outubro 04 2010

O set de Tropa 2: e o capitão virou coronel

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Em pleno domingo de Páscoa, imprensa finalmente teve acesso às filmagens da continuação de Tropa de Elite

Estadão, Cultura, 06/04/2010
Por Luiz Carlos Merten

RIO – Auditório do Palácio Gustavo Capanema, Centro do Rio. O prédio de Oscar Niemeyer pode ser uma obra-prima da arquitetura, mas o calor é infernal no auditório do mezanino, agravado pela potência do gerador que lança luz lá para dentro. José Padilha finalmente abre o set de Tropa de Elite 2 para a imprensa. Ele termina a filmagem na sexta-feira. As grandes cenas de ação ficaram para trás e a cena deste domingo de Páscoa passa-se no presumível 3º Congresso de Direitos Humanos. O professor Fraga faz sua exposição sobre a conta perversa que caracteriza o Brasil atual.

“Fraga” é interpretado por Irandhir Santos, que você já viu em Besouro, como Noca de Antonia, inimigo do herói. Na plateia, formada preferencialmente por jovens – Fraga é professor de história, no curso de jornalismo -, está o personagem real, que o inspirou. O sociólogo e deputado Marcelo Freixo. O discurso de Fraga reproduz palestras de Freixo: o Estado brasileiro gasta miséria com escola e saúde. Para manter uma criança na escola, dispende oito vezes menos do que para manter um preso no sistema carcerário. Além de caro, é inoperante. Pior – opera em sentido contrário. O sujeito que rouba um celular sai de lá formado em crimes piores. E a população carcerária não para de crescer.

Hoje, são mais de 400 mil encarcerados. A conta perversa – a população brasileira dobra a cada 50 anos; a carcerária, cada 8. “E ainda tem gente que diz que o Brasil é país da impunidade. Pode ser para determinada faixa,não para os pobres”, Fraga sintetiza seu discurso. O sistema carcerário reproduz a sociedade que o criou. Fraga mostra a maquete de Bangu 2, onde estão presos os 40 homens considerados mais perigosos do Rio. Os 40 ladrões? “Ali Babá está lá fora”, ele diz. A plateia ri, e vai rir nas sucessivas vezes em que o plano será repetido. A conta perversa – neste ritmo, em 2081, a população brasileira será de 570 milhões de habitantes e 510 milhões estarão presos nesses condomínios fechados – e Fraga aponta para a maquete.

Havia a cobrança por um Tropa 2, depois que o primeiro filme virou um fenômeno – artístico e social. Uma pesquisa do Ibope mostrou que o Capitão Nascimento, interpretado por Wagner Moura, povoa o imaginário dos brasileiros. Sete entre dez pessoas nas grandes cidades já ouviram falar nele.

Televisão. Pensou-se numa série de TV. O diretor Padilha e seu sócio, Marcos Prado, perceberam que nunca teriam controle sobre o seriado. Fizeram o mais difícil. Abriram mão do artigo terceiro, captaram o máximo que a lei lhes permitia (R$ 5 milhões, mais o ICMS do Estado do Rio, cerca de R$ 600 mil). O restante da produção – R$ 13,5 milhões (chegando a R$ 16 milhões com os custos de lançamento) – está sendo bancado por particulares, incluindo Padilha, Prado, Wagner Moura e uma carteira de pessoas físicas.

“Se Tropa 2 repetir os 2,5 milhões de espectadores do Tropa 1, vai se pagar e ainda dar lucro”, garante Padilha. Ele filma num estado de euforia. Não sente a pressão de estar fazendo um grande filme. A cobrança de ter de se superar não lhe tira o sono. Sua mulher diz que ele “é irresponsável”. Quando fez Tropa de Elite, Padilha foi chamado de “direitista”. O filme seria de direita, como seu protagonista, o Capitão Nascimento. Por Ônibus 174, no qual mostrou o outro lado da realidade de Tropa, foi etiquetado como de esquerda. Em busca de um enfoque que fosse original, Padilha transferiu essa dicotomia para a ficção de Tropa 2. O ex-capitão, agora Coronel Nascimento, tem um antagonista, e é o Fraga, o homem das ONGs. Se o tema do primeiro filme era corrupção e violência da polícia no combate ao crime, agora é a milícia. O papel e a responsabilidade do Estado – Padilha admite que filma para provocar polêmica e animar discussões.

“Ele é obcecado pela realidade”, diz o diretor de fotografia Lula Carvalho. De novo, ele filma com a câmera na mão, seguindo os atores (o filme deve ter uns 3% de câmera no tripé, ele diz). O plano deste domingo é filmado como sequência, um prodigioso plano de 4 minutos que Padilha e Daniel Resende vão desconstruir na montagem. É muito comum ver, no set, Padilha e Lula Carvalho cochicharem com Resende. O montador de Cidade de Deus e Tropa 1 está presente o tempo todo na filmagem. Padilha já filma discutindo opções de montagem com ele. O set fechado alimentou todo tipo de boataria sobre o filme. O Coronel Nascimento não é secretário de Segurança, ao contrário do que você leu por aí. Muita informação errada tem circulado na imprensa. O filme tem um blog – www.tropa2.com.br – e também está no facebook, orkut, twitter, flickr e myspace. “A essência do personagem e do seu embate contra o crime estão de volta”, garante o diretor. “O que muda é a abordagem. Questões familiares e profissionais convergem. Agora, é pessoal.”

