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	<title>Irandhir Santos &#187; irandhir</title>
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		<title>Os cavaleiros existentes</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Jan 2011 00:15:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[diário de pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[irandhir]]></category>

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		<description><![CDATA[Na fábula de Italo Calvino, uma armadura vazia esconde o protagonista invisível. Na servidão contemporânea, o fardamento camufla a identidade de nossos heróis cotidianos
Diario de Pernambuco, 23/01/2011
Por Guilherme Carréra e Luís Fernando Moura
Seis vezes por semana, ele é um dos 2 mil garis que circulam na cidade do Recife, todos idênticos. Há 13 anos ingressa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Na fábula de Italo Calvino, uma armadura vazia esconde o protagonista invisível. Na servidão contemporânea, o fardamento camufla a identidade de nossos heróis cotidianos</em></p>
<p><strong>Diario de Pernambuco, 23/01/2011</strong><br />
Por <em>Guilherme Carréra e Luís Fernando Moura</em></p>
<p>Seis vezes por semana, ele é um dos 2 mil garis que circulam na cidade do Recife, todos idênticos. Há 13 anos ingressa no serviço às 14h30 e só sai às 23h, quando quase não restaram rostos no centro da cidade. Os domingos de expediente, mensais, somam mais oito horas de jornada. Seu papel é, a cada turno de trabalho, transitar pela conturbada Avenida Conde da Boa Vista e retornar pela Rua Manoel Borba, coletando qualquer dejeto que encontre pelo passeio, além de esvaziar as menosprezadas lixeiras. Já criou costume: poucos verão seu nome através da opaca farda. Só ao chegar em casa ele vai se despir, olhar o canto que resta no espelho e enxergar um homem de 45 anos e diferente de todos os outros, batizado de José Rogaciano Leandro.</p>
<p>Não antes da viagem diária de volta, porém. O trajeto é o longo e último embate do papel como gari: custa cerca de uma hora até alcançar a residência em Pontezinha, no município de Cabo de Santo Agostinho. O funcionário permanece solitário, acomodado num canto do ônibus, enquanto os outros passageiros preferem seguir em pé a sentar ao seu lado, mesmo que aquele seja o último assento do corredor. Ninguém quer a companhia inóspita do homem do lixo.</p>
<p>Para contar a história de quase invisíveis como José, Aurora inverteu os papéis. Convidamos quatro artistas para posar para um ensaio fotográfico com as fardas que geralmente escondem quem as usa diariamente. A atriz Hermila Guedes aparece como camareira; o ator Irandhir Santos, como gari. Já o cantor João do Morro “incorporou” um ascensorista, enquanto a cantora Michelle Melo fez o papel de auxiliar de serviços gerais. Profissões que conhecemos bem, exercidas por gente que conhecemos pouco.</p>
<p>A nosso pedido, Hermila, Irandhir, João e Michelle emprestaram sua fama para chamar atenção para as caras que os uniformes costumam camuflar. E lembrar que, além do vestuário e mão de obra que geralmente nos limitamos a enxergar, existe uma rotina de infortúnios e alegrias. Vivida por profissionais como Conceição Rodrigues, José Rogaciano, Andeval Luiz Gonzaga e Danielle Silva, que talvez já tenham cruzado o seu caminho. Nesta edição, eles dividem seu dia a dia conosco. E posam ao lado dos artistas que os representam. Desta vez, sem farda. Como bem entendem a liberdade de ser quem se é. Os oito, famosos e<br />
anônimos, são capa de Aurora neste domingo.</p>
<p><strong>“tem gente que cospe quando passa pela gente”</strong></p>
<p>No caso de José Rogaciano, mais de 40 mil olhares são desperdiçados por dia na Avenida Conde da Boa Vista. Na esquina com a Rua José de Alencar, onde a calçada hospeda a gigante loja Riachuelo e alguns fiteiros empilhados, ele estaciona com colegas para o lanche da tarde. “Às vezes, a gente ganha bolo, refrigerante”, conta. Antes do descanso, porém, faz pausa para falar com Aurora e afina o discurso com o colega Adriano Matias da Silva: “A gente tem dois benefícios. O primeiro é estar no trabalho, e não desempregado. O segundo é trabalhar todo dia pela própria cidade”. Repetir a trajetória diariamente é conhecer os ambientes de cor, entender o percurso das horas no centrão e, quem sabe, até fazer amigos. A maior dificuldade é o preconceito.</p>
<p>“Em tudo a gente é discriminado”, diz Rogaciano. É evento corriqueiro os passantes jogarem todo tipo de lixo ao lado dos funcionários. Mas esse é o exemplo mais brando. “Já me disseram: ‘Se eu não jogar no chão, você não tem trabalho’”, lembra Adriano. É daí pra pior: “Tem gente que cospe quando passa pela gente”, continua Rogaciano. “Ontem mesmo, uma mulher desviou de mim na Avenida Dantas Barreto e colocou a mão no nariz. Como se eu estivesse fedendo”. Reclamação? “Se for fazer, a gente vai terminar brigando com a<br />
maioria”, diz, enquanto um transeunte joga uma bola de papel no lixo que ele carrega &#8211; e erra o alvo.</p>
<p>Os causos que atravessam o cotidiano de gente como Rogaciano e Adriano viraram parábola televisiva nos últimos anos. A história do psicólogo e professor universitário Fernando Braga da Costa promoveu a vida dos garis a espetáculo com happy ending quando a imprensa descobriu que o pesquisador, homem gabaritado da classe média paulista, vinha se vestindo com seus uniformes, a título de pesquisa, e enfrentando a rotina da profissão pelas vias paulistanas. O caso saiu no Fantástico, da Rede Globo, e foi publicada no livro Homens invisíveis: relatos de uma humilhação social (Editora Globo), no qual Fernando detalha e analisa a experiência de, por quase 10 anos, atuar com a limpeza da cidade, o que lhe empossou de um novo olhar político perante a sociedade. Você passa a se relacionar com pessoas e não com sujeitos profissionais”.</p>
<p>O texto segue seus passos ainda em 1994 até os primeiros anos da última década. Narra o estranhamento inicial por parte dos garis, que percebiam a presença de um intruso, bem como o transporte numa caçamba de caminhonete, como se os empregados fossem ferramentas, e o intervalo para o café, que bebiam numa lata de refrigerante partida ao meio. O narrador confessa, enfim, que naquele lugar aprendeu as coisas mais ricas da sua vida. Algo que José Moura Gonçalves Filho, seu orientador na Universidade de São Paulo (USP),<br />
esmiúça no prefácio da publicação: “O que vemos e o que deixamos de ver, o regime de nossa atenção, é decidido segundo o modo como fomos colocados e nos colocamos em companhia dos outros”. Vestido de gari, Fernando não era reconhecido nem pelos colegas da universidade.</p>
