<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Irandhir Santos &#187; entrevista</title>
	<atom:link href="http://irandhirsantos.com.br/tag/entrevista/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://irandhirsantos.com.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Mon, 04 Jul 2011 23:18:15 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>O mocinho do filme</title>
		<link>http://irandhirsantos.com.br/o-mocinho-do-filme/</link>
		<comments>http://irandhirsantos.com.br/o-mocinho-do-filme/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 28 Nov 2010 14:48:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[revista gol]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://irandhirsantos.com.br/?p=529</guid>
		<description><![CDATA[Em pouco mais de três anos Irandhir Santos participou de dez produções e ganhou sete prêmios. Se você ainda não o conhece prepare-se: ele será uma das estrelas de Tropa de Elite 2, o longa mais aguardado do ano, que estreia no próximo mês
Revista GOL, matéria de capa, edição #102,  novembro/2010
Por Daniela de Lacerda, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Em pouco mais de três anos Irandhir Santos participou de dez produções e ganhou sete prêmios. Se você ainda não o conhece prepare-se: ele será uma das estrelas de Tropa de Elite 2, o longa mais aguardado do ano, que estreia no próximo mês</em></p>
<p><strong><em>Revista GOL, matéria de capa, edição #102, </em> novembro/2010</strong><br />
<em>Por</em> Daniela de Lacerda, Fotos Claus Lehmann</p>
<div id="attachment_533" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img class="size-full wp-image-533" title="entrevista-gol-01" src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/11/entrevista-gol-01.jpg" alt="O ator durante o ensaio para a revista da Gol nas ruas do Recife Antigo, na capital pernambucana" width="550" height="727" /><p class="wp-caption-text">O ator durante o ensaio para a revista da Gol nas ruas do Recife Antigo, na capital pernambucana</p></div>
<p><strong>Presídio em ebulição, Beirada, </strong>personagem interpretado por Seu Jorge, esbraveja: “Vocês engordaram o porco, agora nóis vai assá” (sic). Corta para um bate-boca entre Irandhir Santos e Wagner Moura. O primeiro quer entrar. O outro quer que ele peça para sair. Irandhir peita o outrora Capitão, agora Coronel Nascimento: “Minha entrada foi autorizada pelo seu chefe. E eu vou entrar”. Um dos trailers de Tropa de Elite 2 deixa o embate em suspense até 8 de outubro, data de estreia do filme mais aguardado do ano, orçado em R$ 12 milhões e com 600 cópias a serem distribuídas nos cinemas do país. No set, quem acompanhou o duelo entre Nascimento, novamente interpretado por Wagner, e o ativista de direitos humanos Diogo Fraga, vivido por Irandhir, ficou impressionado. “O último dia de trabalho foi o mais emocionante de todos esses anos. A verdade que vi naqueles dois&#8230; Totalmente entregues ao projeto&#8230; Fiquei muito, muito emocionada”, diz a preparadora de elenco Fátima Toledo, que tem Pixote, Central do Brasil, Cidade de Deus, Tropa de Elite, Linha de Passe, entre tantas outras produções na bagagem.</p>
<p>Se em 2007 o primeiro Tropa de Elite (mais de 2 milhões de espectadores no cinema e outros muitos milhões na pirataria) foi um marco na carreira de Wagner, o segundo promete ser um divisor na de Irandhir, consolidando um momento especialmente produtivo para o ator. Em pouco mais de três anos, desde que despontou como Quaderna em A Pedra do Reino (minissérie exibida na Globo e dirigida por Luiz Fernando Carvalho), de 2007 também, Irandhir fez dez filmes e ganhou sete prêmios. Só em 2010, esteve em Olhos Azuis (José Joffily), Quincas Berro d’Água (Sérgio Machado), Viajo porque Preciso, Volto porque Te Amo (Karim Aïnouz e Marcelo Gomes) e Azul (curta de Eric Laurence). Até o fim do semestre, está envolvido em mais duas produções: O Som ao Redor (Kleber Mendonça Filho) e A Febre do Rato (Cláudio Assis). “Além de ter grande talento natural, o Irandhir é também um dos atores mais dedicados com quem já trabalhei”, afirma José Padilha, diretor de Tropa 1 e 2. “É um ator extraordinário. Um artista compenetrado, sensível, bom colega&#8230; Houve uma troca muito boa entre nós, ele é um cara que dignifica nossa profissão”, diz Wagner Moura.</p>
<div id="attachment_535" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img class="size-full wp-image-535" title="entrevista-gol-02" src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/11/entrevista-gol-02.jpg" alt="Participar de um filme como esse (Tropa de Elite 2) é uma tomada de posição. Acredito na discussão que o filme propõe, são temas que devem ser debatidos - Irandhir Santos" width="550" height="727" /><p class="wp-caption-text">Participar de um filme como esse (Tropa de Elite 2) é uma tomada de posição. Acredito na discussão que o filme propõe, são temas que devem ser debatidos - Irandhir Santos</p></div>
<p><strong>RECIFE-RIO</strong><br />
No terraço de um hotel em Recife, numa tarde de folga, Irandhir fala do filme com um fervor tranquilo, aparente incoerência, nele tão natural. Descontraído, calça larga e camiseta, não levanta a voz, não recorre à largura dos gestos, não dá muito cabimento às expressões. Mas se emociona, passional. “Participar de um filme como esse é uma tomada de posição. Acredito nadiscussão que o filme propõe, são temas que devem ser debatidos. O Padilha faz algo magnífico que é aliar entretenimento ao debate sobre questões sociais. E acho isso primordial no cinema”, diz o ator. Diogo, seu personagem, um professor de história e defensor dos direitos humanos, bate de frente com a política de segurança pública do Rio de Janeiro. O tema é particularmente caro a Irandhir, que nasceu e fincou pé em Pernambuco, um dos Estados mais violentos do país. “Há um ponto em comum [entre Rio e Recife] que é essa questão de você atribuir às pessoas que não têm tantos recursos financeiros o foco da violência na cidade. Ele [Diogo] vem para dizer que não é por aí”, revela. “Nos ensaios, muitas vezes eu abria minha mente e dizia: ‘Meu Deus, a gente está falando do Rio, mas poderia muito bem ser a respeito do Recife’.”</p>
<div id="attachment_537" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img class="size-full wp-image-537" title="entrevista-gol-03" src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/11/entrevista-gol-03.jpg" alt="Em sentido horário a partir da foto no alto, à esq.: Irandhir como o professor Diogo Fraga numa cena de Tropa de Elite 2; em Quincas Berro d’Água, de Sérgio Machado; com Branca Messina em Olhos Azuis, que lhe rendeu o prêmio de melhor ator coadjuvante no Festival de Paulínia, em 2009; cena de Viajo porque Preciso, Volto porque Te Amo; como o jagunço Neco de Antonio em O Besouro; e em A Pedra do Reino, de Ariano Suassuna, na pele de Quaderna" width="550" height="313" /><p class="wp-caption-text">Em sentido horário a partir da foto no alto, à esq.: Irandhir como o professor Diogo Fraga numa cena de Tropa de Elite 2; em Quincas Berro d’Água, de Sérgio Machado; com Branca Messina em Olhos Azuis, que lhe rendeu o prêmio de melhor ator coadjuvante no Festival de Paulínia, em 2009; cena de Viajo porque Preciso, Volto porque Te Amo; como o jagunço Neco de Antonio em O Besouro; e em A Pedra do Reino, de Ariano Suassuna, na pele de Quaderna</p></div>
<p><strong>DE VOLTA PRA CASA</strong><br />
A ligação com o quintal de casa é recorrente. Aos 32 anos, solteiro, Irandhir Gleriston Santos Pinto, pernambucano de Barreiros que se criou em Limoeiro, duas cidadezinhas do interior do Estado, viaja porque precisa. Mas volta. Porque ama a família, porque ama os amigos, porque ama o ritual de desconectar-se totalmente de um projeto para só depois entrar em outro. Nesses intervalos ritualísticos, refugia-se em Recife e em Limoeiro, onde senta na calçada da casa dos pais, Marcos e Helena, casados há 40 anos, e lembra do tempo em que era menino e parava de brincar para deixar passar os cortejos funerários que iam para o cemitério, no fim da rua da avó. “Num mesmo dia você vivia momentos felizes, alegres, e esses pequenos momentos de muita dor. Desenvolvemos uma postura de muito respeito em relação à morte”, conta Irandhir.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-538" title="entrevista-gol-04" src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/11/entrevista-gol-04.jpg" alt="entrevista-gol-04" width="550" height="728" /></p>
<p>Naquela época, seu Marcos, que hoje comanda um grupo de seresta, bem que tentou fazer Irandhir, o mais novo dos três filhos, levar a música a sério. “Ele toca teclado, flauta transversa e flauta doce”, diz o pai. O passo seguinte seria o saxofone. Mas aí Irandhir já tinha se descoberto ator. Das peças na escola passou para os palcos de Recife, para onde se mudou no fim do colegial e onde cursou artes cênicas. Viajou pelo Brasil, cumpriu temporada em Portugal. Até que foi bater no set de um filme: Cinema, Aspirinas e Urubus (lançado em 2005), de Marcelo Gomes, o mesmo diretor que mais tarde o convidou para Viajo porque Preciso, Volto porque Te Amo. “Gravamos o texto umas 12 vezes. Às vezes ficávamos 8, 10, 12 horas no estúdio até chegar ao caminho mais correto. E ele nunca estava de mau humor, nunca reclamava. Sempre contribuía”, afirma Marcelo. “Ele disse uma coisa muito bonita sobre o filme, que ia dar emoção a um corpo sem corpo. Era exatamente isso.”</p>
<div id="attachment_539" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img class="size-full wp-image-539" title="entrevista-gol-05" src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/11/entrevista-gol-05.jpg" alt="Acima, da esq. para a dir.: na escola, em Surubim (PE), num desfile cívico de 7 de Setembro; ainda na escola, mais velho, numa apresentação de teatro de bonecos; e pedindo a bênção do mestre Ariano Suassuna na época das filmagens de A Pedra do Reino" width="550" height="207" /><p class="wp-caption-text">Acima, da esq. para a dir.: na escola, em Surubim (PE), num desfile cívico de 7 de Setembro; ainda na escola, mais velho, numa apresentação de teatro de bonecos; e pedindo a bênção do mestre Ariano Suassuna na época das filmagens de A Pedra do Reino</p></div>
<p><strong>ATOR RARO</strong><br />
O peculiar e poético road movie já rendeu dois prêmios de melhor ator para um Irandhir que não aparece em cena. Só fala. Sente. Respira. “Marcelo e Karim me disseram: ‘A gente quer ouvir o coração dele [do narrador e personagem principal, um geólogo que viaja pelo sertão após uma desilusão amorosa]. Queremos carne, osso. Mesmo que não apareça’”, conta. “Quando vi as imagens&#8230; tomei um banho, sei lá, de saudade&#8230; É um filme pelo qual tenho um carinho muito grande. Passa muito próximo das coisas que vi e vivi.”</p>
<p>Para gravar, Irandhir foi atrás das memórias que guardou das tantas viagens que fez com a família Pernambuco adentro. A cada três ou quatro anos, o pai, gerente do Banco do Brasil, era transferido para outra cidade e começava tudo de novo com a mulher e os filhos. Destemido, seu Marcos. Traço que passou para o filho caçula. “Irandhir é um ator raro. Ele não cria obstáculos, pula no abismo”, diz Fátima Toledo. “Poucos se revelam assim.” Irandhir se entrega, porque apaixonado. E determinado. Mas às vezes engole pelo avesso. Treme a perna. Embrulha o coração. “Sempre tenho medo. Mas aprendi a lidar com isso de uma maneira positiva. Quando acontece é porque você está se desafiando. Se não, algo está estagnado.”</p>
