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	<title>Irandhir Santos &#187; festival</title>
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		<title>Irandhir Santos leva o prêmio de melhor ator no Festival de Cinema Brasileiro de Paris</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Aug 2010 22:49:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Folha Online &#8211; Ilustrada, 11/05/2010
da Reportagem Local
Festival de Cinema Brasileiro de Paris anuncia vencedores
O Festival de Cinema Brasileiro de Paris, que está em sua 12ª edição, anunciou nesta terça-feira (11) os seus vencedores.
&#8220;Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo&#8221;, de Marcelo Gomes e Karim Ainouz, foi escolhido como o melhor filme.
O prêmio de melhor atriz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Folha Online &#8211; Ilustrada, 11/05/2010</strong><br />
<em>da Reportagem Local</em></p>
<p><strong>Festival de Cinema Brasileiro de Paris anuncia vencedores</strong></p>
<p>O Festival de Cinema Brasileiro de Paris, que está em sua 12ª edição, anunciou nesta terça-feira (11) os seus vencedores.</p>
<p>&#8220;Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo&#8221;, de Marcelo Gomes e Karim Ainouz, foi escolhido como o melhor filme.</p>
<p>O prêmio de melhor atriz ficou com Nanda Costa, por &#8220;Sonhos Roubados&#8221;, de Sandra Werneck.</p>
<p><object width="550" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/wn4ZBttHVaU?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/wn4ZBttHVaU?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="550" height="385"></embed></object><br />
<em>Trailer do filme &#8220;Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo&#8221; com a narração premiada de Irandhir Santos.</em></p>
<p>Já o <strong>prêmio de melhor ator</strong> foi dividido pelos atores David Rasche e <strong>Irandhir Santos</strong>. Rasche venceu por &#8220;Olhos Azuis&#8221;, de José Joffily. Santos foi lembrado <strong>pelo mesmo filme e pela narração de &#8220;Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo&#8221;</strong>.</p>
<p>O júri era composto pelos cineastas François Favrat e Agnes Jaoui e pelas atrizes Marie Espinosa e Helena Noguerra.</p>
<p>O júri popular escolheu o filme &#8220;Elvis &#038; Madona&#8221;, de Marcelo Laffitte, como o melhor filme do festival.</p>
<p>O Festival segue até 18 de maio, com a exibição dos filmes que estão fora de competição.</p>
<p>***<br />
<em>Fonte: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u733679.shtml" target="_blank" rel="nofollow">Folha Online &#8211; Ilustrada </a></em></p>
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		<title>Irandhir Santos na coluna &#8216;&#8230;e ponto&#8217; de Daliana Martins</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Aug 2010 22:27:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<description><![CDATA[
Nota publicada na coluna &#8216;&#8230;e ponto&#8217; do blog Sociais, escrito por Daliana Martins, no portal Pe360graus. 
Para mais informações sobre o prêmio ganho por Irandhir Santos no Brazilian Film Festival, em Miami Beach, clique aqui. 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/08/nota-irandhir.jpg" alt="nota-irandhir" title="nota-irandhir" width="550" height="163" class="alignnone size-full wp-image-222" /></p>
<p><a href="http://pe360graus.globo.com/daliana/diversao/variedades/2010/08/24/BLG,5153,2,606,DALIANA,1349-E-PONTO.aspx?aba=2">Nota publicada na coluna <em>&#8216;&#8230;e ponto&#8217;</em> do blog Sociais</a>, escrito por Daliana Martins, no portal Pe360graus. </p>
<p>Para mais informações sobre o prêmio ganho por <strong>Irandhir Santos</strong> no <strong>Brazilian Film Festival, em Miami Beach</strong>, <a href="http://irandhirsantos.com.br/irandhir-santos-ganha-o-premio-de-melhor-ator-no-14%c2%ba-brazilian-film-festival-em-miami-beach/">clique aqui</a>. </p>
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		<title>Irandhir Santos ganha o prêmio de Melhor Ator no 14º Brazilian Film Festival, em Miami Beach</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 02:09:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Festivais e Prêmios]]></category>
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		<description><![CDATA[G1 Pop &#038; Arte, 28/08/2010
Por Dolores Orosco
‘Salve geral’ leva quatro prêmios em Miami
Drama foi o eleito do público e da crítica no 14º Brazilian Film Festival.
Documentário ‘Dzi Croquettes’ também levou estatueta de melhor filme.
