setembro 03 2010

Febre de longas pernambucanos

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Claudio Assis começa a rodar a partir de hoje seu terceiro filme, tendo no elenco Irandhir Costa, Nanda Costa, Matheus Nachtergaele

Diário de Pernambuco, Caderno Viver, 31/08/2010
Por André Dib

Irandhir Santos revela que já incorporou o protagonista, o poeta Zizo Foto: Nando Chiappetta/Esp. DP/D.A Press

Irandhir Santos revela que já incorporou o protagonista, o poeta Zizo Foto: Nando Chiappetta/Esp. DP/D.A Press

Nove anos depois de Amarelo manga, Cláudio Assis volta a filmar em Olinda e Recife. A partir de hoje, a produção de Febre do rato, terceiro longa-metragem do diretor pernambucano, movimenta a cidade com uma equipe de profissionais cariocas e pernambucanos. Durante a semana de ensaios, o elenco formado por Irandhir Santos, Nanda Costa, Matheus Nachtergaele, Mariana Nunes e Juliano Cazarré circulou em eventos e bares. No que diz o burburinho, Nachtergaele já está com o personagem incorporado e assim deve continuar até o começo de outubro, quando terminam as filmagens.

Apesar do momento ao mesmo tempo tenso e delicado que configura a pré-produção de um longa, Cláudio e Júlia Moraes receberam o Diario no casarão utilizado para os ensaios, no Sítio Histórico. Eles celebram a boa fase do cinema feito em Pernambuco, somente em 2010 contabiliza quatro longas em andamento, com distribuição garantida. Febre do rato será rodado em super 35mm, captado em cores para ser vertido em pretoe branco na pós-produção. Como em todos os filmes do diretor, a fotografia é de Walter Carvalho, em formato cinemascope.

Contemplado em 2005 pelo fundo holandês Hubert Bals para desenvolvimento de projetos, Febre do rato tem acumulado patrocínios e apoios nacionais e estrangeiros, como a empresa argentina IMPSA. “Empresários entenderam que dá pra investir no cinema de ideias, independente do retorno financeiro”, diz Júlia. “Nesse processo, a Fundarpe foi fundamental para a gente poder andar e ganhar os grandes editais, concorrendo com filmes do Brasil inteiro”, complementa Cláudio. Com 90% do orçamento captado, falta garantir a finalização. “A Prefeitura do Recife ainda não oficializou, mas garantiu que vai nos apoiar”.

Durante a prova de figurino, encontramos um Irandhir febril, possuído pelo poeta Zizo, personagem principal do novo filme. “Se tem algo que resume Zizo, é a atitude”, disse o ator, que acaba de rodar O som ao redor, de Kleber Mendonça Filho, e a partir de outubro poderá ser visto em Tropa de elite 2. Semana passada, Irandhir conheceu Miró, com quem descobriu afinidades. “O destino trouxe Miró e fiquei com ele enquanto pude. Se eu tiver 1/3 dele no meu personagem estarei muito feliz”. Para compor Zizo, Irandhir tem dormido e acordado com João Cabral, Drummond, Pedro Tierra e Murilo Mendes. No entanto, todas as poesias do filme são originais, escritas por Hilton Lacerda.

Boa parte de Febre do rato será rodada na Fábrica Tacaruna, que será morada de um triângulo amoroso vivido por Juliano Cazarré, Mariana Nunes e Vítor Araújo, que estreia como ator. Afora o elenco principal, Jones Melo, Paulina Albuquerque, Sâmara Cipriano, Chiquinho Serra Velho, Hugo Gila e a paulista Tânia Moreno prometem gerar cenas que, como nos demais filmes de Cláudio, ainda vão dar o que falar.