Você vai ouvir muito esta frase. É sobre ela que vai se construir a campanha de lançamento de Tropa 2. A data ainda não está fechada. Seria, em princípio, 12 de novembro, mas poderá ser mudada. Padilha é o nosso Coppola? “Que é isso?”, pergunta. Como o diretor de O Poderoso Chefão, ele encara o desafio de fazer um segundo filme melhor do que o primeiro (grande), que o inspirou. Padilha jura que não pensa nisso – a tal irresponsabilidade, de que fala sua mulher. Ele procurava uma boa história e a encontrou.

Argumento. Sua fórmula para um bom filme é – 50% de roteiro e 50% de elenco. O roteiro de Tropa 2 – de Bráulio Mantovani, sobre um argumento de Rodrigo Pimentel, José Padilha e do próprio Mantovani – é forte, o diretor garante. O elenco traz as faces conhecidas do primeiro – Wagner Moura, Maria Ribeiro, André Matias e Milhem Cortaz. As novidades prometem – Pedro Van Held, como o filho de Nascimento; Tainá Muller, como uma repórter; e o antagonista, o poderoso Irandhir Santos.

Tanto Padilha quando Resende dizem que ele é gênio. O magnetismo do ator, na cena filmada neste domingo, é total. Em locações, nos morros – cenas filmadas em comunidades – Irandhir foi aplaudido em cena aberta. Um pouco para evitar a pirataria do primeiro filme, Tropa 2 está sendo feito num circuito fechado como nenhum outro do cinema brasileira. A boataria é grande. Padilha avalia até a possibilidade de não mostrar o filme à imprensa. “Tropa 2 virou a obsessão dos colunistas sociais e de celebridades. Publicam muita m… Tem gente que jura que já contou o fim do filme.” Ele promete surpresas. Padilha parece tão seguro e tranquilo naquele set que a surpresa maior será se Tropa 2 não for um bom (grande?) filme.

PRESTE ATENÇÃO…

1. Cel. Nascimento.
Wagner Moura volta ao personagem dilacerado entre ter vida familiar e o dever. Subiu na hierarquia, mas não é secretário de Segurança.

2.Fraga.
Irandhir Santos faz o antagonista de Nascimento, de quem difere como o Estado deve gerir a questão da segurança.

3. Beirada.
O cantor e compositor Seu Jorge volta a atua no cinema, agora incorporando o papel de criminoso.

4. Rosane.
Maria Ribeiro volta como mulher de Nascimento. O filme acompanha o casal durante os últimos cinco anos, até 2010.

5. Rafael.
O filho do casal Nascimento ganha destaque na continuação da trama. E é interpretado pelo ator Pedro Van Held.

6. Clara.
A jornalista. É interpretada pela ex-modelo Tainá Muller, que foi apresentadora da MTV gaúcha e atuou em novelas.

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Via Estadão

outubro 03 2010

Daiblog entrevista Irandhir Santos

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Daiblog, 02/06/2010
Por Michel Toronaga

O pernambucano Irandhir Santos interpreta Nonato, o corajoso emigrante brasileiro que encara Marshall, chefe da imigração americana em Olhos Azuis. O ator fez sua formação em artes cênicas na Universidade Federal de Pernambuco, do teatro ingressou na televisão, onde trabalhou na minissérie A Pedra do Reino. Sua estreia em longa metragem foi em Cinema, Aspirinas e Urubus, depois veio Baixio das Bestas, com o qual conquistou o Troféu Candango de melhor ator coadjuvante no Festival de Brasília de 2006. Em 2009 atuou no filme Besouro. Também fez o curta Décimo segundo e o longa Amigos de risco.

No inicio de 2010, pôde ser visto também como o protagonista do longa Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo, de Karim Ainouz. Sua atuação em Olhos Azuis foi premiada no Festival de Paulínia, 2009. Em maio deste ano, Irandhir estreou também o filme Quincas Berro D´Água, adaptação para a cinema do livro de Jorge Amado. Atualmente, o ator está filmando Tropa de Elite 2. Leia agora uma entrevista com o ator falando sobre Olhos azuis.

Irandhir em Décimo segundo

Irandhir em Décimo segundo

Varias línguas
Minha formação foi em teatro, onde é possível experimentar mais. Em cinema é tudo corrido, mais matemático, tem que ter mais concentração. Repetir a mesma cena com a mesma intensidade, sem perder a emoção. Mas o maior desafio desse papel foi sem dúvida interpretar em inglês. Inglês sempre foi um problema, desde o tempo da escola. Porque não tinha motivação para estudar como deveria. Mas o engraçado é que eu sempre soube que um dia precisaria do inglês. Até que um dia liga a Helô (produtora do filme) e me convidada para interpretar o papel. Nesse momento ela diz: tem uma questão, você tem que interpretar em inglês. Então eu tive que voltar para a escola. Ela disse: você tem 3 meses para se preparar.

