janeiro 21 2011

Irandhir Santos comemora “overdose boa”

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Homenageado da “14ª Mostra de Cinema de Tiradentes”, que começa nesta sexta-feira (21), tem seus dez filmes relembrados

Hoje em Dia, 21/01/2011
Por Paulo Henrique Silva

Irandhir : -Quando recebo um roteiro, quero saber como o diretor vai colocar aquilo na tela-

Irandhir : -Quando recebo um roteiro, quero saber como o diretor vai colocar aquilo na tela-

Atores não gostam de superexposição, preferindo preservar a imagem do que ver seu rosto estampado em vários trabalhos simultaneamente. Para quem acompanha cinema brasileiro, sabe que Irandhir Santos virou figurinha carimbada nas telonas em 2010, aparecendo nos filmes “Tropa de Elite 2”, “Olhos Azuis”, “Viajo porque Preciso, Volto porque te Amo”, “Quincas Berro d’Água” e “O Senhor do Labirinto”.

Um dos homenageados da 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes, com início nesta sexta-feira (21) na cidade mineira, ele culpa as eleições, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos (em 2006) pela proximidade das estreias. Não que Irandhir se importe com isso. Ao contrário de seus colegas de profissão, acha “a overdose boa”. E um dos motivos é porque são completamente diferentes de si.

“Foi uma sensação interessante. São várias faces em histórias diferentes e foi bom compartilhar isso com o público. Nunca tinha acompanhado as estreias de meus filmes antes, porque estava envolvido em outros projetos. Neste ano eu pude ir e tive a possibilidade de sentir o retorno das pessoas”, registra Irandhir.

Sua obra ainda é curta – a estreia no cinema aconteceu com “Cinema, Aspirinas e Urubus”, em 2005. São dez filmes que serão relembrados no seminário “Revelação Contemporânea”, um das principais atrações da Mostra neste final de semana. Amanhã, a partir das 11 horas, no Cine Teatro Yves Alves, estarão reunidos nomes como Cláudio Assis, Eric Laurence, Kleber Mendonça e Leonardo Lacca, que o dirigiram em longas e curtas e são pernambucanos como Irandhir.

O ator deve muito de seu sucesso à explosão do cinema naquele Estado nordestino. Quando fala deste tema, ele gosta de citar uma frase de seu personagem na minissérie “A Pedra do Reino”, em que viveu o protagonista Quaderna: “As grandes questões do mundo são respondidas na sua raiz, na sua terra. Isso foi uma grande lição para mim, passando a olhar para Pernambuco de uma maneira especial, encontrando lá a ligação com o mundo”.

Irandhir também lembra o falecido cantor Chico Science, que no manifesto do movimento Manguebeat, pedia “para pegar a lama de seu mangue e cravar uma antena parabólica” – uma forma de dizer que, para conhecer o mundo, não é preciso tirar os pés de sua região.

“As grandes questões do cinema também passam por aí. Ao falar de nossas histórias, a gente consegue ser universal também. Este é um ponto especial da nova geração, na qual acredito bastante”, destaca.

Para Irandhir, a Mostra de Tiradentes é um dos grandes espelhos deste momento, fazendo a ponte entre a história do cinema e o que está surgindo no cenário atual. “É muito estimulante, para alguém que está começando como eu, participar disso”, registra o ator, que acompanhará pela primeira vez, in loco, o festival mineiro. “Estou curioso. O João Miguel e o Cláudio (Assis) me falaram muito bem da Mostra, o que deixou curioso”.

Por causa de sua audiência (mais de 13 milhões de espectadores), “Tropa de Elite 2” foi o filme mais comentado de Irandhir no ano passado. Mas ele não esconde um grande carinho por “Viajo porque Preciso, Volto porque te Amo”, de Marcelo Gomes e Karim Aïnouz.