Entre atores, figurantes e participações especiais, serão mais de 400 pessoas. Um churrasco de Páscoa na casa de Zizo reunirá Jommard Muniz de Britto, Gaspar Andrade, Fernando Peres e Irma Brown, Wilma Gomes (ex-miss Pernambuco), LalaK e Carlos Carvalho. Quero reunir pessoas que na vida real seriam amigos do poeta e reunir a nossa cena cultural, uma metalinguagem a serviço do cinema”, diz Rutílio de Oliveira, responsável pelo casting. Miró, Xico Sá, Roger de Renor e João do Morro também serão convidados. Evocados no título, ratazanas comuns nas alamedas da cidade não devem faltar. Mas a “febre do rato” não tem nada a ver com a doença provocada pelos roedores, mas com a expressão pernambucana para determinado estado de espírito. “É como se a pessoa azougada, com atitude para o bem ou para o mal, com vontade de lutar por alguma coisa.

Inspiração no avô poeta

Neta de Vinicius, Júlia Moraes busca no avô parte da inspiração para construir o poeta do novo filme de Cláudio Assis. “Ele viveu pra poesia e me deu condições de entender e viajar no universo do poeta. Com certeza estamos trazendo isso para o filme. Para ele a família, as histórias, a obra é uma só”. Júlia tinha apenas seis anos quando Vinicius se foi. A breve convivência deixou nela uma imagem clara de entrega que agora ele transpõe para o filme, que ela descreve como “alto astral, de afirmação”, de um personagem que não está preocupado com dinheiro ou sucesso, que “não quer se dar bem, mas ser quem ele é”.

“Assim como ele, Zizo é um poeta do amor e da dor. E disso todo mundo entende. Seja parnasiana, romântica, escatológica ou concreta, a poesia é capaz de tocar as pessoas de forma profunda. E Zizo carrega consigo essa liberdade, que as pessoas querem viver mas não têm coragem, são amarradas”.

Entrevista // Claudio Assis

Após quase uma década, você volta a usar Olinda como cenário. Qual sua relação com a cidade?

Minha produtora funciona há 15 anos em Olinda, onde fizemos muitos curtas. Sempre quis fazer um longa aqui, em Amarelo manga filmamos nos Quatro Cantos, que é muito cinematográfico. E quando tive a ideia, imaginei o poeta como sendo de Olinda. Ia trazer o filme todo pra cá, queremos falar do Recife, que é um universo de contradições de cidade grande, que contém um mundo.

Como surgiu Febre do rato?

A ideia veio durante a filmagem de Amarelo manga, em Olinda, quando inventei um personagem com um amigo meu. Ele foi crescendo, chamei Hilton Lacerda e as ideias foram chegando, só naquele momento pensamos em 17 sequências.

Você descreve o filme como romântico, sobre pessoas apaixonadas. Seria uma mudança de rota, depois de dirigir dois filmes que mostram a vida cruel?

Pelo contrário, é a afirmação disso tudo. Se as pessoas não viram amor nos meus outros filmes, precisam ver de novo até encontrar. Tudo que já foidito será mostrado de outra forma, com poesia, de uma maneira elegante, generosa, para que seja um filme prazeiroso. Mas não mudei nada, o assunto é o mesmo, só que contado de forma diferente.

Recife tem uma tradição de poetas de rua, seu poeta se conecta com esse cenário?

Zizo não é marginal, é revolucionário. Existe o Zizo, que é meu amigo desde os anos 1980, a quem estamos fazendo homenagem, mas não tem nada a ver com a vida dele. No filme, Zizo cria um mundo onde as pessoas são iguais: negros, gordos, magros, brancos, putas, travestis. Se eles transam ou casam, se separam de um grande amor ou ficam nele pra sempre, não importa, temos que respeitar as pessoas do jeito que são. E um poeta pode tudo, tem liberdade pra falar e fazer o que quiser.

Cinema é a sua forma de fazer poesia?

Lógico. E o poeta sou eu. Essa é minha forma de dizer o que eu acho do mundo.

Por dentro do set

Febre do rato, 3º longa-metragem de Cláudio Assis, é uma co-produção entre a Parabólica Brasil e BelaVista Cinema, em associação com a Pacto Audiovisual e República Pureza Filmes.