Se tive dificuldades no inglês no passado, por outro lado, sempre encarei os desafios da vida. Então pensei: em 3 meses o Nonato estará pronto. E assim foi, o aprendizado continuou durante a filmagem. No set, tive a ajuda do Joffily, do David Rache, da Erica Gimpel e do Frank Grillo, os atores americanos. Depois de alguns dias rodando, ensaiando o clima tomou conta do set, o inglês foi ganhando força e eu fui assimilando. Tem ainda o espanhol, o Nonato fala portunhol. Na verdade, na sala de espera da imigração existe uma tentativa de comunicação, as pessoas se comunicam de várias formas, há outras linguagens presentes ali, talvez até mais significativas do que a verborragia.

O ator em Quincas Berro D'água

O ator em Quincas Berro D'água

Cumplicidade
Calypso, a cubana que fica detida juntamente com Nonato e o outros latinos na ante-sala da imigração americana, é a personagem mais próxima do brasileiro. Os dois estão em situação parecidas, talvez para ela seja mais difícil, porque é a primeira vez que ela viaja para os Estados Unidos. Para Nonato é mais tranquilo, ele está mais preocupado com seu tempo. Ele quer aparentar ser um homem de negócios. Naquela sala ele encontra uma cumplicidade com Calypso. Às vezes não há palavras. Eu e Branca (Messina) que interpreta a Calypso, conversamos sobre isso, às vezes basta um olhar. O que vem dos outros personagens em relação ao Nonato são coisas muito desumanas. Os policiais estão atirando o tempo todo, são outros sentimentos, mas estes também ultrapassam a barreira da língua.



A construção de Nonato
A partir de uma palavra: emigração. Uma pessoa que vai sempre em frente, que se estabelece.Nonato saiu de Petrolina, superou dificuldades para ir até o Recife estudar história, depois vai para os Estados Unidos. Lá ele se estabeleceu, sempre seguindo em frente, trilhando um caminho reto. Até que chega uma pessoa e diz: pare por aí. Daqui você volta. Desconsidera todo o seu passado.

Ao lado de Branca Messina no drama Olhos azuis

Ao lado de Branca Messina no drama Olhos azuis

Dentro da bolsa que Nonato carrega está a filha,a mãe e a sua história. É difícil você abrir mão da sua história. Confesso que me detive no Nonato do aeroporto e em um passado que o motivasse a ir para os EUA. Mas tem o outro Nonato. Na imigração ele está constantemente preocupado, transpira, tem rugas na testa. Quando está no Recife é um Nonato relaxado, sorridente, seu tempo é mais devagar, observa, sente o clima, aproveita o sol, o mar, a filha.

No primeiro interrogatório, Nonato se expressa com um inglês perfeito. Mas à medida que vai sendo pressionado, seu inglês vai piorando. Sua emoção vai crescendo quando se sente atingido,aí retoma a língua mãe, o português. No momento da virada, precisa se fazer entender, então Nonato volta para o inglês perfeito. São várias trajetórias desse personagem.

Cena de Amigos de risco

Cena de Amigos de risco

Olhos Azuis fala do ser humano
A cor azul representa a memória. Para o Nonato e para mim também. Quando acordo, lembro dos meus sonhos com a cor azul. O meu passado também é azul. A cor está presente nos olhos de duas pessoas significativas na vida dele: o policial, esse monstro que diz, você não vai em frente e a filha, que é o há de mais precioso para ele. Duas pessoas com cores iguais em seu olhos, mas que trazem emoções totalmente diferentes. Marshall e Luiza. Como podem ser iguais e diferentes ao mesmo tempo? Estamos falando das mesmas pessoas.

Esse filme fala das mesmas pessoas, somos iguais, independente da cor, ou dos olhos, somos iguais. Pessoas iguais e diferentes. Muda-se a cor, mas os infortúnios são os mesmos. todos são iguais, as questões são as mesmas. Não é uma questão de país ou de cultura. É uma questão humana. Como lidar com os nossos infortúnios? Nonato volta a ser um animal, ao seu instinto de sobrevivência e defesa. Volta ao que todo homem tem, seja em que país for, independente da cor dos olhos, da cor da pele. Esse filme fala sobre o homem. São as conseqüências da vida.

Irandhir Santos em Besouro

Irandhir Santos em Besouro

Imagens e cores
Meu personagem tem uma câmera, então o fotógrafo do filme, Nonato Estrela, me perguntou: o que o seu Nonato filmaria? Acho que Nonato sai captando a imagem dos pés de sua filha, sua filha correndo, a praia de Boa Viagem, os momentos de carinho com Luiza.