O drama “Salve geral”, do diretor Sergio Rezende e protagonizado por Andréa Beltrão, foi o grande destaque da premiação do Brazilian Film [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>G1 Pop &#038; Arte, 28/08/2010</strong><br />
Por <em>Dolores Orosco</em></p>
<p><strong>‘Salve geral’ leva quatro prêmios em Miami</strong></p>
<p><em>Drama foi o eleito do público e da crítica no 14º Brazilian Film Festival.<br />
Documentário ‘Dzi Croquettes’ também levou estatueta de melhor filme.</em></p>
<p>O drama “Salve geral”, do diretor Sergio Rezende e protagonizado por Andréa Beltrão, foi o grande destaque da premiação do Brazilian Film Festival, em Miami Beach, que chegou ao fim na noite deste sábado (21). A produção, que narra a onda de violência promovida por uma facção criminosa na cidade de São Paulo em 2006, levou o troféu Lente de Cristal nas categorias edição e direção, além de ser eleito o melhor filme da mostra segundo o público e a crítica.</p>
<p> No entanto, pela primeira vez em 14 edições, os espectadores de Miami dividiram o prêmio de melhor longa-metragem entre duas produções. Além de “Salve geral”, o documentário “Dzi Croquettes” também levou o troféu de melhor filme.</p>
<p>Premiado na Mostra Internacional de São Paulo e no Festival do Rio, “Dzi Croquettes”, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez, conta a história da trupe teatral carioca que promovia espetáculos de dança e música marcados pelo deboche e a quebra de tabus sexuais nos anos 70.</p>
<p> “Prêmio popular é sempre muito emocionante”, comemorou Tatiana. “E a história dos Dzi sempre comove as pessoas por ser surpreendente, mágica”, completou.</p>
<p><strong>Atuações</strong><br />
Rosto novo no cinema nacional, a atriz Nanda Costa, de 23 anos, recebeu mais um tributo por sua comovente atuação no filme “Sonhos roubados”, de Sandra Werneck.</p>
<p>Premiada nas mostras do Rio e de Paris, Nanda interpreta Jéssica, uma adolescente, mãe solteira e moradora de uma favela que se prostitui para ajudar a família e se divertir nos finais de semana no baile funk.</p>
<p><img src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/08/olhos-azuis.jpg" alt="olhos-azuis" title="olhos-azuis" width="550" height="365" class="alignnone size-full wp-image-217" /><br />
<em>Foto: Divulgação do filme Olhos Azuis</em></p>
<p><strong>O melhor ator da mostra foi Irandhir Santos</strong>, por “Olhos azuis”, de José Joffily. Na trama, ele vive um imigrante brasileiro que passa por uma situação trágica ao tentar entrar nos Estados Unidos.</p>
<p><strong>Irandhir </strong>e Nanda ficaram sabendo que foram premiados no festival por telefone. A dupla não pode participar da cerimônia em Miami, pois está filmando no Recife “A febre do rato”, novo longa do diretor Claudio Assis (de “Baixio das bestas” e “Amarelo manga”).</p>
<p><strong>Público da mostra</strong><br />
Realizado há 14 anos no tearo Colony, em Miami Beach, o Brazilian Film Festival apresenta ao público da cidade uma seleção de filmes nacionais recentes. Nesta edição, a mostra exibiu 40 produções entre longas e curta-metragens.</p>
<p> Segundo Claudia Dutra, diretora fundadora do festival ao lado de Adriana Dutra e Viviane Spinelli, este ano o festival atraiu 13 mil pessoas com sua programação entre os dias 13 e 20 de agosto. &#8220;Cerca de 74% do público foi de espectadores americanos. Constatamos que desde que iniciamos o festival o interesse dos estrangeiros pelo nosso cinema aumentou bastante&#8221;.</p>
<p>Adriana explica que os espectadores da mostra se tornaram mais exigentes com o avançar das edições. &#8220;No início havia uma clara preferência pelas comédias mais comerciais. Percebemos que houve uma alteração de perfil, agora o público quer mais variedade. A vitória do &#8216;Salve geral&#8217; está aí pra provar essa mudança de mentalidade&#8221;.</p>
<p>A cerimônia de premiação do Brazilian Film Festival aconteceu no teatro Lincoln e terminou com show da cantora Maria Gadú &#8211; bastante esperada pelo público presente no local, formado em grande parte por brasileiros que vivem em Miami.</p>
