agosto 29 2010

Irandhir Santos leva o prêmio de melhor ator no Festival de Cinema Brasileiro de Paris

Tagged Under : , , , ,

Folha Online – Ilustrada, 11/05/2010
da Reportagem Local

Festival de Cinema Brasileiro de Paris anuncia vencedores

O Festival de Cinema Brasileiro de Paris, que está em sua 12ª edição, anunciou nesta terça-feira (11) os seus vencedores.

“Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo”, de Marcelo Gomes e Karim Ainouz, foi escolhido como o melhor filme.

O prêmio de melhor atriz ficou com Nanda Costa, por “Sonhos Roubados”, de Sandra Werneck.


Trailer do filme “Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo” com a narração premiada de Irandhir Santos.

Já o prêmio de melhor ator foi dividido pelos atores David Rasche e Irandhir Santos. Rasche venceu por “Olhos Azuis”, de José Joffily. Santos foi lembrado pelo mesmo filme e pela narração de “Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo”.

O júri era composto pelos cineastas François Favrat e Agnes Jaoui e pelas atrizes Marie Espinosa e Helena Noguerra.

O júri popular escolheu o filme “Elvis & Madona”, de Marcelo Laffitte, como o melhor filme do festival.

O Festival segue até 18 de maio, com a exibição dos filmes que estão fora de competição.

***
Fonte: Folha Online – Ilustrada

agosto 29 2010

Irandhir Santos na coluna ‘…e ponto’ de Daliana Martins

Tagged Under : , , ,

nota-irandhir

Nota publicada na coluna ‘…e ponto’ do blog Sociais, escrito por Daliana Martins, no portal Pe360graus.

Para mais informações sobre o prêmio ganho por Irandhir Santos no Brazilian Film Festival, em Miami Beach, clique aqui.

agosto 25 2010

Irandhir Santos ganha o prêmio de Melhor Ator no 14º Brazilian Film Festival, em Miami Beach

Tagged Under : , ,

G1 Pop & Arte, 28/08/2010
Por Dolores Orosco

‘Salve geral’ leva quatro prêmios em Miami

Drama foi o eleito do público e da crítica no 14º Brazilian Film Festival.
Documentário ‘Dzi Croquettes’ também levou estatueta de melhor filme.

O drama “Salve geral”, do diretor Sergio Rezende e protagonizado por Andréa Beltrão, foi o grande destaque da premiação do Brazilian Film Festival, em Miami Beach, que chegou ao fim na noite deste sábado (21). A produção, que narra a onda de violência promovida por uma facção criminosa na cidade de São Paulo em 2006, levou o troféu Lente de Cristal nas categorias edição e direção, além de ser eleito o melhor filme da mostra segundo o público e a crítica.

No entanto, pela primeira vez em 14 edições, os espectadores de Miami dividiram o prêmio de melhor longa-metragem entre duas produções. Além de “Salve geral”, o documentário “Dzi Croquettes” também levou o troféu de melhor filme.

Premiado na Mostra Internacional de São Paulo e no Festival do Rio, “Dzi Croquettes”, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez, conta a história da trupe teatral carioca que promovia espetáculos de dança e música marcados pelo deboche e a quebra de tabus sexuais nos anos 70.

“Prêmio popular é sempre muito emocionante”, comemorou Tatiana. “E a história dos Dzi sempre comove as pessoas por ser surpreendente, mágica”, completou.

Atuações
Rosto novo no cinema nacional, a atriz Nanda Costa, de 23 anos, recebeu mais um tributo por sua comovente atuação no filme “Sonhos roubados”, de Sandra Werneck.

Premiada nas mostras do Rio e de Paris, Nanda interpreta Jéssica, uma adolescente, mãe solteira e moradora de uma favela que se prostitui para ajudar a família e se divertir nos finais de semana no baile funk.

olhos-azuis
Foto: Divulgação do filme Olhos Azuis

O melhor ator da mostra foi Irandhir Santos, por “Olhos azuis”, de José Joffily. Na trama, ele vive um imigrante brasileiro que passa por uma situação trágica ao tentar entrar nos Estados Unidos.