<p>Por essas e outras lançou a tese do que chama invisibilidade pública, conceito no qual enquadra os profissionais que trabalham com limpeza. “Quanto mais subalterno o serviço e quanto mais mal remunerado é o sujeito, mais ele se torna invisível socialmente”, diz o psicólogo social a Aurora. “Na sociedade do trabalho, nós próprios somos confundidos com as premissas do nosso trabalho. Se você é identificado com as matérias que escreve, ele é identificado com o lixo que recolhe na rua. E nós não costumamos colher os detritos que deixamos pelo chão. Ou seja, quem trabalha com lixo está obviamente no pior lugar que poderia estar na sociedade”. A ideia chega a um extremo conceitual e treme as bases do próprio funcionamento democrático. “Você tem a sociedade se projetando ao longo da história, sempre fazendo uso da mão de obra dos trabalhadores pobres, sendo eles escravos ou não. De alguma forma, a classe hegemônica fabrica uma ideologia que faz com que a sociedade inteira acredite que, de fato, houve mudança, quando muitas vezes mudaram apenas alguns aspectos da servidão. O que os pobres conseguem conquistar é nada mais que a manutenção da própria sobrevivência, morando mal e comendo mal, e sem conseguir garantir outras chances a seus filhos”, afirma. “Existem avanços trabalhistas, mas parece que, se a medicina disser que podemos trabalhar 16 horas por dia, voltaremos à Revolução Industrial”.</p>
<p><strong>Personificar dá medo</strong></p>
<p>O que pode soar radical ganha ecos no que outros profissionais de limpeza pública, não muito longe da movimentada Boa Vista, confessam à reportagem. Na Estação Recife, que faz do bairro de São José ponto central de convergência das três linhas de metrô da Região Metropolitana, o funcionário Verlânio Neves<br />
da Conceição, de vassoura em punho, reclama que “tem muito lixo”, enquanto varre, sem cessar, o imenso salão de acesso aos trens, cortado por passageiros apressados. São 15 minutos de silêncio e labor, até que o rapaz retorna e desabafa: “Quer saber mesmo? Se não tivesse lixo no chão, cortavam o quadro de<br />
funcionários pela metade. E a gente, como ficaria?”</p>
<p>Andeval Luiz, que, aos 32 anos, é estrela da estação – garantem os colegas –, diz que “isso não é serviço para ninguém”. Prefere que, se for para jogar o lixo no chão, façam a sujeira na sua frente. “Assim eu estou vendo, é menos desrespeitoso. No começo você quer é brigar, mas depois vai entendendo que é assim mesmo que funciona, e não vai mudar”. Carpinteiro desistente, cultiva o sonho de partir dali pela rodovia, como motorista. “Mas, por enquanto, vou de trem. Só conheço o nome de três ruas da cidade”.</p>
<p>Quem faz a limpeza do metrô pernambucano se alterna para deixar as estações impecáveis, por isso o trabalho não cessa e as jornadas são cruzadas. Os empregados cumprem expediente de oito horas e folgam um dia a cada cinco, além de um domingo por mês. Ganham um salário mínimo e, por vezes, acumulam<br />
empregos de ambulante ou zelador, como Severino Lopes dos Santos, que espera semanas para tirar uma folga simultânea dos dois locais de trabalho. “A gente gosta do trabalho porque é nosso emprego”, diz. Mas e do ofício? “Ruim com ele, pior sem ele”.</p>
<p>Não é que o ambiente profissional desagrade, pelo contrário. Enquanto almoçam um prato montanhoso de arroz, feijão e adjacentes, Severino e a colega Joseane Maria da Costa explicam que grupo coeso é sinal de bons ares. “A gente trabalha muito, mas se diverte, porque existe companheirismo. E quando a equipe é boa, é melhor”, diz a moça, que já recebeu lixo até na mão – “para você jogar fora”. Se o trabalho tem a sordidez da limpeza pública, os rostos costumam ser familiares no trajeto metroviário. Quem passa tem agenda<br />
assinalada e ingressa nos mesmos horários. “Às vezes fazemos amigos. Tem até gente que chama pelo nome. E o “cliente” – enfatiza a relação – “está em primeiro lugar”. A coordenadora do Programa de Desenvolvimento de Carreiras da Fundação Instituto de Administração (FIA) e da Faculdade de Economia,<br />
Administração e Contabilidade (FEA), da Universidade de São Paulo (USP), Tania Casado, afirma que a invisibilidade está profundamente vinculada ao que chama de desconexão social. “Se a pessoa acaba de varrer e alguém joga um papel na rua, é como se não visse o trabalho do outro, como se ele fosse nada”. Por<br />
outro lado, a proximidade restaura a conexão entre duas pessoas a partir da personificação, ou seja, o movimento de mostrar ao outro, por sutilezas, o alguém que ele é. “Me parece que a não personificação é um mecanismo de defesa da sociedade. Se eu sei o nome do profissional de limpeza, é mais complicado<br />
eu jogar o papel no chão”.</p>
<p><strong>A novela do &#8220;bom dia&#8221;</strong></p>
<p>O dilema do mais simples cumprimento é enfrentado por Danielle Silva, 34 anos, das 7h às 12h30. O espaço onde fica é pequeno, talvez claustrofóbico, ora em pé, ora sentada, “por conta da circulação sanguínea”. Durante as cinco horas e meia de trabalho como ascensorista, um intervalo de 15 minutos para ir ao<br />
banheiro e só, já que o fluxo de pessoas no prédio da Prefeitura do Recife é ininterrupto. Gente que nunca se viu ou que, todos os dias, manda apertar o oitavo andar. Acima, a câmera de segurança devidamente localizada vigia o ascensor.</p>
<p>“Tem gente que entra e nem fala nada, parece que não me enxerga”, queixa-se. Há dias em que Danielle passa mais de uma hora em silêncio, à espera de um “Olá”. “Às vezes eu paro e resmungo, mas sei que dali a pouco alguém vai entrar e vai me cumprimentar”. O silêncio forçado incomoda a moça, que adora<br />
lidar com o público, sempre com um sorriso no rosto. Quando surge a oportunidade, vai e agarra os apressados, porém valiosos, cumprimentos. Às vezes termina servindo de ouvido para o divã alheio, quando desconhecidos escolhem a moça do elevador para uma terapia vertical. “Pessoas que eu nunca<br />
vi, mas que ficam puxando papo até o andar chegar”, diverte-se, enquanto usa um livro para abanar o calor e sintoniza a rádio FM para o público.</p>
<p>Um dos maiores efeitos da personificação é a sensação de reconhecimento do trabalhador, aponta Aécio Matos, professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que enfoca as relações de trabalho num cruzamento entre a sociologia e a psicologia. Em conversa com Aurora, ele<br />
afirma que o reconhecimento deve vir em três vias e costuma falhar justo quando o trabalhador parece invisível, pois ele é automatizado. “Quando não há ‘Bom dia’, o reconhecimento de direito, aquele do respaldo jurídico, e o reconhecimento da efetividade da função (da consolidação de direitos trabalhistas, por exemplo) são facilmente identificáveis, mas o reconhecimento afetivo é ausente”.</p>
<p>O fato é que, de acordo com Aécio, carteira assinada não assegura propriamente uma identidade a quem quer que seja. A regularização profissional sem reconhecimento afetivo transforma o trabalhador em simples cumpridor de funções, o que o professor acredita ser tendência geral na sociedade contemporânea. A universalização das funções e a anulação do sujeito seriam, sobretudo, um entrave presente nas grandes cidades. “Alguém, por acaso, estabelece uma relação próxima com o piloto de uma aeronave? Ele está ali<br />