<p> As mestres de cerimônia foram as atrizes Camila Morgado e Natalia Lage, que usavam idênticos vestidos risca-de-giz da grife Huis-Clos. Elas apresentaram a premiação em inglês e brincavam com o fato de estarem usando modelitos iguais.</p>
<p>Confira abaixo a lista completa dos filmes premiados na mostra:</p>
<p><strong>Longa-metragem</strong><br />
Filme: &#8220;Salve geral&#8221;, de Sergio Rezende<br />
Filme (segundo o voto popular): &#8220;Dzi Croquettes&#8221;, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez, e &#8220;Salve geral&#8221;, de Sergio Rezende<br />
Direção: Sergio Rezende, por &#8220;Salve geral&#8221;<br />
<strong>Ator: Irandhir Santos, por &#8220;Olhos azuis&#8221;</strong><br />
Atriz: Nanda Costa, por &#8220;Sonhos roubados&#8221;<br />
Documentário:&#8221;Beyond Ipanema &#8211; ondas brasileiras na música Global&#8221; &#8220;Beyond Ipanema &#8211; ondas brasileiras na música global&#8221;, de Guto Barra<br />
Roteiro: Paulo Halm, por &#8220;Histórias de amor  duram apenas 90 minutos&#8221;<br />
Edição: Marcelo Moraes, por &#8220;Salve geral&#8221;<br />
Edição de som: Dimitri Tisseyre, Jonathan Chiles e Pedro Sanctos, por &#8220;Beyond Ipanema &#8211; ondas brasileiras na música global&#8221;<br />
Trilha sonora: Jorge Saldanha, por &#8220;O bem amado&#8221;<br />
Fotografia: Nonato Estrela, por &#8220;Olhos azuis&#8221;<br />
Prêmio especial do júri: Amanda Diniz, por &#8220;Sonhos roubados&#8221;<br />
Direção de arte: Claudio Amaral Peixoto, por &#8220;O bem amado&#8221;</p>
<p><strong>Curta-metragem</strong><br />
Filme (segundo o júri da mostra e o voto popular): &#8220;O troco&#8221;, de André Rolim<br />
Direção: Rodrigo Diaz Diaz, por &#8220;Depois do almoço&#8221;<br />
Roteiro: Elzeman Neves, por &#8220;Depois do almoço&#8221;<br />
Direção de arte: Juliano Dornelles, por &#8220;Recife frio&#8221;<br />
Fotografia: Pedro Urano, por &#8220;Superbarroco&#8221;</p>
<p>***<br />
<em>Via <a href="http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2010/08/salve-geral-leva-quatro-premios-em-miami.html">G1 Pop &#038; Arte</a></em></p>
<p>***<br />
A coluna <strong>Foco</strong>, da <strong>Folha de Pernambuco</strong>, do dia 24/08/10 repercutiu a notícia com a seguinte nota: </p>
<blockquote><p>Ficou com o pernambucano Irandhir Santos o prêmio “Melhor Ator” do 14º Festival de Cinema Brasileiro de Miami, pelo filme “Olhos Azuis”. (<a href="http://www.folhape.com.br/index.php/foco-menu/586649-foco-24082010" target="_blank" rel="nofollow">link</a>)</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ator Pernambucano em Ascenção</title>
		<link>http://irandhirsantos.com.br/diario-de-pernambuco/</link>
		<comments>http://irandhirsantos.com.br/diario-de-pernambuco/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 20:24:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
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		<description><![CDATA[Diário de Pernambuco
Atuação // Melhor ator coadjuvante no 2º Festival Paulínia de Cinema, Irandhir Santos conta sobre os novos planos
André Dib
andredib.pe@diariosassociados.com.br
Premiado como melhor ator coadjuvante pelo trabalho no filme Olhos azuis, de José Joffily, o ator Irandhir Santos 
foi um dos destaques do 2º Festival Paulínia de Cinema. Na festa de encerramento do evento, na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diário de Pernambuco<br />
Atuação // Melhor ator coadjuvante no 2º Festival Paulínia de Cinema, Irandhir Santos conta sobre os novos planos<br />
André Dib<br />
<a href="mailto:andredib.pe@diariosassociados.com.br">andredib.pe@diariosassociados.com.br</a></p>
<p>Premiado como melhor ator coadjuvante pelo trabalho no filme Olhos azuis, de José Joffily, o ator Irandhir Santos <img class="alignleft size-full wp-image-64" title="Foto Noticia" src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2009/09/irandhir-foto-noticia.jpg" alt="Foto Noticia" width="123" height="92" /><br />
