outubro 11 2010

‘Tropa de elite 2′ é o meu preferido, revela Wagner Moura em Paulínia

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Atores acompanharam a première do filme sob forte esquema antipirataria. O G1 já viu: político corrupto leva bordoadas do capitão Nascimento.

G1 Cinema, 05/10/2010
Por Dolores Orosco

O ator Wagner Moura e o elenco de “Tropa de elite 2″ apresentaram o filme pela primeira vez na noite desta terça-feira (5) em Paulínia, no interior de São Paulo. Na continuação do longa do diretor José Padilha – que estreia na próxima sexta (8) em 600 salas do país – a história dá um salto de 15 anos e mostra o agora “coronel Nascimento” enfrentando inimigos como políticos corruptos e as milícias, além do confronto ideológico com o ativista dos direitos humanos Fraga (Irandhir Santos).

“’Tropa de elite 2′ é o meu preferido em relação ao primeiro. É mais complexo, mais ancorado na realidade. O personagem [Nascimento] volta mais consciente e maduro”, avaliou Moura, minutos antes da primeira sessão do longa, que foi bastante aplaudido pelo público desde as primeiras cenas.

Wagner Moura, Maria Ribeiro e Pedro van Held, durante a pré-estreia de 'Tropa de elite 2' em Paulínia na noite desta terça-feira. (Foto: Divulgação)

Wagner Moura, Maria Ribeiro e Pedro van Held, durante a pré-estreia de 'Tropa de elite 2' em Paulínia na noite desta terça-feira. (Foto: Divulgação)

Nessa sequência, Nascimento é afastado do Bope e assume o posto de subsecretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro – o que o próprio personagem chama de “cair pra cima” na carreira.

Se no primeiro filme Nascimento se referia ao tráfico como “o sistema”, dessa vez são as manobras políticas com interesses eleitoreiros que ele encara como inimigo direto. Ele chega a conclusão de que corrupção pode ser tão cruel quanto a venda de drogas nas favelas.

Pai no tatame
Ponto alto dessa nova fase do personagem também é a relação com o filho adolescente, Rafael (o estreante Pedro Van Held). O garoto questiona a violência praticada pelo pai no combate ao crime – o que é considerado “heroísmo” pelos conservadores e abuso de autoridade para os ativistas ligados aos direitos humanos.

“Com um cara bonito desses para ser meu filho, só tinha que dar coisa boa”, brincou Moura, ao lado do jovem ator, que se esforçava em lutar contra a timidez mediante o assédio da imprensa na première.

Pedro falou sobre as cenas em que pratica jiu-jtsu com Wagner – no filme, o esporte é o maior elo afetivo entre pai e filho. “O Wagner é fera. Não abusei muito, senão apanhava”, brincou.

Seu Jorge e Tainá Müller, que estão no elenco, também prestigiaram a pré de 'Tropa 2' (Foto: Rogerio Resende/Divulgação)

Seu Jorge e Tainá Müller, que estão no elenco, também prestigiaram a pré de 'Tropa 2' (Foto: Rogerio Resende/Divulgação)

“Pirataria nunca serão!”
A première do filme em Paulínia aconteceu sob forte esquema de segurança para driblar qualquer tentativa de pirataria. Segundo Padilha, as medidas – que incluíram revista na entrada da sessão, apreensão de celulares e câmeras, portas com detectores de metais – foram sugeridas pela própria equipe do Bope.

Citando um bordão famoso do primeiro “Tropa”, que causou polêmica por ter ido parar em bancas de camelôs do Brasil meses antes da estreia oficial, o diretor escaldado garantiu que, desta vez, “pirataria nunca serão!”.

Ao longo de toda a sessão lotada no teatro de Paulínia – os 1.300 lugares estavam ocupados – seguranças circulavam entre as fileiras da plateia para checar se alguém havia driblado o monitoramento – coisa que beirava o limite do impossível.