Assisti a uma reportagem sobre segurança nos aeroportos e ali surgiu a ideia das cores. Para demonstrar os níveis de atenção, eles usam cores. Por exemplo, alerta laranja, alerta vermelho, etc. Eu peguei essa referência como guia das emoções das cenas que faria. Então tenho cenas amarelas e quando começa a incomodar passo para as cenas laranjas até chegar o “pega pra capar”, as cenas de vermelhas.

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Via Daiblog

outubro 03 2010

Confira um vídeo de Tropa de Elite 2

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Pipoca Blog, 20/09/2010
Por Vitor

Foi lançado um clipe de Tropa de Elite 2.

No trecho, o personagem do ator Irandhir Santos critica o Bope e a segurança pública no Rio de Janeiro.

No novo filme, o Capitão Nascimento passa a enfrentar as milícias. Ao bater de frente com o sistema que domina o Rio de Janeiro, ele descobre que o problema é muito maior do que imaginava. E não é só. Ele precisa equilibrar o desafio de pacificar uma cidade ocupada pelo crime com as constantes preocupações com o filho adolescente. Quando o universo pessoal e o profissional de Nascimento se encontram, o resultado é explosivo.

O filme estreia em 08 de outubro e terá censura 16 anos.

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Via Pipoca Blog

setembro 20 2010

Produtora divulga foto nova de ‘Tropa de Elite 2′

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D24AM, Plus, 20/09/2010

A estreia do filme está marcada para o próximo dia 8 de outubro.

Irandhir Santos (Fraga) Tropa de Elite 2 (foto: Alexandre Lima)

Irandhir Santos (Fraga) Tropa de Elite 2 (foto: Alexandre Lima)

Manaus – Em nova cena do filme “Tropa de Elite 2″, divulgada nesta segunda-feira (20) pela Zazen Produtora, o ator Irandhir Santos aparece invadindo um presídio de segurança máxima. A estreia do filme está marcada para o próximo dia 8 de outubro.

Irandhir interpreta o personagem Diogo Fraga, deputado que é antagonista do temido Capitão Nascimento, interpretado por Wagner Moura. No filme, Nascimento passa a ocupar o cargo de Secretário de Segurança do Rio de Janeiro e, além do tráfico e da violência nos presídios, deve combater a corrupção dentro da própria polícia.

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Via D24AM

setembro 14 2010

A poesia marginal do cineasta Cláudio Assis

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Diretor pernambucano iniciou as filmagens de seu terceiro longa-metragem. Febre do rato pretende mostrar um lado mais lúdico de Recife e Olinda através de um poeta de rua

Jornal do Commercio, 02/09/2010
Por Diogo Guedes / Especial para o JC

Na última terça-feira, as quase 50 pessoas reunidas no lado de fora do cemitério de Guadalupe, em Olinda, atestavam: algo importante acontecia ali dentro. Entrando, era fácil entender. O local era o cenário do primeiro dia de gravação do novo longa do cineasta pernambucano Cláudio Assis, Febre do rato. Do lado de fora, a expectativa era ver os dois atores envolvidos na cena, Matheus Nachtergaele e Nanda Costa, a Soraia da novela Viver a vida, que fazem parte de um elenco que ainda conta com Irandhir Santos, Ângela Leal, Maria Gladys, Conceição Camarotti e até mesmo o pianista Vítor Araújo.

Na locação, Cláudio e sua equipe organizavam a cena. Enquanto conversava com Matheus e Nanda sobre a interpretação, os últimos preparativos eram feitos. Dois ensaios e quatro tomadas depois, com pequenos ajustes e contribuição do silêncio dos curiosos lá fora, Cláudio encerrou o dia de gravação feliz.

“Essa cena aqui da capela é uma das últimas sequências do filme, já é perto do fim. É engraçado, porque hoje começamos filmando na praia, um local cheio de vida, e terminamos no cemitério”, contou Cláudio, logo após encerrar o trabalho do dia. Definindo Febre do rato como uma obra mais lúdica do que os polêmicos Amarelo manga e Baixio das bestas, o diretor ainda não adianta muito sobre o enredo. Segundo ele, o filme é a história de Zizu, um poeta marginal que enxerga o mundo como uma criação sua. “Esse filme é provocante como os outros dois, mas ele vai mostrar que as pessoas têm que ser como são, e não seguir padrões de outras pessoas. Só assim elas dão certo”, explicou o cineasta.

De bom humor, Cláudio não escondia a satisfação de ter ultrapassado as expectativas de gravação do dia. “Estamos adiantados porque o Cláudio foi genial hoje pela manhã. Em uma tomada, ele resolveu a cena na praia, que deveria ocupar o dia todo. Tivemos que correr para deixar pronta a segunda locação”, contou a assistente de produção executiva Samantha Ribeiro.

Um das preocupações do diretor é com o orçamento, estabelecido em 2,2 milhões. “O dinheiro é pouco, então temos que apertar ao máximo os dias e as gravações”, admitiu. A previsão é de que as filmagens aconteçam em Recife e Olinda até a primeira semana de outubro.