<p>Esse salto no precipício acaba repercutindo entre a trupe que divide os filmes com ele. “No set de Tropa ele era o mais concentrado”, diz a atriz Maria Ribeiro, colega de elenco. “Existem atores que, quando surgem, nos fazem lembrar do divino da nossa profissão. Nunca mais esqueci da primeira vez em que vi Irandhir em Baixio das Bestas, de Cláudio Assis. Encho a boca pra dizer que tive o prazer de trabalhar com ele.” A atriz vai além: “Nós, atores comuns, queremos fazer trabalhos bonitos e, de preferência, com alguma repercussão. Irandhir não. Não o vejo se importar com a fama e com a frivolidade que acompanha nosso métier”.</p>
<div id="attachment_540" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img class="size-full wp-image-540" title="entrevista-gol-06" src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/11/entrevista-gol-06.jpg" alt="De volta às origens, Irandhir visita o cinema São Luiz, no centro de Recife, local que costumava frequentar na adolescência" width="550" height="326" /><p class="wp-caption-text">De volta às origens, Irandhir visita o cinema São Luiz, no centro de Recife, local que costumava frequentar na adolescência</p></div>
<p><strong>A VIDA DOS OUTROS</strong><br />
Irandhir costuma se enfiar com os dois pés em cada projeto de que participa. Durante os quase quatro meses de produção de Tropa de Elite 2 não deixou o Rio nem por um fim de semana, para não quebrar a imersão na história. “Ele é disciplinado, pesquisa a fundo o universo dos personagens, anota tudo num caderninho”, diz Sérgio Machado, que o dirigiu em Quincas Berro d’Água. Nas gravações de O Som ao Redor, em Recife, fez questão de ficar hospedado no bairro onde o filme estava sendo rodado, por onde fazia longas caminhadas, enveredando por ruídos e cheiros e descobrindo as pessoas do lugar. “Às vezes, você filma por 15 dias. É muito pouco tempo para viver uma vida. Tenho de ir atrás do máximo possível”, afirma. Foi por conta dessa possibilidade de reencarnar que ele se fez ator. “Me interessa ver como o outro vê, sentir como o outro sente. Acho fascinante viver outras coisas que não as minhas.”</p>
<p>Por essa razão, o personagem mais marcante da curta — ainda que intensa — trajetória de Irandhir nas telas é Quaderna, o homem de quatro facetas em uma só, criado pelo escritor Ariano Suassuna para A Pedra do Reino. “Li uma declaração dele [Irandhir] dizendo que a busca fundamental de Quaderna era a busca de Deus. Nessa hora eu vi que estava no caminho certo. Ele compreendeu muito bem o personagem”, diz Ariano Suassuna. O sertanejo que se acredita descendente do mítico rei português dom Sebastião fez Irandhir apertar ainda mais os nós já quase cegos que o atam a Pernambuco. “Quaderna busca suas respostas na sua raiz, na sua origem. E eu tomei aquilo pra mim.”</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-543" title="entrevista-gol-07" src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/11/entrevista-gol-07.jpg" alt="entrevista-gol-07" width="550" height="479" /></p>
<p>***<br />
<em>Revista Gol: <a href="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/11/REVISTA-GOL-102-IRANDHIR-SANTOS.pdf">Download da matéria em PDF</a></em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://irandhirsantos.com.br/o-mocinho-do-filme/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Perfil: Irandhir Santos é um dos destaques de Tropa de Elite 2</title>
		<link>http://irandhirsantos.com.br/perfil-irandhir-santos-e-um-dos-destaques-de-tropa-de-elite-2/</link>
		<comments>http://irandhirsantos.com.br/perfil-irandhir-santos-e-um-dos-destaques-de-tropa-de-elite-2/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 31 Oct 2010 22:10:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[irandhir santos]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://irandhirsantos.com.br/?p=488</guid>
		<description><![CDATA[Correio Braziliense, 31/10/2010
Por Ricardo Daehn
mediatamente depois das filmagens de Tropa de elite 2 — O inimigo agora é outro, o assédio do público tornou nítida uma nova certeza para o ator pernambucano Irandhir Santos: nas telas, como o pacifista professor Fraga — visto por muitos como o antagonista do eterno capitão Nascimento —, ele atingiu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Correio Braziliense, 31/10/2010</strong><br />
Por <em>Ricardo Daehn</em></p>
<p><div id="attachment_291" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><img src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Irandhir-Santos-Fraga_Tropa-2_por-Alexandre-Lima-150x150.jpg" alt="Irandhir Santos (Fraga) Tropa de Elite 2 (foto: Alexandre Lima)" title="Irandhir Santos (Fraga) Tropa de Elite 2 (foto: Alexandre Lima)" width="150" height="150" class="size-thumbnail wp-image-291" /><p class="wp-caption-text">-Confesso que o anonimato me ajuda muito na profissão. O ator precisa observar o mundo-</p></div>Imediatamente depois das filmagens de Tropa de elite 2 — O inimigo agora é outro, o assédio do público tornou nítida uma nova certeza para o ator pernambucano Irandhir Santos: nas telas, como o pacifista professor Fraga — visto por muitos como o antagonista do eterno capitão Nascimento —, ele atingiu um novo patamar na carreira. “Confesso que o anonimato, muitas vezes me ajuda na profissão: o ator precisa ter liberdade para observar o mundo a ser reproduzido. Para mim, observar sem ser observado, funcionava muito bem, até então”, diverte-se, muito impressionado pela enorme repercussão do longa-metragem de José Padilha.</p>
<p>Dotado de potencial para desestabilizar o capitão Nascimento (Wagner Moura), Fraga, na opinião do intérprete, “nasceu a partir do processo histórico do deputado Marcelo Freixo, sendo contra uma postura de Segurança Pública vigente no Rio de Janeiro” — sem ser um opositor do protagonista. “É algo maior: ele é um professor, um grande aglutinador que atrai as pessoas para aquilo em que acredita. Nascimento é uma delas. Se não há mistura entre ambos, que são muito distantes, há aliança”, diz.</p>
<p>A construção de Fraga também obedeceu à união: “Foi feita pela trinca Padilha, Freixo e Fátima Toledo (preparadora de elenco). “Há folclore em torno da Fátima: ela é uma mão firme no processo, mas aponta para os caminhos que devem ser trilhados. Brinco que ela vem para os projetos sempre com dois objetos nas mãos: um é o martelo para quebrar a gente e, na outra, uma cola e, dos cacos, faz brotar uma coisa nova na nossa atuação”, explica.</p>
<p><strong>Teatro</strong><br />
Há quatro anos afastado dos teatro — “tô com este buraco grande chamado saudade no peito” —, o politizado ator de 32 anos comunga do “momento muito especial para o desenvolvimento das artes”, que ele detecta, há uma década, justo quando recebeu o primeiro cachê, depois de formado em artes cênicas pela Universidade Federal de Pernambuco. Interpretando personagens importantes em sucessivos filmes, como Besouro, Olhos azuis e Quincas Berro D’Água, Irandhir só não se conforma com uma coisa no cinema: “Três meses é muito pouco para se viver uma vida. No teatro, nós preparamos um personagem durante oito meses”.</p>
<p>“Para compensar o pouco tempo, com concentração e estudo, entro de cabeça em cada projeto, para aproveitar o máximo”, avalia. O recebimento de tantos convites para filmes como Viajo porque preciso, volto porque te amo e Amigos de risco, reconhece o talento em detrimento do recurso fácil de recorrer a atores com atributos físicos exuberantes que sigam o padrão hollywoodiano. “Acho que, primeiro, veem a beleza da minha postura diante da arte. Tenho, cada vez mais, me afeiçoado ao cinema. O diferencial está em fazer da forma mais íntegra possível”, opina.</p>
<p><strong>Importância</strong><br />
Premiado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, como ator coadjuvante por Baixio das bestas (de Cláudio Assis), logo no primeiro filme, Irandhir não esquece a importância do personagem Maninho. “Ele cavava uma fossa na casa do velho que usava e abusava da própria neta. Estagnava aquele trabalho ao máximo, para ficar o mais próximo da menina, mas talvez ele fosse o mais besta fera do filme: tinha o sentimento da paixão, mas não fazia nada para salvar a menina”, observa.</p>
<p>À época envolvido com a série A pedra do reino, ele lembra-se de ser acordado, em Taperoá (Paraíba), pelos gritos dos colegas que anunciaram a vitória do Candango. “Foi um prêmio muito especial”, sintetiza.</p>
<p><strong>DE NOVO COM CLÁUDIO ASSIS</strong></p>
<p>Integrado à trupe de atores arregimentados regularmente por Cláudio Assis, Irandhir, atualmente, divide as gravações em estúdio do longa Febre do rato, com colegas como Conceição Camarotti, Matheus Nachtergaele e Jones Melo.</p>
<p>Protagonista do filme em andamento (depois das filmagens, os atores se ocupam das narrações), ele não esconde a afinidade com as propostas cênicas de Cláudio Assis. “Sou extremamente apaixonado pelo cinema verdade dele. É algo que sempre levanta discussões sociais”, esclarece. Com fabricação de jornais na própria casa, Zizu, o personagem que abraça, é um poeta anarquista, dado à declamação de poemas em comunidades do Recife e de Olinda. “Zizu é enérgico e acredita que, por meio da poesia, pode mudar o mundo. O diretor me disse: ele traz um sangue borbulhante, como quem tem febre o tempo todo”, conta. “Em suma, o personagem que vem para falar de amor —, mas da maneira Cláudio Assis de falar de amor”, observa, às gargalhadas.</p>
<p>Ainda aturdido pelo prestígio alcançado com Tropa de elite 2, o ator se apraz, ao vislumbrar a galeria de tipos que o público brasileiro está por conferir, como no caso de Clodoaldo, personagem do primeiro longa-metragem de ficção assinado por Kleber Mendonça Filho (ovacionado, no ano passado, em Brasília, com o curta Recife frio), O som ao redor. “O diretor, antes de me entregar o roteiro, me disse ‘o cara vem para dar segurança a uma rua’”, relembra, aos risos, prevendo o possível paralelo com o Fraga de Topa de elite 2.</p>
<p>Noutro registro, A hora e a vez de Augusto Matraga (de Vinícius Coimbra), em nova versão do conto de Guimarães Rosa, filmado em Minas Gerais, com o colega João Miguel (O céu de Suely), vai mostrá-lo como Quim, o braço direto de Matraga.</p>
<p>Afora o futuro percurso nas telas, o pernambucano de Barreiros tem de antemão outra certeza: a da costumeira visita a Limoeiro, onde “recarrega as baterias” na casa dos pais, Dona Helena, uma voluntária da Bolsa Família, e Seu Marcos, um aposentado e seresteiro. É no ninho familiar, “com uma penca de sobrinhos”, que Irandhir Santos se sente ainda melhor.</p>
<p>***<br />
<em>Via <a href="http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/10/31/diversaoearte,i=220737/PERFIL+IRANDHIR+SANTOS+E+UM+DOS+DESTAQUES+DE+TROPA+DE+ELITE+2.shtml">Correio Brasiliense</a></em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://irandhirsantos.com.br/perfil-irandhir-santos-e-um-dos-destaques-de-tropa-de-elite-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Diretor de &#8216;Tropa 2&#8242; compara Capitão Nascimento a 007 e Dom Corleone</title>
		<link>http://irandhirsantos.com.br/diretor-de-tropa-2-compara-capitao-nascimento-a-007-e-dom-corleone/</link>
		<comments>http://irandhirsantos.com.br/diretor-de-tropa-2-compara-capitao-nascimento-a-007-e-dom-corleone/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 11 Oct 2010 21:24:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[irandhir santos]]></category>
		<category><![CDATA[tropa de elite]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://irandhirsantos.com.br/?p=368</guid>
		<description><![CDATA[José Padilha adianta que longa tem as melhores cenas de ação que já filmou. Continuação da saga sobre policial do Bope tem première nesta terça (5).