Irandhir e Nanda ficaram sabendo que foram premiados no festival por telefone. A dupla não pode participar da cerimônia em Miami, pois está filmando no Recife “A febre do rato”, novo longa do diretor Claudio Assis (de “Baixio das bestas” e “Amarelo manga”).

Público da mostra
Realizado há 14 anos no tearo Colony, em Miami Beach, o Brazilian Film Festival apresenta ao público da cidade uma seleção de filmes nacionais recentes. Nesta edição, a mostra exibiu 40 produções entre longas e curta-metragens.

Segundo Claudia Dutra, diretora fundadora do festival ao lado de Adriana Dutra e Viviane Spinelli, este ano o festival atraiu 13 mil pessoas com sua programação entre os dias 13 e 20 de agosto. “Cerca de 74% do público foi de espectadores americanos. Constatamos que desde que iniciamos o festival o interesse dos estrangeiros pelo nosso cinema aumentou bastante”.

Adriana explica que os espectadores da mostra se tornaram mais exigentes com o avançar das edições. “No início havia uma clara preferência pelas comédias mais comerciais. Percebemos que houve uma alteração de perfil, agora o público quer mais variedade. A vitória do ‘Salve geral’ está aí pra provar essa mudança de mentalidade”.

A cerimônia de premiação do Brazilian Film Festival aconteceu no teatro Lincoln e terminou com show da cantora Maria Gadú – bastante esperada pelo público presente no local, formado em grande parte por brasileiros que vivem em Miami.

As mestres de cerimônia foram as atrizes Camila Morgado e Natalia Lage, que usavam idênticos vestidos risca-de-giz da grife Huis-Clos. Elas apresentaram a premiação em inglês e brincavam com o fato de estarem usando modelitos iguais.

Confira abaixo a lista completa dos filmes premiados na mostra:

Longa-metragem
Filme: “Salve geral”, de Sergio Rezende
Filme (segundo o voto popular): “Dzi Croquettes”, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez, e “Salve geral”, de Sergio Rezende
Direção: Sergio Rezende, por “Salve geral”
Ator: Irandhir Santos, por “Olhos azuis”
Atriz: Nanda Costa, por “Sonhos roubados”
Documentário:”Beyond Ipanema – ondas brasileiras na música Global” “Beyond Ipanema – ondas brasileiras na música global”, de Guto Barra
Roteiro: Paulo Halm, por “Histórias de amor duram apenas 90 minutos”
Edição: Marcelo Moraes, por “Salve geral”
Edição de som: Dimitri Tisseyre, Jonathan Chiles e Pedro Sanctos, por “Beyond Ipanema – ondas brasileiras na música global”
Trilha sonora: Jorge Saldanha, por “O bem amado”
Fotografia: Nonato Estrela, por “Olhos azuis”
Prêmio especial do júri: Amanda Diniz, por “Sonhos roubados”
Direção de arte: Claudio Amaral Peixoto, por “O bem amado”

Curta-metragem
Filme (segundo o júri da mostra e o voto popular): “O troco”, de André Rolim
Direção: Rodrigo Diaz Diaz, por “Depois do almoço”
Roteiro: Elzeman Neves, por “Depois do almoço”
Direção de arte: Juliano Dornelles, por “Recife frio”
Fotografia: Pedro Urano, por “Superbarroco”

***
Via G1 Pop & Arte

***
A coluna Foco, da Folha de Pernambuco, do dia 24/08/10 repercutiu a notícia com a seguinte nota:

Ficou com o pernambucano Irandhir Santos o prêmio “Melhor Ator” do 14º Festival de Cinema Brasileiro de Miami, pelo filme “Olhos Azuis”. (link)

setembro 16 2009

Ator Pernambucano em Ascenção

Tagged Under : , , ,

Diário de Pernambuco
Atuação // Melhor ator coadjuvante no 2º Festival Paulínia de Cinema, Irandhir Santos conta sobre os novos planos
André Dib
andredib.pe@diariosassociados.com.br