“Quando recebo um roteiro, quero saber como o diretor vai colocar aquilo na tela, disponibilizando-me a ajudá-lo a construir este olhar. O ‘Viajo’ foi um casamento muito especial. Em torno do projeto reuniram-se pessoas que têm no sertão um lugar afetivamente marcante”, analisa.

Além de retornar ao teatro, onde começou sua carreira, ele participará neste ano dos longas de Fernando Coimbra e Hilton Lacerda.

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Via Hoje em Dia

janeiro 20 2011

A estrela sobe

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Entrevista: Irandhir Santos – Ator

Folha de Pernambuco, Caderno Programa, 20/01/2011
Por Luiz Joaquim

MAIS de 11 milhões de brasileiros viram Irandhir em “Tropa de Elite 2”

MAIS de 11 milhões de brasileiros viram Irandhir em “Tropa de Elite 2”

Quando a Mostra de Cinema de Tiradentes, em Minas Gerais, der partida às 21h de amanhã na sua 14ª edição, um jovem ator pernambucano, de 32 anos, será o foco de todas as atenções ao lado de Paulo César Saracene. O ator é Irandhir Santos, a quem, juntamente com o veterano cineasta carioca, a Mostra decidiu homenagear em 2011. Nada mais justo para este jovem do município de Barreiros que teve sua formação no teatro e fez do cinema um prolífero campo profissional, pelo qual seu prestígio só faz crescer. Em cinco anos, apareceu em dez projetos cinematográficos, que vão de introspectivos curtas-metragens, como “Décimo Segundo”, de Leo Lacca, até a maior bilheteria do cinema brasileiro, “Tropa de Elite 2: o Inimigo Agora é Outro”. Este, inclusive, selecionado para participar do próximo Festival de Berlim (10 de fevereiro).

Discrição é uma das palavras que ajudam a identificar Irandhir que, da Paraíba, conversou por telefone com a reportagem da Folha. Mas, ‘dedicação’, ‘profissionalismo’ e ‘talento’ são também algumas características atribuídas ao ator, por quem o dirigiu. Enquanto se prepara para Minas Gerais e para novos projetos, Irandhir nos falou como percebe essa homenagem, de seu critério nas escolhas dos papeis, do assédio da TV e no que ainda quer aprender no cinema.

Qual sua reação quando soube da homenagem em Tiradentes?

Foi estranho. Eu já tinha ouvido falar muito bem da Mostra de Tiradentes, mas não sabia exatamente do que se tratava. Eu estava dirigindo quando uma pessoa que trabalha comigo recebeu a ligação dizendo: “olha, você vai ser homenageado em Minas Gerais”. Para mim soou como o retorno das primeiras vozes que vieram a mim durante minha formação. Lembrei de meus professores de literatura, de arte, dizendo palavras de incentivo a cada trabalho que eles me recomendavam fazer. Dizendo para seguir em frente e que o caminho da arte era uma possibilidade. A notícia da homenagem foi como um eco dessas palavras, que vêm de longe em minha formação.

Você têm recebido mais propostas para trabalhar no cinema do que consegue dar conta? E como é seu critério ao aceitar um novo projeto?

Isso vem acontecendo des­de “A Pedra do Reino” (microsérie para a TV Globo dirigida por Luiz Fernando Carvalho em 2006, a qual Irandhir protagonizou). Entre outras coisas, a TV te mostra a um percentual de gente que trabalha com cinema, teatro e televisão mesmo. A partir dali, os convites têm surgido, mas estabeleci para mim coisas que me acrescentem como artista e pessoa. Eu tive a sorte de trabalhar com pessoas importantes que só somaram na minha formação. Eu venho de uma época em que, no meu Estado (Pernambuco), para aprender cinema, só se fosse fazendo, na prática, pois não havia cursos. E, sim, estabeleci alguns pontos determinantes quando penso num projeto. Acredito nos diretores que escreveram suas próprias histórias e tem seu olhar voltado para a sua raiz. Eles têm muita propriedade no que falam. A maneira como esse diretor vai contar a história também me interessa, assim como me interessa saber que personagem é esse que ele me oferece e como ele se encontra na história.