responsável pela vida de centenas de pessoas, mas só ouvimos sua voz. Não há mais esse tipo de vínculo”. Mesmo assim, sua função é legitimada e valorizada à medida em que é menos “diluída”. “A tendência da massa é ser invisível. O número de profissões invisíveis é assustador. Motoristas, ambulantes, prestadores de serviços. Na maioria das funções, a identidade não é reconhecida pelos usuários”.</p>
<p>Já Tania acredita que o dilema da sociedade capitalista permanece sendo o da diferença, e é isto que determina que as pessoas sejam vistas ou não. “Existe uma divisão muito clara entre trabalho e labor. O trabalho diz respeito à produção intelectual e o labor, ao automatismo de algumas funções. As profissões de labor são, na verdade, as profissões invisíveis”.</p>
<p><strong>A maldição do uniforme</strong></p>
<p>Para muitos, a discussão ainda recai sobre o bode expiatório icônico, figurino que explica quem (não) são Irandhir, Hermila, João e Michelle: o famigerado uniforme. “Sua função pode até não ser esta, mas seu efeito anula a identidade individual construída com o cliente”, provoca Aécio sobre o fardamento. Como as camareiras que encontramos em um hotel cinco estrelas do Recife visitado por Aurora. É sob o tecido de corte padronizado que, nos corredores, elas devem dar o primeiro “Bom dia”, sempre antes dos hóspedes. Assim foram orientadas as 27 mulheres que integram o quadro da empresa. Mas nem todos respondem à gentileza instruída. “Fico chateada, mas depois passa”, conta Conceição Rodrigues, 36 anos, na função há 12.</p>
<p>Antes de trabalhar à beira-mar de Boa Viagem, fazia a limpeza das suítes de um motel na Avenida Recife, quando já sentia estar coberta por um manto da invisibilidade, coisa de filme de fantasia. “No motel, eu só aparecia na hora de levar a conta, não circulava tanto. Aqui, fico o tempo todo no corredor, mas mesmo assim tem gente que não me vê”.</p>
<p>Conceição segue transparente pela área comum, a primeira parada obrigatória de sua rotina diária. Polimento nos cinzeiros, varredura nos tapetes, pano nos móveis, manto no corpo. Ao terminar, permuta entre os 17 apartamentos que deve pôr em ordem, caso o “Não perturbe” não tenha sido acionado. Passe livre, ela<br />
tem acesso discreto à intimidade de hóspedes, que muitas vezes nunca a viram antes. “Pode ter ouro em pó no quarto, mas eu não mexo. Entro, arrumo e saio”. O uniforme garante a segurança e a confiança para quem as mantém anônimas.</p>
<p>Aos olhos de Fernando Braga da Costa, o fardamento é vestimenta que demoniza, a que se opõe ferrenho em seu livro e chama de “signos de rebaixamento social”. “Quem veste é um qualquer e às ordens de todos que não o vestem”, afirma. O professor de Administração da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Allan Claudius Queiroz prefere a cautela e problematiza: “Ideologicamente, o uniforme pode descaracterizar o indivíduo enquanto sujeito mas, pelo lado da empresa, significa a funcionalidade oriunda de uma padronização, o que reduz custos operacionais e o dispêndio do empregado com vestuário”. O ponto de vista técnico é ressaltado por Tania, que lembra que, em alguns casos, o uso do fardamento é necessário por questões de segurança e gestão dos profissionais.</p>
<p>A grande ironia é, no entanto, sugerida por Aécio: vistas ou não vistas, as camareiras terminam invertendo a relação de poder. “O hóspede pode fazer tudo no seu apartamento, mas a camareira desfaz o que o diferencia, anula as particularidades. A missão dela é deixar todos iguais”. E o público, todo igualzinho, às vezes acaba vendo. “Uma vez chegou uma mulher e me mandou fechar os olhos. Entregou um papel na minha mão. Quando abri, tinha uma nota de R$ 10”, diz Verlânio, funcionário do metrô. Ou Conceição, que se encontrou de novo na gentileza de uma hóspede. “Me senti valorizada. Ganhei um par de brincos de presente e ela ainda me deu um beijo e um abraço. Nunca imaginei uma coisa dessas”.</p>
<p>O gesto é bem-vindo para quem espera ter um valor estipulado no mundo. Como diz Tania Casado, “aquilo que nós achamos que somos é reforçado pelo olhar do outro. E claro que o papel social daquele que é observado vai influenciar este julgamento”. Se o outro não o reconhece, o profissional põe em xeque sua<br />
importância social e se sente cada vez menos visto. Nunca troca o figurino.</p>
<p>Nossos agradecimentos: Hermila Guedes, Irandhir Santos, João do Morro e Michele Mello | Centro de Convenções de Pernambuco | Maquiagem: Cris Malta | Figurino: DAM Roupas Profissionais. Fotos: Alcione Ferreira/DP/D.A Press</p>
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		<title>INQUIETAÇÕES POLÍTICAS EM TIRADENTES</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Dec 2010 16:49:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
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		<category><![CDATA[festival]]></category>
		<category><![CDATA[irandhir]]></category>

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		<description><![CDATA[MOSTRA TIRADENTES ANUNCIA TEMÁTICA DE SUA 14a EDIÇÃO E PRESTA HOMENAGENS AO ATOR IRANDHIR SANTOS E AO CINEASTA PAULO CESAR SARACENI
Mostra Tiradentes, 16/12/2010
O cinema político brasileiro, não apenas em sua temática, mas também – e principalmente – em sua forma, será o foco das discussões na 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes, que abre o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>MOSTRA TIRADENTES ANUNCIA TEMÁTICA DE SUA 14a EDIÇÃO E PRESTA HOMENAGENS AO ATOR IRANDHIR SANTOS E AO CINEASTA PAULO CESAR SARACENI</em></p>
<p><strong>Mostra Tiradentes, 16/12/2010</strong></p>
<p>O cinema político brasileiro, não apenas em sua temática, mas também – e principalmente – em sua forma, será o foco das discussões na 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes, que abre o calendário audiovisual brasileiro entre 21 e 29 de janeiro de 2011, na cidade histórica mineira. A expectativa é que o evento atraia um público de mais de 30 mil pessoas através de uma intensa programação com mais de 120 filmes em pre-estreias nacionais e mundiais, seminários, debates, oficinas e atrações artísticas, tudo oferecido gratuitamente ao público.</p>
<p>Em início de novo governo e ainda sob o impacto do fenômeno Tropa de Elite 2, a temática central desta edição é “Inquietações Políticas”, pautada pelos temas e olhares propostos pela produção contemporânea que ocupará as telas em Tiradentes.</p>
<p>“É preciso refletir sobre qual a potência dessas formas políticas atuais: se mobilizam afetos e ideias, se são apenas manifestações reativas, se têm um valor estético”, explica Cléber Eduardo, curador da Mostra Tiradentes.</p>
<p>“A Mostra Tiradentes é um instrumento rico em formação, reflexão, exibição e difusão do cinema brasileiro. A cada edição inova sua temática e apresenta a multiplicidade do audiovisual brasileiro com a proposta de criar novos diálogos, movimentar paradgimas e ampliar olhares – um compromisso com a difusão da cultura brasileira”, afirma Raquel Hallak, coordenadora geral da Mostra Tiradentes.</p>