Elenco
Irandhir Santos – Zizo; Nanda Costa – Eneida; Matheus Nachtergaele – Pazinho; Ângela Leal – D. Marieta; Conceição Camarotti – Stellamaris; Maria Gladys – Anja; Mariana Nunes – Rosângela; Juliano Cazarré – Boca Mole; Victor Araújo – Oncinha; Tânia Moreno – Vanessa.

Direção: Cláudio Assis
Produção: Julia Moraes e Claudio Assis
Roteiro: Hilton Lacerda
Produção Executiva: Marcello Maia
Direção de Fotografia: Walter Carvalho
Direção de Arte: Renata Pinheiro
Direção de Produção: Joana Araújo
Coordenação de Produção: Barbara Rocha
Figurino: Joana Gatis
Montagem: Karen Harley
Trilha sonora: Jorge du Peixe
Produtor associado: Malu Viana
Distribuidor: Imovision
Orçamento total: R$ 2,2 milhões

Patrocinadores e investidores:
Petrobras / Fundo Setorial do Audiovisual – Finep / Prêmio Adicional de Renda – Ancine /Imovision / Banco do Nordeste / Chesf / IMPSA / Petra Energia / Copergás / Estaleiro Atlântico Sul / Secretaria de Turismo do Governo de Pernambuco / Empetur / Prefeitura de Olinda

Incentivo:
Funcultura / Governo do Estado de Pernambuco

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Via Diário de Pernambuco

agosto 29 2010

Irandhir Santos leva o prêmio de melhor ator no Festival de Cinema Brasileiro de Paris

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Folha Online – Ilustrada, 11/05/2010
da Reportagem Local

Festival de Cinema Brasileiro de Paris anuncia vencedores

O Festival de Cinema Brasileiro de Paris, que está em sua 12ª edição, anunciou nesta terça-feira (11) os seus vencedores.

“Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo”, de Marcelo Gomes e Karim Ainouz, foi escolhido como o melhor filme.

O prêmio de melhor atriz ficou com Nanda Costa, por “Sonhos Roubados”, de Sandra Werneck.


Trailer do filme “Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo” com a narração premiada de Irandhir Santos.

Já o prêmio de melhor ator foi dividido pelos atores David Rasche e Irandhir Santos. Rasche venceu por “Olhos Azuis”, de José Joffily. Santos foi lembrado pelo mesmo filme e pela narração de “Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo”.

O júri era composto pelos cineastas François Favrat e Agnes Jaoui e pelas atrizes Marie Espinosa e Helena Noguerra.

O júri popular escolheu o filme “Elvis & Madona”, de Marcelo Laffitte, como o melhor filme do festival.

O Festival segue até 18 de maio, com a exibição dos filmes que estão fora de competição.

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Fonte: Folha Online – Ilustrada

agosto 29 2010

Irandhir Santos na coluna ‘…e ponto’ de Daliana Martins

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Nota publicada na coluna ‘…e ponto’ do blog Sociais, escrito por Daliana Martins, no portal Pe360graus.

Para mais informações sobre o prêmio ganho por Irandhir Santos no Brazilian Film Festival, em Miami Beach, clique aqui.

agosto 18 2010

O SOM AO REDOR, filme de Kleber Mendonça Filho

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Foto Victor Jucá (divulgação)

Sinopse

A vida numa vizinhança de classe média no Recife toma um rumo inesperado depois da chegada de seguranças particulares que oferecem seus serviços de proteção privada. Há algo de misterioso nesses homens, e isso nos levará de volta ao passado, no interior de Pernambuco, gerando um choque entre a cultura arcaica e o urbano moderno.

Irandhir Santos interpreta CLODOALDO, o chefe do grupo de segurança que chega para oferecer seus serviços num bairro da zona sul do Recife.

Elenco: Gustavo Jahn, Maeve Jinkings, Irandhir Santos, JW Solha, Irma Brown, Lula Terra.

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agosto 18 2010

Olhos Azuis | Entrevista exclusiva com Irandhir Santos

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Adoro Cinema, 17/08/2010
Por Francisco Russo

irandhir-acIrandhir Santos ainda é pouco conhecido pelo público em geral, apesar de ter aparecido com frequência nos cinemas ultimamente. Ainda porque um de seus próximos filmes é o aguardado Tropa de Elite 2, onde é o antagonista do Nascimento de Wagner Moura.