G1 Pop &#038; Arte, 05/10/2010
Por Dolores Orosco
 Os inimigos do Capitão Nascimento agora usam black tie. Também passa a vestir terno e gravata o próprio policial interpretado pelo ator Wagner [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>José Padilha adianta que longa tem as melhores cenas de ação que já filmou. Continuação da saga sobre policial do Bope tem première nesta terça (5).</em></p>
<p><strong>G1 Pop &#038; Arte, 05/10/2010</strong><br />
Por <em>Dolores Orosco</em></p>
<p> Os inimigos do Capitão Nascimento agora usam black tie. Também passa a vestir terno e gravata o próprio policial interpretado pelo ator Wagner Moura em “Tropa de elite” (2007), cuja sequência tem première nesta terça-feira (5), em Paulínia, no interior paulista, e entra em cartaz em 600 salas do país na próxima sexta (8).</p>
<p><object width="480" height="392"><param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /><param value="high" name="quality" /><param value="midiaId=1350540&#038;autoStart=false&#038;width=480&#038;height=392" name="FlashVars" /><embed width="480" height="392" flashvars="midiaId=1350540&#038;autoStart=false&#038;width=480&#038;height=392" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"></embed></object></p>
<p>Sem especificar o cargo burocrático que o promovido “Coronel Nascimento” ocupará na área da segurança pública – “Tropa de elite 2” dá um salto de 15 anos em relação a trama original, o diretor José Padilha garante que o personagem continua o mesmo dos tempos de comandante do Bope: truculento, cruelmente debochado e dono de métodos questionáveis no combate ao crime.</p>
<p>“O Nascimento é o mesmo cara, não deturpamos sua lógica”, explica Padilha. “Agora ele está mais maduro, é pai de um adolescente e sua forma de trabalho mudou. O Nascimento não está dentro de uma equipe da polícia, mas no processo decisório, que é contaminado por outros interesses. Ele descobre ali que nem sempre as decisões são técnicas, muitas vezes são políticas”.</p>
<p> Mas o fato de Nascimento deixar de invadir morros e circular por gabinetes não fez com que “Tropa de elite 2” tivesse menos cenas de ação – o que seria uma decepção para os fãs do primeiro filme, recheado de sequências sanguinárias quando o protagonista sai para o confronto direto com a bandidagem.</p>
<p>“O 007 não usa a farda do exército inglês, mas dá tiro pra caramba”, compara o diretor, que repetiu em “Tropa 2” a parceria com a equipe do longa “Falcão negro em perigo” (2001) na concepção de planos que envolvem helicópteros, explosões e operações espetaculares de tomada de favelas e presídios.</p>
<p> “A galera veio amarradona de Los Angeles fazer a continuação do &#8216;Tropa&#8217;. Filmamos muitas cenas de ação, há duas de megainvasões. A sequência de Bangu 1 talvez seja a melhor que já filmei na minha vida”, orgulha-se o cineasta.</p>
<p><strong>Exclusivo: assista a seguir bastidores das filmagens de &#8216;Tropa de elite 2&#8242;.</strong></p>
<p><object width="480" height="392"><param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /><param value="high" name="quality" /><param value="midiaId=1350674&#038;autoStart=false&#038;width=480&#038;height=392" name="FlashVars" /><embed width="480" height="392" flashvars="midiaId=1350674&#038;autoStart=false&#038;width=480&#038;height=392" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"></embed></object></p>
<p><strong>Dom Corleone</strong><br />
Além do agente 007, o diretor também cita o mafioso Dom Corleone ao teorizar sobre o sucesso de Nascimento. Padilha não concorda com a ideia de que parte do seu público considere o policial do Bope como o mocinho da saga.</p>
<p>“É importante distinguir a diferença entre herói e ícone pop. E o Nascimento não é um herói”, pondera. “Por exemplo: o Dom Corleone. É um personagem carismático, de apelo popular, embora seja um mafioso assassino. Em outras culturas há milhões de ícones pop violentos e com a moral torta. É um fenômeno esporádico que acontece no cinema.”</p>
<div id="attachment_369" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/10/tropa2_.jpg" alt="Wagner Moura e Milhem Cortaz, agora como Coronel Nascimento e Capitão Fábio, em cena de &#039;Tropa de elite 2&#039; (Foto: Divulgação)" title="tropa2_" width="300" height="225" class="size-full wp-image-369" /><p class="wp-caption-text">Wagner Moura e Milhem Cortaz, agora como Coronel Nascimento e Capitão Fábio, em cena de 'Tropa de elite 2' (Foto: Divulgação)</p></div>Mesmo tipo de apelo tem o Capitão Fábio (Milhem Cortaz), o policial corrupto e boa praça apresentado no primeiro “Tropa” e que também está de volta com a promessa de renovar bordões como “pede pra sair”, “missão dada é missão cumprida” ou “faca na caveira”.</p>
<p>“O Milhem e o Wagner são mestres nessa coisa de lançar bordão. Eu não amarrei essas expressões no roteiro, foram eles que as incluíram depois do laboratório com o Bope”, revela Padilha. “&#8217;Tropa 2&#8242; certamente terá novos bordões. Eu já tenho meus favoritos, mas prefiro não falar para deixar o público eleger os seus”.</p>
<p><strong>Direitos humanos e milícias</strong><br />
Além de jargões policiais inéditos, outra novidade de “Tropa de elite 2” é a figura do representante dos direitos humanos que questiona a tortura praticada pela polícia. Segundo Padilha, Fraga &#8211; papel do ator <strong>Irandhir Santos </strong>- foi inspirado na trajetória do deputado estadual do Rio de Janeiro Marcelo Freixo (PSOL), ativista que participou das negociações entre o Bope e os presos de Bangu na megarrebelião de 2003.</p>
<p>“É o único personagem do filme baseado em alguém real. Todos os outros são ficcionais”, garante o diretor, descartando que o traficante Fernandinho Beira-Mar tenha inspirado o bandidão Beirada (Seu Jorge), outra nova figura a infernizar Nascimento.</p>
<p><div id="attachment_370" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/10/irandhir_tropa.jpg" alt="Irandhir Santos, que vive o ativista dos direitos humanos Fraga em &#039;Tropa de elite 2. (Foto: Divulgação)" title="irandhir_tropa" width="550" height="235" class="size-full wp-image-370" /><p class="wp-caption-text">Irandhir Santos, que vive o ativista dos direitos humanos Fraga em 'Tropa de elite 2. (Foto: Divulgação)</p></div>
<p> Mas o que Padilha espera ser a grande discussão de “Tropa 2” são as milícias, que no filme são representadas pelos personagens Fortunato (André Mattos) e Russo (Sandro Rocha). Para o cineasta, a forma como o poder paralelo nas favelas foi apresentado pela ficção até hoje “não existe”.</p>
<p>Padilha cita como exemplo o Juvenal Antena, personagem de Antonio Fagundes na novela “Duas caras” (2007), do autor Aguinaldo Silva. “Aquela figura do paizão, que cuida da comunidade, é irreal. O &#8216;Tropa&#8217; não compra essa ideia inocente”, explica. “As milícias são o crime organizado, até conseguem eleger candidato. O tráfico, não”, analisa.</p>
<p><strong>&#8216;PT e PSDB amarelaram&#8217;, diz diretor</strong><br />
Padilha acredita que conclui suas teorias sobre violência urbana com o novo filme, no que seria uma espécie de trilogia com &#8220;Ônibus 174&#8243; (2002) e &#8220;Tropa de elite&#8221;. &#8220;Mas se eu perceber que tenho mais algo a dizer, faço outro filme&#8221;, brinca.</p>
<p>Com as pesquisas sobre o tema, revela que chegou a certas conclusões que o fizeram, por exemplo, votar nulo nas eleições para presidente. &#8220;Os políticos têm medo da segurança pública. Não vi nesse debate eleitoral um programa realmente focado a resolver o problema&#8221;, opina. &#8220;O PSDB amarelou. Durante todo o governo do Fernando Henrique milhares de pessoas morreram, e não foi só no Rio de Janeiro. O PT amarelou, também não fez nada&#8221;.</p>
<p>O diretor vê nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) &#8211; onde aconteceram boa parte das filmagens de &#8220;Tropa 2&#8243; -, um &#8220;comecinho de solução&#8221;. Mas faz suas ressalvas. &#8220;Não basta exportar a violência. É preciso saber para onde os criminosos que estão sendo expulsos dessas comunidades estão migrando&#8221;.</p>
<p> &#8220;Outra coisa: a velocidade de crescimento da UPP não é facilmente conciliável com o tamanho da polícia. São 1.700 favelas e 40 mil policiais na ativa&#8221;, aponta. &#8220;Sei lá, talvez 20 mil deles fiquem no administrativo, servindo cafezinho&#8230; Sabia que há policiais fabricando xampu de jaborandi para vender nos batalhões? Certamente deve ter alguma corrupção nessa história&#8230;&#8221;.</p>
<p>A descriminalização das drogas também não é a solução, segundo as reflexões de Padilha. &#8220;Não vejo motivos para que a maconha seja proibida. Mas sou contra a legalização do crack, da heroína e da cocaína&#8221;, defende. &#8220;A maconha tem efeitos menos nocivos que o álcool. Você já ouviu falar de alguém que morreu por overdose de baseado? Seria bastante interessante que se liberasse a maconha, porque uma parte significativa do tráfico vem dela&#8221;.</p>
<p><strong>Educação, pirataria e mensalão</strong><br />
Desde o fim das filmagens de &#8220;Tropa 2&#8243;, em março deste ano, Padilha já trabalha em quatro projetos paralelos. &#8220;Tenho dois roteiros sobre educação e pirataria. Serão dois filmes de ficção, mas são projetos que estão bem no começo&#8221;.</p>
<p>Mais adiantados estãos os roteiros de &#8220;Nunca antes na história desse país&#8221; &#8211; que vai abordar o escândalo do mensalão no governo Lula &#8211; e a adaptação do romance &#8220;Marching powder: a true story of friendship, cocaine and South America&#8217;s strangest jail&#8221;, que traz as memórias do traficante Thomas McFadden, co-escritas por Rusty Young.</p>
<p>&#8220;É uma adptação que quero dirigir para uma produtora americana&#8221;, o diretor não confirma, mas a produtora seria a Plan B, do astro Brad Pitt.</p>