Certa vez, entrevistando Fernanda Montenegro, ela disse que um dos diretores que gostaria de ter trabalhado era Ingmar Bergman. E você, com quem ainda almeja trabalhar no cinema?

Olha, sem demagogia, eu trabalharia novamente com os diretores que já trabalhei. Isso tem muitos significados porque quando revejo os poucos passos que dei nesses anos, eu vejo o quanto esses diretores foram importantes em me modificar, e falo isso do ponto de vista pessoal. Eles me fizeram ser outro e encarar as pessoas de forma diferente.

Todos os diretores de cinema com quem falei a seu respeito, tendo trabalhado com você, são unânimes em elogiar sua simplicidade, dedicação, profissionalismo e talento. Ou seja, o Irandhir é um ótimo profissional, mas, no que o ator Irandhir a­cha que precisa melhorar?

Acho que nestes últimos quatro anos, eu trouxe muita influência do teatro para o cinema, o que me ajuda em muitos pontos. Mas ainda preciso ter uma longa caminhada na arte cinematográfica, com o que se pede dessa arte. Penso nos detalhes, que afinal são as grandes coisas, que ainda preciso descobrir. Trago referências do teatro no tempo da concentração – prática que ali é compreensível uma vez que se tem cerca de seis meses de ensaio. Já no cinema tudo é muito rápido, e aí você também vive um personagem. Tenho muito que descobrir da matemática de um set de cinema.

No Brasil, há fluxo quase natural dos atores revelados pelo cinema irem parar em telenovelas. Algum convite ou plano nesse sentido?

Já rolou convite. A TV Globo tem procurado e uma outra emissora também. A questão pra mim é que não acho que eu já tenha feito televisão. Aquele trabalho com Luiz Fernando (Carvalho) tinha um ensaio que parecia teatro, e era gravado parecendo cinema. Foi um projeto que ultrapassou os paradigmas da TV. Então tenho a sensação que não fiz TV. Quando converso com colegas que fazem TV, eles comentam do ritmo acelerado, quase industrial. Aí me pergunto, e o processo criativo? Eu, como ator, preciso de maturação para desenvolver minha atuação. Fico receoso com esse veículo. Não é que não faça TV por achar difícil; na verdade tenho curiosidade em me atrever e descobrir como eu reagiria ali. Mas meus planos agora são para o cinema.

Você viaja com “Tropa de Elite 2” ao Festival de Berlim (inicia 10 de fevereiro)?

Não, não vou. Preciso viajar e trabalhar num novo projeto.

E quais deles já pode anunciar?

Posso falar de dois. Um é o primeiro longa-metragem de Fernando Coimbra, que se chama “Lobo Atrás da Porta”. Nos conhecemos em Brasília ainda por ocasião de “Décimo Segundo”. Fernando concorria com o “Trópico das Cabras” e desde aquela época já conversamos sobre esse novo projeto. O outro convite, que é superespecial para mim, veio do Hilton Lacerda, que há um ano me chamou para fazer uma leitura dramática do “Tatuagem” (primeiro longa-metragem de ficção a ser dirigido, sozinho, por Hilton). No filme ele vai homenagear o pessoal do Grupo de Teatro Vivencial (dos anos 1970), com integrantes originais participando do filme, e isso me deixou muito feliz. O Hilton é responsável pela criação de muitos personagens importantes na minha vida. Fico feliz de poder contribuir no trabalho dele.