Ele conversou com Francisco Russo, editor do Adoro Cinema, sobre Olhos Azuis, seu mais recente filme a chegar ao circuito.

ADORO CINEMA: Você está com um feito raro, com três filmes em cartaz no circuito (Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, Quincas Berro D’Água e Olhos Azuis). Como é ser o ator da moda no cinema nacional?

IRANDHIR SANTOS: O que sinto neste momento é que, cada vez mais, estou gostando de fazer cinema. São três obras que surgiram neste momento, mas elas foram rodadas em anos diferentes, com histórias diferentes e em momentos distintos. Casou delas aparecerem agora em 2010, um ano que não é tão igual aos outros porque tem eleição e Copa do Mundo. Isso diminui o espaço para as estreias dos filmes. Não vejo nada mais do que coincidência, mas me sinto muito feliz de estar presente nestas obras. Acredito que as obras devem chegar ao público através da história, isso é que importa. Se acontecer em cada uma delas será maravilhoso, me darei por satisfeito.

AC: Como o projeto de Olhos Azuis chegou até você?

Irandhir: Foram feitos testes em Pernambuco. A Heloísa Rezende e o João Jr. me ligaram falando do projeto, querendo fazer um teste comigo. Quando peguei o material vi que era em inglês, algo que tinha dificuldade. Ainda assim me atrevi, pois queria fazer cinema. Queria saber como era isso e até então só se conhecia cinema fazendo cinema, ao menos era assim na minha terra. Então me dispus a isso, com toda vontade, em querer fazer. Fiquei muito feliz quando recebi a notícia de que tinha passado. Começou então uma nova etapa, que foi o processo de preparação.

AC: Como foi esta preparação, você chegou a fazer algum tipo de pesquisa?

Irandhir: Não tenho contato com os Estados Unidos, de nenhuma forma. Nunca fui lá, minha saída até então era para a Europa. Então precisava ter relatos o mais próximo possível do que se passava. Alguns amigos tiveram este tipo de experiência, não tão drástica quanto o Nonato mas algo parecido no sentido de comportamento. Fui atrás. Pessoas me indicavam, o próprio Joffily também. Mas a preparação fundamental para o Nonato veio na questão da fluência do inglês. Tinha uma noção básica da língua, especialmente de leitura, mas não a fluência necessária. E isto era primordial para o Nonato, alguém que está lá há mais de três anos, que aprendeu o inglês de rua, um inglês específico, mas que também quando é preciso pode usar um inglês um pouco mais sofisticado. É isso que acontece no início do filme e, à medida que ele é bombardeado, vai perdendo isso e quase que volta à língua mãe. É natural isto acontecer. Tinha que ter esta segurança na fala. Falei com o Joffily e ele definiu que iríamos estabelecer um tempo para isso. Foi super generoso em entrar em contato com uma escola de língua inglesa lá de Recife, onde tinha um professor norte americano que foi crucial neste sentido. O Joffily me deu o roteiro e disse para que colocasse da forma que achasse melhor, lembrando essa coisa do inglês de rua. Foram dois meses lapidando este roteiro e aí tornou-se algo mais sólido até a chegada do David Rasche e dos outros atores americanos, quando surgiu uma nova etapa, a do improviso. O David trouxe as suas referências, o que queria para o personagem, e eu tinha as minhas também. Então foi uma etapa de ajuste, entre aquilo que eu tinha e o que o David tinha. Aí sim, após isto, a gente foi pra cima.

AC: Seu personagem começa calmo e, à medida que os eventos acontecem, ele fica cada vez mais irritado até explodir de vez. Como foi construir esta mudança emocional do personagem?