<p>As propostas de adaptar &#8220;Tropa de elite&#8221; para o cinema estrangeiro continuam. A mais tentadora dessas sondagens foi feita pela diretora Kathryn Bigelow, ganhadora do Oscar em 2010 por &#8220;Guerra ao terror&#8221;. Segundo Padilha, a proposta foi feita por intermédio do produtor Michael  Shaefer, da Summit.</p>
<p>&#8220;Fico relutante com essas adaptações internacionais, porque lá eles não têm as favelas daqui e essa nossa polícia maluca. Na época eu nem sabia quem era a Kathryn Bigelow, ela não tinha ganhado o Oscar ainda&#8221;, relembra Padilha. &#8220;Se eu soubesse teria conversado com ela, teria sido muito legal&#8230; Pô, acho &#8216;Guerra ao terror&#8217; um filmaço!&#8221;</p>
<p>***<br />
<em>Via <a href="http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2010/10/diretor-de-tropa-2-compara-capitao-nascimento-007-e-dom-corleone.html">G1</a></em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://irandhirsantos.com.br/diretor-de-tropa-2-compara-capitao-nascimento-a-007-e-dom-corleone/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Entrevista com José Padilha, diretor de Tropa de Elite 2</title>
		<link>http://irandhirsantos.com.br/entrevista-com-jose-padilha-diretor-de-tropa-de-elite-2/</link>
		<comments>http://irandhirsantos.com.br/entrevista-com-jose-padilha-diretor-de-tropa-de-elite-2/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 04 Oct 2010 20:22:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[josé padilha]]></category>
		<category><![CDATA[tropa 2]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://irandhirsantos.com.br/?p=343</guid>
		<description><![CDATA[Cineasta diz que filma para provocar polêmica e animar discussões; tema agora é responsabilidade do Estado
Estadão, 06/04/2010
Por Luiz Carlos Merten
O público vai encontrar mais ação e violência no Tropa 2?
ssa seria a lógica das continuações, mas não fomos por aí. O primeiro roteiro era mais comercial, não porque quiséssemos ou procurássemos isso. O que filmei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Cineasta diz que filma para provocar polêmica e animar discussões; tema agora é responsabilidade do Estado</em></p>
<p><strong>Estadão, 06/04/2010</strong><br />
Por<em> Luiz Carlos Merten</em></p>
<p><strong>O público vai encontrar mais ação e violência no Tropa 2?</strong></p>
<p><div id="attachment_407" class="wp-caption alignleft" style="width: 302px"><img src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/10/PADILHA_ALEXANDRELIMA_DIVUL.JPG" alt="José Padilha (boné) dirige Seu Jorge, ao seu lado, em cena do filme" title="PADILHA_ALEXANDRELIMA_DIVUL" width="292" height="280" class="size-full wp-image-407" /><p class="wp-caption-text">José Padilha (boné) dirige Seu Jorge, ao seu lado, em cena do filme</p></div>Essa seria a lógica das continuações, mas não fomos por aí. O primeiro roteiro era mais comercial, não porque quiséssemos ou procurássemos isso. O que filmei é o anti-comercial, mas também não foi liberado. Queria surpreender as pessoas e me surpreender. O filme tem grandes cenas de ação, mais espetaculares, talvez. Trouxemos especialistas de ação dos EUA, menos do que no Tropa, porque eu já havia aprendido bastante no primeiro filme e a equipe toda é muito afinada. O que importa aqui é o antagonismo entre Nascimento e Fraga. Disseram que eu era de esquerda ou direita no Ônibus e no Tropa 1. A dicotomia faz a força de Tropa 2, a serviço de uma discussão sobre o Estado, que é o que me interessa.</p>
<p><strong>Não é arriscado assumir a própria distribuição?</strong></p>
<p>A Zazen (empresa produtora de Padilha e Marcos Prado, seu sócio) inaugura um novo braço, o da distribuição. Juntamos à equipe um profissional experiente, Marco Aurélio Marcondes, com mais de 30 anos de mercado. A ideia é garantir nossa independência e procurar evitar o vazamento. Perdemos em aporte financeiro, que teríamos com as majors, mas estamos ganhando outras coisas. Espero provar a viabilidade de particulares investirem dinheiro próprio, e lucrarem com o cinema brasileiro.</p>
<p><strong>Em todo canto desse set, só ouço falarem no Irandhir Santos como gênio. Por quê?</strong></p>
<p>Ah, mas você vai ver. Porque ele é. <strong>Irandhir </strong>se joga no papel com intensidade. Ele se prepara muito. É um monstro, como o Wagner (Moura). E é ator. Ele chega aqui <strong>Irandhir</strong>, vai embora <strong>Irandhir</strong>, mas, quando ouve o “Ação!”, vira o Fraga. Você já teve um trailer. Há pouco, precisava só que ele se movimentasse em cena, para filmar o olhar do público que o seguia. Não adianta pedir menos. Ele veste a pele do personagem e vai fundo. <strong>Irandhir </strong>é um fenômeno.</p>
<p>***<br />
<em>Via <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,entrevista-com-o-diretor-de-tropa-jose-padilha,534472,0.htm" target="_blank" rel="nofollow">Estadão</a></em> / <a href="http://pipocamoderna.mtv.uol.com.br/?p=47668" target="_blank" rel="nofollow">Crédito Foto</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://irandhirsantos.com.br/entrevista-com-jose-padilha-diretor-de-tropa-de-elite-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Daiblog entrevista Irandhir Santos</title>
		<link>http://irandhirsantos.com.br/daiblog-entrevista-irandhir-santos/</link>
		<comments>http://irandhirsantos.com.br/daiblog-entrevista-irandhir-santos/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 03 Oct 2010 21:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[ator]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[irandhir]]></category>
		<category><![CDATA[sucesso]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://irandhirsantos.com.br/?p=353</guid>
		<description><![CDATA[Daiblog, 02/06/2010
Por Michel Toronaga
O pernambucano Irandhir Santos interpreta Nonato, o corajoso emigrante brasileiro que encara Marshall, chefe da imigração americana em Olhos Azuis. O ator fez sua formação em artes cênicas na Universidade Federal de Pernambuco, do teatro ingressou na televisão, onde trabalhou na minissérie A Pedra do Reino. Sua estreia em longa metragem foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Daiblog, 02/06/2010</strong><br />
Por <em>Michel Toronaga</em></p>
<p>O pernambucano Irandhir Santos interpreta Nonato, o corajoso emigrante brasileiro que encara Marshall, chefe da imigração americana em Olhos Azuis. O ator fez sua formação em artes cênicas na Universidade Federal de Pernambuco, do teatro ingressou na televisão, onde trabalhou na minissérie A Pedra do Reino. Sua estreia em longa metragem foi em Cinema, Aspirinas e Urubus, depois veio Baixio das Bestas, com o qual conquistou o Troféu Candango de melhor ator coadjuvante no Festival de Brasília de 2006. Em 2009 atuou no filme Besouro. Também fez o curta Décimo segundo e o longa Amigos de risco.</p>
<p>No inicio de 2010, pôde ser visto também como o protagonista do longa Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo, de Karim Ainouz. Sua atuação em Olhos Azuis foi premiada no Festival de Paulínia, 2009. Em maio deste ano, Irandhir estreou também o filme Quincas Berro D´Água, adaptação para a cinema do livro de Jorge Amado. Atualmente, o ator está filmando Tropa de Elite 2. Leia agora uma entrevista com o ator falando sobre Olhos azuis.</p>
<p><div id="attachment_354" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/10/decimosegundo.jpg" alt="Irandhir em Décimo segundo" title="decimosegundo" width="300" height="200" class="size-full wp-image-354" /><p class="wp-caption-text">Irandhir em Décimo segundo</p></div><strong>Varias línguas</strong><br />
Minha formação foi em teatro, onde é possível experimentar mais. Em cinema é tudo corrido, mais matemático, tem que ter mais concentração. Repetir a mesma cena com a mesma intensidade, sem perder a emoção. Mas o maior desafio desse papel foi sem dúvida interpretar em inglês. Inglês sempre foi um problema, desde o tempo da escola. Porque não tinha motivação para estudar como deveria. Mas o engraçado é que eu sempre soube que um dia precisaria do inglês. Até que um dia liga a Helô (produtora do filme) e me convidada para interpretar o papel. Nesse momento ela diz: tem uma questão, você tem que interpretar em inglês. Então eu tive que voltar para a escola. Ela disse: você tem 3 meses para se preparar.</p>
<p>Se tive dificuldades no inglês no passado, por outro lado, sempre encarei os desafios da vida. Então pensei: em 3 meses o Nonato estará pronto. E assim foi, o aprendizado continuou durante a filmagem. No set, tive a ajuda do Joffily, do David Rache, da Erica Gimpel e do Frank Grillo, os atores americanos. Depois de alguns dias rodando, ensaiando o clima tomou conta do set, o inglês foi ganhando força e eu fui assimilando. Tem ainda o espanhol, o Nonato fala portunhol. Na verdade, na sala de espera da imigração existe uma tentativa de comunicação, as pessoas se comunicam de várias formas, há outras linguagens presentes ali, talvez até mais significativas do que a verborragia.</p>
<p><div id="attachment_355" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/10/quincasberrodagua.jpg" alt="O ator em Quincas Berro D&#039;água" title="quincasberrodagua" width="300" height="200" class="size-full wp-image-355" /><p class="wp-caption-text">O ator em Quincas Berro D'água</p></div><strong>Cumplicidade</strong><br />