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Via Folha de Pernambuco

janeiro 03 2011

Cinema político

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Tiradentes abriga, agora em janeiro, mais uma edição do festival que pretende refletir a produção nacional

Diario de Pernambuco, 03/01/2001

Depois de alguns curtas e longas nordestinos, Irandhir Santos ganhou o país em Tropa de Elite 2 Foto: Alexandre Lima/Divulgacao

Depois de alguns curtas e longas nordestinos, Irandhir Santos ganhou o país em Tropa de Elite 2 Foto: Alexandre Lima/Divulgacao

Duas gerações do cinema brasileiro serão homenageadas na 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes, promovida de 21 a 29 de janeiro, na cidade histórica mineira. De um lado, o diretor carioca Paulo Cesar Saraceni, representante do cinema brasileiro moderno, que teve seu auge nos anos 1960 e 1970. De outro, Irandhir Santos (Tropa de Elite 2), ator de teatro pernambucano, que começou recentemente sua incursão pelo cinema nacional (em 2005, em Cinema, aspirinas e urubus) e pode ser visto como legítimo representante pernambucano da nova ´safra` de fora do eixo. Nos últimos cinco anos, atuou também em Besouro (2009), Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009), Olhos azuis (2009) e Baixio as bestas (2006).

Durante o festival, que este ano elegeu como tema ´Inquietações políticas`, serão exibidas obras da filmografia de Saraceni e Irandhir. Na abertura, a tela será aberta para o novo longa do cineasta carioca, O gerente, baseado no conto de Carlos Drummond de Andrade, sobre um gerente de banco que tinha como fetichemorder as mãos das mulheres da sociedade.

´A proposta da Mostra de Tiradentes é poder exibir e refletir sobre a estética da obra, discutir políticas públicas e formas de fazer. E, principalmente, discutir o que estamos vendo. O evento foi se firmando como momento de aprofundarmos sobre como o cinema nacional está se apresentando no presente. O festival de Ouro Preto (Cine OP) está mais voltado ao passado e o de Belo Horizonte (Mostra Cine BH) para o mercado`, esclarece Raquel Hallak, coordenadora da mostra mineira.

´Estamos observando o cinema apresentado em 2009 e 2010, e o que virá em 2011. A política tratada na forma de olhar, como fruto de uma transformação de organização social. É o cinema como retrato de nossa identidade, ´ afirma Raquel, lembrando temáticas que estão sendo debatidas na tela grande, cujo principal representante ou melhor exemplo é Tropa de Elite 2. ´Vejo este filme, que é totalmente diferente do primeiro, como grande instrumento até para essa operação que vem sendo feita no Rio de Janeiro. E é este o papel do cinema, mostrar na tela a abertura da política como forma de transformação social. O novo olhar do diretor faz parte de um amadurecimento`, defende a coordenadora da Mostra. ´O que já pôde ser visto em Brasília. O cinema brasileiro está sendo feito por jovens. E essa é uma tendência inclusive mundial`.

Raquel Hallak atribui essa mudança às novas tecnologias e à facilidade de produção atual. ´Antigamente, era preciso ter uma carreira para filmar. Ter acesso político para viabilização dos recursos, financiamento. Hoje, os jovens estão fazendo cinema com o que têm em mãos. O processo coletivo é muito grande e isso é visível no Nordeste, fora do eixo Rio-São Paulo`, analisa. Para ela, tudo isso resulta em uma ´forma de olhar mais desprendida, mais livre. Não é preciso negociar o que será abordado. Associar determinada ideia a uma marca. Isso é o retrato do cinema independente, de uma nova estética`.

´As homenagens (Saraceni e Irandhir) compõem espécie de plano e contraplano histórico, sem necessária distinção de quem é uma coisa ou outra. Cada um deles surgiu para o cinema em momentos distintos`, explica Raquel. E completa: ´Saraceni é pré- Cinema Novo, se tomarmos seus curtas e seu primeiro longa como referências, e também protagonista do movimento, embora sempre com um olhar próprio, sem igual em sua turma. Nos anos 1990 e 2000, assim como ocorreu com quase toda a sua geração, filmou sem frequência. Quando filmou, porém, não se acanhou: ousou!`. Entre os filmes a serem exibidos em homenagem a Saraceni, seu primeiro curta Arraial do Cabo (1959), premiado na Itália, além de Porto das Caixas (1962), seu longa de estreia.