Irandhir: Algo que faço para todos os meus personagens são registros, tenho um caderno para cada um deles. Isto me ajuda, é uma forma de concretizar a forma que o ator trabalha. Então é como se tivesse o personagem nas minhas mãos, pois nele tenho toda sua trajetória. Isto me ajuda muito quando faço cinema, pois há aquela quebra na ordem das cenas a serem rodadas. Dependendo da cena vou direto ao caderno e vejo em que situação o personagem está. Com o Nonato aconteceu algo muito especial, porque notei esta trajetória dele até uma tensão limite. Como trabalho com muitos desenhos e referências, que me ajudam, usei o que os aeroportos americanos passaram a ter após os ataques do 11 de setembro. Eles começaram a utilizar cores para definir o nível de alerta. Então existia um nível amarelo, laranja, até o vermelho. Foi mais ou menos a trajetória que o Nonato fazia. Havia cenas em que achava que o Nonato estaria no alerta amarelo, outras no laranja e onde ele chegaria até o vermelho. Fiz esta separação para interiorizar isto. Até nas horas de gravação o Joffily chegava e dizia “nível laranja, Irandhir”. Isto me ajudou muito a pontuar esta trajetória.

AC: Falando sobre Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, me chamou muito a atenção a figura do protagonista que não está presente nunca. Como foi construir um personagem com a limitação de apenas usar a voz?

Irandhir: Foi muito desafiador neste sentido. Sempre tinha utilizado meu corpo como instrumento para todos os projetos até então, que é um elemento que me ajuda na construção para entrar na história. Tem a transformação física, o próprio Nonato passa por uma. Isto é importante para o ator porque acredito que o registro físico te ajuda no emocional. Quando chegou o convite do Marcelo e do Karim com esta proposta, de não ter o corpo e ir pela voz, foi como se tirasse minha ferramenta. Descobri então que existem outras ferramentas para o ator e a voz é uma especialíssima. A ideia era ter a voz que tem mãos, braços, coração. É preciso ter as mãos com a ênfase da palavra, com a respiração. É preciso estar, mesmo não estando aparecendo. Então perdi meu corpo, mas descobri minha voz. É um instrumento tão bom quanto e tão magnífico quanto.

Outra coisa que acho curioso é que o fato de não aparecer dá vazão às pessoas que assistem para formar o José Renato da sua maneira. Inclusive depois, conversando com o Karim e o Marcelo, disse que não iria aparecer, nem antes do filme, que eles não iriam me apresentar, por causa disto. A gente tentou segurar ao máximo de não aparecer. Quem ia apresentar o filme nos locais em que era exibido eram os diretores. Apenas citavam meu nome, mas não aparecia fisicamente. Acho que aparecer daria um limite à imaginação das pessoas e a gente acabou optando por isso.

AC: Sobre Tropa de Elite 2, como foi a sua experiência com as filmagens?

Irandhir: Foi fantástica! O Padilha se cerca de histórias as quais ele quer fazer conversar para levantar pontos que serão muito discutidos. E são pontos novos, não abarcados pelo primeiro filme. Gosto deste tipo de cinema, que vem para provocar discussões. Mas acima de tudo ele está cercado por uma equipe que é simplesmente fascinante. Da parte técnica aos atores, ele tem um time perfeito. Wagner Moura foi um excelente colega, na construção do que era preciso para cada cena. Há uma equipe formada que dá uma sustentação que te dá a segurança necessária para se jogar na história. Quando senti que estava cercado e seguro desta maneira, a sensação era de se atrever, vai atrás que você está bem cercado.

Fui muito bem aceito pelas pessoas. Estava um pouco receoso, pois não estava no Tropa de Elite e de repente você pega uma equipe bem casada e vencedora, por tudo que provocou, de repente vem alguém novo. Mas eles foram super abertos e generosos. Eu me senti muito feliz de ter feito Tropa de Elite 2. Confesso que a expectativa de fazer o filme não aconteceu durante as filmagens, pois a equipe se cercou a ponto de não deixar que a demanda interferisse no trabalho. Tanto é que para mim soou como outros trabalhos, minha entrega foi tanto quanto em qualquer outro que fiz, mas só veio cair a ficha do que é Tropa de Elite 2 depois que terminou. Porque aí voltei para casa e começou uma demanda de pessoas querendo saber como era tudo. Isto nunca tinha acontecido com nenhum filme que tinha feito até então. Foi aí que tive um pouco da noção exata do que seria o filme. Ainda bem que já tinha filmado tudo.