Premiado como melhor ator coadjuvante pelo trabalho no filme Olhos azuis, de José Joffily, o ator Irandhir Santos Foto Noticia
foi um dos destaques do 2º Festival Paulínia de Cinema. Na festa de encerramento do evento, na última quinta-feira, os aplausos e sorrisos são a prova de que o evidente talento deste pernambucano de 30 anos conquistou mais adeptos. Desta vez, não como o Maninho de Baixio das bestas ou o Quaderna, de A pedra do reino, apenas para citar dois de seus grandes momentos. E sim como Nonato, o brasileiro que há dez anos mora nos EUA, mas amarga o pão que o diabo amassou na mão de Marshall, chefe do departamento de imigração do aeroporto JFK.

Em entrevista ao Diario, Irandhir conta como construiu esse novo personagem e os desafios da interpretação em outra língua e as três novas produções em que participa: A morte e a morte de Quincas Berro D’água, de Sérgio Machado sobre livro de Jorge Amado; Besouro, de João Daniel Tikhomiroff; e A hora e vez de Augusto Matraga, de Vinícius Coimbra, que será rodado em Minas Gerais, com João Miguel no papel principal. De quebra, aproveita para contar sobre os novos planos para a carreira.

Entrevista // Irandhir Santos

Qual sua visão do filme de Joffily?

É um filme que trata da questão da diferença. E deixa claro que ela existe porque impomos isso de alguma maneira, como fator externo. Quando Nonato vê a filha com olhos azuis, me pergunto o porquê de Marshall se sentir tão superior, se ele é tão igual a mim.

Como Nonato foi construído?

Li muito o roteiro, sempre desconstruindo e cortando, rasgando o personagem. A partir das orientações do diretor, acrescentei a minha parte. No roteiro há muito o Nonato empreendedor, que sai do país para ganhar a vida. Quis imaginar outras situações, trazer mais humanidade para ele.

Foi difícil interpretar em inglês?

Tive que estudar, pois não tinha muito domínio do inglês. Também fui para a cultura americana, procurei saber o que existe lá que moveria alguém a sair de seu país. Comecei a contatar brasileiros que moravam lá, fiz entrevistas, procurei imagens.

Que imagens?

Os olhos foram imagens que mais captei. Gosto muito de olhos azuis e o desafio era olhar para eles e sentir o inverso. Adoro minha avó materna, a lembrança de carinho ligada a olhos azuis vem dela. Sentir o contrário foi um desafio.

Como foi a iniciação no teatro e a formação de ator profissional?

Minha recordação mais antiga está ligada à escola em que estudei em Limoeiro. É um lugar tradicional, administrado por freiras que trabalhavam teatro e arte-educação com os alunos. Quando fui estudar o segundo grau no Recife, também queria um colégio que tivesse teatro, mas fui para o Colégio Militar, pois meus pais me convenceram que era bom para passar no vestibular. Por sorte, um dos alunos de lá se formou e retornou para dar aulas de teatro.

Quem era ele?

André Cavendish. Foi meu primeiro professor de teatro. Lá eu tive a certeza de que queria continuar no palco. Então juntei a necessidade dos meus pais de ter que fazer universidade com a minha, de fazer teatro.

Qual era seu foco de estudo na universidade?

Na UFPE eu trabalhava com o corpo como expressão. Já na universidade procurava essa linha. Tive como professor Roberto Lúcio, que desenvolveu um trabalho muito bom. Foi também quando me aproximei de amigos como Kléber Lourenço e Jorge de Paula. Em Olhos azuis, dez minutos antes de rodar a sequência da arma, utilizei exercícios que aprendi na universidade, de respiração e exaustão física pra abrir o canal para as emoções.

Qual o papel mais difícil que já fez?

Gosto quando tenho tempo para a preparação. Para mim, é primordial. No teatro é possível, geralmente tenho seis meses para isso. No cinema não é assim, mas tive sorte de pegar papéis no qual existiam esse tempo disponível. De todos, o Quaderna foi o mais difícil, pela própria complexidade do personagem. O próprio Ariano (Suassuna) o define como quatro personagens: o palhaço, o rei, o contador e o sertanejo. E o Luiz (Fernando Carvalho, diretor de A pedra do reino) me deu um Quaderna velho, amadurecido. O momento em que cada um deveria aparecer foi um desafio grande, dividido com profissionais que me deram suporte.