Calypso, a cubana que fica detida juntamente com Nonato e o outros latinos na ante-sala da imigração americana, é a personagem mais próxima do brasileiro. Os dois estão em situação parecidas, talvez para ela seja mais difícil, porque é a primeira vez que ela viaja para os Estados Unidos. Para Nonato é mais tranquilo, ele está mais preocupado com seu tempo. Ele quer aparentar ser um homem de negócios. Naquela sala ele encontra uma cumplicidade com Calypso. Às vezes não há palavras. Eu e Branca (Messina) que interpreta a Calypso, conversamos sobre isso, às vezes basta um olhar. O que vem dos outros personagens em relação ao Nonato são coisas muito desumanas. Os policiais estão atirando o tempo todo, são outros sentimentos, mas estes também ultrapassam a barreira da língua.</p>
<p><br/><br />
<strong>A construção de Nonato</strong><br />
A partir de uma palavra: emigração. Uma pessoa que vai sempre em frente, que se estabelece.Nonato saiu de Petrolina, superou dificuldades para ir até o Recife estudar história, depois vai para os Estados Unidos. Lá ele se estabeleceu, sempre seguindo em frente, trilhando um caminho reto. Até que chega uma pessoa e diz: pare por aí. Daqui você volta. Desconsidera todo o seu passado.</p>
<p><div id="attachment_356" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/10/olhosazuis.jpg" alt="Ao lado de Branca Messina no drama Olhos azuis" title="olhosazuis" width="300" height="200" class="size-full wp-image-356" /><p class="wp-caption-text">Ao lado de Branca Messina no drama Olhos azuis</p></div>Dentro da bolsa que Nonato carrega está a filha,a mãe e a sua história. É difícil você abrir mão da sua história. Confesso que me detive no Nonato do aeroporto e em um passado que o motivasse a ir para os EUA. Mas tem o outro Nonato. Na imigração ele está constantemente preocupado, transpira, tem rugas na testa. Quando está no Recife é um Nonato relaxado, sorridente, seu tempo é mais devagar, observa, sente o clima, aproveita o sol, o mar, a filha.</p>
<p>No primeiro interrogatório, Nonato se expressa com um inglês perfeito. Mas à medida que vai sendo pressionado, seu inglês vai piorando. Sua emoção vai crescendo quando se sente atingido,aí retoma a língua mãe, o português. No momento da virada, precisa se fazer entender, então Nonato volta para o inglês perfeito. São várias trajetórias desse personagem.</p>
<p><div id="attachment_357" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/10/amigosderisco.jpg" alt="Cena de Amigos de risco" title="amigosderisco" width="300" height="200" class="size-full wp-image-357" /><p class="wp-caption-text">Cena de Amigos de risco</p></div><strong>Olhos Azuis fala do ser humano</strong><br />
A cor azul representa a memória. Para o Nonato e para mim também. Quando acordo, lembro dos meus sonhos com a cor azul. O meu passado também é azul. A cor está presente nos olhos de duas pessoas significativas na vida dele: o policial, esse monstro que diz, você não vai em frente e a filha, que é o há de mais precioso para ele. Duas pessoas com cores iguais em seu olhos, mas que trazem emoções totalmente diferentes. Marshall e Luiza. Como podem ser iguais e diferentes ao mesmo tempo? Estamos falando das mesmas pessoas.</p>
<p>Esse filme fala das mesmas pessoas, somos iguais, independente da cor, ou dos olhos, somos iguais. Pessoas iguais e diferentes. Muda-se a cor, mas os infortúnios são os mesmos. todos são iguais, as questões são as mesmas. Não é uma questão de país ou de cultura. É uma questão humana. Como lidar com os nossos infortúnios? Nonato volta a ser um animal, ao seu instinto de sobrevivência e defesa. Volta ao que todo homem tem, seja em que país for, independente da cor dos olhos, da cor da pele. Esse filme fala sobre o homem. São as conseqüências da vida.</p>
<p><div id="attachment_358" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/10/irandhir_besouro.jpg" alt="Irandhir Santos em Besouro" title="irandhir_besouro" width="300" height="200" class="size-full wp-image-358" /><p class="wp-caption-text">Irandhir Santos em Besouro</p></div><strong>Imagens e cores</strong><br />
Meu personagem tem uma câmera, então o fotógrafo do filme, Nonato Estrela, me perguntou: o que o seu Nonato filmaria? Acho que Nonato sai captando a imagem dos pés de sua filha, sua filha correndo, a praia de Boa Viagem, os momentos de carinho com Luiza.</p>
<p>Assisti a uma reportagem sobre segurança nos aeroportos e ali surgiu a ideia das cores. Para demonstrar os níveis de atenção, eles usam cores. Por exemplo, alerta laranja, alerta vermelho, etc. Eu peguei essa referência como guia das emoções das cenas que faria. Então tenho cenas amarelas e quando começa a incomodar passo para as cenas laranjas até chegar o “pega pra capar”, as cenas de vermelhas.</p>
<p>***<br />
<em>Via <a href="http://www.daiblog.com.br/2010/06/daiblog-entrevista-irandhir-santos.html" target="_blank" rel="nofollow">Daiblog</a></em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://irandhirsantos.com.br/daiblog-entrevista-irandhir-santos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Irandhir Santos: Ator comenta a sua atuação em quatro estreias nacionais em 2010</title>
		<link>http://irandhirsantos.com.br/irandhir-santos-ator-comenta-a-sua-atuacao-em-quatro-estreias-nacionais-em-2010/</link>
		<comments>http://irandhirsantos.com.br/irandhir-santos-ator-comenta-a-sua-atuacao-em-quatro-estreias-nacionais-em-2010/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 01:57:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://irandhirsantos.com.br/?p=241</guid>
		<description><![CDATA[Página do Cinema, 07/05/2010

Os fãs de Irandhir Santos podem comemorar! Além de estar em quatro filmes nacionais este ano, o ator já está se preparando para começar a filmar o novo longa de Cláudio Assis, que terá o título de “Febre do Rato”. Com vasta experiência no teatro, o pernambucano confessa que está com saudade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Página do Cinema, 07/05/2010</strong></p>
<p><img src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/05/irandhir3.jpg" alt="" /></p>
<p>Os fãs de <strong>Irandhir Santos</strong> podem comemorar! Além de estar em quatro filmes nacionais este ano, o ator já está se preparando para começar a filmar o novo longa de Cláudio Assis, que terá o título de “Febre do Rato”. Com vasta experiência no teatro, o pernambucano confessa que está com saudade do palco e pensa em voltar logo para sua plateia. Enquanto isso não acontece, Irandhir está trabalhando muito para lançar os filmes “Viajo porque preciso, volto porque te amo”, “Quincas Berro D’água”, “Olhos Azuis”, pelo qual ganhou o prêmio de ator coadjuvante no Festival de Paulínia, e “Tropa de Elite 2”, onde viverá um embate com Capitão Nascimento, personagem de Wagner Moura. Neste bate-papo, o ator conta detalhes sobre cada um destes projetos.</p>
<p><strong>Esse ano você está em quatro filmes, um totalmente diferente do outro. Foi uma escolha sua atuar em produções de estilos tão distintos?</strong><br />
As coisas acontecem não é à toa, eu acredito muito nisso. Os projetos de cinema na minha vida tem surgido antes de mais nada para me ensinar a ser uma pessoa e um artista melhor. Os projetos vão surgindo e me transformando. Eu não escolhi propositalmente que cada produção fosse diferente da outra, mas existem coisas que eu considero antes de aceitar um trabalho como a história que quer ser contada, por quem quer ser contada e quem são os personagens. Os projetos surgem para dar sentido à minha vida. Esses personagens são muito diferentes, mas dizem respeito à minha vida, sem dúvida alguma.</p>
<p><strong>Em algum momento as filmagens destes longas coincidiram?</strong><br />
Não, eu não gosto de misturar os trabalhos, preciso de um tempo para cada projeto. Mergulhado em um projeto eu fico nele até o fim.</p>
<p><strong>Como você separa cada personagem da sua própria personalidade?</strong><br />
Eu empresto a ele a minha vida para que eles tomem vida e acredito que eles também trazem muito deles para mim me ensinando a reviver. Eu me sinto diferente a cada trabalho. Eu costumo trabalhar muito com anotações. Para cada personagem, eu construo um caderno que é como se fosse uma extensão física daquilo que eu construo essencialmente. Os caderninhos são a maneira física que eu tenho de tocar o meu personagem, já que o ator trabalha muito com a essência. Você constrói a alma e sentimentos que não são coisas palpáveis. Isso me ajuda principalmente no cinema porque as cenas são gravadas sem uma ordem certa, então para ter a clareza da continuidade do personagem eu uso os caderninhos. Eu concluo cada projeto fechando estes cadernos.</p>
<p><strong>A Fátima Toledo é sua fã assumida. Como é trabalhar com ela?</strong><br />
A Fátima tem um papel essencial na história do cinema brasileiro. Eu acho muito interessante o método que ela usa de o ator ter o tempo de maturação da obra. Na imagem que eu tenho da Fátima na minha cabeça ela está sempre com dois objetos nas mãos: um martelo e uma cola. A cada trabalho que eu faço com ela, ela quebra tudo que eu era antes e recola o que é necessário para aquela obra específica. A Fátima ajuda o ator a estabelecer a base física e emocional necessária para iniciar o trabalho. Amo, admiro e gosto muito como pessoa.</p>
<p><strong>Quais foram os desafios de viver as personagens de “Viajo porque preciso”, “Quincas”, “Olhos Azuis” e “Tropa de Elite”?</strong><br />
O desafio está em você morrer para que nasçam esses personagens e depois em se reconstruir. O ator se coloca como uma página em branco para ter novos traços, novos caminhos, acho que está aí o prazer. É como se você pudesse viver várias vidas na mesma encarnação. Cada personagem deste tem especificidades, características e trajetórias e me interessa como ator e como pessoa conhecer isso, só que para conhecer, eu tenho que ser.</p>
<p><strong>Em “Olhos Azuis” você precisou atuar em inglês. Como foi a experiência?</strong><br />