AC: Em relação a novos projetos, já há algo em vista?

Irandhir: TV tem surgido desde minha participação em “A Pedra do Reino”, mas tem casado com projetos de cinema e, como tenho me colocado à disposição do cinema, não pude fazer televisão ultimamente. Em relação a cinema, estou com uma grande paixão na minha vida que é o Cláudio Assis. Foi ele quem me deu uma das primeiras oportunidades em cinema, em Baixio das Bestas. Agora ele vai rodar seu terceiro filme, A Febre do Rato, todo feito em Recife e Olinda. Ele me fez o convite e será agora no segundo semestre. Então este é meu próximo projeto.

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Via Adoro Cinema

agosto 17 2010

Tropa de Elite 2 – Trailer Oficial 2

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Este é o novo trailer oficial do filme Tropa de Elite 2, que estreia no dia 08/10 nos cinemas e conta com Irandhir Santos no elenco.

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Via Blog do Tropa de Elite 2

julho 22 2010

Irandhir Santos com Leila Farias e Walter Leite

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Foto de Irandhir Santos na coluna de João Alberto, no caderno Viver do Diário de Pernambuco do dia 22 de julho de 2010.

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Link para a nota no Diário de Pernambuco

junho 30 2010

Confira o trailer de Tropa de Elite 2. O pernambucano Irandhir Santos está no elenco

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Blog de Jamildo, 29/06/2010
Por Daniel Guedes

Trailer de “Tropa de Elite 2″ (Brasil, 2010), com Wagner Moura, André Ramiro, Milhem Cortaz, Seu Jorge, Maria Ribeiro. 2010. Nascimento (Moura) enfrenta um novo inimigo: as milícias. Ao bater de frente com o sistema que domina o Rio de Janeiro, ele descobre que o problema é muito maior do que imaginava. E não é só. Ele precisa equilibrar o desafio de pacificar uma cidade ocupada pelo crime com as constantes preocupações com o filho adolescente. Quando o universo pessoal e o profissional de Nascimento se encontram, o resultado é explosivo.. O roteiro é Bráulio Mantovani. Argumento de José Padilha, Rodrigo Pimentel e Bráulio Mantovani. Direção de José Padilha. Estreia prevista para 8 de outubro.

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Link para a matéria no Blog de Jamildo

junho 02 2010

Em alta no cinema nacional, Irandhir Santos não esquece suas raízes e revela um segredo

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Sidney Rezende, 25/05/2010
Por Rafaella Javoski

Prestes a estar em cartaz com dois filmes, Irandhir Santos é um dos principais nomes do cinema nacional atualmente. Ele ganhou o Brasil e passa pela fase mais importante de sua carreira. Mas, humilde, o pernambucano de 31 anos simplifica a boa fase.

“O melhor momento é quando estou trabalhando. Ser ator e trabalhar no cinema é bom demais”, comentou ele, que vive o pernambucano Nonato em “Olhos Azuis”, de José Joffily, que estreia nesta sexta-feira.

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Produzido em 2007, o filme mostra histórias de imigrantes que tentam entrar nos Estados Unidos. O ator, que diversas vezes precisou deixar o Recife, onde mora, em razão do trabalho, comentou que sentiu certa semelhança entre ele e a personagem.

“O filme surgiu em um momento que eu estava querendo fazer cinema. Eu também tenho que sair para trabalhar como o Nonato”, disse o ator, que precisou de um reforço em inglês, já que sua personagem fala a língua dos Estados Unidos durante todo o filme.

E ele aproveitou ainda para elogiar o diretor. “Eu tinha alguma noção de leitura, mas faltava fluência. Quando percebi isso falei com o Joffily e ele me deu dois meses de aulas com um professor americano que me ensinou o inglês de rua. Esse tempo foi essencial e ele demonstrou muita generosidade”, contou Santos, acrescentando que a convivência com os atores americanos foi importante e que ele, algumas vezes, recorreu ao português para demonstrar emoção.