Acostumado a observar o lado sujo de personagens e locais, Cláudio não crê que será difícil encontrar o lado lúdico das duas cidades, sua proposta na obra. “Nós estamos também criando essa beleza. Como é sobre um poeta, o filme vai ser ficção o tempo todo”, pontuou.

Depois de terminar a cena, Matheus falou um pouco sobre Pazinho. “Ele é um coveiro casado com uma travesti, Vanessa. O relacionamento dos dois é complexo, até porque Pazinho a trai com mulheres e sai para bordéis. Mas Zizu, o poeta, gosta muito de estar com ele por sua sensibilidade, doçura e abertura para a poesia”, descreveu o ator paulista, que trabalhou em todos os longas de Cláudio.

Já Nanda interpreta a adolescente Eneida, personagem, segundo ela, de muita atitude. “O trabalho do Cláudio eu já adorava. Quando vi a equipe que ia trabalhar com ele, fiquei muito animada”, afirmou a atriz. Segundo ela, a personagem só adquiriu o tom necessário um dia antes de começar as filmagens.“Até ontem eu não estava satisfeita. Eu sentia que estava falando algo para a personagem. Então, percebi que tinha algo sobrando e pensei em cortar o cabelo bem curto. Falei com a equipe de figurino e, ainda bem, deu tudo certo”, confessou.

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Via Jornal do Commercio (Área restrita para assinante)

setembro 03 2010

Tudo começa bem em Febre do rato

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Cinema // Primeiros dias de filmagem do terceiro longa-metragem do diretor Claudio Assis superam as melhores expectativas

Diário de Pernambuco, Caderno Viver, 02/09/2010
Por Luiza Maia // Especial para o Diario

No elenco de A Febre do Rato: Ângela Leal, Irandhir Santos, Nanda Costa, Matheus Nachtergaele, entre outros.

No elenco de A Febre do Rato: Ângela Leal, Irandhir Santos, Nanda Costa, Matheus Nachtergaele, entre outros.

O sucesso nos primeiros dias de filmagem do terceiro longa-metragem do diretor pernambucano Cláudio Assis, Febre do rato, está estampado no rosto de todos os envolvidos na produção: completamente exauridos, mas igualmente satisfeitos. “Paro por respeito à equipe. Por mim, a gente ia direto”, brinca o diretor. Ao todo, serão cinco semanas com jornada diária das 5h às 17h. No primeiro dia de filmagens, na terça-feira, foram adiantadas duas sequências do cronograma previstas para os dias seguintes. O dia estava reservado para uma cena na praia, mas Claúdio se satisfez com a primeira tomada, concluída às 10h. “Foi uma vez e valeu. Eu pensei: vamos fazer mais uma. E o Cláudio super seguro, determinado. É muito bom trabalhar com um diretor assim, que vira e diz: ‘Esse plano tá bom!’”, comemora a atriz Nanda Costa, protagonista do filme no papel da jovem Eneida ao lado de Irandhir Santos, que vive o poeta Zizo. Matheus Nachtergaele, Ângela Leal, Conceição Camarotti, Maria Gladys, Mariana Nunes, Juliano Cazarré, Tânia Moreno e o estreante Vitor Araújo compõem o elenco.

A jornada terminou no Cemitério de Guadalupe, para gravação de cenas do final do filme. “Adiantamos as cenas do outro dia. Bate uma insegurança, mas deu tudo certo”, comenta o experiente Matheus Nachtergaele, encantado com seu personagem, o coveiro Pazinho. “A vida dele tem uma espera. Toda vez que vim aqui, estava vazio. Só dois, três coveiros. E quando chega é alguém que morreu”, reflete. Por outro lado, é casado com o travesti Vanessa (Tânia Moreno), é amigo do poeta, participa de farras. Ele vive nos opostos entre a luz da noite e a sombra do dia. “É um casal inusitado. Ele é um coveiro, a princípio não seria um cara aberto. Acho isso um lance bonito do roteiro”, defende. “O Claudão sempre tem uma visão muito especial e corajosa do que é a realidade brasileira. Não é uma obrigação. A gente está aqui porque a gente quer”, garante Matheus, que participou dos outros dois longas de Cláudio, Amarelo manga e Baixio das bestas.

O diretor de fotografia Walter Carvalho também acompanha o diretor pernambucano desde o primeiro longa. Desta vez, a cor forte de Amarelo manga será substituída pelo preto e branco. “Nada mais abstrato do que o amor. Nada mais doloroso, nada mais prazeroso, confuso, atraente, apaixonante que o amor. Para mim o amor se dá num plano preto e branco”, explica Carvalho sobre a opção pelas escalas de cinza. Para ele, a escolha é uma forma de desdizer o que foi dito nos outros filmes e fugir da tendência do cinema contemporâneo de se valorizar cada vez mais a verossimilhança com o real, principalmente com o advento da tecnologia 3D. “O cinema do Cláudio é um cinema libertário. Ele é irreverente, provocador. Ele vê a face bonita e a face feia do objeto. A fotografia tem que mostrar esse mistério entre o que se apresenta e o que se deduz”, diz.