´Irandhir é um dos rostos de um cinema brasileiro jovem, de diretores entre 20 e 40 anos, com poucos longas nas costas. Essa é a faixa etária que, na prática, hoje movimenta a produção no Brasil. Nos últimos 10 anos, não foram poucos os atores e diretores a estrear nas telas, com uma renovação proporcional em outras atividades da realização`, lembra Raquel. Irandhir surge nessa cena também marcada pelas revelações e confirmações de Lázaro Ramos, Wagner Moura, Hermila Guedes, João Miguel, todos, por coincidência ou não, nascidos e formados na Bahia e em Pernambuco. ´Sinal de que, quase sempre concentrado no Rio e São Paulo, o foco mudou. E a filmografia do ator é composta quase exclusivamente de nordestinos: Daniel Bandeira, Claudio Assis, Kleber Mendonça Filho, Marcelo Gomes e Karin Ainouz.` (Gracie Santos)

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Via Diario de Pernambuco

dezembro 21 2010

Irandhir Santos será homenageado na 14ª Mostra de Tiradentes

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Folha de Pernambuco, Câmara Clara, 21/12/2010
Por Luiz Joaquim

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O ator pernambucano Irandhir Santos será homenageado na 14ª Mostra de Tiradentes. De 2005, quando estreou em “Cinemas, Aspirinas e Urubus”, o ator, que nasceu em Barreiros (PE), já atuou em dez produções. A Mostra mineira irá exibir os longas “Tropa de Elite 2”, de José Padilha, e “Amigos de Risco”, de Daniel Bandeira, além dos curtas “Azul”, de Eric Laurence e “Décimo Segundo”, de Leo Lacca. Tiradentes também homenageia o cineasta carioca Paulo César Saracene.

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Via Folha de Pernambuco

dezembro 20 2010

O Natal relax de Irandhir Santos

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Blog Social 1, Roberta Jungmann, 20/12/2010
Por Felipe Andrade

O ator pernambucano Irandhir Santos, várias capas de revista este ano, participação em Tropa de Elite 2 e premiado melhor ator no Festival de Cinema Brasileiro de Paris pelo filme Viajo porque preciso, volto porque te amo, passa o Natal no melhor estilo da família no interior: confra em Limoneiro, na Zona da Marta Norte, com familiares reunidos na calçada da casa para aquele papo com amigos e vizinhos.

irandhir santos

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Via Social 1

dezembro 19 2010

Irandhir será homenageado em festival de cinema

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João Alberto Blog, 19/12/2010
Por Tatiana Sotero

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O ator pernambucano Irandhir Santos será um dos homenageados do Festival de Cinema de Tiradentes (MG), entre 21 e 29 de janeiro. O ator se destacou em vários longas neste ano, em especial o recordista de bilheterias Tropa de Elite 2, interpretando Diogo Fraga, um defensor dos Direitos Humanos.Quincas Berro D’água, Som ao redor e Febre do rato são outros trabalhos de sucesso de Iranhir. Também será agraciado junto com o ator, no festival, o diretor Paulo César Saraceni. O evento homenageia todos os anos dois destaques do cinema nacional.