<p><strong>DUAS GERAÇÕES SE ENCONTRAM NA HOMENAGEM DA 14a MOSTRA TIRADENTES  </strong></p>
<p>Diferentemente de suas últimas edições, a 14a Mostra de Cinema de Tiradentes  presta homenagens à personalidades de duas gerações distintas do cinema brasileiro, separadas por mais de quatro décadas entre si: um reconhecimento como aposta e revelação, outro pela persistência e coerência. Foram assim definidas as escolhas dos homenageados desta edição – o ator pernambucano Irandhir Santos, com sua filmografia ainda recente e em fase inicial, e o cineasta carioca Paulo Cesar Saraceni, com uma bio(filmo)grafia situada na comissão de frente do cinema brasileiro moderno (com seu auge nos anos 60 e 70), compondo uma espécie de plano e contraplano histórico do cinema político brasileiro. </p>
<p>Irandhir Santos nasceu em Barreiros, cidade a 80km de Recife, em 1978. Graduou-se em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Pernambuco em 2003. Sua estreia no cinema se deu dois anos depois, com Cinema, Aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes. No ano seguinte, 2006, foi premiado como melhor ator coadjuvante no Festival de Brasília, por sua participação em Baixio das Bestas, de Cláudio Assis. De lá para cá, sua carreira não parou de crescer: nos últimos três anos, participou de nada menos que 10 produções, incluindo as atuações premiadas em Olhos Azuis, de José Joffily, e Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo, de Marcelo Gomes e Karim Aïnouz. Como parte da homenagem ao ator pernambucano, a Mostra de Tiradentes exibirá seu trabalho em longa-metragem no Tropa de Elite 2 e nos curtas Azul e Décimo Segundo.<br />
“Irandhir surge nessa cena marcada pelas revelações e confirmações de Lázaro Ramos, Wagner Moura, Hermila Guedes, João Miguel, todos, por coincidência ou não, nascidos e formados na Bahia e em Pernambuco. Sinal de que, quase sempre concentrado em Rio e São Paulo, o foco mudou. E a filmografia do ator é composta quase exclusivamente de diretores nordestinos: Daniel Bandeira, Claudio Assis, Kleber Mendonça Filho, Marcelo Gomes e Karim Aïnouz. Esse cinema de Irandhir, de diretores iniciados nos últimos oito anos, transita entre o profissionalismo técnico de Tropa de Elite 2 e o investimento estético nas condições limitadas de Amigos de Risco”, contextualiza Cléber Eduardo.</p>
<p>Já Paulo César Saraceni foi um dos precursores do Cinema Novo e um dos primeiros cineastas do país a obter reconhecimento internacional, abrindo caminho para o movimento ao qual ficou associado, com seu curta-metragem de estréia, Arraial do Cabo (1959). Nascido no Rio em 1933 e descendente de imigrantes italianos, ganhou uma bolsa para estudar no Centro Experimental de Cinematografia, em Roma, logo após a repercussão de Arraial do Cabo. De volta ao Brasil, dirigiu Porto das Caixas (1962), seu primeiro longa-metragem. Seu mais recente filme, O Gerente (2010), é baseado em um conto de Carlos Drummond de Andrade e conta com a participação de Chico Buarque e Ferreira Gullar. Os três filmes serão exibidos em Tiradentes, como parte da homenagem ao diretor carioca.<br />
“A homenagem a Saraceni é de reconhecimento não apenas de uma trajetória, mas de uma perseverança em um desejo de vida, fazer cinema e ser cineasta. Ele talvez não seja tão estudado e conhecido como Glauber Rocha e Nelson Pereira dos Santos mas talvez tenha sido o mais poético dos cinemanovistas. Sua forma de articulação de imagens e situações em O Gerente nos mostra um cineasta veterano que continua a alargar a medida da ousadia, esbanjando um espírito de juventude sem comprometimentos, mas comprometido com sua própria expressão”, justifica Cléber Eduardo.</p>
<p>***<br />
<em>Via <a href="http://mostratiradentes.com.br/release-detalhe.php?menu=imp&#038;sub=rel&#038;codRel=90">Mostra Tiradentes</a></em></p>
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		<title>Festival de Tiradentes homenageia ator Irandhir Santos e diretor Paulo Cesar Saraceni</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Dec 2010 16:24:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Festivais e Prêmios]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[homenagem]]></category>
		<category><![CDATA[irandhir]]></category>

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		<description><![CDATA[UOL, Cinema, 16/12/2010
Por Edu Fernandes 
odo ano a Mostra de Cinema de Tiradentes elege um homenageado. Em 2011, a organização do festival decidiu prestar homenagem a dois profissionais do cinema com atuações em dois tempos distintos: o ator pernambucano Irandhir Santos (“Tropa de Elite 2”) e o diretor Paulo Cesar Saraceni (“Porto das Caixas”). A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>UOL, Cinema, 16/12/2010</strong><br />
Por <em>Edu Fernandes </em></p>
<p><div id="attachment_558" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/12/irandhir.jpg" alt="O ator pernambuco Irandhir Santos é um dos homenageados da Mostra de Cinema Tiradentes" title="irandhir" width="300" height="420" class="size-full wp-image-558" /><p class="wp-caption-text">O ator pernambuco Irandhir Santos é um dos homenageados da Mostra de Cinema Tiradentes</p></div>Todo ano a Mostra de Cinema de Tiradentes elege um homenageado. Em 2011, a organização do festival decidiu prestar homenagem a dois profissionais do cinema com atuações em dois tempos distintos: o ator pernambucano Irandhir Santos (“Tropa de Elite 2”) e o diretor Paulo Cesar Saraceni (“Porto das Caixas”). A mostra acontecerá de 21 a 29 de janeiro na cidade mineira de Tiradentes.</p>
<p>O recente fenômeno cinematográfico nacional “Tropa de Elite 2” será exibido no evento como parte das homenagens a Irandhir, além dos curtas “O Azul” e “Décimo Segundo”. “Irandhir surge nessa cena marcada pelas revelações e confirmações de Lázaro Ramos, Wagner Moura, Hermila Guedes, João Miguel, todos, por coincidência ou não, nascidos e formados na Bahia e em Pernambuco”, afirma Cléber Eduardo, curador da mostra.</p>
<p>Paulo Cesar Saraceni também será lembrado na programação com três filmes. O curta “Arraial do Cabo” (1959), que marca a perene carreira do cineasta, será exibido junto com dois longas dirigidos por ele: “Porto das Caixas” (seu primeiro longa, de 1962) e o inédito “O Gerente” (2010). “A homenagem a Saraceni é de reconhecimento não apenas de uma trajetória, mas de uma perseverança em um desejo de vida, fazer cinema e ser cineasta”, explica Cléber Eduardo.</p>
<p>***<br />
<em>Via<a href="http://cinema.uol.com.br/ultnot/2010/12/16/festival-de-tiradentes-homenageia-ator-irandhir-santos-e-diretor-paulo-cesar-saraceni.jhtm"> UOL Cinema</a></em></p>
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		<title>Olhos Azuis aumenta coleção de prêmios em Goiânia</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Nov 2010 01:27:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Festivais e Prêmios]]></category>
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		<description><![CDATA[Dirigido por José Joffily, produção chega em dezembro às locadoras de todo o país.