Mesmo no início das gravações, o elenco se mostra bastante envolvido com os personagens. A relação de Nanda com Eneida foi tão forte que ela sentiu necessidade de mudar o visual de Soraia, da novela Viver a vida. Na tarde anterior ao início das gravações, às 17h, ela não conseguia parar de pensar que faltava algo à personagem. “Eu não conseguia mais me olhar no espelho e ver aquele cabelo. Cortar deu uma leveza e atitude a ela, porque Eneida é uma adolescente com muita atitude”, define, com os cabelos acima do ombro. Apesar disso, confessa que nunca se sente pronta, nem quando está em cena, nem “quando dá o corta”. “Dar conta do personagem é um trabalho diário, a cada cena. Mas sinto que estou no caminho certo”, acredita a atriz, que vive ótima fase após ganhar o prêmio de melhor atriz do Festival de Cinema do Rio, Festival de Cinema Brasileiro de Paris e de Miami.

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Via Diário de Pernambuco

setembro 02 2010

Viajo porque preciso, volto porque te amo

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Página do Cinema, 07/05/2010

viajo

Irandhir Santos revela a beleza do filme que ganhou o prêmio de melhor direção no Festival do Rio 2009

Irandhir Santos está em todas! Esse ano, o ator estrela quatro produções nacionais: “Viajo porque preciso, volto porque te amo”, “Quincas Berro D’água”, “Olhos Azuis” e “Tropa de Elite 2”. Dando vida a personagens completamente distintos de uma maneira admirável, Irandhir vai conquistando cada vez mais seu espaço no cinema nacional. O pernambucano começou no mundo cinematográfico em 2005 com uma pequena participação no filme “Cinema, Aspirinas e Urubus”, quando pisou pela primeira vez em um set de filmagem. De lá para cá, já fez “Baixio das Bestas”, que lhe rendeu o prêmio de melhor ator coadjuvante no Festival de Brasília, Quaderna, na série “A Pedra do Reino” e “Besouro”.

“Viajo porque preciso, volto porque te amo”, que estreia esta sexta, dia 7, garantiu o prêmio de melhor direção para Marcelo Games e Karim Ainouz. No longa, Irandhir narra a viagem feita pelo geólogo José Renato, que ao atravessar o sertão brasileiro percebe que o vazio, o abandono e o isolamento presentes nas paisagens também são características de sua personalidade naquele momento. O ator não aparece em nenhum momento na tela, apenas sua voz guia o espectador através das visões de José Renato. Nesta entrevista, Irandhir Santos fala sobre a importância deste longa em sua carreira, comenta a poesia que está presente em todo o filme e revela a emoção de trabalhar com Karim e Marcelo Gomes.

Como é atuar sem aparecer na tela? Foi um trabalho mais difícil que os demais?
Foi um grande desafio para mim porque não é apenas uma narração, é um personagem, e era preciso que isto estivesse impresso na voz. José Renato tinha que ter braços, pernas e coração apenas com a minha voz. Até então eu não tinha percebido a importância da voz para o ator até anular o meu corpo como foi neste projeto. Foi difícil, mas eu tive todo o apoio do Marcelo e do Karim, que foram apontando os caminhos.

Quem é José Renato?
O José Renato é chamado para estudar a geografia do sertão nordestino. Ele vai filmando e narrando as pedras e as vegetações até que começa a perceber que aquilo está influenciando diretamente o estado emocional dele. Aquilo é quase o espelho do abandono emocional que ele está vivendo. O personagem não aparece e isso facilita a intimidade do público com a obra porque você começa a imaginar esse cara de várias maneiras. Se eu aparecesse, talvez eu limitasse um pouco essa abertura de criatividade do público com a obra.

Como foi feito o trabalho de direção? Quais orientações que você recebia dos diretores?
O Marcelo me presenteou com o roteiro e pediu que eu lesse e gravasse livremente o que eu imaginava porque ainda não tinha visto as imagens. Quando eu pude vê-las, entendi o quão inspiradoras elas eram. As imagens são belíssimas, fortes, poéticas e tudo isso está presente no filme o tempo todo. Eu tive apenas um encontro separado com cada um deles e depois outro encontro com os três juntos para o resultado definitivo. Eram as próprias imagens que determinavam o caminho da minha voz.

Como você imagina o grande amor da vida deste personagem?
Tem um momento em que o José Renato está passando pela estrada e ele vê umas crianças tampando buracos na beira da rodovia. Nesse momento, ele encontra nos olhos de uma menina os olhos da mulher que ama. Eu não tinha mais nada de concreto para formatar a imagem na minha cabeça e no meu coração daquela mulher amada a não ser os olhos da criança. É um olhar forte, expressivo, inquietante. É uma cena em que a câmera está parada nos olhos dela e a sensação que dá é que aquele olhar atravessa a tela.