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Via João Alberto Blog

dezembro 15 2010

Tiradentes abriga em janeiro mais uma edição do festival

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Proposta da mostra é exibir e refletir sobre o que está sendo mostrado na telas

UAI, Divista-se, 15/12/2010
Por Gracie Santos

O cinema brasileiro está sendo feito por jovens. E essa é uma tendência inclusive mundial - Raquel Hallak, coordenadora da mostra

O cinema brasileiro está sendo feito por jovens. E essa é uma tendência inclusive mundial - Raquel Hallak, coordenadora da mostra

Duas gerações do cinema brasileiro serão homenageadas na 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes, promovida de 21 a 29 de janeiro, na cidade histórica mineira. De um lado, o diretor carioca Paulo Cesar Saraceni, representante do cinema brasileiro moderno, que teve seu auge nos anos 1960 e 70. De outro, Irandhir Santos (Tropa de Elite 2), ator de teatro pernambucano, que começou recentemente sua incursão pelo cinema nacional (em 2005, em Cinema, aspirinas e urubus) e pode ser visto como legítimo representante pernambucano da nova “safra” de fora do eixo. Durante o festival, que este ano elegeu como tema “Inquietações políticas”, serão exibidas obras da filmografia de Saraceni e Irandhir. Na abertura, o novo longa do cineasta carioca, O gerente, baseado no conto de Carlos Drummond de Andrade, sobre um gerente de banco que tinha como fetiche morder as mãos das mulheres da sociedade.

“A proposta da Mostra de Tiradentes é poder exibir e refletir sobre a estética da obra, discutir políticas públicas e formas de fazer. E, principalmente, discutir o que estamos vendo. O evento foi se firmando como momento de aprofundarmos sobre como o cinema nacional está se apresentando no presente. O festival de Ouro Preto (Cine OP) está mais voltado ao passado e o de Belo Horizonte (Mostra Cine BH) para o mercado”, esclarece Raquel Hallak, coordenadora da mostra. “Estamos observando o cinema apresentado em 2009 e este ano e o que virá em 2011. A política tratada na forma de olhar, como fruto de uma transformação de organização social. É o cinema como retrato de nossa identidade, “ afirma Raquel, lembrando temáticas que estão sendo debatidas na tela grande, cujo principal representante ou melhor exemplo é Tropa de Elite 2.

“Vejo este filme, que é totalmente diferente do primeiro, como grande instrumento até para essa operação que vem sendo feita no Rio de Janeiro. E é este o papel do cinema, mostrar na tela a abertura da política como forma de transformação social. O novo olhar do diretor faz parte de um amadurecimento”, diz a coordenadora da Mostra de Tiradentes, para quem estamos passando por fase importante da produção cinematográfica brasileira. “O que inclusive pôde ser visto em Brasília. O cinema brasileiro está sendo feito por jovens. E essa é uma tendência inclusive mundial”.

Raquel Hallak atribui essa mudança às novas tecnologias e à facilidade de produção atual. “Antigamente, era preciso ter uma carreira para filmar. Ter acesso político para viabilização dos recursos, financiamento. Hoje, os jovens estão fazendo cinema com o que têm em mãos. O processo coletivo é muito grande e isso é visível no Nordeste, fora do eixo Rio-São Paulo”, analisa. Para ela, tudo isso resulta em uma “forma de olhar mais desprendida, mais livre. Não é preciso negociar o que será abordado. Associar determinada ideia a uma marca. Isso é o retrato do cinema independente, de uma nova estética”.

HOMENAGEADOS

“As homenagens (Saraceni e Irandhir) compõem espécie de plano e contraplano histórico, sem necessária distinção de quem é uma coisa ou outra. Cada um deles surgiu para o cinema em momentos históricos e cinematográficos distintos”, explica Raquel. E completa: “Saraceni é pré-Cinema Novo, se tomarmos seus curtas e seu primeiro longa como referência inicial, e também protagonista do movimento, embora sempre com um olhar muito próprio, sem igual em sua turma. Nos anos 1990 e 2000, assim como ocorreu com quase toda a sua geração, filmou sem frequência. Quando filmou, porém, não se acanhou: ousou!”. Entre os filmes a serem exibidos em homenagem a Saraceni, seu primeiro curta, de 1959, Arraial do Cabo, premiado na Itália, além de Porto das Caixas (1962), longa de estreia do diretor.