O que faz sua profissão valer a pena?

Ultimamente, é o fato de poder exercê-la, de poder viver isso. Só por isso, já me sinto premiado. Quando esteve em Taperoá, Fernanda Montenegro disse: “nosso prêmio é o nosso ofício”. Pois temos que enfrentar uma batalha diária, com quase todas as dificuldade e ainda lidar com o lado criativo. Equilibrar isso é a grande questão. Fico feliz quando penso no que já fiz e no que ainda tenho para fazer.

Quando você voltará ao teatro?

Ainda este ano. Estou ensaiando semanalmente com o Grupo Visível (Visível Núcleo de Criação), que Kléber Lourenço montou para retomar o ator como criador da história. O nome do projeto é Daquilo que move o mundo. Ele trabalha a dramaturgia com exercícios cênicos coordenados pelo dramaturgo Felipe Botelho. A ideia é iniciar o trabalho no Recife e no fim do ano vir pra Campinas para a preparadora Tiche Vianna, que tem um excelente trabalho com a comédia dell’arte, lapidar e fazer o que quiser com nossos corpos. Pra mim será uma retomada. Há três anos não faço teatro e esse é um grupo que gosto muito, ligado à universidade, com um senso de pesquisa e continuidade que me interessa.

Fale sobre o personagem que você faz em Besouro. Ele é um vilão?

É. Seu nome é Noca de Antonia. Para fazê-lo, tive que trabalhar com sombras. A preparadora de elenco, Fátima Toledo, disse que os capoeiristas são a luz e nós precisamos das sombras, que sou eu e o coronel. Então tive que ativar o que há de pior em mim. Sou muito recatado, mas em um dos exercícios ela me “destampou” e tudo que estava reprimido saltou com a raiva. Para ativar minha sombra falei todos os palavrões e coisas sujas.

Como foi a experiência de filmar A morte e a morte de Quincas Berro D’água, com atores veteranos como Paulo José, Marieta Severo e Mariana Ximenes?

Também foi com Fátima, só que o filme é uma comédia. Eu faço o Cabo Martin, um dos quatro amigos de Quincas. A grande questão foi trabalhar o tema morte de um grande amigo, uma grande perda. Apesar de ser comédia, tive que trabalhar de maneira muito séria. Ver Paulo José morto é algo bem doloroso, então parti daí. A ideia do Sérgio (Machado, o diretor do filme) é que o cômico não estivesse nos personagens, mas sim nas situações absurdas. Os filmes dos irmãos Cohen foram referências.

Ultimamente, você tem recebido muitos convites. O que te faz escolher um projeto?

Sempre escolho a partir do que me toca naquele momento da vida. Os filmes que faço têm me ensinado lições importantes. Trabalhar com Luís Fernando Carvalho e Cláudio Assis me fez redescobrir o lugar onde nasci. Naquele momento estava em dúvida se ficava lá ou ia para o Recife. Meu olhar para aquela região mudou muito. No caso de Olhos azuis, senti que deveria fazer pelo roteiro, uma história fantástica, por Joffily, diretor que já admirava e pelo desafio, pois a maioria das cenas são em inglês, língua em que não tenho tanta prática.

O que te atraiu na refilmagem de A hora e a vez de Augusto Matraga?

Guimarães Rosa foi primeiro autor que entrou lá em casa, período que lembro muito do meu pai. Ele lia muito e conversava sobre a obra, tinha olhar peculiar. Ele achava que Guimarães mostrava um sertão cru, forte, seco. E minha mãe via o contrário, via poesia. Então sempre havia discussão. Quando fiz A pedra do reino, me debati com o Sertão de Ariano, colorido e alegre de pessoas que se encantam com sua raiz. Agora sinto a necessidade de viver o sertão duro, seco, para haver um diálogo.