Blog da Imagem Filmes, 12/11/2010

Olhos Azuis, aumentou a sua coleção de prêmios após participação no 6º Fest Cine Goiânia, que ocorreu entre os dias 3 e 10 de novembro na capital de Goiás. A produção dirigida por José Joffily (Achados e Perdidos) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Dirigido por José Joffily, produção chega em dezembro às locadoras de todo o país.</em></p>
<p><strong>Blog da Imagem Filmes, 12/11/2010</strong></p>
<p><img src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/11/logo-olhos-azuis.jpg" alt="logo-olhos-azuis" title="logo-olhos-azuis" width="300" height="35" class="aligncenter size-full wp-image-510" /></p>
<p>Olhos Azuis, aumentou a sua coleção de prêmios após participação no 6º Fest Cine Goiânia, que ocorreu entre os dias 3 e 10 de novembro na capital de Goiás. A produção dirigida por José Joffily (Achados e Perdidos) acrescentou mais dois prêmios, o de Melhor Longa de Ficção e o de Melhor Ator Coadjuvante (<strong>Irandhir Santos</strong>), a sua longa lista de premiações.</p>
<p>No dia 8 de dezembro, chega às locadoras de todo o país o DVD de Olhos Azuis. Por enquanto, é possível conhecer um pouco mais desta produção no hotsite oficial do filme: <a href="http://www.olhosazuisfilme.com.br">http://www.olhosazuisfilme.com.br</a></p>
<p><object width="560" height="340"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ZybTJVGxF6Q?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/ZybTJVGxF6Q?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"></embed></object></p>
<p><strong>Sinopse:</strong> Marshall (David Rasche) é o chefe do Departamento de Imigração do aeroporto JFK, em Nova York. Comemorando seu último dia de trabalho, Marshall resolve se divertir complicando a entrada no país de vários latino-americanos. Entre eles está Nonato (<strong>Irandhir Santos</strong>), um brasileiro radicado nos EUA, dois poetas argentinos, uma bailarina cubana e um grupo de lutadores hondurenhos. Dois anos depois, Marshall vem ao Brasil procurar uma menina de nome Luiza. Quando ele conhece Bia (Cristina Lago), uma jornada em busca de redenção se inicia. Olhos Azuis foi o grande vencedor do II Festival Paulínia de Cinema com seis prêmios, incluindo o de Melhor Filme.</p>
<p><strong>8 DE DEZEMBRO NAS LOCADORAS</strong></p>
<p>***<br />
<em>Via <a href="http://www.imagemfilmes.com.br/blog/2010/11/olhos-azuis-aumenta-colecao-de-premios-em-goiania/">Blog da Imagem Flmes</a></em></p>
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		<title>Começa mostra competitiva do 6º Festcine</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Nov 2010 22:42:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Festivais e Prêmios]]></category>
		<category><![CDATA[festival]]></category>
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		<description><![CDATA[Goias Net, 03/11/2010
Por Rute Guedes &#8211; O Popular
oiânia tem início nesta quinta-feira (04), com a exibição de O primeiro dia de mostra competitiva do 6º Festcine Goiânia começa na fronteira – ou melhor no departamento de imigração para os Estados Unidos –, cenário do longa-metragem carioca Olhos Azuis, de José Jofilly, produção com elenco brasileiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Goias Net, 03/11/2010</strong><br />
Por <em>Rute Guedes &#8211; O Popular</em></p>
<p><div id="attachment_503" class="wp-caption alignleft" style="width: 425px"><img src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/11/olhos-azuis.jpg" alt="Olhos Azuis: ator norte-americano David Rashe (à esq.) interpreta policial " title="Olhos Azuis: ator norte-americano David Rashe (à esq.) interpreta policial " width="415" height="348" class="size-full wp-image-503" /><p class="wp-caption-text">Olhos Azuis: ator norte-americano David Rashe (à esq.) interpreta policial </p></div>Goiânia tem início nesta quinta-feira (04), com a exibição de O primeiro dia de mostra competitiva do 6º Festcine Goiânia começa na fronteira – ou melhor no departamento de imigração para os Estados Unidos –, cenário do longa-metragem carioca Olhos Azuis, de José Jofilly, produção com elenco brasileiro e internacional que abre a programação desta quinta-feira (04) no Cine Goiânia Ouro.</p>
<p>O pernambucano <strong>Irandhir Santos</strong> e o ator norte-americano David Rashe são os protagonistas de um embate que envolve xenofobia, redenção, raízes e aventura a partir de um dia de rotina na sala de imigração do aeroporto de Nova York. Nada sai como de praxe e um clima de ódio e tensão toma conta do lugar, com consequências definitivas para os envolvidos.</p>
<p>De um lado, temos o policial Marshall (David Rasche), chefe do departamento. Num clichê dos filmes policiais, ele está em seu último dia de trabalho. Porém, o filme vai além do lugar-comum ao colocar o personagem como um poço de frustração. Preconceituoso e achando-se acima da própria lei, ele aproveita do seu poder para humilhar um grupo de latino-americanos que espera para entrar nos EUA.</p>
<p>Entre os que aguardam na antessala de um verdadeiro inferno está Nonato (<strong>Irandhir Santos</strong>, de Tropa de Elite 2), que já morou nos EUA, passou uma curta temporada no Brasil e quer voltar para a terra do Tio Sam. Sua documentação é legal, mas nada disso convence o policial ou seus subordinados, uma mulher afro-americana e um hispânico.</p>
<p>Eles fazem vista grossa para as irregularidades do chefe e seu estado alterado: Marshall bebe o tempo todo em serviço. Os subordinados também têm seus próprios preconceitos, reproduzindo humilhações a que provavelmente foram submetidos mesmo sendo cidadãos norte-americanos.</p>
<p>Nonato, apesar da consciência da desvantagem em que se encontra, não abre mão de seus direitos e se rebela contra o arbitrariedade de Marshall. O resultado vai além do bate-boca e termina em violência.</p>
<p>Numa narrativa paralela, acompanhamos Marshall no Brasil, à procura de uma menina de nome Luiza. Em Recife, ele conhece a garota de programa Bia (Cristina Lago), que o acompanha nessa jornada. Para descobrir se o norte-americano está em busca de redenção, vingança ou simplesmente num processo de autodestruição, o espectador vai ter de seguir com ele e Bia num road movie sem cartão postal, em que beleza, pobreza, dinheiro e desolação se alternam no horizonte.</p>
<p><strong>Barreiras</strong><br />
O diretor José Jofilly, em entrevista ao POPULAR por telefone, disse que a ideia do filme surgiu da simples observação. “Todo mundo que viaja par ao exterior, principalmente para os EUA, passa por isso se for um latino-americano. Apesar de a história ser uma ficção, ela parte da realidade. Um amigo meu foi deportado dos EUA e ficou três meses hospedado na minha casa porque não tinha mais casa no Brasil. Ele contou histórias terríveis”, disse o diretor, que contou com Paulo Halm e Melanie Dimantas como seus roteiristas.</p>
<p>Olhos Azuis foi filmado totalmente no Brasil e a escolha do elenco internacional foi feito por uma agência. “Queria que o elenco pertencesse aos países dos personagens. Em relação ao personagem de Marshall, foi curioso porque o David Rasche é mais conhecido por comédias. Quando viajei para os EUA para o teste, ele foi perfeito para o papel do policial. Acho que por ser mais chamado para comédias, quando se viu diante de um personagem dramático tão forte, ele se empolgou e nos conquistou”, recorda o diretor.</p>
<p>Para Jofilly, o personagem não é um vilão. “Ele expressa o ponto de vista do americano médio. Não é todo mundo que pensa assim, claro, mas a maioria, em diversas proporções, tem muitos preconceitos. O Marshall não fala às escondidas, realmente acredita no que diz.” O cineasta já havia falado sobre o tema imigração em Dois Perdidos Numa Noite, sobre dois brasileiros vivendo à beira da marginalidade em Nova York.</p>