Mas o ator também pode ser visto em “Quincas Berro D’Água”, cujo trabalho ele classificou em apenas uma palavra: fascinante. No longa, ele é um dos quatro amigos do protagonista. “O Paulo (José) é excepcional. Ele tomou as características do Quincas e criou o clima do filme entre nós. Só observá-lo foi um aprendizado”, afirmou.

Santos também não deixou de comentar o trabalho do diretor, Sérgio Machado. “Ele foi essencial. A situação já é absurda, então ele nos incentivou a levar a sério”, contou o ator, dizendo ainda que a morte da personagem foi realmente dolorida para o elenco e que os atores choraram durante os ensaios.

Para a produção, inspirada na obra de Jorge Amado, ele recebeu o convite de Machado e concordou que a responsabilidade foi maior. “Senti um tremor nas pernas mas foi muito prazeroso, mais que um presente”, comemorou.

Novidade na “Tropa”

E não é só isso. No dia 3 de setembro ele invade as telonas ao lado do coronel Nascimento em “Tropa de Elite 2″. No longa ele vive Diogo Fraga, que vai defender os direitos humanos contra a política. Santos comentou que esse era o personagem que faltava no primeiro filme.

Com tantos trabalhos, engana-se quem pensa que Iradhir Santos planeja férias. No segundo semestre ele inicia as filmagens de “A Febre do Rato”, de Cláudio Assis. Além disso, ele tem um projeto para o teatro com os colegas da Universidade Federal de Pernambuco, onde se formou em Artes Cênicas. O objetivo do grupo é subir aos palcos do Recife em 2011.

Intimidade

Se o sucesso de Irandhir Santos tem um segredo, este pode ser o caderninho que ele faz em cada trabalho. O ator explicou que sente a necessidade de sentir suas personagens e que dentro dele há recortes do roteiro, desenhos e fotos. “O caderno é meu guia. A cada término de trabalho eu guardo no baú. Com as pre-estreias, eu me vi retomando os caderninhos pra vivenciar o que já aconteceu”, revelou ele que, apesar de falar sobre o mimo, não deixou que fosse fotografado.

Para a construção de Nonato, ele trabalhou com as cores e usou o amarelo, laranja e vermelho para classificar a tensão da personagem. Ele justificou que estas eram as cores que denominavam o tipo de alerta nos Estados Unidos após o 11 de setembro.

Família e história

Nascido no interior do estado de Pernambuco, ele continua com suas raízes fincadas na região. Irandhir não mudou-se para nenhuma cidade dos grandes centros e, após cada trabalho, volta para o Recife.

“Já passei alguns meses no Rio, depois na Paraíba. Eu saio, vivo, mas preciso retornar. Aquele é o meu espaço, a minha família”, desabafou o ator, que mora no Recife, mas visita com frequência os pais em Limoeiro, no interior do estado. “Eu sento na calçada, falo sozinho. Eu como ator vivo muitas vidas, mas a minha é emocionante e única e vou até lá para buscá-la”.

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Link para a matéria no SRZD

maio 21 2010

Ator pernambucano em dose dupla no cinema

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Irandhir Santos interpreta o cabo Martin, no Quincas Berro D’água, que estreia nesta sexta-feira (21)

Da Redação do pe360graus.com, 21/05/2010

Um ator pernambucano vai brilhar em dois filmes, um deles com estreia marcada para esta sexta-feira (21). Irandhir Santos interpreta o cabo Martin, no Quincas Berro D’água. “Ele é o motor que proporciona este cortejo festivo, do morto mais vivo do que muitos vivos. É uma comédia que vai vir para pegar a família e os amigos”, contou.

Além desse filme, ele aparece em Olhos Azuis. “Ele fala sobre o momento do estrangeiro em um país distante. Como relacionar a diferença entre nações”, disse. O filme reúne atores de vários países, como Argentina e Estados Unidos. A estreia está prevista para a próxima sexta-feira (28).

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A seguir entrevista exibida no Bom Dia Pernambuco (21/05/2010).

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