“Tropa de elite 2″ tem ritmo mais lento que o longa original. Mas as cenas de ação tem mais força e são mais bem filmadas. Destaque para uma das primeiras sequências de impacto que traz Seu Jorge (ótimo em sua curta aparição), como o bandido Beirada dominando o presídio de Bangu 1.

O coronel Nascimento aparece como um personagem mais cansado e cerebral, mas em alguns momentos retoma o vigor de “caveira” dos tempos de Bope. Sobra até para um deputado corrupto, que leva boas bordoadas em cena – sequência que fez o público de Paulínia entrar em êxtase.

Milhem Cortaz, como em “Tropa 1″, volta com grande destaque incorporando o policial Fábio. “Fanfarrão” e mau-caráter, é dele um dos novos bordões que o filme traz: “quer me f…, então me beija”. A frase arrancou gargalhadas da plateia.

Também se destaca o ator André Mattos, como Fortunato, apresentador de um programa policial sensacionalista. A interpretação beira a caricatura, mas parece feita sob medida quando se compara com certos âncoras desse tipo de jornalístico.

Mas o filme é, mais uma vez, de Wagner Moura. O ator soube reinventar com brilhantismo o personagem que se tornou o maior ícone pop do cinema nacional numa versão envelhecida, arrependida de algumas escolhas na vida, questionando posturas ideológica. Um capitão, ou melhor, um coronel Nascimento, em plena crise de meia-idade.

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Via G1

julho 01 2010

Melhor Ator Coadjuvante para Irandhir Santos no Festival Paulínia de Cinema

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Festa na nossa Hollywood
Festival de Paulínia, no interior de São Paulo, chega à segunda edição atraindo estrelas e diretores. Aos poucos, a cidade se torna um forte pólo de cinema nacional

Contigo!, 21/07/2009

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Fotos: Aine Arruda / Divulgação Olhos Azuis

Apesar de ainda engatinhar no mundo competitivo dos eventos cinematográficos brasileiros, o Festival Paulínia de Cinema, realizado no município a 120 quilômetros de São Paulo, chega à segunda edição com uma força pouco vista no gênero. Somente na abertura, na quinta-feira (9), foram investidos cerca de 5 milhões de reais, e a data serviu para a pré-estreia brasileira de À Deriva, longa brasileiro que participou da mostra Um Certo Olhar, no último Festival de Cannes, e levou ao Teatro Municipal de Paulínia astros como Cauã Reymond, 29 anos, Selton Mello, 36, Lázaro Ramos, 30, e Debora Bloch, 46. No encerramento, quinta-feira (16), contudo, quem se destacou foi o diretor José Joffily, 63, que recebeu o troféu Menina de Ouro de Melhor Filme por seu drama Olhos Azuis – também faturando nas categorias de Melhor Atriz para Cristina Lago, Melhor Roteiro para Paulo Halm e Melanie Dimantas, Melhor Ator Coadjuvante para Irandhir Santos, Melhor Som e Melhor Montagem.

Paulínia possui uma estrutura cinematográfica que está rendendo a ela o apelido de Hollywood do Interior. O Fundo Municipal de Cultura atrai produtoras e estúdios para a região. Ao longo do festival foram 14 longas inéditos em exibição em disputa por prêmios que iam de 15 a 60 mil reais por categoria. ”Temos de agradecer bastante a esta cidade, que apoiou o filme desde o início”, confirma o produtor Francisco Ramalho Jr., 69, vencedor do júri popular e do prêmio especial do júri oficial por O Contador de Histórias, de Luiz Villaça.

A noite de encerramento também foi emocionante para o diretor Daniel Filho, 71, que apresentou o inédito Tempos de Paz, estrelado por Tony Ramos, 60. Daniel ainda foi o grande homenageado do festival, recebendo o Menina de Ouro honorário das mãos da filha, Carla, e protagonizou um documentário sobre a carreira, apresentado pelos atores Guilhermina Guinle, 34, e Murilo Benício, 38.

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