foi um dos destaques do 2º Festival Paulínia de Cinema. Na festa de encerramento do evento, na última quinta-feira, os aplausos e sorrisos são a prova de que o evidente talento deste pernambucano de 30 anos conquistou mais adeptos. Desta vez, não como o Maninho de Baixio das bestas ou o Quaderna, de A pedra do reino, apenas para citar dois de seus grandes momentos. E sim como Nonato, o brasileiro que há dez anos mora nos EUA, mas amarga o pão que o diabo amassou na mão de Marshall, chefe do departamento de imigração do aeroporto JFK.</p>
<p>Em entrevista ao Diario, Irandhir conta como construiu esse novo personagem e os desafios da interpretação em outra língua e as três novas produções em que participa: A morte e a morte de Quincas Berro D&#8217;água, de Sérgio Machado sobre livro de Jorge Amado; Besouro, de João Daniel Tikhomiroff; e A hora e vez de Augusto Matraga, de Vinícius Coimbra, que será rodado em Minas Gerais, com João Miguel no papel principal. De quebra, aproveita para contar sobre os novos planos para a carreira.</p>
<p>Entrevista // Irandhir Santos</p>
<p>Qual sua visão do filme de Joffily?</p>
<p>É um filme que trata da questão da diferença. E deixa claro que ela existe porque impomos isso de alguma maneira, como fator externo. Quando Nonato vê a filha com olhos azuis, me pergunto o porquê de Marshall se sentir tão superior, se ele é tão igual a mim.</p>
<p>Como Nonato foi construído?</p>
<p>Li muito o roteiro, sempre desconstruindo e cortando, rasgando o personagem. A partir das orientações do diretor, acrescentei a minha parte. No roteiro há muito o Nonato empreendedor, que sai do país para ganhar a vida. Quis imaginar outras situações, trazer mais humanidade para ele.</p>
<p>Foi difícil interpretar em inglês?</p>
<p>Tive que estudar, pois não tinha muito domínio do inglês. Também fui para a cultura americana, procurei saber o que existe lá que moveria alguém a sair de seu país. Comecei a contatar brasileiros que moravam lá, fiz entrevistas, procurei imagens.</p>
<p>Que imagens?</p>
<p>Os olhos foram imagens que mais captei. Gosto muito de olhos azuis e o desafio era olhar para eles e sentir o inverso. Adoro minha avó materna, a lembrança de carinho ligada a olhos azuis vem dela. Sentir o contrário foi um desafio.</p>
<p>Como foi a iniciação no teatro e a formação de ator profissional?</p>
<p>Minha recordação mais antiga está ligada à escola em que estudei em Limoeiro. É um lugar tradicional, administrado por freiras que trabalhavam teatro e arte-educação com os alunos. Quando fui estudar o segundo grau no Recife, também queria um colégio que tivesse teatro, mas fui para o Colégio Militar, pois meus pais me convenceram que era bom para passar no vestibular. Por sorte, um dos alunos de lá se formou e retornou para dar aulas de teatro.</p>
<p>Quem era ele?</p>
<p>André Cavendish. Foi meu primeiro professor de teatro. Lá eu tive a certeza de que queria continuar no palco. Então juntei a necessidade dos meus pais de ter que fazer universidade com a minha, de fazer teatro.</p>
<p>Qual era seu foco de estudo na universidade?</p>
<p>Na UFPE eu trabalhava com o corpo como expressão. Já na universidade procurava essa linha. Tive como professor Roberto Lúcio, que desenvolveu um trabalho muito bom. Foi também quando me aproximei de amigos como Kléber Lourenço e Jorge de Paula. Em Olhos azuis, dez minutos antes de rodar a sequência da arma, utilizei exercícios que aprendi na universidade, de respiração e exaustão física pra abrir o canal para as emoções.</p>
<p>Qual o papel mais difícil que já fez?</p>
