de Vinícius Coimbra, que será rodado em Minas Gerais, com João Miguel no papel principal. De quebra, aproveita para contar sobre os novos planos para a carreira.</p>
<p>Entrevista // Irandhir Santos</p>
<p>Qual sua visão do filme de Joffily?</p>
<p>É um filme que trata da questão da diferença. E deixa claro que ela existe porque impomos isso de alguma maneira, como fator externo. Quando Nonato vê a filha com olhos azuis, me pergunto o porquê de Marshall se sentir tão superior, se ele é tão igual a mim.</p>
<p>Como Nonato foi construído?</p>
<p>Li muito o roteiro, sempre desconstruindo e cortando, rasgando o personagem. A partir das orientações do diretor, acrescentei a minha parte. No roteiro há muito o Nonato empreendedor, que sai do país para ganhar a vida. Quis imaginar outras situações, trazer mais humanidade para ele.</p>
<p>Foi difícil interpretar em inglês?</p>
<p>Tive que estudar, pois não tinha muito domínio do inglês. Também fui para a cultura americana, procurei saber o que existe lá que moveria alguém a sair de seu país. Comecei a contatar brasileiros que moravam lá, fiz entrevistas, procurei imagens.</p>
<p>Que imagens?</p>
<p>Os olhos foram imagens que mais captei. Gosto muito de olhos azuis e o desafio era olhar para eles e sentir o inverso. Adoro minha avó materna, a lembrança de carinho ligada a olhos azuis vem dela. Sentir o contrário foi um desafio.</p>
<p>Como foi a iniciação no teatro e a formação de ator profissional?</p>
<p>Minha recordação mais antiga está ligada à escola em que estudei em Limoeiro. É um lugar tradicional, administrado por freiras que trabalhavam teatro e arte-educação com os alunos. Quando fui estudar o segundo grau no Recife, também queria um colégio que tivesse teatro, mas fui para o Colégio Militar, pois meus pais me convenceram que era bom para passar no vestibular. Por sorte, um dos alunos de lá se formou e retornou para dar aulas de teatro.</p>
<p>Quem era ele?</p>
<p>André Cavendish. Foi meu primeiro professor de teatro. Lá eu tive a certeza de que queria continuar no palco. Então juntei a necessidade dos meus pais de ter que fazer universidade com a minha, de fazer teatro.</p>
<p>Qual era seu foco de estudo na universidade?</p>
<p>Na UFPE eu trabalhava com o corpo como expressão. Já na universidade procurava essa linha. Tive como professor Roberto Lúcio, que desenvolveu um trabalho muito bom. Foi também quando me aproximei de amigos como Kléber Lourenço e Jorge de Paula. Em Olhos azuis, dez minutos antes de rodar a sequência da arma, utilizei exercícios que aprendi na universidade, de respiração e exaustão física pra abrir o canal para as emoções.</p>
<p>Qual o papel mais difícil que já fez?</p>
<p>Gosto quando tenho tempo para a preparação. Para mim, é primordial. No teatro é possível, geralmente tenho seis meses para isso. No cinema não é assim, mas tive sorte de pegar papéis no qual existiam esse tempo disponível. De todos, o Quaderna foi o mais difícil, pela própria complexidade do personagem. O próprio Ariano (Suassuna) o define como quatro personagens: o palhaço, o rei, o contador e o sertanejo. E o Luiz (Fernando Carvalho, diretor de A pedra do reino) me deu um Quaderna velho, amadurecido. O momento em que cada um deveria aparecer foi um desafio grande, dividido com profissionais que me deram suporte.</p>
<p>O que faz sua profissão valer a pena?</p>
<p>Ultimamente, é o fato de poder exercê-la, de poder viver isso. Só por isso, já me sinto premiado. Quando esteve em Taperoá, Fernanda Montenegro disse: &#8220;nosso prêmio é o nosso ofício&#8221;. Pois temos que enfrentar uma batalha diária, com quase todas as dificuldade e ainda lidar com o lado criativo. Equilibrar isso é a grande questão. Fico feliz quando penso no que já fiz e no que ainda tenho para fazer.</p>
<p>Quando você voltará ao teatro?</p>
<p>Ainda este ano. Estou ensaiando semanalmente com o Grupo Visível (Visível Núcleo de Criação), que Kléber Lourenço montou para retomar o ator como criador da história. O nome do projeto é Daquilo que move o mundo. Ele trabalha a dramaturgia com exercícios cênicos coordenados pelo dramaturgo Felipe Botelho. A ideia é iniciar o trabalho no Recife e no fim do ano vir pra Campinas para a preparadora Tiche Vianna, que tem um excelente trabalho com a comédia dell&#8217;arte, lapidar e fazer o que quiser com nossos corpos. Pra mim será uma retomada. Há três anos não faço teatro e esse é um grupo que gosto muito, ligado à universidade, com um senso de pesquisa e continuidade que me interessa.</p>
<p>Fale sobre o personagem que você faz em Besouro. Ele é um vilão?</p>
<p>É. Seu nome é Noca de Antonia. Para fazê-lo, tive que trabalhar com sombras. A preparadora de elenco, Fátima Toledo, disse que os capoeiristas são a luz e nós precisamos das sombras, que sou eu e o coronel. Então tive que ativar o que há de pior em mim. Sou muito recatado, mas em um dos exercícios ela me &#8220;destampou&#8221; e tudo que estava reprimido saltou com a raiva. Para ativar minha sombra falei todos os palavrões e coisas sujas.</p>
<p>Como foi a experiência de filmar A morte e a morte de Quincas Berro D&#8217;água, com atores veteranos como Paulo José, Marieta Severo e Mariana Ximenes?</p>
<p>Também foi com Fátima, só que o filme é uma comédia. Eu faço o Cabo Martin, um dos quatro amigos de Quincas. A grande questão foi trabalhar o tema morte de um grande amigo, uma grande perda. Apesar de ser comédia, tive que trabalhar de maneira muito séria. Ver Paulo José morto é algo bem doloroso, então parti daí. A ideia do Sérgio (Machado, o diretor do filme) é que o cômico não estivesse nos personagens, mas sim nas situações absurdas. Os filmes dos irmãos Cohen foram referências.</p>
<p>Ultimamente, você tem recebido muitos convites. O que te faz escolher um projeto?</p>
<p>Sempre escolho a partir do que me toca naquele momento da vida. Os filmes que faço têm me ensinado lições importantes. Trabalhar com Luís Fernando Carvalho e Cláudio Assis me fez redescobrir o lugar onde nasci. Naquele momento estava em dúvida se ficava lá ou ia para o Recife. Meu olhar para aquela região mudou muito. No caso de Olhos azuis, senti que deveria fazer pelo roteiro, uma história fantástica, por Joffily, diretor que já admirava e pelo desafio, pois a maioria das cenas são em inglês, língua em que não tenho tanta prática.</p>
<p>O que te atraiu na refilmagem de A hora e a vez de Augusto Matraga?</p>
<p>Guimarães Rosa foi primeiro autor que entrou lá em casa, período que lembro muito do meu pai. Ele lia muito e conversava sobre a obra, tinha olhar peculiar. Ele achava que Guimarães mostrava um sertão cru, forte, seco. E minha mãe via o contrário, via poesia. Então sempre havia discussão. Quando fiz A pedra do reino, me debati com o Sertão de Ariano, colorido e alegre de pessoas que se encantam com sua raiz. Agora sinto a necessidade de viver o sertão duro, seco, para haver um diálogo.</p>
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