Já “Irandhir é um dos rostos de um cinema brasileiro jovem, de diretores entre 20 e 40 anos, com poucos longas nas costas. Essa é a faixa etária que, na prática, hoje movimenta a produção no Brasil. Nos últimos 10 anos, não foram poucos os atores e diretores a estrear nas telas, com uma renovação proporcional em outras atividades da realização”, lembra Raquel. Irandhir surge nessa cena também marcada pelas revelações e confirmações de Lázaro Ramos, Wagner Moura, Hermila Guedes, João Miguel, todos, por coincidência ou não, nascidos e formados na Bahia e em Pernambuco. “Sinal de que, quase sempre concentrado em Rio e São Paulo, o foco mudou. E a filmografia do ator é composta quase exclusivamente de diretores nordestinos: Daniel Bandeira, Claudio Assis, Kleber Mendonça Filho, Marcelo Gomes e Karin Ainouz.”

Raquel Hallak não antecipa outros filmes da grade de exibição do festival, que ainda está sendo fechada, mas adianta que as oficinas de cultura (gratuitas) para o público adulto e infantojuvenil, que serão ministradas durante o evento, 12 com 300 vagas, estão com inscrições abertas até 5 de janeiro (veja box). As inscrições, também gratuitas, podem ser feitas pelo site www.mostratiradentes.com.br. Além de preencher a ficha de inscrição disponível no site, os candidatos devem inserir, em seu cadastro, um breve currículo para análise. Cada interessado pode concorrer a apenas uma vaga na oficina que eleger.

OFICINAS

Para o público adulto
• Interpretação para cinema, com Sérgio Penna (SP) – de 22 a 24
• Produção executiva, com Sérgio Kieling (SP) – de 22 a 24
• Realização em curta documental, com Luiz Carlos Lacerda (RJ) – de 22 a 28
• Direção cinematográfica, com Jorge Bodanzky (SP), de 26 a 28
• Trilha sonora para cinema, com David Tygel (RJ), de 25 a 27
• A essência do roteiro – Cinema e TV, com Claudio Mac Dowell (RJ), de 25 a 27
• Cinema e gastronomia, com o chef Ronie Peterson e o maitre Flávio Gomes, do Hotel Senac Grogotó (MG) – dia 27
• Processos audiovisuais cocriativos, com Igor Amin Ataídes e Vinícius Cabral (MG) – de 22 a 25

Para o público infantojuvenil
• Por trás da câmera, com Ana Paula e Anna Rosaura (RJ) – de 24 a 28
• Interpretação para atores, com Eliane Abreu Rios (MG) – de 25 a 29
• A formação do olhar fotográfico, com Bete Bullara (RJ) – de 24 a 28
• Artes plásticas e cinema, com Daniela Penna (MG) – de 24 a 28

14ª MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES
De 21 a 29 de janeiro. Programação gratuita. Informações e incrições para as oficinas no www.mostratiradentes.com.br

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Via Divirta-se

novembro 23 2010

FestNatal: Irandhir Santos, melhor ator coadjuvante

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Irandhir Santos foi premiado na categoria Melhor Ator Coadjuvante no 19º FestNatal – Festival de Cinema de Natal, por sua atuação no filme Olhos Azul, de José Joffily.

festnatal

FestNatal, 23/11/2010

FESTNATAL 2010 – VENCEDORES

  • COMO ESQUECER – Filme
  • JOSÉ JOFFILY – Diretor OLHOS AZUIS
  • DAVID RASCHE – Ator OLHOS AZUIS
  • ANA PAULA ARÓSIO – Atriz COMO ESQUECER
  • IRANDHIR SANTOS – Ator Coadjuvante OLHOS AZUIS
  • DENISE WEINBERG – Atriz Coadjuvanten SALVE GERAL
  • SÉRGIO REZENDE E PATRÍCIA ANDRADE – Roteiristas SALVE GERAL