<p>Perguntado se, apesar da liberdade de ir e vir, o Brasil não tem suas próprias barreiras, o diretor reconhece que os sulistas até hoje veem com outros olhos quem vem de outra região. “A discriminação vem principalmente se a pessoa for pobre. A gente vive num mundo em que o dinheiro pode transitar à vontade. Paradoxalmente as pessoas é que são relegadas a vários tipos de restrição – o que varia de acordo com a conveniência”, declara o cineasta, mestre em Comunicação e ex-professor de cinema pela Universidade Federal Fluminense. Seu próximo trabalho é um documentário sobre vocações musicais, chamado Vida de Artista, já em produção.</p>
<p>Aos poucos, Olhos Azuis conquista o espectador, apesar de alguns clichês sobrarem no roteiro. A estrutura do filme, num tom mais realista do departamento de imigração e mais poético quando se passa no Brasil, mostra-se mais interessante quando passamos a conhecer a real motivação dos personagens protagonistas, que até a metade do filme não causam empatia. Daí sim, a narrativa toma mais ritmo e consistência.</p>
<p>Os protagonistas estão à vontade em seus papéis, inclusive Bia, a garota de programa que do nada aceita fazer uma longa viagem pelo interior nordestino com um gringo. Como ele e o brasileiro Nonato, a jovem parece sem lugar no mundo e traduzir esta tensão, que pode ocorrer tanto no quintal de casa quanto no país dourado dos sonhos de cada um, é o maior trunfo do filme.</p>
<p><strong>PROGRAMAÇÃO</strong></p>
<blockquote><p><strong>MOSTRA COMPETITIVA PRINCIPAL</strong><br />
(Cine Goiânia Ouro Entrada franca) Início: Quinta-feira (04), às 19h30<br />
Diga 33, de Ângelo Lima (curta – GO)<br />
Olhos Azuis, de José Joffily (longa – RJ)<br />
Quando a Mãe Chora e o Filho Não Vê, do Movimento do Vídeo Popular (curta – GO)<br />
Cinema de Guerrilha, de Evaldo Mocarzel (longa – SP)</p></blockquote>
<p>***<br />
<em>Via <a href="http://www.goiasnet.com/cinema/com_report.php?IDP=4703">GoiasNet</a></em></p>
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		<title>&#8216;Tropa de elite 2&#8242; compensa a espera com trama complexa e sangrenta</title>
		<link>http://irandhirsantos.com.br/tropa-de-elite-2-compensa-a-espera-com-trama-complexa-e-sangrenta/</link>
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		<pubDate>Sun, 24 Oct 2010 23:41:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[irandhir]]></category>
		<category><![CDATA[tropa 2]]></category>

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		<description><![CDATA[O Globo, 06/10/2010
Por Rodrigo Fonseca

Antes da exibição de &#8220;Tropa de elite 2&#8243; no Teatro Municipal de Paulínia, o diretor José Padilha trocou algumas palavras com um pequeno grupo de repórteres televisivos e cinegrafistas, onde adiantou: &#8220;Esse foi um filme feito com muito carinho&#8221;. Mas Padilha, em dois dedos de prosa com O GLOBO, tocou em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Globo, 06/10/2010</strong><br />
Por<em> Rodrigo Fonseca</em></p>
<p><img src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/10/nascimento2.jpg" alt="nascimento" title="nascimento" width="500" height="250" class="alignnone size-full wp-image-447" /></p>
<p>Antes da exibição de &#8220;Tropa de elite 2&#8243; no Teatro Municipal de Paulínia, o diretor José Padilha trocou algumas palavras com um pequeno grupo de repórteres televisivos e cinegrafistas, onde adiantou: &#8220;Esse foi um filme feito com muito carinho&#8221;. Mas Padilha, em dois dedos de prosa com O GLOBO, tocou em questões nevrálgicas relacionadas ao mais esperado longa-metragem dos últimos tempos. Espera esta que foi compensada com uma trama complexa, capaz de olhar o Rio de Janeiro sob todos os prismas:</p>
<p>- Livre da pirataria o filme esteve até agora, antes da estreia, porque a gente se organizou bem para isso. Agora, a partir desta sexta-feira, ele vai abrir, estreando em um número grande de salas: são mais de 600. Pode ser que a pirataria aconteça, a gente já não tem mais controle &#8211; disse o diretor, chamando atenção para a interpretação de Sandro Rocha, a quem confiou o papel do Major Rocha, o &#8220;Russo&#8221;. &#8211; Sandro Rocha tem uma atuação inacreditável. As improvisações que ele faz na sequência de uma festa, no lugar onde a milícia está, é surpreendente.</p>
<p>A confiança de Padilha em Sandro Rocha é mais do que justa. É dificil acreditar que um ator, hoje no Brasil, consiga ofuscar Wagner Moura. Mas quando Sandro está em cena, disparando pérolas parnasianas do tipo &#8220;cada cachorro que lamba a sua caceta&#8221;, a gente quase esquece de Nascimento. Só uma dica: Sandro aparecia no primeiro filme dizendo &#8220;quem quer rir, tem que fazer rir&#8221;. E o bordão é repetido, mas numa situação que não deixa Rocha nada contente. Confira nas telas.</p>
<p>- Tinha um outro ator fechado para viver o Russo, que eu não vou dizer quem é, mas acabou saindo. E o Zé (Padilha) abriu dois dias de testes pra mim. De onde eu venho, lá do Complexo do Lins, na Zona Norte, eu sou tido como uma referência por fazer um trabalho cultural como ator. Lá a cultura não chega, então estar fazendo esse filme é uma responsabilidade &#8211; diz Rocha, um consultor comercial que atua esporadicamente, com formação pela CAL.</p>
<p>Ele é a revelação de &#8220;Tropa de elite 2&#8243;, que ganha fácil do primeiro no quesito violência. As execuções são mais sangrentas e retratadas sem glamour algum. A narrativa evoca as tomadas de ação de &#8220;Missing &#8211; Desaparecido&#8221;, longa que deu a Palma de Ouro a Constantin Costa-Gavras, cineasta grego responsável por presidir o júri que deu o Urso de Ouro ao primeiro &#8220;Tropa&#8221;, em 2008. Num tributo ao diretor, Padilha mostra um dos núcleos de personagens mais importantes do filme saindo do Estação Botafogo, onde passa um festival Costa-Gavras com &#8220;O corte&#8221;, &#8220;Z&#8221; e &#8220;Estado de sítio&#8221;.</p>
<p>Esse núcleo de personagens inclui Rosane (Maria Ribeiro, prima do diretor), ex-mulher de Nascimento, agora casada com Diogo Fraga, vivido por <strong>Irandhir Santos</strong>, ator que deveria ter conquistado o Redentor de melhor ator coadjuvante na recém-encerrada Première Brasil 2010, terminada com o resultado mais vergonhoso do cinema brasileiro da década.</p>
<p>- A coisa mais importante da feitura desse filme foi ter vindo para o Rio &#8211; diz o pernambucano <strong>Irandhir </strong>- Eu precisava ir para a sua cidade para estudar possíveis figuras que fizessem frente ao Bope, e me surgiu o Marcelo Freixo (deputado recém-reeleito pelo Psol). Na preparação, eu tive um encontro com Fátima Toledo e ela pediu uns minutos e saiu. Quando voltou, ela me disse: &#8220;Eu fui ali conversar com você&#8221;. Eu estranhei, mas depois entendi que ela falava do Freixo, que tinha ido naquele dia nas filmagens.</p>
<p>O elenco do filme não esconde seu respeito pelo deputado, porém ninguém comenta nada sobre outras figuras que parecem ter servido de modelo a personagens fundamentais. O secretário de Segurança do filme, com ligações com o crime organizado, levou a ala carioca da plateia a mencionar o nome de Marcelo Itagiba. No zum-zum-zum da plateia, ouviu-se tambem falar em Natalino Guimarães numa associação livre (pela qual o filme não se responsabiliza) com o apresentador e televisão e político interpretado numa composição hilária por André Mattos.</p>
<p>Nesta quarta-feira, dia 6, pela manhã, a equipe e o elenco do filme conversam com a imprensa. A ala &#8220;Maio de 68&#8243; dos jornalistas egressos de São Paulo parecia meio &#8220;incomodadinha&#8221; com o filme. Tirando o mestre Luiz Carlos Merten, essa ala fica irritadinha com filme brasileiro que dá tiro. Tem muito tiro em &#8220;Tropa de elite 2&#8243; e tem soco também. Socos que nem Stallone Cobra &#8211; aquele que dizia &#8220;o crime é uma doença e eu sou a cura&#8221; &#8211; é capaz de dar em seus algozes. Vamos ver o que São Paulo vai dizer da imersão de Padilha no Rio de Janeiro nesta quarta. O Rio na plateia não ficou &#8220;incomodadinho&#8221;, ficou perplexo com a eficiência de Padilha e com a sensação de que o poço em que o Rio de Janeiro se enfiou é fundo e frio.</p>