Foi desafiante porque eu não tenho a fluência do inglês, apenas o conhecimento da língua. O meu personagem vivia há dois anos nos Estados Unidos e precisava de uma fluência de rua e não de quem teve aulas para ir pra lá. O Joffily teve a compreensão de que eu precisava de um tempo para estudar e professores de um curso do Recife me ajudaram muito também.</p>
<p><strong>Você esperava ganhar o prêmio de melhor ator coadjuvante por este papel no Festival de Paulínia?</strong><br />
Fiquei muito feliz porque ainda não tinha visto o filme e assisti pela primeira vez no Festival. Foi muito prazeroso. Como diz Fernanda Montenegro, eu já me sinto premiado por poder exercer a minha profissão, mas receber este prêmio em Paulínia foi muito emocionante.</p>
<p><strong>Como você construiu o Cabo Martim de Quincas? Foi o personagem mais divertido de todos?</strong><br />
A sensação que eu tive em construir o Cabo Martim é que, pela primeira vez, eu não construí um único personagem. A interação entre os quatro amigos de Quincas era necessária, é como se um personagem fosse formado pelos quatro. A característica do Cabo Martim para fazer parte de um grupo maior era a liderança, já que, com a morte do Quincas, aquele corpo perdeu a cabeça pensante e o Martim toma esta iniciativa. Ao mesmo tempo que não quer deixar a peteca cair, ele é o que mais está sofrendo com a morte de Quincas e está agindo daquela maneira para evitar aceitar a morte.</p>
<p><strong>Como é viver o antagonista do Capitão Nascimento?</strong><br />
O Diogo Fraga vem para dizer não a uma estrutura de política e de segurança pública vigente no estado do Rio. É uma postura de repressão, de criminalização da pobreza, de resolver os problemas através da violência e ele acha que não é desta forma que se resolve. Tráfico é crime, mas a polícia também é um problema a partir do momento em que ela vem para matar. O índice de morte através das ações policiais é alto e isso não pode passar desapercebido. O Fraga vem para dizer isso, então quem for a favor, vai se identificar com ele. Se o Nascimento estiver contra este pensamento, então realmente vai haver um embate, mas não é nada pessoal.</p>
<p><strong>Como foi entrar para o Tropa 2?</strong><br />
Foi maravilhoso. É um time vencedor, de primeiríssima qualidade, com profissionais admiráveis. Eu fiquei ainda mais apaixonado fazendo o filme. O Padilha é excelente, é maravilhoso no que faz. É um diretor que acredita e confia no ator. Ele tem tanta confiança que você se joga, se atreve. Ele se torna um parceiro. Padilha é um dos grandes diretores com que eu trabalhei e quero trabalhar mais vezes.</p>
<p><strong>Este ano você será a cara do cinema nacional. Qual a expectativa para a estreia destes filmes?</strong><br />
As estreias coincidiram. Eu aprendi a lidar com as expectativas internas e as externas eu tento não alimentá-las ou torná-las o mais saudável possível. Eu espero que as pessoas gostem das histórias e se isso acontecer eu vou estar muito feliz. É um ano especial na minha carreira porque pela primeira vez eu vou compartilhar várias histórias em pouco tempo.</p>
<p><strong>Você já está envolvido em novos projetos?</strong><br />
Estou voltando a trabalhar com o Claudio Assis. Estarei no próximo filme dele que se chamará “Febre do Rato” e, depois de três anos longe dos palcos, existem projetos para eu voltar ao teatro.</p>
<p>***<br />
Via <a href="http://paginadocinema.com.br/entrevista/index/62/">Página do Cinema</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://irandhirsantos.com.br/irandhir-santos-ator-comenta-a-sua-atuacao-em-quatro-estreias-nacionais-em-2010/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Olhos Azuis &#124; Entrevista exclusiva com Irandhir Santos</title>
		<link>http://irandhirsantos.com.br/olhos-azuis-entrevista-exclusiva-com-irandhir-santos/</link>
		<comments>http://irandhirsantos.com.br/olhos-azuis-entrevista-exclusiva-com-irandhir-santos/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Aug 2010 01:21:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[irandhir santos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://irandhirsantos.com.br/?p=207</guid>
		<description><![CDATA[Adoro Cinema, 17/08/2010
Por Francisco Russo
Irandhir Santos ainda é pouco conhecido pelo público em geral, apesar de ter aparecido com frequência nos cinemas ultimamente. Ainda porque um de seus próximos filmes é o aguardado Tropa de Elite 2, onde é o antagonista do Nascimento de Wagner Moura.
Ele conversou com Francisco Russo, editor do Adoro Cinema, sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Adoro Cinema, 17/08/2010</strong><br />
Por <em>Francisco Russo</em></p>
<p><img src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/08/irandhir-ac.jpg" alt="irandhir-ac" title="irandhir-ac" width="129" height="170" class="alignleft size-full wp-image-208" /><strong>Irandhir Santos</strong> ainda é pouco conhecido pelo público em geral, apesar de ter aparecido com frequência nos cinemas ultimamente. Ainda porque um de seus próximos filmes é o aguardado Tropa de Elite 2, onde é o antagonista do Nascimento de Wagner Moura.</p>
<p>Ele conversou com Francisco Russo, editor do Adoro Cinema, sobre Olhos Azuis, seu mais recente filme a chegar ao circuito.</p>
<p><strong>ADORO CINEMA:</strong> Você está com um feito raro, com três filmes em cartaz no circuito (Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, Quincas Berro D&#8217;Água e Olhos Azuis). Como é ser o ator da moda no cinema nacional?</p>
<p><strong>IRANDHIR SANTOS:</strong> O que sinto neste momento é que, cada vez mais, estou gostando de fazer cinema. São três obras que surgiram neste momento, mas elas foram rodadas em anos diferentes, com histórias diferentes e em momentos distintos. Casou delas aparecerem agora em 2010, um ano que não é tão igual aos outros porque tem eleição e Copa do Mundo. Isso diminui o espaço para as estreias dos filmes. Não vejo nada mais do que coincidência, mas me sinto muito feliz de estar presente nestas obras. Acredito que as obras devem chegar ao público através da história, isso é que importa. Se acontecer em cada uma delas será maravilhoso, me darei por satisfeito.</p>
<p><strong>AC:</strong> Como o projeto de Olhos Azuis chegou até você?</p>
<p><strong>Irandhir: </strong>Foram feitos testes em Pernambuco. A Heloísa Rezende e o João Jr. me ligaram falando do projeto, querendo fazer um teste comigo. Quando peguei o material vi que era em inglês, algo que tinha dificuldade. Ainda assim me atrevi, pois queria fazer cinema. Queria saber como era isso e até então só se conhecia cinema fazendo cinema, ao menos era assim na minha terra. Então me dispus a isso, com toda vontade, em querer fazer. Fiquei muito feliz quando recebi a notícia de que tinha passado. Começou então uma nova etapa, que foi o processo de preparação.</p>
<p><strong>AC:</strong> Como foi esta preparação, você chegou a fazer algum tipo de pesquisa?</p>
<p><strong>Irandhir:</strong> Não tenho contato com os Estados Unidos, de nenhuma forma. Nunca fui lá, minha saída até então era para a Europa. Então precisava ter relatos o mais próximo possível do que se passava. Alguns amigos tiveram este tipo de experiência, não tão drástica quanto o Nonato mas algo parecido no sentido de comportamento. Fui atrás. Pessoas me indicavam, o próprio Joffily também. Mas a preparação fundamental para o Nonato veio na questão da fluência do inglês. Tinha uma noção básica da língua, especialmente de leitura, mas não a fluência necessária. E isto era primordial para o Nonato, alguém que está lá há mais de três anos, que aprendeu o inglês de rua, um inglês específico, mas que também quando é preciso pode usar um inglês um pouco mais sofisticado. É isso que acontece no início do filme e, à medida que ele é bombardeado, vai perdendo isso e quase que volta à língua mãe. É natural isto acontecer. Tinha que ter esta segurança na fala. Falei com o Joffily e ele definiu que iríamos estabelecer um tempo para isso. Foi super generoso em entrar em contato com uma escola de língua inglesa lá de Recife, onde tinha um professor norte americano que foi crucial neste sentido. O Joffily me deu o roteiro e disse para que colocasse da forma que achasse melhor, lembrando essa coisa do inglês de rua. Foram dois meses lapidando este roteiro e aí tornou-se algo mais sólido até a chegada do David Rasche e dos outros atores americanos, quando surgiu uma nova etapa, a do improviso. O David trouxe as suas referências, o que queria para o personagem, e eu tinha as minhas também. Então foi uma etapa de ajuste, entre aquilo que eu tinha e o que o David tinha. Aí sim, após isto, a gente foi pra cima.</p>
<p><strong>AC:</strong> Seu personagem começa calmo e, à medida que os eventos acontecem, ele fica cada vez mais irritado até explodir de vez. Como foi construir esta mudança emocional do personagem?</p>
<p><strong>Irandhir: </strong>Algo que faço para todos os meus personagens são registros, tenho um caderno para cada um deles. Isto me ajuda, é uma forma de concretizar a forma que o ator trabalha. Então é como se tivesse o personagem nas minhas mãos, pois nele tenho toda sua trajetória. Isto me ajuda muito quando faço cinema, pois há aquela quebra na ordem das cenas a serem rodadas. Dependendo da cena vou direto ao caderno e vejo em que situação o personagem está. Com o Nonato aconteceu algo muito especial, porque notei esta trajetória dele até uma tensão limite. Como trabalho com muitos desenhos e referências, que me ajudam, usei o que os aeroportos americanos passaram a ter após os ataques do 11 de setembro. Eles começaram a utilizar cores para definir o nível de alerta. Então existia um nível amarelo, laranja, até o vermelho. Foi mais ou menos a trajetória que o Nonato fazia. Havia cenas em que achava que o Nonato estaria no alerta amarelo, outras no laranja e onde ele chegaria até o vermelho. Fiz esta separação para interiorizar isto. Até nas horas de gravação o Joffily chegava e dizia &#8220;nível laranja, Irandhir&#8221;. Isto me ajudou muito a pontuar esta trajetória.</p>