É a primeira vez que você trabalha com o Karim? Como foi a experiência?
Sou um grande admirador das obras do Karim, desde “Madame Satã” e “O Céu de Sueli”. Adoro os filmes como obras e já tinha ouvido falar muito bem dele. Uma grande surpresa pra mim foi ter contato com a pessoa Karim, aí eu pude comprovar que, além de ser um diretor fantástico, ele é uma pessoa extraordinária, sensível e simples. Ele usa as minúcias de seus sentimentos para dirigir seus trabalhos.

Você acha que foi um trabalho solitário?
Para mim, como ator, acho que não porque estavam comigo o Marcelo e o Karim. Mas quando penso como personagem, acho que sim e era preciso ter isso. Ele é um homem que viaja sozinho e reencontra na viagem o espelho da sua vida atual. Era preciso haver solidão para encarar ele mesmo.

Como você classifica este filme na sua carreira?
É uma pérola, um mimo, uma jóia que vou guardar pelo resto da vida. É um filme de muito valor para mim artisticamente e emocionalmente falando.

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Via Página do Cinema

julho 25 2010

Irandhir Santos é ‘o cara’, e a cara da vez no cinema nacional

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Onipresente nas telas, ator se junta ao time de Nachtergaele e João Miguel. Ele está em ‘Quincas Berro Dágua’, ‘Olhos azuis’ e ‘Tropa de elite 2′.

G1 Pop & Arte, 21/05/2010
Por Ronaldo Pelli

Você talvez não se lembre de imediato do nome Irandhir Santos, mas certamente o rosto do ator vai ficar cada vez mais familiar para quem acompanha o cinema nacional. Só neste mês, ele está nos filmes “Viajo porque preciso, volto porque te amo”, já em cartaz, em “Quincas Berro Dágua”, que estreia na sexta (21) e em “Olhos azuis”, que chegará às telas no dia 28.

Além desses, Irandhir também faz um dos principais papéis de “Tropa de elite 2” – longa que é aposta de sucesso nas bilheterias – e já se prepara para filmar no segundo semestre “A febre do rato”, novo projeto do diretor Claudio Assis.

quincas
Irandhir (esquerda) carrega ‘Quincas’ (Paulo José) junto com Flávio Bauraqui (Foto: Divulgação)

Mesmo assim, ele não se acha “o cara” da vez no cinema. “Sou apenas o cara que está gostando de fazer cinema”, diverte-se. O acanhado pernambucano, que começou a aparecer para o Brasil em “Cinema, aspirinas e urubus” (2005), do conterrâneo Marcelo Gomes, repete uma trajetória de outros atores, como Matheus Nachtergaele, João Miguel e Dira Paes. Todos tiveram suas fases e foram “a cara” do cinema nacional nos últimos anos.

Em “Quincas”, interpreta o cabo Martim, que comanda a tropa de amigos boêmios de Quincas, vivido por Paulo José, que vão levá-lo para passear pelas ruas de Salvador, mesmo morto.

“O ‘Quincas’ foi desafiador porque foi feito todo em noturna. A gente passou quase oito semanas filmando à noite, trocou o dia pela noite. Isso, fisicamente, era difícil de fazer, mas teve uma força de vontade da equipe, com o grande motor da equipe sendo o Paulo José. Ele veio com uma energia especial para esse projeto e contagiou todo mundo”, explicou Irandhir.

Cinema: uma necessidade
Curiosamente, a sua entrada no cinema foi por uma questão de necessidade. Filho de um bancário que se mudava constantemente, Irandhir explica que eram raras as salas de cinema nas pequenas cidades do interior. O jeito para se aproximar dos filmes foi, então, participar de um deles.

“Desde criança gosto de cinema, sou um grande espectador. E quando eu tive a primeira oportunidade, comecei a fazer os filmes.”

Talvez por essa infância nômade, ele goste tanto de ficar em casa, e nem pensa, por enquanto, em sair de Recife.

“Hoje independe o lugar onde você vive. Não é determinante morar no eixo efervescente, onde se encontram as produções. Com a experiência que venho tendo, descobri em mim o prazer de permanecer. De viver as histórias que eu tenho aqui da minha terra.”

Local, universal
O Nordeste é tão presente para Irandhir que aparece em sua obra até em seu primeiro e único, por enquanto, trabalho para a TV: ele foi o Quaderna, protagonista da série “A pedra do reino”, projeto do diretor Luiz Fernando Carvalho.

“Foi um período especial na minha vida com imersão no trabalho muito forte. Devido à característica do Luiz Fernando Carvalho de trabalho. Ele nos levou para o sertão da Paraíba onde passamos quase cinco meses, dentro do que seria o seria o cenário, na cidade narrada no livro de Ariano Suassuna, cercado de profissionais, que eram verdadeiros professores. Me senti numa segunda universidade”, diz Irandhir que é formado em Artes Cênicas.

Mas, apesar de ressaltar bastante as raízes, Irandhir acredita que, quanto mais se explora essas mesmas raízes, mais se é universal. E usa o próprio Ariano Suassuna, a quem considera como uma espécie de ídolo, para explicar o seu raciocínio.