<p>Gosto quando tenho tempo para a preparação. Para mim, é primordial. No teatro é possível, geralmente tenho seis meses para isso. No cinema não é assim, mas tive sorte de pegar papéis no qual existiam esse tempo disponível. De todos, o Quaderna foi o mais difícil, pela própria complexidade do personagem. O próprio Ariano (Suassuna) o define como quatro personagens: o palhaço, o rei, o contador e o sertanejo. E o Luiz (Fernando Carvalho, diretor de A pedra do reino) me deu um Quaderna velho, amadurecido. O momento em que cada um deveria aparecer foi um desafio grande, dividido com profissionais que me deram suporte.</p>
<p>O que faz sua profissão valer a pena?</p>
<p>Ultimamente, é o fato de poder exercê-la, de poder viver isso. Só por isso, já me sinto premiado. Quando esteve em Taperoá, Fernanda Montenegro disse: &#8220;nosso prêmio é o nosso ofício&#8221;. Pois temos que enfrentar uma batalha diária, com quase todas as dificuldade e ainda lidar com o lado criativo. Equilibrar isso é a grande questão. Fico feliz quando penso no que já fiz e no que ainda tenho para fazer.</p>
<p>Quando você voltará ao teatro?</p>
<p>Ainda este ano. Estou ensaiando semanalmente com o Grupo Visível (Visível Núcleo de Criação), que Kléber Lourenço montou para retomar o ator como criador da história. O nome do projeto é Daquilo que move o mundo. Ele trabalha a dramaturgia com exercícios cênicos coordenados pelo dramaturgo Felipe Botelho. A ideia é iniciar o trabalho no Recife e no fim do ano vir pra Campinas para a preparadora Tiche Vianna, que tem um excelente trabalho com a comédia dell&#8217;arte, lapidar e fazer o que quiser com nossos corpos. Pra mim será uma retomada. Há três anos não faço teatro e esse é um grupo que gosto muito, ligado à universidade, com um senso de pesquisa e continuidade que me interessa.</p>
<p>Fale sobre o personagem que você faz em Besouro. Ele é um vilão?</p>
<p>É. Seu nome é Noca de Antonia. Para fazê-lo, tive que trabalhar com sombras. A preparadora de elenco, Fátima Toledo, disse que os capoeiristas são a luz e nós precisamos das sombras, que sou eu e o coronel. Então tive que ativar o que há de pior em mim. Sou muito recatado, mas em um dos exercícios ela me &#8220;destampou&#8221; e tudo que estava reprimido saltou com a raiva. Para ativar minha sombra falei todos os palavrões e coisas sujas.</p>
<p>Como foi a experiência de filmar A morte e a morte de Quincas Berro D&#8217;água, com atores veteranos como Paulo José, Marieta Severo e Mariana Ximenes?</p>
<p>Também foi com Fátima, só que o filme é uma comédia. Eu faço o Cabo Martin, um dos quatro amigos de Quincas. A grande questão foi trabalhar o tema morte de um grande amigo, uma grande perda. Apesar de ser comédia, tive que trabalhar de maneira muito séria. Ver Paulo José morto é algo bem doloroso, então parti daí. A ideia do Sérgio (Machado, o diretor do filme) é que o cômico não estivesse nos personagens, mas sim nas situações absurdas. Os filmes dos irmãos Cohen foram referências.</p>
<p>Ultimamente, você tem recebido muitos convites. O que te faz escolher um projeto?</p>
<p>Sempre escolho a partir do que me toca naquele momento da vida. Os filmes que faço têm me ensinado lições importantes. Trabalhar com Luís Fernando Carvalho e Cláudio Assis me fez redescobrir o lugar onde nasci. Naquele momento estava em dúvida se ficava lá ou ia para o Recife. Meu olhar para aquela região mudou muito. No caso de Olhos azuis, senti que deveria fazer pelo roteiro, uma história fantástica, por Joffily, diretor que já admirava e pelo desafio, pois a maioria das cenas são em inglês, língua em que não tenho tanta prática.</p>
<p>O que te atraiu na refilmagem de A hora e a vez de Augusto Matraga?</p>
<p>Guimarães Rosa foi primeiro autor que entrou lá em casa, período que lembro muito do meu pai. Ele lia muito e conversava sobre a obra, tinha olhar peculiar. Ele achava que Guimarães mostrava um sertão cru, forte, seco. E minha mãe via o contrário, via poesia. Então sempre havia discussão. Quando fiz A pedra do reino, me debati com o Sertão de Ariano, colorido e alegre de pessoas que se encantam com sua raiz. Agora sinto a necessidade de viver o sertão duro, seco, para haver um diálogo.</p>
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