<p><strong>AC:</strong> Falando sobre Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, me chamou muito a atenção a figura do protagonista que não está presente nunca. Como foi construir um personagem com a limitação de apenas usar a voz?</p>
<p><strong>Irandhir: </strong>Foi muito desafiador neste sentido. Sempre tinha utilizado meu corpo como instrumento para todos os projetos até então, que é um elemento que me ajuda na construção para entrar na história. Tem a transformação física, o próprio Nonato passa por uma. Isto é importante para o ator porque acredito que o registro físico te ajuda no emocional. Quando chegou o convite do Marcelo e do Karim com esta proposta, de não ter o corpo e ir pela voz, foi como se tirasse minha ferramenta. Descobri então que existem outras ferramentas para o ator e a voz é uma especialíssima. A ideia era ter a voz que tem mãos, braços, coração. É preciso ter as mãos com a ênfase da palavra, com a respiração. É preciso estar, mesmo não estando aparecendo. Então perdi meu corpo, mas descobri minha voz. É um instrumento tão bom quanto e tão magnífico quanto.</p>
<p>Outra coisa que acho curioso é que o fato de não aparecer dá vazão às pessoas que assistem para formar o José Renato da sua maneira. Inclusive depois, conversando com o Karim e o Marcelo, disse que não iria aparecer, nem antes do filme, que eles não iriam me apresentar, por causa disto. A gente tentou segurar ao máximo de não aparecer. Quem ia apresentar o filme nos locais em que era exibido eram os diretores. Apenas citavam meu nome, mas não aparecia fisicamente. Acho que aparecer daria um limite à imaginação das pessoas e a gente acabou optando por isso.</p>
<p><strong>AC:</strong> Sobre Tropa de Elite 2, como foi a sua experiência com as filmagens?</p>
<p><strong>Irandhir: </strong>Foi fantástica! O Padilha se cerca de histórias as quais ele quer fazer conversar para levantar pontos que serão muito discutidos. E são pontos novos, não abarcados pelo primeiro filme. Gosto deste tipo de cinema, que vem para provocar discussões. Mas acima de tudo ele está cercado por uma equipe que é simplesmente fascinante. Da parte técnica aos atores, ele tem um time perfeito. Wagner Moura foi um excelente colega, na construção do que era preciso para cada cena. Há uma equipe formada que dá uma sustentação que te dá a segurança necessária para se jogar na história. Quando senti que estava cercado e seguro desta maneira, a sensação era de se atrever, vai atrás que você está bem cercado.</p>
<p>Fui muito bem aceito pelas pessoas. Estava um pouco receoso, pois não estava no Tropa de Elite e de repente você pega uma equipe bem casada e vencedora, por tudo que provocou, de repente vem alguém novo. Mas eles foram super abertos e generosos. Eu me senti muito feliz de ter feito Tropa de Elite 2. Confesso que a expectativa de fazer o filme não aconteceu durante as filmagens, pois a equipe se cercou a ponto de não deixar que a demanda interferisse no trabalho. Tanto é que para mim soou como outros trabalhos, minha entrega foi tanto quanto em qualquer outro que fiz, mas só veio cair a ficha do que é Tropa de Elite 2 depois que terminou. Porque aí voltei para casa e começou uma demanda de pessoas querendo saber como era tudo. Isto nunca tinha acontecido com nenhum filme que tinha feito até então. Foi aí que tive um pouco da noção exata do que seria o filme. Ainda bem que já tinha filmado tudo.</p>
<p><strong>AC:</strong> Em relação a novos projetos, já há algo em vista?</p>
<p><strong>Irandhir: </strong>TV tem surgido desde minha participação em &#8220;A Pedra do Reino&#8221;, mas tem casado com projetos de cinema e, como tenho me colocado à disposição do cinema, não pude fazer televisão ultimamente. Em relação a cinema, estou com uma grande paixão na minha vida que é o Cláudio Assis. Foi ele quem me deu uma das primeiras oportunidades em cinema, em Baixio das Bestas. Agora ele vai rodar seu terceiro filme, A Febre do Rato, todo feito em Recife e Olinda. Ele me fez o convite e será agora no segundo semestre. Então este é meu próximo projeto.</p>
<p>***<br />
<em>Via <a href="http://www.adorocinema.com/colunas/olhos-azuis-1-834/" target="_blank" rel="nofollow">Adoro Cinema</a></em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://irandhirsantos.com.br/olhos-azuis-entrevista-exclusiva-com-irandhir-santos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Irandhir Santos fala sobre o filme “Quincas Berro D&#8217;água”</title>
		<link>http://irandhirsantos.com.br/irandhir-santos-fala-sobre-o-filme-%e2%80%9cquincas-berro-dagua%e2%80%9d/</link>
		<comments>http://irandhirsantos.com.br/irandhir-santos-fala-sobre-o-filme-%e2%80%9cquincas-berro-dagua%e2%80%9d/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 01:17:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[globo news]]></category>
		<category><![CDATA[irandhir]]></category>
		<category><![CDATA[quincas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://irandhirsantos.com.br/?p=157</guid>
		<description><![CDATA[O ator pernambucano disse que, durante o filme, há muitas despedidas.
Globo News, 25/05/2010
Durante a exibição de um trecho do filme, o ator relembrou nomes de grandes atores, como Paulo José e Marieta Severo, que contracenaram com ele nas filmagens de “Quincas Berro D&#8217;água”. 
***
A seguir, confira a entrevista.

***
Link da matéria na Globo Vídeos
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>O ator pernambucano disse que, durante o filme, há muitas despedidas.</em></p>
<p><strong>Globo News, 25/05/2010</strong></p>
<p>Durante a exibição de um trecho do filme, o ator relembrou nomes de grandes atores, como Paulo José e Marieta Severo, que contracenaram com ele nas filmagens de “Quincas Berro D&#8217;água”. </p>
<p>***<br />
A seguir, confira a entrevista.</p>
<p><object width="480" height="392"><param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /><param value="high" name="quality" /><param value="midiaId=1270163&#038;autoStart=false&#038;width=480&#038;height=392" name="FlashVars" /><embed width="480" height="392" flashvars="midiaId=1270163&#038;autoStart=false&#038;width=480&#038;height=392" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"></embed></object></p>
<p>***<br />
<a href="http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1270163-7823-IRANDHIR+SANTOS+FALA+SOBRE+O+FILME+QUINCAS+BERRO+DAGUA,00.html" target="_blank" rel="nofollow">Link da matéria na Globo Vídeos</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://irandhirsantos.com.br/irandhir-santos-fala-sobre-o-filme-%e2%80%9cquincas-berro-dagua%e2%80%9d/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ator pernambucano em dose dupla no cinema</title>
		<link>http://irandhirsantos.com.br/ator-pernambucano-em-dose-dupla-no-cinema/</link>
		<comments>http://irandhirsantos.com.br/ator-pernambucano-em-dose-dupla-no-cinema/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 21 May 2010 21:21:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[bom dia pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[globo nordeste]]></category>
		<category><![CDATA[irandhir santos]]></category>
		<category><![CDATA[olhos azuis]]></category>
		<category><![CDATA[quincas berro d'agua]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://irandhirsantos.com.br/?p=153</guid>
		<description><![CDATA[Irandhir Santos interpreta o cabo Martin, no Quincas Berro D’água, que estreia nesta sexta-feira (21)
Da Redação do pe360graus.com, 21/05/2010
Um ator pernambucano vai brilhar em dois filmes, um deles com estreia marcada para esta sexta-feira (21). Irandhir Santos interpreta o cabo Martin, no Quincas Berro D’água. “Ele é o motor que proporciona este cortejo festivo, do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Irandhir Santos interpreta o cabo Martin, no Quincas Berro D’água, que estreia nesta sexta-feira (21)</em></p>
<p><strong>Da Redação do pe360graus.com, 21/05/2010</strong></p>
<p>Um ator pernambucano vai brilhar em dois filmes, um deles com estreia marcada para esta sexta-feira (21). Irandhir Santos interpreta o cabo Martin, no Quincas Berro D’água. “Ele é o motor que proporciona este cortejo festivo, do morto mais vivo do que muitos vivos. É uma comédia que vai vir para pegar a família e os amigos”, contou.</p>
<p>Além desse filme, ele aparece em Olhos Azuis. “Ele fala sobre o momento do estrangeiro em um país distante. Como relacionar a diferença entre nações”, disse. O filme reúne atores de vários países, como Argentina e Estados Unidos. A estreia está prevista para a próxima sexta-feira (28).</p>
<p>***<br />
A seguir entrevista exibida no Bom Dia Pernambuco (21/05/2010).</p>
<p><span id="more-153"></span></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=9,0,0,0" width="479" height="405" id="player" align="middle"><param name="allowScriptAccess" value="sameDomain" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="flashvars" value="dadosXML=http://pe360graus.globo.com/videos/xmlvid.aspx?mId=16649" /><param name="movie" value="http://pe360graus.globo.com/videos/player.swf" /><param name="quality" value="high" /><param name="bgcolor" value="#000000" /><embed src="http://pe360graus.globo.com/videos/player.swf" flashvars="dadosXML=http://pe360graus.globo.com/videos/xmlvid.aspx?mId=16649" quality="high" bgcolor="#000000" width="479" height="405" name="player" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" allowFullScreen="true" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayerNovo" /></object></p>
<p>***<br />