<p>***<br />
Via <a href="http://oglobo.globo.com/blogs/cinema/posts/2010/10/06/tropa-de-elite-2-compensa-espera-com-trama-complexa-sangrenta-330357.asp">O Globo</a></p>
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		<title>O ator desconhecido do momento</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Oct 2010 22:37:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ator]]></category>
		<category><![CDATA[irandhir]]></category>
		<category><![CDATA[tropa de elite]]></category>

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		<description><![CDATA[Irandhir Santos já participou de vários longas-metragens, que lhe renderam premiações em importantes festivais de cinema do país. Agora, ele encarna a voz da razão em Tropa de Elite 2
Gazeta do Povo, 17/10/2010
Por Annalice Del Vecchio 
Em uma cena de Tropa de Elite 2, de José Padilha, o ativista de direitos humanos Diogo Fraga esbraveja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Irandhir Santos já participou de vários longas-metragens, que lhe renderam premiações em importantes festivais de cinema do país. Agora, ele encarna a voz da razão em Tropa de Elite 2</em></p>
<div id="attachment_418" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/10/fraga.jpg" alt="Irandhir Santos interpreta o exemplar deputado Diogo Fraga em Tropa de Elite 2" title="fraga" width="550" height="314" class="size-full wp-image-418" /><p class="wp-caption-text">Irandhir Santos interpreta o exemplar deputado Diogo Fraga em Tropa de Elite 2</p></div>
<p><strong>Gazeta do Povo, 17/10/2010</strong><br />
Por <em>Annalice Del Vecchio </em></p>
<p>Em uma cena de Tropa de Elite 2, de José Padilha, o ativista de direitos humanos Diogo Fraga esbraveja diante das câmeras de tevê depois que sua tentativa de resolver pacificamente uma rebelião no presídio de Bangu 1 foi frustrada pela truculência do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), liderado pelo tenente-coronel Nascimento (Wagner Moura).</p>
<p>No discurso, esbravejado, o personagem diz ser inadmissível que policiais tenham o símbolo de uma caveira estampado no uniforme. A fala, contrária à política de segurança pública do Rio de Janeiro, brotou espontaneamente da boca do ator pernambucano Irandhir Santos assim que o diretor José Padilha gritou “Ação!”. Assim conta, admirada, a colega de set Maria Ribeiro, que interpreta Rosane, ex-mulher do comandante Nascimento, agora casada com Fraga. </p>
<p>O ator de 32 anos, de olhar doce e fala mansa ao ser entrevistado, conta que essa foi uma das improvisações que fez ao longo do filme a partir de um exemplo real – sempre bem-recebidas pela preparadora de elenco, Fátima Toledo. Seu personagem é inspirado na trajetória do deputado estadual carioca Marcelo Freixo (PSOL), que participou das negociações reais na penitenciária, em 2003.</p>
<p>“Ele esteve presente antes e depois das filmagens, nos levou a Bangu, onde pude ver como era tratado com o mesmo respeito pelos policiais e pelos presos. Mas não quis imitar seus trejeitos, seu modo de falar. Apenas me inspirei nele para dar vazão a um personagem no qual se permite entrever tantos outros exemplos de integridade”, lembra, citando a irmã Dorothy Stang, assassinada por fazendeiros no Pará, em 2005, por defender os direitos dos sem-terra, e a organização de direitos humanos Terra de Direitos, com atuação em Recife, onde vive. </p>
<p>A entrada para o time de Tropa de Elite promete ser um divisor de águas na carreira do ator, que já participou de mais de meia dúzia de filmes, alguns entre os melhores da safra atual. Só neste ano esteve em Olhos Azuis (José Joffily), Quincas Berro D’Água (Sérgio Machado) e Viajo Porque Preciso e Volto Porque Te Amo (Karim Aïnouz e Marcelo Gomes). Neste momento, já está em plena atividade no set de filmagens de A Febre do Rato, nova produção do conterrâneo Cláudio Assis, que já o havia escalado anteriormente para ser o feroz Maninho, em Baixio das Bestas. Mas foi como Quaderna, o contador de histórias de A Pedra do Reino, de Ariano Suassuna, transposto para as telas como microssérie da Rede Globo, que ganhou popularidade.</p>
<p><strong>Pernambucano do mundo</strong></p>
<p>Assim como o poético personagem José Renato, ao qual dá alma e voz em Viajo Porque Preciso e Volto Porque Te Amo, o destino de Irandhir é o retorno para casa ao fim de cada jornada. É assim que este ator obsessivo – que passou quatro meses inteiros no Rio de Janeiro, incluindo os fins de semana, em absoluta imersão no personagem de Diogo Fraga – se desconecta de um projeto para só então entrar em outro.</p>
<p>Cada cena que gravava, no entanto, remetia Irandhir aos problemas enfrentados pela sua própria cidade. “O filme incentiva uma discussão acerca do nosso país. Por várias vezes, durante as filmagens pensava que poderia estar falando da minha cidade, pois o filme aborda questões que vão além das fronteiras ca­­riocas”, diz.</p>
<p>No início de Tropa de Elite 2, Diogo Fraga surge como uma espécie de inimigo de Roberto Nascimento, o protagonista problemático interpretado por Wagner Moura, que destila ironia ao chamá-lo de “maconheirozinho” e “intelectualzinho de es­­querda”. “O Fraga tem uma trajetória positiva, ascendente, que aglutina as pessoas. O Freixo é ameaçado de morte por ter peitado as milícias em uma CPI que re­­sultou em mais de 200 indiciados, mas não é um herói, segue um passo-a-passo, não age de forma obscura”, diz Irandhir. </p>
<p>O público tende a se identificar com o protagonista, que narra o filme e, portanto, expõe seus pontos de vista sem cerceamentos. “É difícil lutar contra a voz que conta a história. O Fraga é para o público o que o capitão Nascimento pensa dele”, diz o ator pernambucano. Mas logo pú­­blico e personagem começam a perceber que a raiva do policial ultrapassa as questões ideológicas. O policial se ressente porque Fraga – ironia do destino – é casado com sua ex-mulher, Rosane (Maria Ribeiro), e se relaciona melhor com seu filho do que ele próprio.</p>
<p>Quando a “ficha cai”, e Nascimento se dá conta da corrupção da polícia e de sua própria maneira de agir com o filho, muito impositiva, sua trajetória tortuosa se afunila à do correto Fraga. “O grande inimigo do Nascimento neste filme é ele mesmo”, diz Irandhir.</p>
<blockquote><p><strong>Filmografia</strong></p>
<p>Em pouco mais de três anos, Irandhir Santos já participou de diversas produções.</p>
<p>- Ganhou projeção nacional como Quaderna, na minissérie A Pedra do Reino, dirigida por Luiz Fernando Carvalho e exibida pela Rede Globo.</p>
<p>- No cinema a projeção veio com Maninho, em Baixio das Bestas (2006), de Cláudio Assis.</p>
<p>- Em Olhos Azuis, de José Joffily, ele é Nonato, um brasileiro radicado nos Estados Unidos que enfrenta o preconceito na alfândega norte-americana.</p>
<p>- Em A Morte de Quincas Berro D’Água (2009), de Sérgio Machado, faz parte do quarteto comandado pelo rei dos vagabundos e cachaceiros da Bahia.</p>
<p>- Também participou de A Hora e a Vez de Augusto Matraga (2009), de Vinicius Gentil Coimbra, e de Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), de Marcelo Gomes.</p>
<p>- Fará parte de dois fimes ainda em produção: O Som ao Redor, de Kléber Mendonça Filho, e A Febre do Rato, de Cláudio Assis.</p></blockquote>
<p>***<br />
Via<a href="http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&#038;id=1057995&#038;tit=O-ator-desconhecido-do-momento"> Gazeta do Povo</a></p>
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		<title>&#8220;Tropa de Elite 2&#8243; ganha mais 40 cópias para aumentar circuito exibidor</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Oct 2010 22:22:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[irandhir]]></category>
		<category><![CDATA[tropa 2]]></category>

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		<description><![CDATA[Folha de São Paulo, 13/10/2010
Por Reutrers
O filme &#8220;Tropa de Elite 2 foi visto por mais 2,260 milhões de espectadores no feriado prolongado de 12 de outubro.