“Gosto muito do jeito que Ariano escreve, tão fiel às suas raízes, mas tão profundo, que extrapola os limites. Ele foi o início. Ele que povoou a minha mente na adolescência. Foi ele o responsável por estar pisando num palco, nas primeiras peças que fiz na escola e até amadoras: foram textos de Ariano.”

Ariano, porém, não é o único a quem Irandhir considera capaz de falar, ao mesmo tempo, sobre o local e o universal. O “Quincas”, de Sérgio Machado, também é um exemplo.

“O que eu gostei muito é que (o filme) é a cara da Bahia, mas ele vai tão profundo na raiz dele que levanta temas universais. Amizade, o filme é uma grande celebração à vida, e o Sérgio (Machado) pontua muito bem isso. Para os atores que não eram de lá, foi o grande gancho para a gente se sentir à vontade nessa história.”

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‘Olhos azuis’ traz Irandhir como imigrante ilegal nos Estados Unidos. (Foto: Divulgação)

Mesmo “Tropa de Elite 2” tem essa característica para ele. Seu personagem, o professor de história Diogo Fraga bate de frente com a política de segurança pública do Rio de Janeiro. Defensor dos direitos humanos, Diogo é contra todo mundo que for a favor da estrutura política vigente fluminense – inclusive aí um tal de capitão Nascimento.

“O meu personagem vem para dizer que há outras forças de resolver a criminalidade além da violência. Que o narcotráfico, sim, é um problema, mas que a polícia também acaba sendo um problema quando ela quer resolver tudo na medida força. E é também um problema que extrapola o estado do Rio de Janeiro.”

Fronteiras
Outro filme que fala sobre a questão das fronteiras – mas dessa vez, literalmente – é o longa “Olhos azuis”, de José Joffily. Nele, Irandhir é Nonato, um emigrante brasileiro que mora nos EUA e tenta entrar no país que adotou, mas encontra um policial que implica com ele.

“Nunca fui aos EUA e nunca vivi uma experiência parecida com o filme, mas tenho relatos de pessoas próximas. O próprio Joffily me fez conhecer algumas pessoas que passaram por isso.. Como é difícil essa questão do imigrante, do estrangeiro lá fora”, questiona, para completar: “Diferente do Nonato, eu vou para outros estados, trabalho e volto. Aqui que eu permaneço”.

“Aqui” bem que poderia ser o cinema.

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Link para a matéria no G1 e para ver os trailers dos filmes

julho 01 2010

Melhor Ator Coadjuvante para Irandhir Santos no Festival Paulínia de Cinema

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Festa na nossa Hollywood
Festival de Paulínia, no interior de São Paulo, chega à segunda edição atraindo estrelas e diretores. Aos poucos, a cidade se torna um forte pólo de cinema nacional

Contigo!, 21/07/2009

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Fotos: Aine Arruda / Divulgação Olhos Azuis

Apesar de ainda engatinhar no mundo competitivo dos eventos cinematográficos brasileiros, o Festival Paulínia de Cinema, realizado no município a 120 quilômetros de São Paulo, chega à segunda edição com uma força pouco vista no gênero. Somente na abertura, na quinta-feira (9), foram investidos cerca de 5 milhões de reais, e a data serviu para a pré-estreia brasileira de À Deriva, longa brasileiro que participou da mostra Um Certo Olhar, no último Festival de Cannes, e levou ao Teatro Municipal de Paulínia astros como Cauã Reymond, 29 anos, Selton Mello, 36, Lázaro Ramos, 30, e Debora Bloch, 46. No encerramento, quinta-feira (16), contudo, quem se destacou foi o diretor José Joffily, 63, que recebeu o troféu Menina de Ouro de Melhor Filme por seu drama Olhos Azuis – também faturando nas categorias de Melhor Atriz para Cristina Lago, Melhor Roteiro para Paulo Halm e Melanie Dimantas, Melhor Ator Coadjuvante para Irandhir Santos, Melhor Som e Melhor Montagem.

Paulínia possui uma estrutura cinematográfica que está rendendo a ela o apelido de Hollywood do Interior. O Fundo Municipal de Cultura atrai produtoras e estúdios para a região. Ao longo do festival foram 14 longas inéditos em exibição em disputa por prêmios que iam de 15 a 60 mil reais por categoria. ”Temos de agradecer bastante a esta cidade, que apoiou o filme desde o início”, confirma o produtor Francisco Ramalho Jr., 69, vencedor do júri popular e do prêmio especial do júri oficial por O Contador de Histórias, de Luiz Villaça.

A noite de encerramento também foi emocionante para o diretor Daniel Filho, 71, que apresentou o inédito Tempos de Paz, estrelado por Tony Ramos, 60. Daniel ainda foi o grande homenageado do festival, recebendo o Menina de Ouro honorário das mãos da filha, Carla, e protagonizou um documentário sobre a carreira, apresentado pelos atores Guilhermina Guinle, 34, e Murilo Benício, 38.

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Link para a matéria na Contigo!

junho 02 2010

Irandhir Santos convida os leitores do SRZD para assistir a “Olhos Azuis”

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Link para o vídeo no SRZD