<a href="http://pe360graus.globo.com/diversao/diversao/cinema/2010/05/21/NWS,513439,2,20,DIVERSAO,884-ATOR-PERNAMBUCANO-DOSE-DUPLA-CINEMA.aspx" target="_blank" rel="nofollow">Link da matéria no pe360graus.com</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://irandhirsantos.com.br/ator-pernambucano-em-dose-dupla-no-cinema/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ator Pernambucano em Ascenção</title>
		<link>http://irandhirsantos.com.br/diario-de-pernambuco/</link>
		<comments>http://irandhirsantos.com.br/diario-de-pernambuco/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 20:24:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[festival]]></category>
		<category><![CDATA[melhor ator]]></category>
		<category><![CDATA[prêmio]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://irandhirsantos.com.br/?p=63</guid>
		<description><![CDATA[Diário de Pernambuco
Atuação // Melhor ator coadjuvante no 2º Festival Paulínia de Cinema, Irandhir Santos conta sobre os novos planos
André Dib
andredib.pe@diariosassociados.com.br
Premiado como melhor ator coadjuvante pelo trabalho no filme Olhos azuis, de José Joffily, o ator Irandhir Santos 
foi um dos destaques do 2º Festival Paulínia de Cinema. Na festa de encerramento do evento, na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diário de Pernambuco<br />
Atuação // Melhor ator coadjuvante no 2º Festival Paulínia de Cinema, Irandhir Santos conta sobre os novos planos<br />
André Dib<br />
<a href="mailto:andredib.pe@diariosassociados.com.br">andredib.pe@diariosassociados.com.br</a></p>
<p>Premiado como melhor ator coadjuvante pelo trabalho no filme Olhos azuis, de José Joffily, o ator Irandhir Santos <img class="alignleft size-full wp-image-64" title="Foto Noticia" src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2009/09/irandhir-foto-noticia.jpg" alt="Foto Noticia" width="123" height="92" /><br />
foi um dos destaques do 2º Festival Paulínia de Cinema. Na festa de encerramento do evento, na última quinta-feira, os aplausos e sorrisos são a prova de que o evidente talento deste pernambucano de 30 anos conquistou mais adeptos. Desta vez, não como o Maninho de Baixio das bestas ou o Quaderna, de A pedra do reino, apenas para citar dois de seus grandes momentos. E sim como Nonato, o brasileiro que há dez anos mora nos EUA, mas amarga o pão que o diabo amassou na mão de Marshall, chefe do departamento de imigração do aeroporto JFK.</p>
<p>Em entrevista ao Diario, Irandhir conta como construiu esse novo personagem e os desafios da interpretação em outra língua e as três novas produções em que participa: A morte e a morte de Quincas Berro D&#8217;água, de Sérgio Machado sobre livro de Jorge Amado; Besouro, de João Daniel Tikhomiroff; e A hora e vez de Augusto Matraga, de Vinícius Coimbra, que será rodado em Minas Gerais, com João Miguel no papel principal. De quebra, aproveita para contar sobre os novos planos para a carreira.</p>
<p>Entrevista // Irandhir Santos</p>
<p>Qual sua visão do filme de Joffily?</p>
<p>É um filme que trata da questão da diferença. E deixa claro que ela existe porque impomos isso de alguma maneira, como fator externo. Quando Nonato vê a filha com olhos azuis, me pergunto o porquê de Marshall se sentir tão superior, se ele é tão igual a mim.</p>
<p>Como Nonato foi construído?</p>
<p>Li muito o roteiro, sempre desconstruindo e cortando, rasgando o personagem. A partir das orientações do diretor, acrescentei a minha parte. No roteiro há muito o Nonato empreendedor, que sai do país para ganhar a vida. Quis imaginar outras situações, trazer mais humanidade para ele.</p>
<p>Foi difícil interpretar em inglês?</p>
<p>Tive que estudar, pois não tinha muito domínio do inglês. Também fui para a cultura americana, procurei saber o que existe lá que moveria alguém a sair de seu país. Comecei a contatar brasileiros que moravam lá, fiz entrevistas, procurei imagens.</p>
<p>Que imagens?</p>
<p>Os olhos foram imagens que mais captei. Gosto muito de olhos azuis e o desafio era olhar para eles e sentir o inverso. Adoro minha avó materna, a lembrança de carinho ligada a olhos azuis vem dela. Sentir o contrário foi um desafio.</p>
<p>Como foi a iniciação no teatro e a formação de ator profissional?</p>
<p>Minha recordação mais antiga está ligada à escola em que estudei em Limoeiro. É um lugar tradicional, administrado por freiras que trabalhavam teatro e arte-educação com os alunos. Quando fui estudar o segundo grau no Recife, também queria um colégio que tivesse teatro, mas fui para o Colégio Militar, pois meus pais me convenceram que era bom para passar no vestibular. Por sorte, um dos alunos de lá se formou e retornou para dar aulas de teatro.</p>
<p>Quem era ele?</p>
<p>André Cavendish. Foi meu primeiro professor de teatro. Lá eu tive a certeza de que queria continuar no palco. Então juntei a necessidade dos meus pais de ter que fazer universidade com a minha, de fazer teatro.</p>
<p>Qual era seu foco de estudo na universidade?</p>
<p>Na UFPE eu trabalhava com o corpo como expressão. Já na universidade procurava essa linha. Tive como professor Roberto Lúcio, que desenvolveu um trabalho muito bom. Foi também quando me aproximei de amigos como Kléber Lourenço e Jorge de Paula. Em Olhos azuis, dez minutos antes de rodar a sequência da arma, utilizei exercícios que aprendi na universidade, de respiração e exaustão física pra abrir o canal para as emoções.</p>
<p>Qual o papel mais difícil que já fez?</p>
<p>Gosto quando tenho tempo para a preparação. Para mim, é primordial. No teatro é possível, geralmente tenho seis meses para isso. No cinema não é assim, mas tive sorte de pegar papéis no qual existiam esse tempo disponível. De todos, o Quaderna foi o mais difícil, pela própria complexidade do personagem. O próprio Ariano (Suassuna) o define como quatro personagens: o palhaço, o rei, o contador e o sertanejo. E o Luiz (Fernando Carvalho, diretor de A pedra do reino) me deu um Quaderna velho, amadurecido. O momento em que cada um deveria aparecer foi um desafio grande, dividido com profissionais que me deram suporte.</p>
<p>O que faz sua profissão valer a pena?</p>
<p>Ultimamente, é o fato de poder exercê-la, de poder viver isso. Só por isso, já me sinto premiado. Quando esteve em Taperoá, Fernanda Montenegro disse: &#8220;nosso prêmio é o nosso ofício&#8221;. Pois temos que enfrentar uma batalha diária, com quase todas as dificuldade e ainda lidar com o lado criativo. Equilibrar isso é a grande questão. Fico feliz quando penso no que já fiz e no que ainda tenho para fazer.</p>
<p>Quando você voltará ao teatro?</p>
<p>Ainda este ano. Estou ensaiando semanalmente com o Grupo Visível (Visível Núcleo de Criação), que Kléber Lourenço montou para retomar o ator como criador da história. O nome do projeto é Daquilo que move o mundo. Ele trabalha a dramaturgia com exercícios cênicos coordenados pelo dramaturgo Felipe Botelho. A ideia é iniciar o trabalho no Recife e no fim do ano vir pra Campinas para a preparadora Tiche Vianna, que tem um excelente trabalho com a comédia dell&#8217;arte, lapidar e fazer o que quiser com nossos corpos. Pra mim será uma retomada. Há três anos não faço teatro e esse é um grupo que gosto muito, ligado à universidade, com um senso de pesquisa e continuidade que me interessa.</p>
<p>Fale sobre o personagem que você faz em Besouro. Ele é um vilão?</p>
<p>É. Seu nome é Noca de Antonia. Para fazê-lo, tive que trabalhar com sombras. A preparadora de elenco, Fátima Toledo, disse que os capoeiristas são a luz e nós precisamos das sombras, que sou eu e o coronel. Então tive que ativar o que há de pior em mim. Sou muito recatado, mas em um dos exercícios ela me &#8220;destampou&#8221; e tudo que estava reprimido saltou com a raiva. Para ativar minha sombra falei todos os palavrões e coisas sujas.</p>
<p>Como foi a experiência de filmar A morte e a morte de Quincas Berro D&#8217;água, com atores veteranos como Paulo José, Marieta Severo e Mariana Ximenes?</p>
<p>Também foi com Fátima, só que o filme é uma comédia. Eu faço o Cabo Martin, um dos quatro amigos de Quincas. A grande questão foi trabalhar o tema morte de um grande amigo, uma grande perda. Apesar de ser comédia, tive que trabalhar de maneira muito séria. Ver Paulo José morto é algo bem doloroso, então parti daí. A ideia do Sérgio (Machado, o diretor do filme) é que o cômico não estivesse nos personagens, mas sim nas situações absurdas. Os filmes dos irmãos Cohen foram referências.</p>
<p>Ultimamente, você tem recebido muitos convites. O que te faz escolher um projeto?</p>
<p>Sempre escolho a partir do que me toca naquele momento da vida. Os filmes que faço têm me ensinado lições importantes. Trabalhar com Luís Fernando Carvalho e Cláudio Assis me fez redescobrir o lugar onde nasci. Naquele momento estava em dúvida se ficava lá ou ia para o Recife. Meu olhar para aquela região mudou muito. No caso de Olhos azuis, senti que deveria fazer pelo roteiro, uma história fantástica, por Joffily, diretor que já admirava e pelo desafio, pois a maioria das cenas são em inglês, língua em que não tenho tanta prática.</p>
<p>O que te atraiu na refilmagem de A hora e a vez de Augusto Matraga?</p>
<p>Guimarães Rosa foi primeiro autor que entrou lá em casa, período que lembro muito do meu pai. Ele lia muito e conversava sobre a obra, tinha olhar peculiar. Ele achava que Guimarães mostrava um sertão cru, forte, seco. E minha mãe via o contrário, via poesia. Então sempre havia discussão. Quando fiz A pedra do reino, me debati com o Sertão de Ariano, colorido e alegre de pessoas que se encantam com sua raiz. Agora sinto a necessidade de viver o sertão duro, seco, para haver um diálogo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://irandhirsantos.com.br/diario-de-pernambuco/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