A bilheteria total para os cinco primeiros dias chega a R$ 22,8 milhões.
Mais 40 cópias do filme foram feitas e devem reforçar o número de salas de exibição do longa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Folha de São Paulo, 13/10/2010</strong><br />
Por <em>Reutrers</em></p>
<img src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/10/tropa-irandhir.jpeg" alt="Os atores Irandhir Santos, Maria Ribeiro e Wagner Moura em cena de &quot;Tropa de Elite 2&quot;" title="tropa-irandhir" width="550" height="433" class="size-full wp-image-409" />
<p>O filme &#8220;Tropa de Elite 2 foi visto por mais 2,260 milhões de espectadores no feriado prolongado de 12 de outubro.</p>
<p>A bilheteria total para os cinco primeiros dias chega a R$ 22,8 milhões.</p>
<p>Mais 40 cópias do filme foram feitas e devem reforçar o número de salas de exibição do longa nos próximos dias. Para dar conta da demanda, vários exibidores programaram sessões extras à meia-noite na segunda e na terça-feira.</p>
<p>Com a atualização dos números, &#8220;Tropa de Elite 2&#8243; ultrapassou o público do fim de semana de estreia de &#8220;Homem Aranha&#8221; e é a quarta maior abertura da década em número de ingressos vendidos. </p>
<p>***<br />
Via <a href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/813893-tropa-de-elite-2-ganha-mais-40-copias-para-aumentar-circuito-exibidor.shtml">Folha.com/Ilustrada</a></p>
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		<title>Tropa de Elite 2 divulga mais duas fotos</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Oct 2010 21:20:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[fotos]]></category>
		<category><![CDATA[fraga]]></category>
		<category><![CDATA[irandhir]]></category>
		<category><![CDATA[tropa]]></category>

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		<description><![CDATA[Cine Click, 20/09/2010
Por Redação Cine Click
Faltando pouco menos de um mês para a estreia de Tropa de Elite 2, a produção do filme divulga duas fotos de Irandhir Santos como Diogo Fraga durante a invasão de um presídio.
Junto às fotos, temos também uma nova cena, mostrada neste domingo (19/9) pelo Fantástico, na Rede Globo.
Em Tropa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Cine Click, 20/09/2010</strong><br />
Por <em>Redação Cine Click</em></p>
<p><img src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/10/fotos.jpg" alt="fotos" title="fotos" width="400" height="300" class="alignleft size-full wp-image-373" />Faltando pouco menos de um mês para a estreia de Tropa de Elite 2, a produção do filme divulga duas fotos de <strong>Irandhir Santos</strong> como Diogo Fraga durante a invasão de um presídio.</p>
<p>Junto às fotos, temos também uma nova cena, mostrada neste domingo (19/9) pelo Fantástico, na Rede Globo.</p>
<p>Em Tropa de Elite 2, o Coronel Nascimento descobre que, no crime organizado, os inimigos podem ser outros, diferentes daqueles já enfrentados pelo Bope. A diferença é que os novos inimigos têm maior poder, inclusive financeiro. Em meio a guerra do Rio de Janeiro, Nascimento tem, também, um filho adolescente para criar.</p>
<p>Com direção de José Padilha, Tropa de Elite 2 chega às telonas em 8 de outubro de 2010.</p>
<p>***<br />
Via<a href="http://cinema.cineclick.uol.com.br/noticia/carregar/titulo/tropa-de-elite-2-divulga-mais-duas-fotos/id/28012/"> Cine Click</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Padilha e elenco de &#8216;Tropa de Elite 2&#8242; participam de coletiva em Paulínia</title>
		<link>http://irandhirsantos.com.br/padilha-e-elenco-de-tropa-de-elite-2-participam-de-coletiva-em-paulinia/</link>
		<comments>http://irandhirsantos.com.br/padilha-e-elenco-de-tropa-de-elite-2-participam-de-coletiva-em-paulinia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 11 Oct 2010 21:15:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Irandhir Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[irandhir]]></category>
		<category><![CDATA[tropa 2]]></category>

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		<description><![CDATA[O Dia, 06/10/2010
São Paulo &#8211; Após a pré-estreia de &#8220;Tropa de Elite 2&#8243;, na noite desta terça-feira, o diretor José Padilha e os atores Wagner Moura, Irandhir Santos, Sandro Rocha, Tainá Muller, André Mattos, André Ramirez, Pedro Van Held e Maria Ribeiro participaram de uma entrevista coletiva.
Na première, o novo longa de Padilha foi muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Dia, 06/10/2010</strong></p>
<p>São Paulo &#8211; Após a pré-estreia de &#8220;Tropa de Elite 2&#8243;, na noite desta terça-feira, o diretor José Padilha e os atores Wagner Moura, Irandhir Santos, Sandro Rocha, Tainá Muller, André Mattos, André Ramirez, Pedro Van Held e Maria Ribeiro participaram de uma entrevista coletiva.</p>
<p>Na première, o novo longa de Padilha foi muito bem recebido pelos convidados e pela imprensa. No início da coletiva, cada ator comentou sua participação no filme e falou sobre a experiência de ter assistido “Tropa de Elite 2” pela primeira vez, junto com o público. &#8220;Confesso que fiquei muito impressionado com o resultado final do longa, que incentiva a discussão e a reflexão do nosso país, disse Irandhir.</p>
<p>O roteirista Braulio Mantovani revelou que o personagem de Wagner Moura inicialmente não seria o personagem central do primeiro filme. &#8220;Ele não era protagonista da primeira história, mas a interpretação do Wagner nos surpreendeu tanto na hora da montagem que o Daniel Rezende [montador do longa] teve de fazer mágica&#8221;, afirmou Mantovani.</p>
<div id="attachment_365" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img src="http://irandhirsantos.com.br/wp-content/uploads/2010/10/coletiva-tropa2.jpg" alt="Padilha fala com a imprensa durante coletiva | Foto: Reprodução Internet" title="coletiva-tropa2" width="550" height="370" class="size-full wp-image-365" /><p class="wp-caption-text">Padilha fala com a imprensa durante coletiva | Foto: Reprodução Internet</p></div>
<p>Padilha falou sobre o fato de não ter conseguido filmar no Congresso Nacional, a implantação das UPPs nas favelas do Rio, as medidas que tomou para evitar a pirataria neste segundo filme e deixou claro que qualquer semelhança com a vida real, é mera coincidência, apesar de diversos políticos insistirem em se reconhecer na telona.</p>
<p>“Tropa de Elite 2” estreia nesta sexta-feira em mais de 600 salas de todo o Brasil.</p>
<p>***<br />
<em>Via <a href="http://odia.terra.com.br/portal/diversaoetv/html/2010/10/padilha_e_elenco_de_tropa_de_elite_2_participam_de_coletiva_em_paulinia_115152.html" target="_blank" rel="nofollow">O Dia</a></em></p>
]]></content:encoded>
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