Foi concedida Menção Honrosa a CHRISTIAN CRAVO, pela fotografia de “Besouro”. e a FÁTIMA TOLEDO, pela preparação de elenco de “Besouro”

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Via FestNatal

novembro 18 2010

Coluna Dia a Dia: PE tá podendo

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Coluna Dia a Dia, Jornal do Commercio, 18/11/2010

PE tá podendo
Em entrevista ao jornal O Globo, Selton Mello falou sobre os atores que deram uma nova cara ao cinema nacional. Entre nomes como Rodrigo Santoro, Caio Blat, Wagner Moura e Lázaro Ramos, o astro citou dois pernambucanos no time: Gustavo Falcão e Irandhir Santos.

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Via Jornal do Commercio

novembro 05 2010

Lançamento de livro e filmes da mostra competitiva movimentam segundo dia do FestCine

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Fest Cine Goiânia, 05/11/2010

Atriz Bianca Messina, o ator Irandhir Santos e a atriz Cristina Lago

Atriz Bianca Messina, o ator Irandhir Santos e a atriz Cristina Lago

O segundo dia do FestCine Goiânia contou com a grande presença do público para a exibição dos filmes da Mostra Competitiva e também para o lançamento do livro de LG Miranda de Leão. Intitulada Ensaios de cinema, um olhar acurado sobre a sétima arte, a obra traz uma coletânea de artigos publicados pelo autor ao longo de seus 50 anos de carreira como cinéfilo, estudioso e crítico de cinema. Professor aposentado da Universidade Federal do Ceará, LG também é autor do livro Analisando cinema – Críticas de LG de Miranda Leão, da Editora Imprensa Oficial de São Paulo, e do Blog do LG.

A coletânea lançada ontem foi organizada pela jornalista e produtora cultural Aurora Miranda Leão, que também é filha do autor e integrante do Júri Oficial do 6º FestCine. Ela representou o pai no lançamento do livro e autografou dezenas de exemplares, que chamaram a atenção de cinéfilos e estudantes de cinema de Goiânia. “Meu pai ficou muito feliz e comovido em saber que seu livro seria lançado durante este festival. Conhecemos o FestCine desde suas primeiras edições e sabemos da grande importância do evento não apenas para a cena cultural goianiense, mas para o audiovisual brasileiro”, afirmou Aurora.

A jornalista elogiou a organização do evento, que, segundo ela, vem melhorando a cada ano. “O FestCine é cuidadoso com os mínimos detalhes. Os vencedores levam para a casa não apenas o prêmio em dinheiro, mas também uma obra de arte, pois o troféu é feito por Siron Franco. Além disso, trata-se de um festival que já é uma referência em termos de qualidade e diversidade dos filmes envolvidos”, avaliou. “São obras tão boas, que certamente teremos muita dificuldade em eleger as vencedoras desse ano”, afirmou a jurada.

Mostra Competitiva

Na quinta-feira (04/11) o público também pôde conferir a exibição de longas e curtas da Mostra Competitiva. Foram eles: Diga 33 (2010), de Angelo Lima; Olhos azuis (2009), de José Joffily; Quando a mãe chora e o filho vão vê (2010), do Movimento do Vídeo Popular e Cinema de guerrilha (2010), de Evaldo Mocarzel. Representando José Joffily, o ator Irandhir Santos e as atrizes Branca Messina e Cristina Lago, que integram o elenco de Olhos azuis, agradeceram a oportunidade de participar do festival e reforçaram a importância da iniciativa para a formação de plateia para o cinema nacional no Brasil.

Nesta sexta-feira (05/11) o FestCine contará com a exibição dos filmes Rupestre (2010), de Paulo Miranda; Nélida Piñon – Mapas dos afetos (2010), de Julio Lellis; Eixo (2009), de Uliana Duarte, e Bróder, (2010), de Jeferson De. Além disso, também serão exibidas obras da mostra de Vídeos Universitários e Vídeos Caseiros.

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Via Fest Cine Goiânia